Exercícios com Tornozelo - Trabalho - Educação Fisica, Notas de estudo de . Centro Universitário de Brasília (UniCEUB)
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Homer_JS27 de Fevereiro de 2013

Exercícios com Tornozelo - Trabalho - Educação Fisica, Notas de estudo de . Centro Universitário de Brasília (UniCEUB)

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Exercícios que envolvem a articulação e a musculatura do tornozelo. Aspectos da articulação do tornozelo, plano de execução do exercício, músculos que participam da execução do exercício.
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EXERCÍCIOS QUE ENVOLVEM

A ARTICULAÇÃO E MUSCULATURA DO TORNOZELO

Segundo Campos (2000), articulação do tornozelo e os seus músculos correspondentes são fundamentais para o equilíbrio e manutenção da postura do corpo, sendo inclusive importantes bombeadores no retorno venoso dos membros inferiores. Devido a essas características essa região assume importante função nas questões referentes a manutenção da saúde dos membro inferiores, além de forte relação com a estética corporal.

Por esses motivos com bastante freqüência são indicados exercícios para essa articulação e consequentemente os músculos diretamente ligados a ela como de fundamental importância para o ser humano.

O movimento que será analisado cinesiologicamente para este tópico a flexão plantar em pé.

-Aspectos da articulação do tornozelo

Quanto a essa articulação Thompson e Floyd (1997) afirmam que ela seja constituída pelos seguintes ossos: Tálus, Tíbia Distal e Fíbula Distal. Esta é também conhecida como articulação Tibiotársica ou Talocrural. Quanto a sua classificação, Miranda (2000) aponta como sendo uma Diartrose Sinovial do tipo Trocleartrose ou Gínglimo (em forma de dobradiça). Sendo na verdade constituída pelas seguintes superfícies articulares: superior do Tálus ou Tróclea, que se articula com a face inferior da Tíbia; a face lateral do Tálus, que se articula com o Maléolo Fibular; e a face medial do Tálus que se articula com o Maléolo Tibial. O mesmo texto afirma ainda que esta articulação seja Biaxial (apresentando dois graus de movimento), sendo capaz de realizar os movimentos de Dorsiflexão (elevação da região dos dedos), Flexão Plantar (elevação da região do calcanhar), Eversão (girar a planta do pé par fora) e Inversão (girar a planta do pé para dentro). E finalmente são apresentados como elementos de reforço e estabilização articular: a Cápsula Articular e os Ligamentos Medial (com quatro feixes: Tibionavicular, Tibiotalar Anterior, Tibiotalar Posterior e Tibiocalcâneo) e Lateral (com três feixes: Talofibular Anterior, Talofibular Posterior e Calcâneo-fibular).

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Descrição do movimento

Posição inicial: o indivíduo se coloca na posição de pé, costas e joelhos estendidos, com a parte anterior do pé (região dos dedos) apoiada sobre um degrau, step ou calço, deixando os pés em posição neutra (voltados para frente) e o tornozelo fazendo uma leve Dorsiflexão (calcanhar pouco abaixo da linha do apoio dos dedos).

Execução: eleva-se o calcanhar até a extensão máxima do tornozelo, realizando uma vigorosa Flexão Plantar. Onde a pessoa ficará na ponta dos pés.

Posição final: posteriormente deixa-se o calcanhar descer até que atinja a posição inicial.

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-Plano de execução do exercício

Segundo Campos (2000) este apóia-se sobre o plano Sagital ou Ânteroposterior, sobre um eixo Coronal, tem como centro de gravidade a extremidade dos pés.

-Músculos que participam da execução do exercício

Segundo Tesch (2000) os músculos principais deste exercício são os Tríceps Crural (Gastrocnêmio Medial, Gastrocnêmio Lateral, Sóleo) e o Fibular Longo. Miranda (2000) ainda acrescenta o Fibular Curto e o Tibial Posterior como principais, além do Flexor Longo do Hálux e Flexor Longo dos Dedos como auxiliares.

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-Tipo de alavanca presente na execução do exercício

O tipo de alavanca presente na execução deste exercício é de Terceira Classe ou Interpotente, onde a resistência esta representada pelo peso corporal, a força principalmente pela musculatura do gastrocnêmio e o fulcro pela parte do pé apoiada no degrau ou similar.

Uma visão anatômica e biomecânica dos exercícios relacionados ao tríceps sural (Panturrilha).

Pelo próprio motivo histórico da musculação, grandes fisiculturistas criaram variações de exercícios básicos, na procura sempre de proporcionar o maior desgaste possível da musculatura trabalhada, como também, procurando trabalhar diversas porções musculares, variando as angulações. Entretanto, através da pesquisa em eletromiografia, os pesquisadores nacionais e internacionais desmistificaram que estas variações poderiam proporcionar a estimulação de outras fibras musculares.

Este artigo tem como objetivo esclarecer algumas variações usadas hoje em dia e que alguns ‘’experts’’ ainda afirmam possuir efeitos. Como primeira etapa de um conjunto de artigos iremos desmistificar alguns conceitos ainda aplicados ao treinamento de resistência no grupo muscular tríceps sural (panturrilha).

Variações da posição dos pés na flexão plantar sentado.

O primeiro erro são estas variações no aparelho sentado (mais conhecido como ‘’burrinho’’) com calcanhares aduzidos e abduzidos (CARNAVAL, 2001), em que o gastrocnêmio poderia ser afetado pela sua variação na origem das suas 2 cabeças. O ventre lateral tem sua origem no côndilo lateral do fêmur e o ventre medial tem sua origem logo acima do côndilo medial do fêmur (DANGELO & FATTINI, 1991.), entretanto, devido a esta mesma origem, estes músculos estão em posição encurtada (RASCH, 1991), tendo estes músculos uma atuação reduzida para o

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movimento, e conseqüentemente uma atuação mais intensa do músculo sóleo. Conclusão: os gastrocnêmios não podem potencializar suas contrações musculares.

Variações da posição dos pés na flexão plantar em pé

Alguns poderiam, então, acreditar que estas variações poderiam ser eficazes na execução em pé (DELAVIER, 2000), porém com o joelho totalmente estendido as rotações lateral e medial seriam no nível de coxa, ou seja, de todo membro inferior e não somente na região da perna o que não teria efeito nenhum para o tríceps sural. Teria efeito apenas com uma leve flexão de joelho, citado por RASCH (1991), em que uma leve rotação do joelho é permitida o que novamente iria gerar relaxamento dos músculos, e não um estiramento passivo (lembrando da importância do pré-estiramento para a contração muscular), o que não permitiria a potencia máxima de contração dos músculos (KAPANDJI,1990).

Variações da posição dos pés na flexão plantar sentado.

O primeiro erro são estas variações no aparelho sentado (mais conhecido como ‘’burrinho’’) com calcanhares aduzidos e abduzidos (CARNAVAL, 2001), em que o gastrocnêmio poderia ser afetado pela sua variação na origem das suas 2 cabeças. O ventre lateral tem sua origem no côndilo lateral do fêmur e o ventre medial tem sua origem logo acima do côndilo medial do fêmur (DANGELO & FATTINI, 1991.), entretanto, devido a esta mesma origem, estes músculos estão em posição encurtada (RASCH, 1991), tendo estes músculos uma atuação reduzida para o movimento, e conseqüentemente uma atuação mais intensa do músculo sóleo. Conclusão: os gastrocnêmios não podem potencializar suas contrações musculares.

Variações da posição dos pés na flexão plantar em pé

Alguns poderiam, então, acreditar que estas variações poderiam ser eficazes na execução em pé (DELAVIER, 2000), porém com o joelho totalmente estendido as rotações lateral e medial seriam no nível de coxa, ou seja, de todo membro inferior e não somente na região da perna o que não teria efeito nenhum para o tríceps sural. Teria efeito apenas com uma leve flexão de joelho, citado por RASCH (1991), em que uma leve rotação do joelho é permitida o que novamente iria gerar relaxamento dos músculos, e não um estiramento passivo (lembrando da importância do

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pré-estiramento para a contração muscular), o que não permitiria a potencia máxima de contração dos músculos (KAPANDJI,1990).

Observações e Curiosidades

O exercício pode ser realizado com uma perna de cada vez, assim se torna mais intenso, ou simultaneamente com as duas, neste caso preferencialmente por iniciantes. (TESCH, 2000)

A Dorsiflexão no início do movimento é indicada para aumentar a relação estabelecida entre força e comprimento. (CAMPOS, 2000)

Quando o ângulo entre a tíbia e o pé esta exatamente aos 90º ocorre a maior exigência de força no gastrocnêmio e no sóleo. (CAMPOS, 2000)

Podem ocorrer variações na sua realização quanto ao posicionamento dos pés, realizando rotação interna ou externa. Podendo assim, aumentar o trabalho sobre a porção lateral ou medial do gastrocnêmio respectivamente. (DELAVIER, 2000)

É possível observar que, com a finalidade elevar sua intensidade, esse exercício pode ser realizado com pesos extras. Tais como barras anilhadas colocadas sobre os trapézios na altura da cervical, caneleiras nos tornozelos, cintura ou punhos e por parelhos específicos.

Este exercício deve ser evitado por pessoas que apresentem encurtamento da panturrilha, joelhos Genu-recurvato ou qualquer trauma articular mais severo. (COSSENZA, 1995)

O simples fato ligado a realização da caminhada já representa uma forma de exercício para esse grupo muscular, ajudando a manter e a desenvolver sua força. (THOMPSON e FLOYD, 1997)

A maior dificuldade encontrada na execução deste movimento é quanto ao seu retorno à posição inicial, onde o iniciante diversas vezes permite que seu corpo desça muito rapidamente forçando uma Hiper-extensão posterior dos tendões, ligamentos e musculatura posterior da perna e tornozelo, podendo predispor o surgimento e desenvolvimento de futuras lesões tendíneas, ligamentares e musculares, juntas ou de maneira isolada.

Conclusão

As variações de angulações, pegadas e posições podem ser eficazes no recrutamento de outras fibras musculares não presente nos exercícios básicos, porém, estes fatos não podem ser utilizados no grupamento do tríceps sural. Para um bom resultado neste grupo o interessante

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não seria o volume trabalhado chegando para alguns em torno de 45 minutos (ARNOLD, 2001) o que seria um tempo ideal para um treino inteiro e não somente de um grupo muscular.

Trabalhos contínuos como qualquer outro grupo muscular, realizando o trabalho em toda sua amplitude (HAUSSINGER, 1990 & MILLWARD, 1995) como também a utilização de métodos de choques ou de sobrecarga metabólica (ARNOLD, 2001) devido a constituição das fibras musculares serem de resistência (HAY, 1985) e alavanca do tornozelo ser uma alavanca de força (HAY, 1985 & RASCH, 1991) podem proporcionar formas eficientes para ganhos nesta região.

Referências Bibliográficas

CARNAVAL, Paulo Eduardo. Cinesiologia da Musculação – Rio de Janeiro: Sprint (2001).

DANGELO, J. G. Fattini, C. A. Anatomia Básica dos Sistemas Orgânicos.Livraria Atheneu Editora – Rio de Janeiro – São Paulo ( 1991).

DELAVIER, Fréderic. Guia dos Movimentos de Musculação - Abordagem Anatômica l, Editora Manole Ltda. – São Paulo (2000).

HAUSSINGER, D., et al.., “Cell Swellimg Inhibits Proteolysis in Perfused Rat Liver.’’ Biochem. J. 272.1 (1990): 239-242.

HAUSSINGER, D.,et al., “Cellular Hydration State: An Important Determinanant of Protein Catabolism in Health and Disease, “Lancet 342.8856 (1993): 1330-1332.

HAY, James G., Neid, J. Gaving. As Bases Anatômicas e Mecânicas do Movimento Humano. Ed. Prentice – Hall do Brasil, Rio de Janeiro, 1985.

KAPANDJI, I. A., Fisiologia Articular – Esquemas Comentados de Mecânica Humana. Editora Manole Ltda –(1990).

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MILLWARD, D.J.,”A Protein-Stat Mechanism for Regulation of Growth and Maintenance of the Lean Body Mass,”Nutr. Res. Rev. ( !995) : 93-120.

RASCH, Philip J., Cinesiologia e Anatomia Aplicada, Editora abaram Koogan S.A. - Rio de Janeiro (1991).

SCHWARZENEGGER, Arnold., Enciclopédia de Fisiculturismo e Musculação, Artmed Editora, (2001).

SILVA, da Lauro Ivo Jr., Manual de Bandagens Esportivas. Editora Sprint Ltda, Copyright (1999).

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