Fatos Contabeis e Fiscais de uma Empresa - Apostilas - Administração, Notas de estudo de Administração Empresarial. Universidade São Marco (UNIMARCO)
Maracana85
Maracana856 de Março de 2013

Fatos Contabeis e Fiscais de uma Empresa - Apostilas - Administração, Notas de estudo de Administração Empresarial. Universidade São Marco (UNIMARCO)

PDF (262.3 KB)
9 páginas
461Número de visitas
Descrição
Apostilas de Administração sobre o estudo fatos contabeis e fiscais de uma empresa.
20pontos
Pontos de download necessários para baixar
este documento
baixar o documento
Pré-visualização3 páginas / 9
Esta é apenas uma pré-visualização
Consulte e baixe o documento completo
Esta é apenas uma pré-visualização
Consulte e baixe o documento completo
Pré-visualização finalizada
Consulte e baixe o documento completo
Esta é apenas uma pré-visualização
Consulte e baixe o documento completo
Esta é apenas uma pré-visualização
Consulte e baixe o documento completo
Pré-visualização finalizada
Consulte e baixe o documento completo

1 INTRODUÇÃO

O presente trabalho trata de conceitos específicos na área contábil e empresarial, que podem ser aplicados na empresa JMK COMERCIO DE FERRAMENTAS ELETRICAS LTDA, atuante no comercio varejista de ferramentas de uso pessoal, para que possam alcançar maturidade e produtividade na gestão da empresa.

Trata-se de conceitos referentes a aplicações financeiras no mercado, que podem direcionar os negócios, alem de orientações no tocante aos impostos e suas variantes de acordo com o regime de tributação apurado na empresa e as normas de legislação brasileira aplicadas na contabilização das empresas. Alem disso, são evidenciados conceitos que tratam das diversas modalidades de avaliação de estoque, proporcional ao segmento de mercado praticado na organização.

Diante dos conceitos evidenciados, propõe-se que a empresa venha utilizá-los para desenvolver um modelo de gestão linear e apta para sinalizar para o mercado.

2 DESENVOLVIMENTO

1. Aplicação financeira

Juros compostos e necessidade de reconhecimento da receita mensalmente e não somente no resgate da aplicação.

Os Juros Compostos são aqueles obtidos ao final de cada período e somados ao capital inicial, constituindo um novo montante a ser aplicado conforme a necessidade de aplicação e interesse da empresa em manter suas aplicações.

Na capitalização composta os juros são pagos sobre o valor presente, porem, o valor inicial deve ser corrigido a cada período. Para (Rohloff, 2009), essas correções são sobrepostas e sucessivas por n períodos em função de uma taxa de juros especificamente contratada.

A aplicação financeira com base nos juros compostos movimenta a receita mensalmente, pois o juro de cada intervalo de tempo é embutido no capital inicial e passa a render mais juros.

2. Impostos não cumulativos

docsity.com

Através da Lei nº 10.637, publicada no DOU de 31/12/2002, foi criado o sistema não cumulativo de pagamento do PIS/PASEP. Com base nesse novo sistema, as pessoas jurídicas a ele obrigadas deverão recolher o PIS/PASEP com alíquota de 1,65%, buscando em contrapartida, alguns créditos especiais. Dessa forma, existem atualmente dois regimes de pagamento do PIS/PASEP: aquele que já existia, com alíquota de 0,65%, e o PIS/PASEP não cumulativo, com alíquota de 1,65%. Tal sistema entrou em vigor em dezembro de 2002, devendo ser aplicando aos fatos geradores a partir dessa mesma data.

O que é permitido através do novo regime é o desconto de créditos apurados com base em custos, despesas e encargos da pessoa jurídica, desde que seja pessoa jurídica com tributação pelo regime do lucro real e não citada nas exceções da lei n 10.637-2002, art. 4º.

Para (PROENÇA, 2009) A contribuição para o PIS/PASEP não cumulativo tem como fato gerador o faturamento mensal, referente à receita bruta das vendas de mercadorias, de mercadorias e serviços e de serviço de qualquer natureza.

Exemplo: Empresa comercial varejista com tributação pelo lucro real, sem contabilidade de custos:

- Receitas de setembro/2010- vendas de mercadorias sujeitas ao PIS não cumulativo: R$580.000.00.

- Débito do PIS não cumulativo- 1,65% de R$580.000.00-R$ 9.570,00.

Créditos do PIS

a) Bens adquiridos para revenda em setembro/2010, sujeitos à alíquota de 1,65%

b) Custo de aquisição- R$ 40.000,00

Calculo dos créditos

Bens adquiridos para revenda R$ 40.000,00 x 1,65%= R$ 660,00

Cálculo do PIS não cumulativo a pagar

Receita sujeita a alíquota de 1,65%= R$ 580.000,00

R$ 580.000,00 x 1,65%= R$ 9.570,00

Dedução dos créditos

R$ 9.570,00- R$660,00= R$ 8.910,00.

docsity.com

Em dezembro de 2003 foi criada a Lei nº 10.833, publicada no DOU de 30.12.2003, criando o sistema não cumulativo de pagamento da COFINS.

As pessoas jurídicas obrigadas ao novo regime irão recolher a contribuição com alíquota de 7,6%, tendo em vista, os créditos especiais. Desse modo, encontram-se dois regimes de pagamento da COFINS, sendo o primeiro, com alíquota de 3%, e a COFINS não cumulativa, com aplicação da alíquota de 7,6%.

É contribuinte do novo regime da COFINS não cumulativa, a pessoa jurídica com tributação pelo regime do lucro real, podendo desfrutar do desconto de créditos apurados com base em custos, despesas e encargos da pessoa jurídica.

Tal contribuição tem como fato gerador o faturamento mensal, assim considerada a receita bruta das vendas de mercadorias, de mercadorias e serviços e de serviço de qualquer natureza (PROENÇA, 2009).

Com as mudanças de regime de tributação, os tributos PIS e COFINS sofreram alterações através das Leis nº. 10.637/2002, 10.684/2003, 10.865/2004 (PIS) e da Lei nº. 10.833 de 29 de dezembro de 2003 (COFINS), para estas contribuições às pessoas jurídicas tributadas pelo IRPJ com base no lucro real. A Lei nº. 10.865/2004 instituiu a cobrança do PIS e da COFINS na importação de mercadorias e serviços.

Para as demais empresas, que operam em diversos segmentos no mercado, continua a tributação de forma cumulativa, isto é, a incidência não cumulativa aplica-se apenas às pessoas jurídicas tributadas pelo IRPJ com base no lucro real.

Exemplo: a empresa Nordeste vende um lote de mesas a um valor total de R$50.000.00, sendo IPI de 10%, PIS/PASEP de 1,65%, COFINS 7,6% e ICMS de 20%.

O IPI não integra a base de cálculo do ICMS quando a mercadoria é destinada à comercialização e não compõe a base de cálculo dessas contribuições nas operações de venda.

Nota fiscal de venda: Valor bruto = R$50.000,00

IPI de 10% x R$50.000,00 =R$5.000,00

Total da NF= R$55.000,00

ICMS destacado (20% x 50.000,00) =R$10.000,00

3. Avaliação de estoques

3.1 Inventario periódico

docsity.com

No inventário periódico as entradas de mercadorias são registradas e, ao final de cada período contábil, é apurado o custo da mercadoria vendida, determinando o estoque na contagem do produto físico.

Para (PROENÇA, 2009), o saldo final do período anterior é o saldo inicial do período atual e o volume de compras corresponde às compras realizadas no período atual, somando com a adição dos dois, o volume disponível para vendas.

3.1.a. Inventario permanente

O inventario permanente proporciona um registro permanente dos estoques disponíveis, computados a cada operação de compra ou de venda realizada.

Diferencia do inventário periódico que é um sistema mais simplificado, no qual realiza-se a contagem física do estoque e aplica-se um valor referido no encerramento de cada período- base, que pode ser mensal, semestral ou anual. É adotado quando a empresa não deseja ou não tem condições de manter controle sistemático e continuo do estoque de mercadorias, sendo mais comum nas pequenas e medias empresas.

O inventario permanente é usado pelas medias e grandes empresas. É o sistema em que os lançamentos são efetuados de forma continua ou permanente. Os registros são feitos em fichas de controle de estoque, onde é lançado na conta de estoques a debito, pela saída de mercadorias do estoque.

3.1.b. Custo histórico

No custo histórico os valores de entrada são necessários quando há a ocorrência de lançamentos a serem efetuados na contabilidade. O que vale é o quanto o produto custou para a empresa. De acordo com (SANTOS, 2009), Como o custo histórico demonstra a realidade dos fatos, em termos de valor, somente na data de sua ocorrência, serão destacadas algumas vantagens e desvantagens de sua utilização.

3.1.c. Custo histórico corrigido

docsity.com

Caracteriza-se pela modificação do custo histórico, através de indicadores oficiais, os quais darão condições de trazer os valores mais próximos da realidade. No custo histórico corrigido, o que é levado em consideração é o valor mais atualizado e reflete a realidade do fato no momento e tem custo baixo.

Pode-se utilizar os valores lançados na contabilidade corrigidos ou atualizados por meio de indicadores oficiais.

3.1.d. Custo corrente

O custo corrente é comparado ao preço de troca por um produto de mesmo valor. Por ele é possível identificar o quanto custa manter um produto ou serviço antes mesmo de se beneficiar dele. Para (SANTOS, 2009), a diferença entre o custo histórico e o custo corrente representa o ganho ou perda ocorridos em função da mudança dos preços de mercado dos ativos mantidos pela empresa.

3.1.e. Custo corrente corrigido

No custo corrente corrigido é possível atualizar o preço corrente através do índice de inflação atual da economia em curso, combinando as vantagens do custo corrente com o custo histórico corrigido. Posteriormente, os ativos existentes no inicio podem ser avaliados a custo corrente na data atual.

3.1.f. Valores de saída

Segundo Martins (2001, p. 95) apud (SANTOS 2009):

[...] “são aqueles obtidos nos seguimentos de mercado onde a empresa oferta seus recursos. Em outras palavras, eles representam o beneficio que a empresa auferiu (passado), aufere (presente) ou auferirá (futuro) com a realização de seus recursos, ou seja, com disponibilização no mercado.” (Martins (2001, p. 95) apud (SANTOS, 2009).

3.1.g. Critérios de avaliação de estoque

docsity.com

Os estoques podem ser avaliados segundo os seguintes métodos: preço especifica; PEPS (FIFO); UEPS (LIFO); media ponderada móvel (custo médio ponderado); media ponderada fixa; preço de venda menos margem de lucro.

Preço especifico- Para avaliar o preço especifico é feita a relação entre venda e custo do produto em evidencia. Para (PROENÇA, 2009), o preço especifico é utilizado quando for possível identificar claramente a mercadoria e seu custo, sendo utilizado somente para produtos de fácil identificação física e com pleno conhecimento do custo do produto vendido.

4. Principio da entidade

O principio da entidade prima pela preservação do patrimônio da empresa livre da movimentação financeira direta de seus representantes. Os fatos que se referem ao patrimônio da empresa não devem ser mencionados em conformidade com os fatos que envolvem os titulares da empresa. O patrimônio da empresa tem autonomia independente dos pertences individuais dos sócios ou proprietários da empresa.

5. Principio da competência

Para (REIS, 2009), cabe ao profissional da área de contabilidade, primar pela competência profissional, investir em treinamento constante na área, adequar-se à legislação, preparar relatórios claros e completos que proporcione ao dirigente da organização clareza e entendimento dos fatos mencionados e transmitir concisão nas recomendações após cada analise dos fatos.

(REIS, 2009), enfatiza que as receitas e as despesas devem ser incluídas na apuração do resultado do período em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se relacionarem, independentemente de recebimento ou pagamento. As receitas e as despesas equivalem aos respectivos períodos em que os fatos acontecem simultaneamente.

6. Legislação contábil

docsity.com

As normas brasileiras de contabilidade estabelecem regras de conduta profissional e procedimentos técnicos a serem observados pelo contabilista no exercício da sua profissão (REIS, 2009), de acordo com os princípios fundamentais de contabilidade.

As normas se classificam em normas profissionais e normas técnicas.

As normas profissionais estabelecem regras de exercício profissional do contabilista e são precedidas do prefixo NBC P.

As normas técnicas estabelecem conceitos reais de doutrina, regras e procedimentos aplicados de contabilidade e são precedidas do prefixo NBC T.

O código de ética profissional é o repositório de preceitos de orientação e disciplina da conduta do profissional dentro do amplo quadro do exercício da profissão. Portanto, o termo ética torna- se próprio e adequado para expressar a moral do grupo organizado em categoria profissional, em nosso caso, os contabilistas. Segundo Lisboa (1997, p.61) apud (REIS, 2009):

O objetivo do código de ética para o contador é habilitar esse profissional a adotar uma atitude pessoal, de acordo com os princípios éticos conhecidos e aceitos pela sociedade. [...]

O código de ética do contabilista contém os princípios éticos que se aplicam necessariamente à sua profissão.

As normas vigentes sobre a escrituração de fatos contábeis são recomendadas nas empresas, de modo a manter um sistema uniforme de escrituração dos seus atos e fatos administrativos.

O Livro Diário e o Livro Razão, escrituração contábil de filial, documentação contábil, contas de compensação e retificação de lançamento contábil, compõem as ferramentas da escrituração contábil, indispensáveis organização dos atos e fatos da organização.

.

3 CONCLUSÃO

CONCLUSÃO

Pode-se dizer que os conceitos ora abordados servem para orientar os sócios da empresa JMK COMERCIO DE FERRAMENTAS ELETRICAS LTDA, na condução dos seus trabalhos de modo produtivo.

docsity.com

Através das orientações contidas no presente trabalho é possível direcionar os negócios com segurança e responsabilidade, para que a empresa possa atingir estabilidade e equilíbrio no tocante às aplicações financeiras que oferecem melhores resultados para a empresa em expansão.

As informações acerca de impostos e procedimentos na área contábil podem contribuir para que a empresa esteja atenta na hora de contratar um profissional ou empresa de contabilidade, que tenha carreira solida no mercado, desde a confiança e a experiência necessária para o exercício da profissão, e conduzir a empresa no caminho da lucratividade.

REFERÊNCIAS

ROHLOFF, Débora Bohrer. Matemática financeira ll. São Paulo: Pearson Education, 2009

PROENÇA, Fábio Rogério. Contabilidade intermediária. São Paulo: Pearson Education, 2009

REIS, Luciano Gomes dos; NOGUEIRA, Daniel Ramos; COSTA, José Manoel da. Ética e legislação profissional. São Paulo: Pearson Education, 2009

SANTOS, Joenice Leandro Diniz dos. Teoria da Contabilidade. São Paulo: Pearson Education, 2009

docsity.com

http://www.algosobre.com.br/contabilidade-geral/principios-fundamentais-de- contabilidade.html

docsity.com

comentários (0)
Até o momento nenhum comentário
Seja o primeiro a comentar!
Esta é apenas uma pré-visualização
Consulte e baixe o documento completo
Docsity is not optimized for the browser you're using. In order to have a better experience we suggest you to use Internet Explorer 9+, Chrome, Firefox or Safari! Download Google Chrome