Fichament cap 2 economia politica, Teses de Economia de Ensino. Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
anacbritocunha
anacbritocunha11 de Junho de 2015

Fichament cap 2 economia politica, Teses de Economia de Ensino. Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

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resumo sobre o capitulo 2 do livro economia politica
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA

CENTRO SÓCIO ECONÔMICO

DEPARTAMENTO DE SERVIÇO SOCIAL

Curso: serviço Social/Turma: 03309

Fichamento Cap. 2 “Categorias da (critica da) Economia Politica”

Do livro “Economia Politica uma Introdução critica”

Ana Carolina Brito da Cunha

Florianópolis, abril 2015

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA

Para começar a entender, a economia política estuda as relações que os homens estabelecem na

produção e que também, a categoria imediata da mesma é o valor. Existem duas categorias,

primeiramente a ontológica que tem o significado de existência concreta, histórica, independente

da consciência que os homens tenham ex. dinheiro e mercadorias. Segundo, a reflexiva que

significa a apreensão de sua existência a partir de sua aparência, através de conceitos e relações

que se estabelecem no pensamento.

2.1- A comunidade primitiva e o excedente econômico

Há cerca de 40.000 anos a.c. nas margens dos rios Eufrates e Nilo surgiu os grupos primitivos ao

qual anos após foi chamado de civilização.

Características desse grupo: viviam da caça, não acumulavam o que caçavam, os homens eram

responsáveis por ela e as mulheres de tratar os animais caçados disso surge a primeira forma de

divisão social do trabalho, tudo era dividido em partes iguais não existia desigualdades sociais.

A comunidade primitiva perdurou por mais 30 mil anos porem dela surge elementos que seria a sua

dissolução: a domesticação dos animais e a agricultura com isso deixaram o nomadismo e

passaram a fixar-se em um território. Com isso aperfeiçoaram seus instrumentos de trabalho,

incluíram o metal e o homem passou a dominar o tempo e a irrigação foi naturalmente surgindo.

A principal transformação dessa comunidade foi a acumulação da produção. Estava surgindo o

excedente econômico a comunidade começava a produzir mais do que carecia para suas

necessidades imediatas.

O excedente econômico é a diferença entre o que a sociedade produz e os custos dessa produção.

Dois efeitos logo irão surgir com o excedente econômico: de um lado a acumulação de produtos a

mais que a necessidade da comunidade surge então bens que não sendo usado na própria

comunidade passa a ser trocado em outras – mercadoria e com ela as primeiras formas de trocas –

comercio. E outro efeito e que abre-se caminho para exploração de trabalho humano. Posta isso a

comunidade se divide antagonicamente de um lago os que acumulam bens e de outro os que

produzem os bens para os produtores indiretos.

Com essa possibilidade de acumulação e exploração dissolve-se a comunidade primitiva e surge o

escravismo.

2.2- Forças produtivas, relações de produção e modo de produção

O surgimento do excedente econômico, a produção de bens realiza-se através de processo de

trabalho que envolve os seguintes elementos:

-Meios de trabalho- instrumentos, ferramentas, instalações e etc.

-Objetos de trabalho- matérias naturais brutas ou modificadas pela ação do trabalho.

-Força de trabalho- energia humana dispendida no processo do trabalho.

O conjunto desses elementos designa-se FORÇAS PRODUTIVAS. Destaca-se a força de trabalho,

pois é dessa que o ser social traz acúmulos de experiências e com isso cresce a produtividade do

trabalho que surge vinculada a repartição do trabalho. Nas comunidades primitivas separava-se o

trabalho dos homens e das mulheres, posteriormente essa divisão estendeu-se para artesanato e

agrícola que posteriormente vai marcar a divisão entre campo e cidade. Com isso esta instalado a

divisão social do trabalho.

As forças produtivas inserem-se em relações de caráter técnico e relações de caráter social que

constituem as relações de produção.

As relações técnicas de produção dependem das características técnicas do processo de trabalho do

grau de especialização e estão ligadas ao domínio dos produtores direto tem sobre os trabalhadores.

Mas elas estão subordinadas as relações sociais, ou seja, são determinadas pelo regime de

propriedade. Se estão ligadas a regime coletivo como nas comunidades primitivas tais relações são

de ajuda mutua de cooperação, se tal propriedade é privada ocorre a apropriação dos bens diretos

pelos indiretos ou seja, esses são explorados por aqueles. É na propriedade privada que esta a raiz

das classes sociais.

A articulação das forças produtivas com relações de produção chama-se modo de produção.

Pode-se afirmar que o modo de produção encontra-se a estrutura ou a base econômica da

sociedade, que implica a existência de todo um conjunto de instituições de idéias com ela

compatível, conjunto geralmente designado como superestrutura e que compreende fenômenos e

processos extra- econômicos: as instancias jurídico- políticas, as ideologias e formas de

consciências sociais. Em cada modo de produção, porem, as relações entre estrutura e

superestrutura são igualmente particulares: pode-se afirmar que as estruturas sempre foram

mediadas e indiretamente determinantes para a configuração da superestrutura a relação entre elas

constitui problemas só desvendáveis em cada modo de produção especifica.

Do modo de produção resultam as leis de desenvolvimento onde cada modo de produção apresenta

leis que lhe são peculiares.

2.3- Produção, distribuição e consumo

O trabalho humano, a ação do homem sobre a natureza, cria bens que constitui valores de uso para

membros da sociedade, entende-se valor de uso algo que venha satisfazer uma necessidade

qualquer. Para que tais bens cumpram a sua função

O conjunto de bens com valores de uso em determinada sociedade e tempo é considerado produto

social global.

Todavia a distribuição do produto social global esta determinado pelo regime de propriedade dos

meios de produção fundamentais ( coletivos – primitivos- ou privado –desigual), então comprova

que a relação de distribuição são determinadas pelas relações de produção.

O consumo do produto social global nem sempre é imediato, parte deles é destinado a novos

processos produtivos assim devem –se distinguir:

- Consumo produtivo – o consumo dos meios de produção no processo produtivo;

-Consumo improdutivo – consumo de valores de uso que não contribui para a continuidade do

processo produtivo

- Consumo individual – consumo direto de um valor de uso por um membro da sociedade

-Consumo coletivo – consumo de valor de uso por vários membros da sociedade.

Em qualquer forma de consumo é a produção que oferece o consumo o seu objeto. Enfim é a

produção de novos valores de uso que cria as novas necessidades de consumo.

2.4- O escravismo e o feudalismo

A comunidade primitiva não conheceu a escravatura pois não acumulavam as caças e em guerras

geralmente comiam os derrotados. O surgimento do excedente muda esse cenário, surgiu o

excedente vale a pena explorar os homens. Dessa forma organiza-se a sociedade do qual de um

lado esta uma minoria de proprietários de terras e de escravos e do outra uma maioria que não tinha

direito de dispor da própria vida. Entre esses dois grupos estão os artesão e os camponeses. Em

meio ao surgimento da mercadoria e do comercio surge o dinheiro como forma de troca e um grupo

dedicado a atividade mercantil ( comerciantes ou mercadores) nessa dinâmica não apenas os

conquistados em guerras passa a ser escravo mas também os membros da sociedade em questão.

O modo de produção escravista não foi o único dominante na antiguidade. Especialmente no

extremo oriente constitui-se uma articulação social distinta com hipertrofia de um forte poder

político central – o Estado – que se responsabilizou pela construções hidráulicas e grandes pontes

e manteve em suas mãos o controle da terra e da agricultura, essa articulação que perdurou muito

tempo ficou conhecida como modo de produção asiático.

No ocidente, as relações sociais eram presididas entre proprietários e escravos e existiam os

artesões livres que serviam aos proprietários com serviços burocráticos ( coletas de impostos,

cobranças aos agricultores e mercadorias e combate as repressões dos escravos.

O escravismo com todos os seus horrores significou um passo adiante na historia da humanidade:

introduziu a propriedade privada dos meios fundamentais de exploração do homem pelo homem,

diversificou a produção de bens e estimulou o comercio entre diversas sociedades.

O apogeu do escravismo identificou-se com o apogeu do Império Romano. A grandeza do império

pedia uma grande acumulação de excedente econômico, o trabalho monótono e de má vontade mal

podia sustentar o império romano. A dissolução do trabalho escravo também significou a ruína dos

camponeses e artesãos. Com a invasões bárbaras desintegrou-se o império romano e assim foi

abaixo o escravismo.

Impôs-se o modo de produção feudal. A centralidade imperial foi substituída pelo feudos base

territorial fundada no trato da terra o feudo pertencia a um senhor ( nobre) . a terra era divida entre

a parte do senhor e a parte dos servos que pagavam tributos para utilizá-las. Destaca-se que a

Igreja Católica detinha de muitas terras fonte de riqueza que respaldava o seu poder.

Diferente dos escravos os servos dispunha de instrumentos de trabalho e podiam produzir a sua

sobrevivência nas glebas. A economia do feudalismos era rural e autárquica: cada feudo era

dividido em uma extensão territorial de terras que poderiam conter varias aldeias e todas

produziam para o autoconsumo.

Todavia os servos eram presos as terras e quem fugisse era duramente repreendido, a produção do

excedente dos servos eram tomadas com violência pelos senhores feudais que diziam possuir

justiça social.

Mas, paralelamente mantinha-se a produção para a troca ( produção de mercadorias) centrada no

trabalho artesanal. Essas trocas serão estimuladas nas grandes cruzadas; assim a estrutura social do

feudalismo começa e se tornar mais complexas:os artesão pouco a pouco se organizam em

corporações e os comerciantes/ mercadores também buscam mecanismos de associação ( ligas). O

estabelecimento das rotas comerciais trará um novo dinamismo e as atividades comerciais um

destaque que vai abrir à crise do feudalismo que marcará o fim do antigo regime.

Estimulado o consumo da nobreza por mercadorias que não podiam ser saqueadas e sempre

compradas com dinheiro começa a conferir a este uma função privilegiada na vida social;

fomentando a atividade comercial e, cidades afastadas estimula-se a criação das cidades nessas

cidades os grupos das redes comerciais se localizavam. Os comerciantes representantes do capital

mercantil eram motivados por um único objetivo – o lucro. Nessa nova modalidade o imobiliário

ganha relevância em troca de dinheiro. Dessa sociedade surge a burguesia que trará o fim do

feudalismo.

2.5- A crise do feudalismo e a Revolução Burguesa

O processo da crise do feudalismo é o solo que conduzirá ao mundo moderno – a Revolução

Burguesa.

Precisamente no século XIV o regime feudal estava com as terras inférteis e não havia recursos

técnicos para recuperá-las, as terras novas eram pobres e fez –se reduzir as áreas para a pecuária.

Limites técnicos reduziram a mineração da prata que trouxe grandes dificuldades e a peste negra

vinda as Ásia dizimou cerca de um quarto da população tudo isso fez com que o regime feudal

fosse desgastado.

Entre os senhores feudais instalou-se um cenário de conflitos e um verdadeiro banditismo foi

instaurado devido a falta de acumulação do excedente econômico.

No século XVI as forças camponesas se acabam. E mesmo derrotados conseguiram importantes

alterações no regime feudal. Do ponto de vista econômico as terras passaram a ser objeto mercantil,

e a relação dos senhores com os servos passou a ser em troca de dinheiro e os servos podiam possui

suas terras mesmo que demorasse anos para emancipação. Do ponto de vista político houve a

centralidade de poder que vai encontrar seu poder maior na formação do Estado Nacional moderno

através do Estado Absolutista.

O Estado Absolutista representou uma resposta a rebeldia camponesa. Nele o poder estava

concentrado nas mãos de um único ser - o rei. Abriu-se o campo para os mercantilistas que

gradualmente tornaram-se os financiadores do Estado Absolutista juntamente com as principais

casas bancarias da época.

É com o absolutismo que surge as estruturas próprias de Estado moderno articulador da nação, uma

força armada sobre comando único uma burocracia e um sistema fiscal.

O Estado Absolutista criou instituições que iam de encontro a um ou outro senhor feudal de forma

singular mas favorecia a classe recém criada a burguesia que se colocava como classe mais rica da

sociedade. Dessa forma os pedágios cobrados pelos senhores feudais bem como as milícias

particulares foram desarticuladas favorecendo as rotas mais livres e para proteção das caravelas

instituiu-se uma única força armada ( exercito).

Os comerciantes financiavam os investimentos do Estado Absolutista pois esses não poderiam ser

feitos pela nobreza enfraquecida que detinha apenas a exploração dos camponeses e nem pelo

camponeses que não podiam pagar as taxas dos impostos.

Os monopólios comerciais que o absolutismo concedia aos comerciantes estava no centro daqueles

interesses. Criando companhias por ação permitiram deslocamento da rota para o Atlântico e essas

expedições geraram lucros fabulosos aos mercadores.

Mas essa situação não atingia os nobres apenas favorecia a classe burguesa que se expandia cada

vez mais e não modificava a estrutura do Estado que continuava feudal. Incluiu –se a manufatura e

a sociedade tornava-se cada vez mais burguesa, essas novas relações de produção que eram

travadas pelo Estado Absolutista e sobreveio a Revolução Burguesa.

O Estado Absolutista que favoreceu no inicio de sua constituição a classe burguesa agora se coloca

ao contrario de sua evolução, por sua vez a burguesia tratou logo de eliminá-lo.

A revolução burguesa, inicia com a formação de classe de pequenos comerciantes que se tornaram

figura da economia. No século XVII e XVIII constrói sua hegemonia político – cultural e reúne

condições para lutar contra o feudalismo. Com o domínio da burguesia travado pela luta de classe

puderam organizar o povo - o conjunto do Terceiro Estado – e liderá-los na luta que pós fim o

Antigo Regime.

Instala-se o Estado Burguês. A nova classe dominante articulou a superestrutura necessária para o

desenvolvimento das novas forças produtivas. Cria-se as melhores condições para concretização do

modo de produção que tinha como classes fundamentais a burguesia - Trata-se do modo de

produção capitalista.

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