Exercícios variedades e funções da linguagem gabarito, Exercícios de Literatura. Ciranda do ABC
aline_rodrigues
aline_rodrigues4 de Agosto de 2015

Exercícios variedades e funções da linguagem gabarito, Exercícios de Literatura. Ciranda do ABC

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exercícios de função da linguagem
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1. (ESPM-SP) Baseando-se na tirinha abaixo, a afirmação descabida (errada) é: a) Helga, mulher de Hagar, no primeiro balão, usa uma fala com sentido conotativo, ou seja, figurado, ao avaliar positivamente a fase inicial do casamento. b) A resposta de Hagar, no último quadrinho, revela uma interpretação referencial da fala de Helga, quando confessa sobre as conseqüências negativas do seu gesto. c) A resposta de Hagar "É verdade", no segundo balão, revela plena concordância ideológica com a esposa a respeito do casamento. d) A expressão que gerou duplo sentido foi "colocar num pedestal". e) Pela fala de Helga, entende-se que no início o homem valoriza a esposa e subentende-se que, com o passar dos anos, essa consideração se desfaz.

2. (Enem) "A Propaganda pode ser definida como divulgação intencional e constante de mensagens destinadas a um determinado auditório visando criar uma imagem positiva ou negativa de determinados fenômenos. A Propaganda está muitas vezes ligada à idéia de manipulação de grandes massas por parte de pequenos grupos. Alguns princípios da Propaganda são: o princípio da simplificação, da saturação, da deformação e da parcialidade.” (Norberto Bobbio) Segundo o texto, muitas vezes a propaganda: a) não permite que minorias imponham idéias à maioria. b) depende diretamente da qualidade do produto que é vendido. c) favorece o controle das massas difundindo as contradições do produto. d) está voltada especialmente para os interesses de quem vende o produto. e) convida o comprador à reflexão sobre a natureza do que se propõe vender.

3. (Fuvest-SP) Observe, ao lado, esta gravura de Escher: Na linguagem verbal, exemplos de aproveitamento de recursos equivalentes aos da gravura de Escher encontram-se com freqüência:

a) nos jornais, quando o repórter registra uma ocorrência que lhe parece extrema-mente intrigante. b) nos textos publi-citários, quando se comparam dois pro-dutos que têm a mes-ma utilidade. c) na prosa científica, quando o autor des-creve com isenção e distanciamento a experiência de que trata.

d) na literatura, quando o escritor se vale das palavras para expor procedimentos construtivos do discurso. e) nos manuais de instrução, quando se organiza com clareza uma determinada seqüência de operações.

As questões de números 4 e 5 referem-se ao texto seguinte, de Arnaldo Antunes.

fora de si "eu fico louco

eu fico fora de si eu fica assim eu fica fora de mim eu fico um pouco depois eu saio daqui eu vai embora eu fico fora de si eu fico oco eu fica bem assim

eu fico sem ninguém em mim"

4. (Unifesp-SP) A leitura do poema permite afirmar corretamente que o poeta explora a idéia de: a) buscar a completude no Outro, conforme atesta a função apelativa, reforçando que o Eu, quando fora de si, necessariamente se funde com o Outro. b) sair de sua criação artística, retratando, pela função poética, a contradição do fazer literário, que não atinge o poeta.

0 0 1 Fc) perder a noção de si mesmo, e também per der a noção das outras pessoas, o que se mostra num poema metalingüístico. d) extravasar o seu sentimento, como denuncia a função emotiva, reafirmando a situação de desencanto e desengano do poeta. e) criar literariamente como brincar com as palavras, o que se pode comprovar pela função fática da linguagem.

5. (Unifesp-SP) Para construir a idéia de fora de si, o poeta se vale: a) do uso exagerado do pronome eu, associando-o ao interlocutor em segunda pessoa do singular. b) de variações lingüísticas, sugerindo que ficar fora de si é transmutar-se também em outras pessoas gramaticais. c) da utilização de pronome indefinido - ninguém -, como forma de sugerir a idéia de imprecisão. d) de pronomes reflexivos que apontam para o próprio sujeito, numa atitude de olhar internamente. e) de estruturas paralelísticas que garantem a idéia de oco, embora o poeta se mostre centrado em si mesmo, independentemente dos outros.

6. (Ufac) Leia com atenção o texto a seguir e assinale a alternativa que identifica corretamente a função da linguagem que nele predomina.

Vexames Muita gente não sabe usar um celular. Veja o que você não deve fazer com ele. * Não ande com o celular pendurado na calça. Fica feio. Guarde- o na mochila. Dá para escutá-lo do mesmo jeito. * Desligue o celular durante as aulas - ou em lugares públicos, como o cinema. Depois você acessa a caixa postal e pega a mensagem. * Nunca telefone durante a aula. Não adianta se abaixar, nem cobrir o celular com o cabelo. As pessoas vão perceber que você está no telefone. * Quando estiver com apenas uma amiga, não fique horas falando no celular. * Não fique oferecendo o seu telefone só para ser simpática. Lembre-se da conta que vai chegar.

Capricho, 21 nov. 1999. a) referencial d) metalingüística b) poética e) conativa c) fática

7. (Unama-AM) "(...) Julieta do céu! Ouve... a calhandra Já rumoreja o canto da matina, Tu dizes que eu menti?... pois foi mentira... ... Quem cantou foi teu hálito, divina!"

ALVES, Castro. Obra completa. Rio de Janeiro: Aguilar, p. 122.

Nesses versos de Castro Alves, além da evidente função poética, marcas lingüísticas como o imperativo "ouve" e o emprego da segunda pessoa apontam para o uso da função:

a) metalingüística. c) fática. b) conativa. d) emotiva.

8. (UFGO) Leia os textos seguintes. Texto A Pausa poética

"Sujeito sem predicados Objeto Sem voz Passivo Já meio pretérito Vendedor de artigos indefinidos Procura por subordinada Que possua alguns adjetivos Nem precisam ser superlativos Desde que não venha precedida De relativos e transitivos Para um encontro vocálico Com vistas a uma conjugação mais que perfeita E possível caso genitivo"

(Paulo César de Souza. In: FARACO, Alberto C. & MANDRIK, David. Prática de redação para estudantes universitários. Rio de Janeiro: Vozes, 1987. p. 277.)

Texto B "SOU DIVORCIADO - 56 anos, desejo conhecer uma mulher, desimpedida, que viva só, que precise de alguém muito sério para juntos serem felizes. 800-0031 (discretamente falar c/ Astrogildo)"

O Popular. Goiânia, 25. set. 1994, p. 13. Classificados.

Os textos "Pausa poética" e "Sou divorciado", apesar de se estruturarem sob perspectivas funcionais diferentes, exploram temáticas semelhantes, o que permite as seguintes afirmações: Obs.: Para responder à questão, some os pontos correspondentes às alternativas correias. 01. No texto A, o autor usa da metalinguagem para caracterizar o sujeito e o objeto de sua procura, ao passo que, no texto B, o locutor emprega uma linguagem com predominância da função referencial. 02. A expressão meio pretérito, do texto A, fica explicitada cronologicamente na linguagem referencial do texto B. 04. A expressão "Desde que não venha precedida de relativos e transitivos", no texto A, tem seu correlato em mulher desimpedida, que viva só, do texto B. 08. Comparando os dois textos, pode-se afirmar que ambos expressam a mesma visão idealizada e poética do amor. 16. No texto A. as palavras extraídas de seu contexto de origem (categorias gramaticais e funções sintéticas) e ajustadas a um novo contexto criam uma duplicidade de sentido, produzindo efeitos, ao mesmo tempo, lúdicos e poéticos. 32. Há predomínio da função de caracterização tanto no texto A quanto no texto B.

SOMA=55

9. (UFOO) A frase abaixo foi extraída de um anúncio que "vende" produto hidrante para pele.

0 0 1 Fa) Comente a superposição de funções grama ticais que recai sobre a palavra passa. A palavra PASSA pode ser verbo (indicando envelhecimento) ou adjetivo (indicando a qualidade da uva). b) Explique os efeitos persuasivos provocados por essa superposição. Preocupada com o processo de envelhecimento que o passar do tempo provoca (verbo), a leitora é persuadida a comprar o produto, para que seu rosto não se assemelhe a uma uva passa (adjetivo). c) Discorra sobre a função de linguagem que predomina na frase. Predomina a função conativa da linguagem, já que a intenção da peça publicitária, como em qualquer outra, é persuadir, convencer,

Texto para a questão 10.

Doce da Amazônia: Coca-Cola usa açúcar da floresta e dá novo sabor à vida de 22 mil pessoas

A Coca-Cola que dois milhões de pessoas vão beber durante as Olimpíadas, no outro lado do mundo, tem o gostinho da

0 0 1 FAmazônia. Uma usina encrava da na floresta, numa paisagem 0 0 1 Frodeada de igara pés, produz o açúcar que adoça o refrigerante

mais vendido em todo o País e que sai daqui para a Austrália. No caminho do território da onça-pintada à terra dos cangurus, o produto da Usina Jayoro ajuda a dar um sabor diferente à vida dos moradores da pequena Presidente Figueiredo, a 107

quilômetros de Manaus. No município, de 22 mil habitantes, dos quais apenas sete mil vivem na área urbana, a produção de 16 mil toneladas de açúcar por um ano, num canavial de 590 quilômetros quadrados, é sinônimo de mais de dois mil empregos diretos e indiretos. Em conseqüência, o distrito-sede tem todas as ruas asfaltadas e sobram vagas nas escolas. "A usina funciona como um programa social para o município. Os empregos gerados por ela ajudaram até a diminuir os índices de alcoolismo e de divórcios entre a população", afirma o prefeito de Presidente Figueiredo, Fernando Vieira. "Além disso, o empreendimento abre portas para que outras agroindústrias se instalem por aqui."

Istoé, 30 ago. 2000.

10. (Uepa-PA) Neste texto, predomina a seguinte função da linguagem: a) referencial d) fálica. b) poética e) metalingüística. c) conativa.

11. (Uepa-PA) "Olhe, eu podia mesmo contar-lhe a minha vida inteira, em que há outras coisas interessantes, mas para isso era preciso tempo, ânimo e papel, e eu só tenho papel: o ânimo é frouxo, e o tempo assemelha-se à lamparina de madrugada. Não tarda o sol do outro dia, um sol dos diabos, impenetrável como a vida. Adeus, meu caro senhor, leia-me isso e queira-me bem: perdoe-me o que lhe parecer mau, e não maltrate muito a arruda, se lhe não cheira a rosas. Pediu-me um documento humano e ei- lo aqui. Não me peça também o império do Grão-Mogol, nem a fotografia dos Macabeus, peça, porém, os meus sapatos de defunto e não os dou a ninguém mais." (assis, Machado de. O enfermeiro)

O texto apresenta, além de outras funções da linguagem, a função expressiva, por, em certos trechos, orientar-se para a: a) primeira pessoa do discurso. b) segunda pessoa do discurso. c) terceira pessoa do discurso. d) mensagem por ela mesma. e) explicação da linguagem.

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