Filhos de Caim - resumo de livro - Historia, Notas de estudo de Sociologia. Universidade do Vale do Sapucaí
Reginaldo85
Reginaldo851 de Março de 2013

Filhos de Caim - resumo de livro - Historia, Notas de estudo de Sociologia. Universidade do Vale do Sapucaí

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Relatório de livro Filhos de Caim - Bronislaw Geremek em forma de slides.
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Introdução

Relatório de livro

Filhos de Caim Bronislaw Geremek

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Introdução

Este relatório tem como objetivo apresentar o livro Filhos de Caim, de Bronislaw

Geremek, conforme foi exposto nos seminários em sala de aula.

O livro trata da presença do pobre na literatura européia, delimitando os séc. XV ao

XVIII. Considerando que ele sempre esteve presente nas literaturas em vários países, e

em cada um era representado com características particulares.

Podemos observar que na maioria das vezes o pobre apresentado na literatura era

visto como socialmente perigoso à ordem social.

O autor justifica o uso de obras literárias partindo do pressuposto que elas podem se

tornar documentos à medida que refletem a consciência da sociedade sobre o mundo que

a cerca.

No séc. XV, com a popularização da imprensa houve uma maior difusão das obras

escritas, mas as transmissões orais ainda conseguiam uma grande parte do público.

O contexto social apresentado no livro são os dois colapsos que ocorreram na Europa

: a crise do séc. XIV e a Peste Negra, que enchiam as cidades de miseráveis vindos do

campo. As cidades não conseguiam absorver essa grande quantidade de imigrantes rurais

que por sua vez, não conseguiam se adaptar ao modo de vida urbano - com isso o numero

de miseráveis cresceu muito na Europa de início da Idade Moderna.

O mundo dos vagabundos era descrito como um mundo a parte, com suas regras

morais, elementos culturais e organização social particulares. Mas essa descrição era feita

baseada nos conceitos da sociedade global, usando-se os termos conhecidos para

explicar o desconhecido.

Durante as várias obras analisadas no livro, notamos uma compulsão por classificar o

meio, que dava ao mundo dos vagabundos uma organização hierárquica semelhante à

existente no nascente mundo organizado por funções e tarefas.

Durante a apresentação do seminário surgiram algumas questões que tentaremos

transcrever as mais pertinentes, e as nossas tentativas de esclarece-las.

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- Relação de vagabundos e soldados

A profissão de soldado é na maioria das vezes confundida com a do vagabundo, pois eles

não constituíam um grupo organizado, fato que só vai acontecer por volta do séc. XIX.

Antes desse período, os soldados não recebiam pagamentos, viviam de pilhagens e

levavam uma vida errante, daí a semelhança com os vagabundos.

- Os pobres para a sociedade – peso simbólico ou econômico

Esse período é marcado pela tentativa de reforma na assistência social nos diversos

países europeus. Com a expropriação do homem do campo, o número de mendigos

aumentou consideravelmente, essa população de miseráveis ia tentar sobreviver nas

cidades, que não tinha condições de abrigá-los.

Os pobres, antes vistos pelos cristãos como dignos de louvor passam a ser vistos como

um peso para a sociedade. Houve uma reestruturação da doutrina cristã da misericórdia,

que causou a mudança no valor dado à pobreza e a condição do pobre.

A miséria passa a ser vista como praga social e o pobre se torna uma figura perigosa à

ordem pública.

O vagabundo é aquele que se recusa a vender a sua força de trabalho a outra pessoa no

início do capitalismo. Eles ainda não estão disciplinados. Com o uso da máquina essa

resistência acaba.

- Semelhança do pobre com a figura de Cristo

O pobre podia ser visto de duas maneiras : aquele que escolhia ser pobre e aquele que

era pobre por necessidade.

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A pobreza voluntária era valorizada pela sociedade cristã, devido à semelhança com o

ideal de libertação da alma pela abnegação dos recursos materiais pregadas por Cristo.

Já a pobreza por necessidade era vista como um castigo divino, que estava quase sempre

associada às feridas e doenças que o pobre carregava; é dessa visão que o livro vai tratar.

- Por que pedem esmolas próximo a Igrejas

O cristianismo prega a prática de caridade e misericórdia, e piedade principalmente com

os mais necessitados. Ao sair da igreja o fiel se sente culpado ao ver tantos miseráveis

necessitando de ajuda. A esmola seria a realização do ato caridoso sobre o qual acabaram

ouvir, eximindo-os da culpa.

- Literatura enquanto fonte histórica

Essa é uma questão que nunca poder ser terminada.

Ao utilizar-se da literatura, Geremek acredita que ela pode ser o espelho da sociedade,

pode mostrar o pensamento comum acerca da imagem do pobre.

Ele não deixa de tomar os cuidados necessários, examinando suas fontes com olhar

crítico aos autores, sobre sua motivação, sobre a destinação da obra e a receptividade que

ela obteve.

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