Evolução Histórica da Contabilidade - Apostilas - Ciências Contábeis, Notas de estudo de Contabilidade. Universidade São Marco (UNIMARCO)
Maracana85
Maracana856 de Março de 2013

Evolução Histórica da Contabilidade - Apostilas - Ciências Contábeis, Notas de estudo de Contabilidade. Universidade São Marco (UNIMARCO)

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Apostilas de Contabilidade sobre o studo da evolução histórica da Contabilidade, períodos.
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CIÊNCIAS CONTÁBEIS

TEORIA DA CONTABILIDADE

A EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA CONTABILIDADE

A evolução Histórica da Contabilidade

1-Período Antigo – o Início

O homem sempre teve a necessidade de mensurar suas conquistas.

As primeiras escritas contábeis datam do término da Era da Pedra Polida, com os primeiros desenhos e gravações.

Desde o início da civilização, assim que deixamos a prática da caça e nos voltamos a agricultura e pastoreio, uma organização econômica se fez necessária para organizar a vida comunitária, surgindo as divisões e ideia de propriedade.

Desta forma, cada indivíduo criava sua riqueza ao longo da vida. Riqueza esta, que passava de pai para filho, e é deste termo (peter, patris) que vêm o significado da palavra Patrimônio. Hoje a palavra é utilizada para denominar quaisquer valores, mesmo que não tenha sido herdado.

O controle destes bens é feito por agrupação de acordo com a natureza: bois, cabras, metais, escravos, etc. O próprio significado da palavra “conta” é o agrupamento de itens de mesma espécie.

A Contabilidade nasceu junto com o comércio. As primeiras cidades comerciais eram dos Fenícios (1500 a 300 anos A.C), mas as principais cidades da Antiguidade também exerciam práticas comerciais. Eles foram os primeiros a se utilizarem da escrita para registrar os eventos contábeis.

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Os Sumérios (3100 anos A.C) se utilizavam de gráficos simplificados, combinando figuras e quantidades. Assim, gravavam uma imagem do animal que queriam quantificar e faziam o controle das cabeças.

Mas a ideia da Contabilidade pode ser registrada ainda mais antigamente: A sociedade egípcia colaborou muito com os historiadores, com registro de 6000 anos A.C.

Foram, provavelmente os primeiros a utilizar valor monetário em seus registros. A moeda era o “Shat”, cunhada de ouro e prata.

Os registros iniciavam-se com a data, nome da conta, valores unitários e totais, transporte, se ocorresse, sempre em ordem cronológica de entradas e saídas. Eram as primeiras “Partidas de Diário”, muito semelhantes as modernas.

Exemplo de contas utilizadas pelos Egípcios:“Pagamentos de Escravos”; ”Vendas Diárias”; “Conta Sintética Mensal dos Tributos Diversos”,etc.

Os gregos, há mais de 4000 anos, já confrontavam periodicamente custos e receitas escrituradas, apurando o resultado do período. Nesta época também se estendeu a Contabilidade para outros setores, como administração pública, privada e bancária.

Com o passar o tempo, a quantidade de valores se tornou maior, e o governo passa a solicitar uma prestação de contas desses patrimônios, requerendo registros.

Lembrando que, nesta época, todas as transações eram feitas a vista, independente da moeda adotada.

Na República Romana (200anos A.C), os registros já traziam classificações de rendas e lucros para as receitas de caixa e as despesas compreendidas em salários, perdas e diversões.

2- Período Medieval – Comercio e Capital

A Itália torna-se, neste período, uma protagonista na história da Contabilidade.

Em 1202, Leonardo Fibonacci (também conhecido como Leonado Pisano, por provavelmente viver na cidade de Pisa)publica o livro “Liber Abaci”.

O livro faz uma introdução do sistema de números organizados por unidade, dezena e centena e explica a utilização dos números em problemas aritméticos. Abordam temas como conversão de medidas, cálculo de juros, entre outros.

Neste livro é conhecida a primeira sucessão de termos numéricos que pode ser expressa por uma fórmula: a sequência Fibonacci.

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Os venezianos colaboraram muito para o crescimento do comércio exterior, e registravam os recebimentos em dinheiro, surgindo o livro Caixa.

O débito e o crédito já eram utilizados em uma ideia bastante primária, referindo-se a pessoas, retratavam asrelações de direitos e obrigações.

No século X, as primeiras empresas aparecerem e fortaleceram a sociedade burguesa.

Com o surgimento do capital, nos séculos XII e XIII, houve um aprimoramento e crescimento da Contabilidade, pois cada vez mais se enriquecia.

Neste período vemos pela primeira vez a conta “Capital”, com o sentido do valor injetado nas companhias.

Também na Itália surge o método das Partidas Dobradas, fazendo necessária uma análise da Contabilidade, surgindo o Livro da Contabilidade de Custos.

No sáculo XIV, as indústrias já se utilizavam de registro de custos separados por fases d produção.

Aqui, passa-se a utilizar o crédito como forma de captação de recursos. E investimentos em outras formas de gerar riquezas fazem com que a contabilidade gere uma nova forma de agrupar estes eventos.

3- Período Moderno – Frei Luca Pacioli

Com a tomada da Constantinopla pelos turcos, os grandes sábios bizantinos migram para a Itália.

A descoberta da América (1492) e Brasil (1500), significavam riqueza para alguns países europeus.

Os Protestantes europeus se mudam para a América em 1492, após a reforma religiosa.

O Novo Mundo representava inúmeras riquezas, e a Contabilidade tornou-se uma necessidade para controla-las.

Em 1494, o frei Luca Pacioli, matemático, teólogo e contabilista, publica “Tratactus de Computis et Scriptus”(Contabilidade por Partidas Dobradas).

Este livro enfatizava a correspondência da teoria de débito e credito e a teoria dos números positivos e negativos.

Lembrando que, apesar da publicação, Pacioli não é inventor do método das Partidas Dobradas, mas conceituou muitas práticas que perduram até os dias atuais: Diário e Razão, registros de

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operações: aquisições, permutas, sociedades, como abrir e encerrar contas, pró e dano (lucros e perdas) e a prática de escrever primeiro o devedor e depois o credor.

Frei Luca de Pacioli viveu na Toscana no século XV, e sua obra abriu precedentes para as demais que viriam a seguir.

A Contabilidade se formalizou na Itália com a mercantilização, pois as cidades italianas eram as principais utilizadas no comércio mundial.

A Itália também foi a primeira a reconhecer que a Contabilidade não deveria ser feita por qualquer pessoa. A profissão surgiu após o governo Italiano reconhecer como Contador o indivíduo devidamente qualificado.

As guerras nos séculos XVIII e XIX e o comércio mundial também adicionaram ainda mais importância à Contabilidade.

4- Período Científico – As escolas de Contabilidade

O período se inicia com dois autores consagrados: Franchesco Villa, autor da obra “La Contabilità Applicatta alleadministrazioni Private e Plubbiche” e Fábio Bésta, criador da escola Controlista, que defendia que o principal objetivo da Contabilidade era o controle dos fatos econômicos.

Três escolas de pensamento Contábil surgiram neste período:

Escola Lombarda, de Franchesco Villa

Escola Toscana, de GuiseppeCerboni

Escola Veneziana, de Fábio Bésta

Nesta época, a Contabilidade chegou a Universidade na Itália. Ocorreu em 1809, na aula de comércio da corte.

Franchesco Villa tornou-se professor Universitário após ganhar um prêmio promovido pelo governo Austríaco.

Para ele, a Contabilidade era mais do que escrituração e guarda de livros. Dava importância em conhecer a natureza, os detalhes, as normas, as leis e as práticas que regem o patrimônio.

Iniciou-se a fase Científica.

Fábio Bésta demonstrou o elemento fundamental da cota, o valor e chegou perto de definir o patrimônio como objeto da Contabilidade.

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Quem fez a definição do objeto da Contabilidade foi, em 1923 VicenzoMazi, que também definiu a Contabilidade como instrumento básico de gestão.

A escola europeia teve muito peso teórico, sem demonstrações práticas e sem pesquisas fundamentais. Existia uma preocupação em mostrar que a Contabilidade era uma ciência, exagerando na teoria de contas e partidas dobradas, engessando processos.

5- A Escola Norte Americana – A importância da Prática

Os Estados Unidos contribuíram muito para o desenvolvimento da Contabilidade e dos princípios Cotábeis. A ampla estrutura econômica e política somada com pesquisa e trabalho dos órgãos associativos fizeram com que a Contabilidade chegasse a forma como a conhecemos .

Os profissionais de contabilidade e os acadêmicos tinham uma total integração para contribuir com as pesquisas do American InstritutofCertield Public.

Grandes empresas se formaram, com grandes capitais divididos em acionistas. Foi a causa do aparecimento de teorias e práticas de geração da informação que seria analisada por qualquer acionista em qualquer parte do mundo.

As corporações foram tornando-se cada vez maiores e a escola Norte-americana uma disseminadora do conhecimento das práticas Contábeis.

6 – Brasil – As primeiras necessidades

Em 1808, com a vinda dafamília Real Portuguesa exigiu maior aparato fiscal, devido ao aumento dos gastos públicos e renda dos estados. Neste ano, foi criado o Tesouro Nacional e Púbico juntamente com o Banco do Brasil.

As Tesourarias de Fazendas nas províncias eram compostas de um inspetor, um contador e um procurador fiscal, responsáveis por toda arrecadação, distribuição e administração financeira e fiscal.

Como vemos, a Contabilidade no Brasil iniciou-se com visão fiscal. Essa é uma característica, e por que não dizer uma cultura, que se prolongou e nossa Contabilidade.

Hoje, as novas leis, que visam uma unificação da Contabilidade mundial tem feito o contado brasileiro deixar em segundo plano esse foco fiscal e dar mais ênfase as práticas contábeis propriamente ditas.

7 – Contabilidade atual

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Devido as novas tecnologias e globalização todas as áreas e principalmente a área contábil precisam se readaptar, pois o futuro da contabilidade depende do desenvolvimento da sociedade .

Segundo pesquisas um dos principais caminhos desta área é a tendência mundial de padronização das normas contábeis internacionais conhecidas como: International Financial Reporting Standards (IRFS). Esta tendência é considerada essencial para facilitar a comunicação e a relação comercial entre as companhias em qualquer localidade do mundo, ou seja, corporações estrangeiras e instituições financeiras podem vir solicitar informações já baseadas nas novas normas.

O Brasil está inserido neste processo desde o final de 10/2007, com a edição da Lei 11638.

A adaptação e integração do Brasil à IRFS é um processo longoa maioria das grandes companhias está preparada e cumprem com rigor o cronograma, já as pequenas e médias empresas tendem a demorar mais para se adaptarem, mas essas empresa precisam se modernizar, pois quem estiver fora do padrão poderá perder boas oportunidades de negócio.

Além da necessidade de se adaptar as tecnologias modernas e softwares empregados na contabilidade, as empresas (principalmente as menores), precisam se preocupar com a falta de atualização dos profissionais. Hoje nos conselhos regionais de contabilidade do Brasil existem mais de 400 mil contadores inscritos. É necessário readaptar as pessoas, as empresas, rever os cursos e até os livros de contabilidade. A nova lei está causando uma revolução na rotina e na carreira de contadores, auditores e executivos da área financeira, o grau de responsabilidade desses profissionais aumentou consideravelmente. Eles agora serão cobrados por uma visão critica e conhecimento mais aprofundados de gestão de negócios, finanças corporativas, questões societárias, planejamento tributário e sistemas de informação.

Uma contabilidade eficaz pode ser a chave do sucesso ou se ineficaz, o fracasso de um negócio. Os principais interesses atualmente, são a redução dos custos e alcançar a qualidade conseguindo com isso bons lucros. O conhecimento hoje não é um recurso, mas o recurso.

8 – Possíveis tendências para o futuro

O desenvolvimento contábil acelerou muito nos últimos 200 anos, a cada dia que se passa novos conhecimentos são aplicados a reais e futuras necessidades.

O que irá determinar a ascensão ou queda de uma empresa no futuro será a globalização da economia ou as relações de negócios.

Existe a preocupação de que se não houver uma padronização internacional, irá ocorrer uma grande confusão nas interpretações contábeis em um futuro não muito longe.

A crescente obrigação fiscal e tributária, junto com o crescimento econômico, fará com que a necessidade de um sistema gerencial contábil seja eficiente e ágil.

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Novas fontes de riqueza estão aparecendo, com isso, no futuro as normas e procedimentos contábeis irão valorizar o capital intelectual como uma das principais riquezas de muitas empresas, já que atualmente, existe muita diferença entre o capital real e o balanço em muitas empresas ao redor do mundo.

Novos conceitos irão surgir e caberá aos futuros profissionais buscar a melhor forma de conciliação e possivelmente haverá a adequação das informações da empresa a investidores.

Mais uma das áreas novas que irão estar presentes em maior representação é a contabilidade ambiental, trabalhando a partir de ativos e passivos ambientais, a contabilidade estará mais presente nos problemas ambientais. A cobrança as empresas quanto a poluição e destruição do meio ambiente serão contabilizados, pois suas punições serão muito mais severas.

Índice

1-Período Antigo – o Início

2- Período Medieval – Comercio e Capital

3- Período Moderno – Frei Luca Pacioli

4- Período Científico – As escolas de Contabilidade

5- A Escola Norte Americana – A importância da Prática

6 – Brasil – As primeiras necessidades

7 - Contabilidade atual

8 – Possíveis tendências para o futuro

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Fontes:

CRCSP -http://crcsp.org.br/

Portal da contabilidade - http://www.portaldecontabilidade.com.br -

Molina Contabilidade - http://www.drfotos.com/molinacontabilidade/curiosidades.htm.

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