Engels - resumo de livro - Historia, Notas de estudo de História e Filosofia. Universidade do Vale do Sapucaí
Reginaldo85
Reginaldo851 de Março de 2013

Engels - resumo de livro - Historia, Notas de estudo de História e Filosofia. Universidade do Vale do Sapucaí

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Resumo do livro de Friedrich Engels: A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado.
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I - Estágios Pré-Históricos de Cultura

Fichamento de livro

ENGELS, Friedrich: A Origem da Família, da Propriedade Privada

e do Estado.

I - Estágios Pré-Históricos de Cultura

Classificação feita por Morgan, que divide em três etapas: estado selvagem, barbárie e

civilização, e as subdivide de acordo com os progressos obtidos na produção dos meios de

existência.

1 - Estado selvagem

- fase inferior: Os homens viviam em bosques, comiam frutas; o principal progresso desse

período é a formação da linguagem.

- fase média: Os homens começam a ser independentes de clima e local, acrescentando à

sua alimentação peixes e utilizando fogo e instrumentos de pedra.

O uso do fogo leva à possibilidade de cozinhar os alimentos, e assim diversificar a dieta; é

também creditado a essa época o início da antropofagia, em épocas de escassez.

- fase superior: Nesse período começam a ser encontrados indícios de residência fixa,

como os materiais para construção de casas e utensílios de madeira e cerâmica; é também

desse período o uso de arco e flecha, que faz da carne da caça um alimento regular.

A barbárie

- fase inferior: Inicia-se com a introdução da cerâmica.

Nesse período começa uma maior diferenciação entre o desenvolvimento dos povos de

diferentes lugares. No continente americano, existem os povos fase inferior da barbárie,

com apenas alguns alimentos cultiváveis; outros, não conheciam nem a cerâmica nem o

cultivo. Outros ainda, na região sul do continente, não só cultivavam alimentos com

técnicas específicas, como já tinham domesticado animais e sabiam trabalhar os metais.

No leste, a diferenciação se deu pela criação de animais, o que resultou em povos de

tradição pastoril; o cultivo era restrito à cereais para alimentação dos animais.

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- fase superior: Inicia-se com a fundição do minério de ferro, e passa à fase da civilização

com a invenção a escrita alfabética e seu emprego para registros literários.

É nessa fase que se inicia a agricultura em larga escala, com emprego de animais e

instrumentos, resultando num grande aumento de população.

2 - A Família

Morgan morou com uma tribo de NY e encontrou um sistema familiar de consangüinidade

que entrava em contradição com os vínculos de família que lhe eram conhecidos. Esse tipo

de consangüinidade era comum em várias tribos de diferentes lugares, e a partir dessa

observação o autor conclui que “a família é o elemento ativo; nunca permanece

estacionária, mas passa de uma forma inferior a uma forma superior, à medida que a

sociedade evolui de um grau mais baixo para outro mais elevado.”

Daí entende-se que a formas primárias de família, como a poligamia e poliandria, em que

os filhos eram todos comuns, foi se estreitando até chegar a monogamia, em que os casais

eram exclusivistas, as mulheres pertenciam a apenas um homem.

Uma comparação com os animais

I – A família consangüínea

É a primeira etapa da família, são classificados por gerações, existem poucos resquícios

dessa forma familiar, em especial no sistema de parentesco havaiano.

II – A família punaluana

Forma familiar que começa a excluir pais e filhos das relações sexuais recíprocas. Esse

processo seria, segundo Morgan, um progresso que levou a formar a instituição de gens,

que seria a base social da maioria dos povos bárbaros.

A forma comum a todos os povos bárbaro é que a descendência é feita por linha materna, e

assim tão são as relações de herança.

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Um exemplo das formas de matrimonio grupal é dos negros australianos. A tribo divide-se

em dois grupos, e eles não podem ter relações sexuais dentro do grupo, mas apenas com os

outros.

Mesmo nessas formas primitivas de matrimonio grupal, existem relações exclusivistas,

uniões por casais, indícios de que essa forma estava fadada à extinção.

III-A família sindiásmica

Consolidação do sistema de união conjugal de pares. A poligamia continua a ser observada,

mas exige-se mais rigorosa fidelidade das mulheres.

Essa forma tem um predomínio da mulher na casa, tendo elas grande força dentro dos clãs.

Outras formas de liberdade sexual das mulheres são vistas em diversas comunidades, como

costume ou tradições religiosas. Em outros povos, os homens têm tradição de tomar as

mulheres que os agradam, como uma continuação dos casamentos tribais.

A família sindiásmica é vista pelo autor como a forma mais evoluída de seleção natural, até

o aparecimento de outras forças para modificá-la.

No Velho Mundo, a domesticação de animais e o pastoreio trouxeram novas riquezas, e um

novo problema de propriedade.

De acordo com a divisão do trabalho na família, cabia ao homem procurar os alimentos e

cultivar a terra; logo, era ele o proprietário dos instrumentos e das riquezas produzidas. Por

esses motivos foram mudadas as formas de herança materna para herança por linhagem

paterna.

A família patriarcal foi marcada pela submissão de escravos e mulheres ao chefe; é também

a passagem da família sindiásmica à monogamia, da barbárie à civilização.

IV - A família monogâmica

Baseia-se no predomínio do homem; sua finalidade expressa é a de procriar filhos cuja

paternidade seja indiscutível; diferencia-se do matrimônio sindiásmico por uma solidez

muito maior dos laços conjugais.

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Um exemplo que o autor menciona é o caso dos gregos, em que as deusas na mitologia, são

um período anterior, em que as mulheres ocupavam uma posição mais livre e de maior

consideração, e nos tempos heróicos já vemos a mulher humilhada pelo predomínio do

homem.

Essa foi a primeira forma de família que não se baseava em condições naturais, mas

econômicas, e concretamente no triunfo da propriedade privada sobre a propriedade comum

primitiva, originada espontaneamente.

O autor chega à conclusão que a monogamia foi a primeira forma de opressão de um grupo

pelo outro, que inicialmente surgiu como um progresso.

O autor segue com exemplos em que a poligamia masculina acontece mesmo no casamento

monogâmico – situações históricas e culturais, em que a mulher também continuou

praticando o adultério, embora mais condenado.

O amor sexual individual não existia nos períodos antigos, pelo menos não na sociedade

oficial, e o casamento era uma questão de conveniências, definido pelos pais.

Um estudo do período medieval e todos as famosas histórias de romance faz o autor chegar

à conclusão que foi somente com o início da burguesia, época em que foram mudados todos

os vínculos sociais e concepções tradicionais, é que os foi dado ao casal fazer escolhas mais

livres, de acordo com seus interesses.

3 – A gens iroquesa

Após analisar vários grupos e suas semelhanças no sistema de parentesco, Morgan chega à

conclusão que a gens é uma instituição comum a todos os bárbaros até sua passagem à

civilização.

Como forma clássica dessa gens primitiva, Morgan toma a dos iroqueses, com suas

subdivisões e analisa seus costumes específicos: as hierarquias, os casamentos, a sucessão

de bens, as formas de segurança, a religiosidade, as relações com estrangeiros.

Essa seria uma organização que não conhece ainda o Estado, poder público especial,

distinto do conjunto dos cidadãos que o compõem. Essa ausência de regras maiores que

coordenassem todas as tribos foi um dos motivos de decadência do sistema de gens; além

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da guerra incessante, a relação de submissão com a natureza levava a uma vida

extremamente rudimentar para a maioria do povo.

4 – A gens grega

Com algumas modificações, a forma familiar dos gregos pré-históricos era a mesma das

tribos americanas dos iroqueses. Entre essas diferenças, destaca-se o quadro do matrimônio

por grupos, que começa a diluir-se. O direito materno também cedeu ao direito paterno o

seu posto e, por isso, a riqueza privada que surgia abriu a primeira brecha na constituição.

A herança dos haveres pelos filhos facilitava a acumulação das riquezas na família e

tornava esta um poder contrário às gens.

A escravidão e a guerra começam a ser feitas também dentro da própria tribo, como mais

uma forma de acumulação de riquezas, e as antigas instituições são pervertidas, dando

início a formas rudimentos de nobreza e monarquia.

A partir daí, o autor faz um histórico da formação do Estado nas diferentes épocas e

regiões.

5 – A gênese do Estado Ateniense

Primeira fase de desenvolvimento do Estado, como forma de consagração das propriedades

individuais contra as tradições comunistas das tribos, e de perpetuação da divisão social de

classes.

Primeiras divisões sociais entre classes, com heranças de riquezas que iam se tornando

classes privilegiadas, e se tornaram mais importantes do que as divisões gentílicas.

Outra grande mudança foi, além do início da propriedade privada, a introdução do dinheiro

nas relações, e com ele, órgãos para defesa dos interesses das diferentes classes.

A parte da sociedade que não tinha acesso a essas riquezas eram os escravos e os cidadãos

livres que se viam obrigados a fazer trabalhos manuais, considerados degradantes; os

antagonismos iniciais entre as classes fizeram surgir também uma organização policial.

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6 – A gens e o Estado em Roma

A gens romana era idêntica à gens grega, que por sua vez, era a forma desenvolvida das

gens americanas. Possui a forma de Senado para resolver as questões da sociedade. Os

membros desse Senado eram os mais velhos da população, mas era o povo quem votada nas

leis. Existiam também outros povos que trabalhavam e pagavam impostos, mas não tinham

os mesmos benefícios dos grandes proprietários de terras.

O Estado continua a se firmar como a instituição que defende essa diferença de classes e

seus interesses opostos.

7 – A gens entre os celtas e os germanos

Países do reino unido mantinham o costume de cultivo da terra por aldeias inteiras, e alguns

resquícios de casamento sindiásmico. O direito paterno era aplicado com algumas dúvidas,

devido à sua proporção de falhas. Os germanos também devotavam respeito à mulher,

cabendo a ela as responsabilidades da casa.

Sobre a propriedade de terras comunal ou individual após a conquista de Roma, o autor

aponta alguns autores e algumas dúvidas, chegando à conclusão que, inicialmente sendo

cultivadas em comum, as terras foram posteriormente divididas entre as grandes famílias.

8 – A formação do Estado entre os germanos

Os germanos eram um povo bastante numeroso, e sua expansão foi constante durante

alguns séculos, até derrotar completamente o império romano. O Estado romano havia

difundido suas leis e costumes, mas acabou por se tornar uma forma cruel de exploração do

povo, fazendo com que as invasões bárbaras fossem vistas como salvação mais do que

ameaça.

A terra conquistada foi repartida entres as gens germanas, e pouco a pouco a forma de

organização foi sendo mudada em razão das novas divisões de classes, entre os senhores

germanos e os romanos conquistados.

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A nova forma de Estado teve por representante um chefe militar, para reforçar a segurança

exterior e interior.

9 – Barbárie e civilização

Após estudados os exemplos de formação de Estado, o autor entende, como conclusão, que

as condições econômicas da barbárie acabaram por fazer desaparecer a organização

gentílica da sociedade, com o início da civilização.

Desde o início da formação das gens, com as famílias se agrupando em pedaços específicos

de terra, a divisão de tarefas sendo feitas entre homens e mulheres, o desenvolvimento de

todos os ramos da produção tornou a força de trabalho do homem capaz de produzir mais

do que o necessário para a sua manutenção. Mais força de trabalho foi conseguida a partir

da guerra, o que levava a maior produção e maior acumulação de riquezas.

A divisão de classes se dava entre senhores e escravos, e também dentro de casa, entre

homem e mulher. O poder absoluto do homem foi feito pelas mudanças do direito materno

para o paterno e pela passagem do casamento sindiásmico à monogamia.

O crescente uso do ferro, como instrumento para agricultura e para guerras também teve

seu papel importante no progresso da civilização.

Uma maior população exigia maior união; torna-se uma necessidade, a confederação de

tribos consangüíneas, e logo a sua fusão; por isso, seus territórios se fundiram no território

comum do povo. O chefe militar tornou-se permanente e indispensável. A divisão de

classes trouxe à necessidade do Estado, para defender a classe dominante e perpetuar sua

existência.

Segundo o autor, a “ambição vulgar” seria o motor da civilização, ao procurar sempre a

riqueza individual. O que move os processos históricos seria a disputa entre as classes e as

constantes contradições entre elas;

Essa constante dominação de uma classe por outra é feita com um manto de hipocrisia, diz

o autor, ao disfarçar a exploração como um benefício para ambas as classes. A classe

oprimida, por sua vez, tem a possibilidade de se rebelar contra a situação.

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