Farmacologia Clinica - Apostilas - Ciências Bilógicas, Notas de estudo de . Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS)
Paulo89
Paulo891 de Março de 2013

Farmacologia Clinica - Apostilas - Ciências Bilógicas, Notas de estudo de . Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS)

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Apostilas sobre a farmacologia clinica, procedimentos, experimentos.
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CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE

FARMACO LOGIA CLÍNICA

I

ROTEIRO DE AULAS PRÁTICAS

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CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE

FARMACOLOGIA CLÍNICA I

PRÁTICA 1: Manuseio de algumas Espécies de Animais de Laboratório. O animal de laboratório deve ser visto como um reagente biológico. Tudo o que o circunda, de uma ou outra forma, pode exercer influência nas características desse reagente. Esta interferência reflete-se principalmente na resposta do animal a determinados experimentos. A manutenção de condições ambientais estáveis, portanto, irá assegurar a reprodução dos resultados experimentais, uma vez que resultados diferentes poderão ser obtidos para idênticos parâmetros experimentais com animais em diferentes condições ambientais.

Ruídos – A maioria dos animais, incluindo os de laboratórios, ouve sons em freqüências superiores ou inferiores aquelas audíveis pelos homens, os denominados ultra e infra-sons. Sabe-se também que os animais podem se adaptar de forma satisfatória a ruídos que são contínuos. Contudo, ruídos inesperados ou alterações nas intensidades de sons, como conversas em demasia no Biotério e/ou local de Experimentação, podem provocar estresse e alterações imunológicas e metabólicas que podem influenciar sobremaneira os resultados das pesquisas.

1. Manuseio do rato (Rattus norvegicus). Este animal é dócil, quando se manuseia corretamente, porém pode reagir quando submetido a um processo doloroso. O manipulador deve se aproximar da gaiola silenciosamente e com calma; retirar o animal da gaiola segurando-o pela região torácica. Com o auxilio do indicador e o polegar à frente das patas anteriores deve-se envolver o pescoço do animal. Não segurar o animal pela cauda, pois ele pode reagir de maneira agressiva. 2. Manuseio do camundongo (Mus musculus). São animais mais agressivos e bastante ágeis. Para a contenção do camundongo, a manobra inicial consiste em sua retirada da gaiola, suspendendo o animal pela base da cauda, e a seguir, deve-se, rapidamente apóia-lo em uma superfície na qual ele possa se agarrar, como por exemplo, a tampa da gaiola. A utilização da tampa da gaiola como ponto de apoio para o camundongo favorece ao animal que nela se agarra e dá mais firmeza para a realização de contenções posteriores. Deve-se pressioná-lo levemente sobre ela, segurando, primeiramente a pele da região

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dorso-cervical, entre o dedo indicador e polegar. Em seguida devemos fixar sua cauda entre os outros dedos e a palma da mão, para a limitação total de seus movimentos. 3. Manuseio do coelho (Oryctolagus cuniculus). A contenção de coelhos deve ser realizada por técnicos bem treinados, e deve evitar que o animal se movimente, pois enquanto ele se debate, pode ferir- se. Fraturas de coluna vertebral são freqüentemente identificadas em animais recentemente manipulados. Devido a contensões inseguras, com desconforto e dor, os coelhos podem arranhar o operador. Para ser retirado de sua gaiola ou para transporte a curtas distâncias, o coelho pode ser suspenso pela pele da região cervical, enquanto que com a outra mão, sustentamos os membros posteriores. A orelha deve ser mantida junto da pele, mas não deve sofrer nenhuma força de contenção. Com essa manobra podemos sentar o animal, apoiando-o sobre uma superfície, para que seja possível a sexagem.

Vias e locais de administração de drogas – Todos os animais devem ser corretamente imobilizados para que a administração das injeções seja conduzida sem risco para o pesquisador ou animal. Considerando que qualquer fator externo pode alterar a homeostase, e ainda ser apontado como um fator estressante é fundamental que se aguarde tempo suficiente para que o animal se adapte a manipulação e torne-se familiarizado com o pesquisador. A manipulação incorreta ou brusca pode implicar estresse e, conseqüentemente, desequilíbrio de funções orgânicas, o que determina a ocorrência de alterações fisiológicas.

1. Via oral (VO) e gavage. A substância é introduzida na cavidade oral ou no aparelho digestório por meio de um tubo esofágico ou estomacal. Para a maioria das espécies, um tubo flexível (ou agulha) com a ponta arredondada é introduzido na boca do animal e gentilmente empurrado pelo esôfago até o estômago. É necessário ser cauteloso para assegurar que o tubo não tenha penetrado inadvertidamente a traquéia. Os tubos utilizados para camundongos (4cm) são menores do que para os ratos (8cm de comprimento). O volume máximo para roedores é de 1mL de solução para cada 100g de peso corporal, no entanto, se a administração for de solução aquosa, o volume pode ser de até 2mL para cada 100g de peso corporal. Deve-se lembrar que os roedores ingerem alimento e água muitas vezes ao dia, e por isso dificilmente estão com o estômago vazio. 2. Subcutânea (SC) – É a injeção de solução sob a pele do animal, a qual deve ser levantada antes da aplicação. É realizada com agulha hipodérmica curta (normalmente 25x5 mm ou mais fina), passando apenas pela derme, o mais próximo da superfície, formando uma pápula

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após a administração da substância. As áreas dorsolaterais do pescoço, ombro e flancos são as regiões de escolha. É uma via que raramente induz dor e é realizada em animais conscientes. 3. Intramuscular (IM) – A substância é injetada no músculo esquelético na forma de soluções oleosas ou suspensões. Os músculos de grande superfície, como os da porção posterior dos membros posteriores, são as regiões mais utilizadas. Devem ser usadas agulhas de tamanho similar às empregadas nas injeções subcutâneas e a profundidade no tecido deve ser de aproximadamente 5mm. Estruturas ósseas, nervos e vasos sanguíneos devem ser evitados. 4. Endovenosa (EV) – A administração é feita diretamente na corrente sangüínea, por meio de vasos superficiais. As soluções a serem aplicadas não devem ser irritantes e o veículo deve ser do tipo aquoso. A veia da cauda é o vaso sanguineo de escolha em camundongos não anestesiados; entretanto, sua perfuração requer habilidade e prática. O movimento do animal também pode ser contido dentro de um pequeno recipiente para facilitar a administração. A visualização da veia é facilitada por procedimentos como a imersão da cauda em água quente a 40-50 C por alguns segundo deve aplicar medicamento diluído em veículo oleoso, sob pena de causar êmbolos no animal com conseqüente morte do mesmo. 5. Intraperitoneal (IP) – A via intraperitoneal é normalmente a mais utilizada na experimentação com roedores. A substância é injetada na cavidade peritoneal entre os órgãos abdominais. Normalmente, injeta-se na metade posterior do abdome com o animal contido pelo dorso. O tamanho das agulhas normalmente utilizado é de 25x5 ou 25x7 mm. A imobilização adequada é pré-requisito básico para o sucesso deste tipo de aplicação. MATERIAIS

Animais – 02 ratos e 02 camundongos Seringas hipodérmicas 13x4 (01 para cada animal) Solução fisiológica 0,9 % (salina)

PROCEDIMENTOS

Injetar 0,1 mL de salina pelas vias intraperitoneal, subcutânea e intramuscular.

OBS.: Ao introduzir a agulha no local de administração, puxar o êmbolo da seringa para verificar se a agulha não penetrou algum vaso sanguíneo. Caso esteja, retire-a e aplique em outro local.

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FARMACOLOGIA CLÍNICA I

PRÁTICA 2: Cálculos de Doses e Formas Farmacêuticas.

EXPERIMENTO 1: Cálculos de doses

A dose de um fármaco é a quantidade tomada por um paciente para obter o efeito terapêutico intencionado e o regime de dosagem é o seu protocolo de administração. Tamanho da dose é a quantidade necessária para liberar a quantidade prescrita do fármaco e costuma ser medida por peso, volume ou unidades de dosagem. O número de doses é aquele disponível em uma quantidade específica de fármaco e a quantidade total é a quantidade de fármaco ou de produto necessária para fornecer a dose e o regime de dosagem prescrita.

a) Um rato pesando 300g vai ser anestesiado com pentobarbital sódico na dose de 50mg/Kg. Sabendo-se que a droga foi preparada em solução de 5mg/mL, qual o volume em mL que este animal deve receber? b) Se uma solução injetável contém 25 g de um fármaco em quantos mililitros serão necessários para fornecer 0,25 mg do mesmo? c) Uma solução para injeção intravenosa direta contém 125 mg de cloridrato de diltiazem em cada 25 mL. Qual é a concentração do cloridrato em g/mL? d) Se a dose de um fármaco é de 50 mg, quantas doses estarão contidas em 0,8 g? e) Um paciente recebe uma dose total diária de 500 mg, dividida em quatro vezes ao dia. Qual o tamanho da dose? f) Preparar com solução fisiológica uma solução de prometazina (Fenergan ) 2,5mg/mL a parti 50mg). g) No laboratório tem-se uma solução estoque de histamina 1%. Qual a concentração da solução estoque em mg/mL? A partir da solução estoque acima preparar uma solução a 50 g/mL. h) Quantos mL de uma solução a 10 % p/v de Gardenal deve ser injetada? Em um rato de 300 g (dose 0,5 mg/Kg)? Em uma criança de 30 Kg (dose 2 mg/Kg)?

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EXPERIMENTO 2: Formas Farmacêuticas.

As formas farmacêuticas são as formas físicas de apresentação do medicamento, e elas podem ser classificadas em sólidas, líquidas, semi-sólidas e gasosas. Essas formas podem ser administradas por via oral, parenteral, retal, vaginal, oftálmica, aérea, auricular e percutânea. As formas sólidas podem ser divididas em pós, granulados, comprimidos, drágeas, cápsulas, supositórios e óvulos. As formas líquidas são divididas em soluções, xaropes, elixires, suspensões, emulsões, injetáveis, tinturas e extratos. As formas gasosas são os aerossóis. Já as formas semi-sólidas dividem-se em géis, loções, ungüentos, linimentos, ceratos, pastas, cremes e pomadas. Preparação Magistral – medicamento preparado mediante manipulação em farmácia, a partir da fórmula constante da prescrição médica. Preparação Oficinal – medicamento preparado na farmácia atendendo a uma prescrição, cuja fórmula esteja inscrita nas Farmacopéias Brasileira, Compêndios ou Formulários reconhecidos pelo Ministério da Saúde. Especialidade Farmacêutica – produto oriundo da indústria farmacêutica com registro no Ministério da Saúde e disponível no mercado.

a) Identifique entre os medicamentos dispostos em sua bancada os seguintes aspectos: Se oficinal, magistral ou especialidade farmacêutica? Forma farmacêutica? Princípio(s) ativo(s)? indicação terapêutica? Coadjuvante terapêutico? Coadjuvantes farmacotécnicos? Se veículo ou excipiente? Uso externo ou interno? b) Coloque em ordem crescente as seguintes formas farmacêuticas quanto à velocidade de desintegração e dissolução no TGI: cápsulas, drágeas, suspensão, xarope, solução, comprimido, pó, granulado. c) Das substâncias listadas dê o nome genérico e o comercial: Lidocaína, Aspirina, Paracetamol, Escopolamina, Polaramine, Piroxicam, Dexametasona, Benzetacil.

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FARMACOLOGIA CLÍNICA I

PRÁTICA 3: Tempo de Indução de Anestesia pelo Tiopental Sódico. Variação imposta pela Via de Administração. MATERIAIS

Seringas de 1,0 mL 02 ratos (por grupo de alunos) Solução de tiopental sódico (50mg/Kg; 20mg/mL) Soro fisiológico 0,9% (solução salina)

PROCEDIMENTOS

1. Assinalar a cauda do animal com 1 ou 2 riscos, feitos com a caneta vidrográfica ou pincel atômico. 2. Pesar os animais e calcular o volume de tiopental sódico a ser administrado considerando a dose de 50 mg/Kg de peso corporal. 3. Administrar o volume calculado de tiopental sódico. ATENÇÃO: utilizar para isso, duas vias de administração diferentes (por ex., I.P. e S.C.); apenas uma via, em cada um dos animais. 4. Após administrar a droga, disparar o cronômetro e observar os sinais* que o animal apresenta, colocando-o na bancada livre ou em uma caixa open-field (campo aberto).

*

Incoordenação motora, sedação ou hipnose e anestesia geral.

QUESTÕES

1. Discuta os fatores que podem interferir na velocidade de absorção quando o fármaco é administrado por via oral. 2. Sobre o tiopental sódico responda: Classificação química, mecanismo de ação, usos e efeitos colaterais. 3. Explique variabilidade biológica.

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FARMACOLOGIA CLÍNICA I

PRÁTICA 4: Influência do pH na Ação Anestésica dos Barbitúricos.

MATERIAIS

Seringas de 1,0 mL 03 camundongos adultos (por grupo de alunos) Solução de ácido láctico a 5% Solução de bicarbonato de sódio a 5% Solução de tiopental sódico a 5mg/mL Soro fisiológico 0,9% (solução salina)

PROCEDIMENTOS

1. Em 3 camundongos injetar, respectivamente, 0,1mL/10g (por peso de animal) de salina, 0,1mL/10g (por peso de animal) de bicarbonato de sódio 5% e 0,1mL/10g (por peso de animal) de ácido láctico 5%. 2. Após 5 minutos os 3 animais receberão por via intraperitoneal 50mg/Kg de tiopental sódico. 3. Anotar o tempo para início e fim da anestesia (sleeping-time; perda e recuperação do reflexo de postura) a contar do momento de injeção do barbiturato. 4. ANALISAR e INTERPRETAR o resultado conjunto de toda a turma.

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PRÁTICA 5: Efeitos de Drogas Autonômicas na Pupila de Coelhos. Estimulação das Glândulas Salivares pela Pilocarpina. MATERIAIS

Régua de plástico transparente Béquer pequeno Caixas de contenção de coelhos 02 coelhos Solução de pilocarpina a 1% Solução de atropina a 1% Solução de escopolamina (ou N- butilbrometo de escopolamina) a 2%

PROCEDIMENTOS

1. Imobiliar dois coelhos (marcados A e B) em caixas de contenção. 2. Com régua transparente, medir 2x o diâmetro pupilar com intervalo de 10 minutos entre as duas medidas. Após a primeira medida, manter a caixa sempre na mesma posição, a fim de evitar que variações de intensidade de luz (de acordo com a posição) interfiram com os resultados. 3. Iniciar a experiência instilando duas gotas de solução de pilocarpina a 1% no saco conjuntival de cada olho do coelho. Medir os diâmetros pupilares durante uma hora a intervalos de 10 minutos. Durante o mesmo período de tempo coletar, em frasco graduado, a saliva emitida pelos animais. 4. A seguir, instilar duas gotas de solução de atropina a 1% no olho direito e duas gotas de solução de escopolamina a 2% no olho esquerdo. Medir os diâmetros pupilares durante uma hora a intervalos de 10 minutos. 5. Interpretar os resultados obtidos à luz dos conhecimentos sobre mediadores químicos e receptores (alvos moleculares) do sistema nervoso autônomo.

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FARMACOLOGIA CLÍNICA I

PRÁTICA 6: Estudo do Efeito da Succinilcolina (Bloqueador Neuromuscular) em Roedores.

MATERIAIS

04 camundongos (por grupo de alunos) Seringas hipodérmicas 13x4 (01 para cada animal) Succinilcolina (Cloreto de suxametônio) diluída: 500mg/100mL (01 frasco) ou 100mg/5mL (01 frasco) Neostigmina 0,5mg/mL (01 frasco) Pancurônio ? Água destilada para diluição Cronômetro

PROCEDIMENTOS

1. Assinalar a cauda do animal com 1, 2, 3 ou 4 riscos, feitos com a caneta vidrográfica ou pincel atômico. 2. Pesar os animais e calcular o volume de succinilcolina diluída a ser administrado. 3. Administrar o volume calculado obedecendo a seguinte ordem: Rato 1 – injetar succinilcolina (S.C.) 0,5mg/Kg Rato 2 – injetar succinilcolina 0,5mg/Kg (S.C.) + neostigmina 0,3mg/Kg (I.P.) Rato 3 – injetar pancurônio 0,5mg/Kg (S.C.) Rato 4 – injetar pancurônio 0,3mg/Kg (S.C.) + neostigmina 0,3mg/Kg (I.P.) OBS.: as drogas no caso dos animais 2 e 4 devem ser administradas na ordem e uma imediatamente após a outra. 4. Após administrar a droga, anotar as reações e o tempo em que as mesmas ocorreram a partir da injeção. Em cada animal observar: alterações na capacidade de agarrar (bastão de vidro); posição da cabeça e pálpebras, alterações na capacidade de andar; relaxamento da musculatura intercostal e abdominal; dificuldades respiratórias.

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FARMACOLOGIA CLÍNICA I

PRÁTICA 7: Estudo Convulsivante da Lidocaína em Roedores. Proteção por

Benzodiazepínicos (BZDs) MATERIAIS

03 camundongos (por grupo de alunos) Seringas hipodérmicas 13x4 (01 para cada animal) Seringas (ou frascos) para diluição 5 mL Ampolas de lidocaína 2% (frasco com 20mL) Solução de diazepam 5mg/mL Água destilada para diluição 20mL Cronômetro

PROCEDIMENTOS

1. Determinar o peso e o sexo de quatro camundongos. Marcar os animais. CAMUNGONGO 1 – injetar via I.P. 120mg/Kg de lidocaína CAMUNGONGO 2 – injetar via I.P. 2mg/Kg de diazepam CAMUNGONGO 3 – injetar via I.P. 120mg/Kg de lidocaína e, imediatamente após com 2mg/Kg de diazepam pela mesma via. 2. COMPARAR e DISCUTIR os efeitos entre os camundongos.

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PRÁTICA 8: Estudo do Efeito da Histamina – Edema de Focinho e Patas de Roedores produzido por “Alérgeno” (Ovomucóide) MATERIAIS

02 camundongos (por grupo de alunos) Seringas hipodérmicas 13x4 (01 para cada animal) Seringas (ou frascos) para diluição 5 mL Solução de clara de ovo a 50% em soro fisiológico, filtrada em gaze Soro fisiológico 0,9% (salina) Prometazina (5mg/Kg; 5mg/mL) Cronômetro

PROCEDIMENTOS

1. Marcar e determinar o peso de 02 animais. 2. Injetar por via intraperitoneal 0,5mL de solução de clara de ovo a 50% em cada um dos animais. Observar os animais a cada 20 minutos durante 80 minutos, aproximadamente. Verificar o estado geral, manifestações de prurido, edema, respiração, as patas e os focinhos. 3. Decorrido o tempo, administrar em um dos animais, por via intraperitoneal, 5mg/Kg de prometazina. 4. Anotar as reações observadas e o tempo em que as mesmas ocorreram a partir das injeções. 5. COMPARAR e DISCUTIR os efeitos entre os camundongos.

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PRÁTICA 9: Avaliação de Drogas Analgésicas. Teste das Contorções Abdominais Induzidas pelo Ácido acético.

MATERIAIS

02 camundongos adultos (por grupo de alunos) Seringas 1mL Substância-teste – Morfina (20mKg; 5mg/mL) Soro fisiológico 0,9% (salina) Solução de ácido acético 0,85% Cronômetro

PROCEDIMENTOS

1. Pesar e marcar os animais. 2. Administrar no animal 1, via I.P. substância-teste. 3. Administrar no animal 2, via I.P. volume equivalente de salina. 4. Após 60 minutos, administrar em cada um dos animais, via I.P., solução de ácido acético 0,85%. 5. Colocar o animal na gaiola de observação e, após 20 minutos, observar e registrar o numero de contorções, durante um período de 20 minutos. 6. COMPARAR e DISCUTIR os resultados.

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PRÁTICA 10: Avaliação de Drogas Analgésicas. Teste da Placa Quente.

MATERIAIS

02 camundongos adultos (por grupo de alunos) Seringas 1mL Substância-teste – Morfina (20mKg; 5mg/mL) Soro fisiológico 0,9% (salina) Placa quente aquecida a 55 C Cronômetro

PROCEDIMENTOS

1. Pesar e marcar os animais. 2. Determinar o tempo de reação (em segundos) dos animais. Para fazer isto, colocar um animal por vez na placa, cobrindo-a imediatamente com um funil de vidro gigante e marcar o tempo em que o animal leva para lamber as patas anteriores. 3. Administrar no animal 1, via I.P. substância-teste (20mg/Kg; 5mg/mL). 4. Administrar no animal 2, via I.P. volume equivalente de salina. 5. Após 30 minutos, repetir a medida do tempo de reação dos animais a cada 30 minutos até 120 minutos após as injeções. 6. COMPARAR e DISCUTIR os resultados.

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PRÁTICA 11: Antagonismo Farmacodinâmico. Interação entre Morfina e Naloxona

MATERIAIS

02 camundongos machos adultos (por grupo de alunos) Seringas 1mL Morfina (80mKg; 10mg/mL) Naloxona (5mg/Kg; 0,4mg/mL) Soro fisiológico 0,9% (salina) Cronômetro

PROCEDIMENTOS

1. Pesar e marcar os animais. 2. Administrar via I.P. 80mg/Kg de morfina em cada um deles. 3. Marcar dez minutos após a administração e, então, de sete em sete minutos, colocar o animal com as patas anteriores apoiadas na barra de vidro marcando o tempo de catatonia. 4. Quando for observada catatonia intensa, administrar naloxona 5mg/Kg via I.P. em um dos animais. No outro animal (controle), administrar o volume equivalente de salina. 5. Após a administração, iniciar novamente a medida da catatonia e ao mesmo tempo observar movimentos das vibrissas e da cabeça. As observações devem ser feitas a cada 20 segundos, enquanto os animais estão na posição de catatonia. 6. COMPARAR e DISCUTIR os resultados.

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PRÁTICA 12: Métodos Comportamentais para Avaliação de Drogas. Efeitos da Morfina sobre a Movimentação Espontânea de Camundongos. Prova de Straub. MATERIAIS

02 camundongos adultos (por grupo de alunos) Seringas 1mL Folhas de papel branco (tipo oficio) Open-field Morfina (50mKg; 5mg/mL) Soro fisiológico 0,9% (salina) Cronômetro

PROCEDIMENTOS

1. Pesar e marcar os animais. 2. Injetar por via S.C. 50mg/Kg de morfina em um camundongo. O segundo animal receberá volume idêntico de salina. 3. Observar e medir, iniciando as medidas aos 30, 60 e 90 minutos após as injeções, os seguintes parâmetros: a) Atividade motora – colocar os animais no open-field (um por vez) por 10 minutos (portanto, dos 30 aos 40, 60 aos 70 e 90 aos 100 minutos após as injeções) e contar o número de quadrados invadidos. b) Durante o tempo em que os animais estão no open-field anotar a intensidade de ereção da cauda “Cauda de Straub” (0 a 3 cruzes) c) “pertubações visuais” – durante 5 minutos (portanto, dos 40 aos 45, 70 aos 75 e 100 aos 105 minutos) colocar (e ao sair, recolocar) os animais sobre folha de papel branco (uma folha para cada animal) situada sobre a mesa. Anotar o número de vezes que cada animal abandona a folha.

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d) Colocar os animais ao lado da caixa de madeira e contar durante 5 minutos (portanto, dos 45 aos 50, 75 aos 80 e 105 aos 110 minutos) quantas voltas completas cada animal dá ao redor da mesma. 4. COMPARAR e DISCUTIR os resultados.

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PRÁTICA 13: Modelos Experimentais para Avaliar Drogas Ansiolíticas – Teste de Esconder as Esferas. MATERIAIS

02 camundongos Swiss, adultos (por grupo de alunos) Seringas 1mL Caixa de plástico quadrada forrada com maravalha sobre a qual são distribuídas homogeneamente 25 esferas de vidro (bolas de gude). Diazepam 5mg/Kg Soro fisiológico 0,9% (salina) Cronômetro

PROCEDIMENTOS

1. Pesar e marcar os animais. 2. Injetar por via I.P 5mg/Kg de diazepam em um camundongo. O segundo animal receberá volume idêntico de salina. 3. Colocar cada animal na caixa (um por vez) e, após 10 minutos, registrar o número de bolas de vidro escondidas. 4. COMPARAR e DISCUTIR os resultados.

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PRÁTICA 14: Modelos Experimentais para Avaliar Drogas Neurolépticas – Teste de Indução de Ptose Palpebral. MATERIAIS

02 camundongos Swiss, adultos (por grupo de alunos) Seringas 1mL Clorpromazina 5mg/Kg Soro fisiológico 0,9% (salina) Cronômetro

PROCEDIMENTOS

1. Pesar e marcar os animais. 2. Injetar por via I.P 5mg/Kg de clorpromazina em um camundongo. O segundo animal receberá volume idêntico de salina. 3. Avaliar a intensidade da ptose palpebral, utilizando para isso, uma escala com a seguinte graduação: 0 – olhos bem abertos; 1 – olhos ligeiramente fechados; 2 – olhos parcialmente fechados; 3 – olhos totalmente fechados. 4. COMPARAR e DISCUTIR os resultados.

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BIBLIOGRAFIA

ALMEIDA, R. N. Psicofarmacologia. Fundamentos Práticos. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.

ARAÚJO, L. C. L; ARAÚJO, C. E. P. Farmacologia. Roteiro de Aulas Práticas e Estudos Dirigidos. Piracicaba: UNIMEP, 1994.

CARLINI, E. A. Farmacologia Prática sem Aparelhagem. São Paulo: Sarvier, 1973.

FRANÇA, F. F. A. C; KOROKOLVAS, A. Dicionário Terapêutico Guanabara. Rio de janeiro: Guanabara Koogan, 2002/2003.

RODRIGUES, U. P.; MATTARAIA, V. G. M.; SILVA, A. P. R.; TAVORA, M. F. C. L. F.; VALENTINI, E. J. G.; MOREIRA, V. B. Animais de Laboratório no Instituto Butantan. Instituto Butantan, Série Didática 11.

WANNMACHER, L.; WANNMACHER, E.; FERREIRA, M. B. C.; DIETRICH, S. M. Manual de Demonstrações Práticas em Farmacologia Experimental. Passo Fundo: Editora da Universidade de Passo Fundo, 2006.

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