Estatística de dados numéricos  - Apostilas - Matemática, Notas de estudo de Matemática. Centro Federal de Educação Tecnológico (CEFET-PA)
Carnaval2000
Carnaval20006 de Março de 2013

Estatística de dados numéricos - Apostilas - Matemática, Notas de estudo de Matemática. Centro Federal de Educação Tecnológico (CEFET-PA)

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Apostilas e exercicios de Matemática sobre o estudo da estatística de dados numéricos.
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Resumo

Considerada como sendo o ramo da matemática aplicada, a estatística lida com os dados numéricos relativos a fenômenos sociais ou naturais, com o objetivo de medir ou estimar a proporção e importância desses fenômenos verificando suas inter-relações.A origem etimológica da palavra Estatística vem do vocábulo latino “status” que significa “estado” e do vocábulo latino “sticas” que significa “contagem”. Assim sendo, “estatísticas”, em sua origem, significa contagem do estado. O seu desenvolvimento, germinou há mais de 40 séculos entre os povos orientais.Na atualidade, quando falamos de estatística uma série de indagações surgem, como, por exemplo, qual é a fonte? Isso é verdade mesmo? Assim, o seu grau de importância é relevante.A estatística deve ser encarada de uma forma mais eminente, pois a mesma contribui, e muito, na formação crítica do cidadão, sendo assim, faz-se necessário procurar entendê-la, cada vez mais. Afinal saber matemática é indispensável em qualquer área do conhecimento, pois auxilia com os números e outras técnicas na descoberta de outras questões. Aprendê-la bem, transforma pessoas em profissionais confiantes e criativos, pois desenvolve o raciocínio lógico.

Palavras-Chave: Estatística. Aprendizagem. Desenvolvimento.

1.INTRODUÇÃO

A estatística na educação é uma disciplina que deve ser analisada de forma bastante minuciosa, pois a mesma é companheira do cidadão durante muitas etapas da vida, todavia a mesma deve ser abordada desde os primeiros anos de vida, fazendo com que o mesmo crie um censo critico diante dos diversos dados estatísticos que lhe acompanharam por muito tempo.

Quando abordamos o poder de criticidade do cidadão diante dos dados estatísticos na educação, nos deparamos com uma série de fatores que acarretam a essa concepção, principalmente o desejo de se conhecer as fontes originadoras de determinados dados apresentados. É intrínseco do ser humano querer descobrir a veracidade como também discutir sobre certas coisas que não possuem um fator visível e consciente a que se refere. Daí, as inúmeras indagações diante das proposições que a estatística oferece.

Mediante esta realidade, o ensino de Estatística deve tratar de questões da realidade dos alunos, de forma a instigá-los na percepção de como as quantificações estão inseridas nos

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diversos cotidianos. É por meio da visualização da utilidade prática da Estatística, que os alunos perceberão sua importância no mundo real, ambiente do qual fazem parte.

2. Estatística. Qual o tempo certo para aprende-la?

As inúmeras informações que recebemos e/ou temos conhecimento todos os dias, dos mais variados meios de comunicação mostram uma necessidade de sabermos selecionar, qualificar, analisar e contextualizar tais informações a fim de entendê-las e/ou interpretá-las.

Apesar de que o conhecimento combinatório e estatístico esteja previsto nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), para o terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental, dentro do sistema de ensino brasileiro, a estatística ocupa um lugar muito pouco destacado nos cursos superiores e praticamente inexistente no ensino fundamental e médio.

Nos Parâmetros Curriculares Nacionais é salientado que:

o ensino da matemática deve visar o desenvolvimento do raciocínio combinatório, estatístico e probabilístico, por meio da exploração de situações de aprendizagem que levem o aluno a: coletar,organizar e analisar informações, construir e interpretar tabelas e gráficos, formular argumentos convincentes, tendo por base a análise de dados organizados em representações matemáticas diversas.(PCN, 1998, p.65).

Assim, para facilitar o aprimoramento e construção do “pensamento estatístico” no aluno, a meu ver, seria importante a introdução dos estudos de estatística já a partir do ensino fundamental para que o educando tivesse o contato com o “meio estatístico” desde as séries iniciais. A antecipação do conhecimento estatístico, já a partir do ensino fundamental, é importante para que o aluno possa adquirir uma intuição probabilística e assim ao ingressar no ensino superior não chegue com uma visão viciada sobre os fenômenos aleatórios decorrente de sua pequena familiaridade com as variações amostrais e com os estudos dos fenômenos aleatórios em geral.

Com o estudo da estatística, o aluno se apropria de conhecimentos que irão ajudar a formular questões pertinentes para um conjunto de informações, a elaborar algumas conjecturas e

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comunicar informações de modo convincente, podendo, no decorrer do trabalho iniciar o estudo das medidas estatísticas, como a média aritmética.

Com a aplicação da estatística desde cedo no campo de conhecimento das crianças e adolescentes, terão um desenvolvimento da capacidade de intervenção e da perseverança na busca de resultados, valorizando o uso de estratégias de verificação e controle de resultados, predisposição para alterar a estratégia prevista para resolver uma situação problema quando o resultado não for satisfatório, reconhecimento de que pode haver diversas formas de resolução para uma mesma situação-problema e conhecê-las, valorização e uso da linguagem matemática para expressar-se com clareza, precisão e concisão; valorização do trabalho coletivo, colaborando na interpretação de situações problema, na elaboração de estratégias de resolução e na sua validação e finalizando, o aluno deve ter interesse pelo uso dos recursos tecnológicos, como instrumentos que podem auxiliar na realização de alguns trabalhos, sem anular o esforço da atividade compreensiva.

As mídias em geral, principalmente a visual, utilizam-se, em sua maioria, de gráficos para noticiar os mais diversos temas e assuntos, usando-o, ou seja, os gráficos, como ferramenta para defender seus argumentos jornalísticos. Isso mostra a importância dos alunos compreenderem a interpretação de dados estatísticos que se deparam no dia-a-dia. Sendo assim, uma formação epistemológica em “estatística” se configura como essencial no desenvolvimento cognitivo do aluno, considerando-se que “só está alfabetizado quem sabe ler e interpretar dados numéricos dispostos de forma organizada”.

A importância do estudo da estatística para que os indivíduos aprendam a ler e interpretar as situações da sua vida diária vem corroborar com uma forma de educação que busca abandonar o processo de memorização de fórmulas e algoritmos, visando a formação de sujeitos capazes de perceber, compreender e atuar no meio social no qual está inserido.

Dentro desta perspectiva, torna-se importante que o professor comece a repensar seu papel no processo educativo, procurando observar e refletir sobre como o seu trabalho está sendo executado, da mesma forma que para quem e para que aquilo que se é trabalhado em sala de aula está servindo. Assim, um fator que o educador deve levar em consideração ao lecionar fazer com que o processo de ensino tenha uma ”seqüência didática”, pois esta vai proporcionar ao educador e ao educando um caminho de construção do conhecimento mais sistemático e permitirá ao professor perceber se os seus objetivos educacionais, inicialmente propostos, estão sendo e/ou serão alcançados.

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É importante salientar a necessidade de sempre estar em busca da compreensão de que o aluno deve entender que os acontecimentos do cotidiano são aleatórios, podendo identificar possíveis resultados, utilizando recursos probabilísticos para resolver situações que lhe são apresentadas. Com o estudo da estatística, o aluno se apropria de conhecimentos que irão ajudar a formular questões pertinentes para um conjunto de informações, a elaborar algumas conjecturas e comunicar informações de modo convincente.

Mediante esta realidade, o ensino de Estatística deve tratar de questões da realidade dos alunos, de forma a instigá-los na percepção de como as quantificações estão inseridas nos diversos cotidianos. É por meio da visualização da utilidade prática da Estatística, que os alunos perceberão sua importância no mundo real, ambiente do qual fazem parte.

3. CONCLUSÃO

A meu ver, o estudo da estatística deve acontecer desde o curso fundamental e não apenas no curso superior como tem acontecido comumente, para que o pensamento estatístico esteja apresentado desde o inicio da escolarização e o aluno possa adquirir uma habilidade de interpretar os dados estatísticos de forma habitual. Dessa forma, o educando receberá uma educação que o fará perceber que a estatística não é apenas relevante, mas muito importante no nosso cotidiano para o entendimento da realidade que nos cerca.

É importante mudarmos e tentarmos diminuir a dificuldade dos alunos no entendimento dos conceitos e métodos estatísticos. É importante termos profissionais aptos e preparados para o atendimento dessa clientela, pois cabe ao professor a tarefa de auxiliar os alunos no desenvolvimento de suas competências, inserindo-as na realidade estatística a partir dos assuntos de seu interesse e orientando-os na construção de novos significados a partir daqueles que eles já conhecem, para que sejam capazes de discernir diante de uma dificuldade e perceber qual é a melhor direção a tomar.

Em muitas situações para o entendimento da realidade, só são possíveis através das estatísticas, dessa forma, o conhecimento estatístico nos auxilia na procura incessante pela verdade absoluta. Todavia é clara e abrangente a importância de algumas mudanças dentro do contexto da estatística, pois somente com essas mudanças poderemos aumentar o poder de criticidade por parte dos cidadãos e alunos quanto aos dados estatísticos.

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Sendo assim a estatística na escola irá representar o papel de que o aluno possa compreender e apreciar o papel da estatística na sociedade, incluindo seus diferentes campos de atuação e desenvolvimento como também a compreensão e valorização do método estatístico, isto é, perceber tipos de questões a que o uso inteligente da estatística pode responder, as formas básicas de raciocínio estatístico, suas potencialidades e limitações.

REFERENCIAS

BRASIL, Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: matemática, Brasília: Ministério da Educação/Secretaria de Educação Fundamental, 1998.

LOPES, Celi Aparecida Espasandin. A probabilidade e a Estatística no ensino fundamental: uma análise curricular. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Educação – UNICAMP, Campinas, 1998.

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