Fatores para a Saúde Mental - Apostilas - Medicina, Notas de estudo de Medicina. Centro Universitário do Pará (CESUPA)
Neymar
Neymar28 de Fevereiro de 2013

Fatores para a Saúde Mental - Apostilas - Medicina, Notas de estudo de Medicina. Centro Universitário do Pará (CESUPA)

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Apostilas sobre os tipos de fatores que podem atingir a saúde mental do homen. Fatores de risco psicossociais, o stress no trabalho, conceito de stress, delimitação conceptual do stress.
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FACTORES DE RISCO PSICOSSOCIAIS PARA A SAÚDE MENTAL

“…Saúde mental é um estado de

boa adaptação, com uma sensação

subjectiva de bem-estar, prazer de viver e

uma sensação de que o indivíduo está a

exercer os seus talentos e aptidões”

(Caplin, 1989)

O conceito de saúde mental deve envolver o homem no seu todo

biopsicossocial, o contexto social em que está inserido assim como a fase de

desenvolvimento em que se encontra. Neste sentido, podemos considerar a saúde mental

como um equilíbrio dinâmico que resulta da interacção do indivíduo com os seus vários

ecossistemas: O seu meio interno e externo; as suas características orgânicas e os seus

antecedentes pessoais e familiares (Fonseca, 1985).

Numa abordagem à influência de factores sociais na saúde mental, foi referido

que a saúde mental deixou de ser a ausência de doença, problemas mentais e psíquicos,

mas sim a percepção e consciência dos mesmos, e a possibilidade pessoal e/ou colectiva

de os solucionar, de os modificar, de intervir sobre eles (Uribe Vasco et al., 1994).

A nível laboral, vários estudos têm demonstrado que as condições em que se

desempenha um posto de trabalho, a oportunidade de controlo, a adequação entre as

exigências do cargo e as capacidades da pessoa que o desempenha, as relações

interpessoais, a remuneração e a segurança física, entre outros, são factores de relevo

para o bem estar psicológico dos trabalhadores e para a sua saúde mental.

FACTORES DE RISCO PSICOSSOCIAIS E SAÚDE MENTAL

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Ao referirmos os factores psicossociais de risco para a saúde mental

pretendemos salientar que as variáveis psicológicas se relacionam com o ambiente

social. Alguns estudos demonstram que os comportamentos e as respostas do indivíduo

ao ambiente parecem relacionar-se com o risco da doença, mas estão inseridos num

contexto social.

De salientar que o termo psicossocial tem sido utilizado para referir uma

grande variedade de factores psicológicos e sociais que se relacionam com a saúde e a

doença mental (Binik, 1985). Considera o autor que não existe termo mais apropriado

para descrever as características da pessoa, nomeadamente traços de personalidade,

mecanismos de defesa, estados emocionais e cognitivos, e os factores sócio- ambientais

como, por exemplo, as situações indutoras de stress.

Na literatura psicológica, sobretudo na área do stress, verifica-se que têm sido

realizadas algumas investigações sobre a influência dos factores psicossociais na saúde

e na doença mental e sobre os mecanismos que podem levar essas variáveis a contribuir

para o desenvolvimento e manutenção de comportamentos inadequados.

Alguns autores referem que os factores psicológicos, conferem riscos para a

manutenção da saúde mental, através do comportamento e da emoção. O stress no

trabalho, a vulnerabilidade ao stress, a não satisfação do trabalho, a fadiga crónica, a

ansiedade, o neuroticismo e a extroversão, o auto-conceito e o coping pobres, parecem

fazer-se acompanhar de um desconforto emocional significativo e podem aumentar a

probabilidade do indivíduo desenvolver problemas de comportamento.

No entanto, apesar de salientarmos a importância das dimensões psicossociais

da pessoa, na sua relação com a saúde e com a doença mental, não podemos, contudo,

descurar a sua vertente biológica, dado que a susceptibilidade da pessoa, quer genética,

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quer adquirida, é considerada de extrema importância para a saúde mental. Isto porque

os factores psicossociais podem interagir com a dimensão biológica e contribuir para o

desenvolvimento de comportamentos inadequados.

O STRESS NO TRABALHO E A SAÚDE MENTAL

O trabalho é uma actividade humana, individual e colectiva, que requer uma

série de contribuições (esforço, tempo, aptidões, habilidades, etc.), que os indivíduos

desenvolvem esperando em troca compensações, não só económicas e materiais, mas

também psicológicas e sociais, que contribuam para satisfazer as suas necessidades. As pessoas no seu trabalho buscam a satisfação de necessidades biológicas, de segurança,

de relação social, de auto-estima e de auto-realização (Peiró, 1993).

Porém, a realidade do trabalho é muito diversificada. Existem condições de

trabalho que não proporcionam ao indivíduo oportunidades para desenvolver a sua

auto-estima. Outras, não garantem sequer a segurança ou não satisfazem,

adequadamente, as necessidades sociais das pessoas.

Na sociedade actual, caracterizada como organização formal, ocorre a maior

parte das experiências profissionais das pessoas. As organizações oferecem maior ou

menor qualidade de vida no trabalho e adoptam as mais variadas políticas na gestão dos

recursos humanos, influindo de forma importante na satisfação do trabalho. O termo

“qualidade de vida no trabalho” representa o grau em que os membros duma

organização são capazes de satisfazer as necessidades pessoais, através das suas

experiências no contexto organizacional.

Para Chiavenato (1995), a qualidade de vida no trabalho assimila duas posições

distintas: por um lado, as aspirações da pessoa em relação ao seu bem-estar e satisfação

do trabalho, e por outro o interesse da organização quanto aos seus efeitos nos

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objectivos organizacionais.

Nesta perspectiva, a qualidade de vida no trabalho não é determinada apenas

pelas características individuais (necessidades, valores, crenças e expectativas) ou

situacionais (estrutura organizacional, tecnologia, sistemas de recompensas), mas sim

pela interacção sistémica das características individuais e organizacionais.

O autor anteriormente citado, considera que a qualidade de vida interfere com

aspectos importantes para o desenvolvimento psicológico e sócio-profissional do

indivíduo, nomeadamente: motivação para o trabalho; capacidade de adaptação a

mudanças no ambiente de trabalho; criatividade e vontade de inovar ou de aceitar

qualquer mudança na organização.

Se a qualidade de vida no trabalho for pobre pode originar insatisfação do

trabalho e comportamentos desajustados (erros de desempenho, absentismo e outros).

Pelo contrário, uma elevada qualidade de vida no trabalho conduz a um clima de

confiança e de respeito mútuo, no qual o indivíduo pode activar o seu desenvolvimento

psicológico e a própria organização pode reduzir os mecanismos rígidos de controlo

social.

Também as pessoas, em função da sua maneira de ser, podem influenciar as

condições de trabalho. As diferenças individuais são uma componente importante no

mundo do trabalho e, por isso, é necessário contemplar esta problemática através de

uma perspectiva interaccionista que considere um ajuste dinâmico entre a pessoa, o

posto de trabalho e a própria organização. Quando este ajuste é inadequado e a pessoa percebe que não dispõe de recursos suficientes para o enfrentar ou neutralizar surgem as

experiências de stress (Peiró, 1993).

Tais experiências, diz-nos o autor, são, com frequência, negativas e podem ter

consequências graves e por vezes irreparáveis, para a saúde e o bem-estar físico,

psicológico e social. O stress no trabalho é um dos fenómenos mais difundidos na nossa

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sociedade porque, na sociedade actual, o trabalho adquiriu uma grande relevância social

e porque o interesse pela produtividade e pela eficiência nem sempre é acompanhado de

condições de trabalho dignas e adequadas, recursos suficientes para o desenvolver e

tarefas e postos de trabalho que tenham em conta as características das pessoas, as suas

necessidades, aptidões e interesses.

Em síntese, é necessário conseguir que a experiência de trabalho, uma das

formas culturais mais importantes para o desenvolvimento pessoal e social, não se

converta numa fonte de alienação e despersonalização, e uma das principais causas de

doença mental (Peiró, 1993; Chiavenato, 1995).

DELIMITAÇÃO CONCEPTUAL DO STRESS

É uma ideia muito divulgada na nossa sociedade, que o trabalho gera stress nos

indivíduos e que pode produzir graves problemas de saúde física e mental.

Implicitamente, esta visão assume apenas uma concepção do stress como uma

experiência nociva.

Contudo, nem sempre acontece assim. A vida humana decorre num mundo em

que o stress é um fenómeno comum e familiar. O stress é um fenómeno adaptativo dos

seres humanos que contribui, de certo modo, para a sua sobrevivência, para um

adequado rendimento nas suas actividades e para um desempenho eficaz em muitas

esferas da vida. O que pode tornar-se nocivo é que o stress seja excessivo e difícil de

controlar.

Alguns autores, para constatar essa dupla valorização do stress, utilizam dois

termos diferentes : “eustress” e “distress” (Seley, 1979 ; Edwards, 1988).

O primeiro, refere-se a situações e experiências em que o stress tem resultados

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e consequências positivos, porque produz a estimulação e activação adequadas para que

as pessoas alcancem resultados satisfatórios nas suas actividades, com um mínimo de

custos pessoais.

O segundo, reporta-se a situações e experiências pessoais desagradáveis e com

prováveis consequências negativas para a saúde e o bem-estar psicológico. É por isso

que este segundo aspecto tem recebido mais atenção por parte da investigação

científica, utilizando-se, para ele, o termo genérico de “stress”.

O CONCEITO DE STRESS

MCgrath (1970), apontado por Peiró (1993) diz-nos que não é difícil constatar

a imprecisão e ambiguidade do termo stress e as diferentes, e às vezes contraditórias,

formas de defini-lo. Alguns autores consideram até que a sua definição só é útil para

uma ampla área de estudos que abordam problemas com ele relacionados.

Assim, o stress tem sido definido de várias formas: Como esforço para manter

as funções essenciais ao nível requerido; Como informação que o sujeito interpreta

como ameaça de perigo; Como frustração e ameaça que não pode reduzir-se ou comoo, ciênciatecnologia

impossibilidade de predizer o futuro (Ruff E Korchin, 1967; Lipowsky, 1975; Bonner,

1967; Groen e Bastians, 1975).

No âmbito da psicologia, diversos autores têm definido o stress como um

conjunto de forças externas que produzem efeitos transitórios ou permanentes sobre a

pessoa. Para os autores que consideram o stress como “resposta”, conceptualizam-no

como o conjunto de respostas fisiológicas e psicológicas de uma pessoa, quando

confrontada com um determinado estímulo ambiental ou stressor, termo que se refere

às condições que produzem tensão e outros resultados negativos para a saúde/bem-estar

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(Wallace e al, 1988).

Nesta perspectiva , podem incluir-se: a definição clássica de Seley (1979),

“resposta geral do organismo perante qualquer estímulo stressor ou situação

stressante “; ou a de Matteson e Ivancevich (1987), “ resposta adaptativa mediada por

características individuais, consequência de uma acção externa, situação ou

acontecimento que impõe à pessoa exigências físicas ou psicológicas especiais “.

Outros autores, que definem o stress como percepção, defendem que o stress

surge de processos perceptivos e cognitivos, que produzem sequelas físicas e

psicológicas. Assim, Lazarus (1966) interpreta a interacção entre agentes stressores e o

ser humano em termos de apreciação e avaliação. Deste ponto de vista, a condição de

stress só existe quando o indivíduo a percebe como tal.

Cabe ainda referir que as definições de stress como transação entre a pessoa e o

ambiente supõem que o stress só se caracteriza adequadamente, se se tiver em conta o

contexto social e a posição em que a pessoa se encontra, nesse mesmo contexto, ao

longo do tempo (Peiró,1993). Dentro destas, encontram-se as seguintes definições de

stress: “Falta de disponibilidade de respostas adequadas perante uma situação que

produz consequências importantes e graves”; “Relação entre a pessoa e o ambiente que

é percebido pela pessoa como ameaçador, com exigências superiores aos seus recursos

e, prejudicar o seu bem – estar”; “Discordância negativa entre um estado percebido pelo

indivíduo e o estado desejado, supondo que essa diferença é importante para o

indivíduo” (Sells, 1970; Lazarus e Folkman, 1984; Edwards , 1988).

Ainda segundo Edwards (1988), as definições que comparam exigências e

capacidades incluem, implicitamente, uma divergência entre percepções e desejos.

Durante as últimas décadas, tem sido dada uma grande relevância ao estudo do

impacto das condições de trabalho sobre o bem estar psicológico e a saúde das pessoas.ducação, ciência e

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Esta mudança parece reflectir uma concepção mais ampla da eficácia

organizacional, o que significa que esta se vê afectada não só pela produtividade mas

também por factores como o absentismo, a rotação e a falta de motivação dos membros

da organização. Por isso, se começa a verificar uma maior preocupação com a qualidade

de vida no trabalho, para a qual têm contribuído diversos estudos realizados sobre as

relações entre o stress e as suas consequências nos indivíduos.

Ivancevich e Matteson (1980), apontados por Peiró (1993), procederam a uma

revisão da literatura sobre vários modelos explicativos dessas relações, particularmente

do modelo sócio-ambiental formulado por French e Kahn (1962), a partir do qual foram

desenvolvidos, sob diversas perspectivas, outros modelos para explicar o stress.

Segundo Peiró (1993), trata-se de um modelo que oferece os componentes

básicos que têm orientado a investigação sobre o stress. Nele se estabelece uma

sequência causal, que vai desde as características do contexto objectivo do trabalho,

passando pela experiência subjectiva do trabalhador e das suas respostas, até aos efeitos

a longo prazo que todos estes factores têm sobre a saúde física e mental.

Neste modelo, o contexto objectivo e o contexto psicológico estabelecem

relações entre o ambiente físico e social do trabalho e as percepções do mesmo por parte

do sujeito. O contexto psicológico e as respostas do indivíduo (fisiológicas,

comportamentais, afectivas), influenciam as percepções do indivíduo sobre o ambiente

de trabalho e as respostas ao mesmo. Por outro lado, as respostas do sujeito e os efeitos

a longo prazo, vão repercutir-se na saúde física e mental do trabalhador. Além disso,

este modelo incorpora também outras variáveis que afectam todas as relações

assinaladas.

De acordo com Peiró (1993), verifica-se uma grande influência por parte das

características estáveis da personalidade sobre o modo de perceber a realidade, a forma

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de responder perante a realidade percebida e o modo como essas respostas incidem

sobre a saúde e o bem estar psicológico.

Os autores desta perspectiva formulam uma sequência explicativa da relação

entre o trabalho e a saúde dos trabalhadores que consiste: numa cadeia de hipóteses que

se inicia com algumas características do contexto objectivo do trabalho e termina com

alguns critérios de saúde, especificando as variáveis intervenientes no contexto

psicológico e nas respostas imediatas do indivíduo, estabelecendo o modo como estas

relações causais são modificadas pelas diferenças entre os sujeitos e as suas relações

interpessoais (Peiró, 1993).

Este autor considera ainda que tal cadeia causal e a combinação das diversas

relações estabelecidas constituiu o marco teórico dos estudos sobre a relação entre saúde

e trabalho.

O MODELO DE AJUSTAMENTO ENTRE O INDIVÍDUO E O

AMBIENTE DE TRABALHO DE HARRISON

No modelo de Harrison (1978), o que produz as experiências de stress é a falta

de adaptação entre as solicitações do contexto e os recursos da pessoa para as enfrentar.

Assim sendo, o stress é concebido como a falta de ajustamento entre as habilidades e

capacidades disponíveis, e as exigências e solicitações do trabalho a desempenhar, e

também entre as necessidades do indivíduo e os recursos disponíveis para as satisfazer.

Com a finalidade de clarificar a importância das variáveis que intervêm sobre o

grau de adaptação entre o indivíduo e o ambiente de trabalho, este modelo faz uma

distinção entre pessoa e ambiente, e entre aspectos subjectivos e objectivos de ambos,

pelo que apresenta como elementos básicos: O ambiente objectivo; O ambienteedução, ciência e tnologia

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subjectivo (percebido pelo sujeito); A pessoa objectiva (tal como é na realidade) e a

pessoa tal como se vê a si própria ( Harrison ,1978).

A partir destes quatro conceitos o modelo incorpora também outros quatro

aspectos relevantes: dois deles referem-se ao grau de exactidão da percepção subjectiva

em relação ao contexto subjectivo. Assim, o grau de contacto com a realidade depende

da exactidão da percepção do sujeito em relação ao mundo objectivo, e a precisão da

auto-avaliação depende da exactidão com que o sujeito se percepciona.

Os outros aspectos referem-se ao grau de ajustamento entre a pessoa e o seu

contexto, tanto a nível objectivo como subjectivo. Por um lado, torna-se possível

determinar o ajustamento entre pessoa e ambiente e, por outro lado, a adaptação

subjectiva entre o ambiente percebido e o eu percebido (Peiró,1993).

Para este autor, todas estas discrepâncias representam medidas pertinentes de

saúde mental, e as que estão relacionadas com o ajustamento entre o indivíduo e o seu

contexto podem ser utilizadas para definir o stress no trabalho. Como tal, a falta de

ajustamento entre a pessoa e ambiente pode conduzir a vários tipos de respostas

inadequadas.

Assim, um inadequado ajustamento, a nível psicológico, pode levar a

insatisfação do trabalho, ansiedade, insónias, queixas somáticas e a comportamentos

desajustados como, por exemplo, incrementar ou aumentar o consumo de tabaco e o

desejo de comer em excesso. Pelo contrário, um bom ajustamento conduz, geralmente, a

resultados positivos de bem-estar psicológico e de desenvolvimento pessoal (Peiró,

1993).

Esta perspectiva considera, ainda, uma série de mecanismos de

retroalimentação, mediante os quais o indivíduo tenta compensar os efeitos negativos da

falta de adaptação: os mecanismos de confronto e os mecanismos de defesa.

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Através de mecanismos de confronto, o indivíduo procura modificar o contexto

objectivo ou a sua própria pessoa, para conseguir um melhor ajustamento objectivo

entre ambos. Utilizando os mecanismos de defesa o sujeito distorce a sua percepção do

contexto ou da sua própria maneira de ser, para reduzir a tensão.

Enquanto que os mecanismos de confronto, se forem eficazes, melhoram a

adaptação objectiva, os de defesa melhoram apenas a percebida. De qualquer modo, o

ajustamento subjectivo desempenha um papel importante, dado que determina as

respostas do indivíduo perante as situações indutoras de stress.

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