Filo Echinodermata - Apostilas - Biologia, Notas de estudo de Biologia. Centro Universitário Franciscano (Unifra)
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Real1011 de Março de 2013

Filo Echinodermata - Apostilas - Biologia, Notas de estudo de Biologia. Centro Universitário Franciscano (Unifra)

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Apostilas de Biologia sobre o estudo do Filo Echinodermata, morfologia externa, parede do corpo, alimentação.
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Filo Echinodermata

Filo Echinodermata

etimologia: gr. echino = ouriço; derma = pele.

no de espécies: 6.000 sp.

características básicas: -abundante registro fóssil desde o Cambriano;

- invertebrados deuterostômios;

- símbolos da vida marinha;

- bentônicos, livres ou presos por pedúnculo.

simetria:

 visível pela posição dos braços, sistema digestivo e ambulacrário;

 semelhança com os cordados (esqueleto);

 ancestral comum: ausência de formas fósseis intermediárias com os cordados;

 larvas: bilateralmente simétricas, faixas ciliadas, metamorfose complexa.

aspectos gerais:

 tamanho: variável - estrela: 80 cm;

- ouriço: 30 cm;

- holotúrias: 2m x 5 cm;

- bolachas fósseis: 5 mm;

- pedúnculo de crinóide: 21m.

 superfícies:

. oral e aboral;

. lateral.

 celoma:

. sistema ambulacrário: - coleta de alimento;

- transporte de alimento;

- locomoção;

- trocas gasosas.

. sistema peri-hemal;

. celoma perivisceral;

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 esqueleto: ossículos calcáreos, articulados ou não (bolachas e ouriços);

 sistema nervoso e órgãos dos sentidos: ausentes;

 sistemas de excreção, circulação e respiração: ausentes;

 reprodução: - dióica;

- sem cópula;

- fecundação externa.

Classe Stelleroidea

etimologia: Latim stella = estrela; Grego eidos = forma.

característica geral: equinodermos que apresentam corpo com braços.

Subclasse Asteroidea

- costas marinhas, praias, rochas e ao redor de pilares de portos;

- águas rasas ou profundas.

1. etimologia (Gr.): Aster = raio; Eidos = forma.

2. aspecto externo: os braços não partem visivelmente de um disco central;

- disco central;

- raios e inter-raios;

- superfícies: oral e aboral;

- pápulas;

- boca;

- ânus (ao centro ou deslocado);

- existem tipicamente 5 braços mas em algumas estrelas-do-mar podem existir

vários;

- a superfície corporal pode apresentar-se lisa, granulada ou com espinhos visíveis;

- tamanho = 12 –24 cm de diâmetro;

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- cores intensas: vermelho, laranja ou azul;

- boca no centro da superfície oral, direcionada para baixo;

- sulcos ambulacrais contém o canal alimentar;

- madreporito: em forma de botão.

3. parede corporal:

- superfície recoberta por epitélio ciliado (células neuro-sensoriais e glandulares);

- espessa camada de tecido conjuntivo;

- esqueleto constituído de ossículos calcários, unidos por tecido conjuntivo e

ligados à fibras musculares;

- camada muscular;

- peritônio ciliado;

- celoma;

- líquido celomático;

- todos com espinhos calcários, que podem ser projeções do esqueleto dérmico

profundo ou ossículos especiais sobre este esqueleto.

4. pápulas: projeções semelhantes a dedos entre os espinhos;

- função: trocas gasosas e excreção;

- a fina parede de cada pápula compõe-se, internamente, de peritônio e,

externamente, de epiderme;

- líquido celomático circula em seu interior.

5. Pedicelárias (latim = pequeno pé) – minúsculos apêndices em forma de mandíbulas;

- contém 2 ossículos que formam a mandíbula e músculos que as abrem e

fecham.

6. sistema vascular aqüífero: sistema ambulacrário

Constituição:

- pés tubulares ou pódios: músculos circulares em toda a sua extensão (8-10 mm);●

transparentes;●

tubuliformes ou cônicos.●

- ampola: paredes finas e musculosas;

- 4 ou 2 séries;

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- madreporito: perfurado por finos canais. Nem todos os canais se ligam com o canal

pétreo;

- canal pétreo;

- canal circular;

- canais radiais acima do sulco ambulacral;

- canais laterais (bilaterais), que partem dos radiais;

- corpúsculo de Tiedeman: formação de amebócitos (circulação, respiração e

excreção) e de secreção interna;

- vesícula de Poli;

Mecanismo de locomoção: a corrente líquida, atraída por cílios e flagelos, através

do madreporito, passa ao canal pétreo, anelar, radiais e ampola pedal. Por meio de

movimentos musculares próprios, a água é impelida aos pódios, que se tornam

eretos devido à força da água; a ventosa adere ao substrato e prende-se por meio

de musculatura concêntrica. A água é impedida de retornar, pois existem válvulas

nos canalículos transversais. O pódio preso, permanece esticado pela própria

pressão da água; então se processa fenômeno inverso, ou seja, a musculatura

longitudinal do pódio retesa-se e vai diminuindo de comprimento. A aderência é

auxiliada pela secreção do líquido celomático.

Cada pé ambulacrário é um cilindro fechado com paredes musculares, tendo uma

ventosa na extremidade externa ou livre e uma ampola bulbosa em sua extremidade

interna. Quando a ampola se contrai, o líquido nela contido é forçado para o

interior do pódio, e este se estende e pode ser girado pelos músculos de sua

parede. Se a ponta toca um objeto, os músculos podem contrair-se e forçar o

líquido de volta para a ampola e assim encurtar o pé. A retirada de líquido diminui

a pressão no interior desta extremidade e causa sua adesão ao objeto devido à

maior pressão da água do mar ou da atmosfera externa. A contração do pé faz o

fluido retornar à ampola e o pé encurta-se, puxando a estrela do mar para frente.

- locomoção vagarosa, mas eficiente;

- necessidade de entrada de água: perda parcial de água pelas membranas

semipermeáveis;

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- um dos braços atua como direcionador e exerce dominação temporária sobre os

demais.

7. alimentação:

- carnívoras (Metylus – Bivalvia) e necrófagas. Alimentam-se de crustáceos,

vermes tubícolas, moluscos e outros invertebrados, inclusive equinodermos,

além de partículas em suspensão. Representam prejuízo em culturas de ostras e

em recifes de corais, pois alimentam-se de corais vivos;

- Aquelas que têm braços curtos, engolem suas presas inteiras; outras evertem o

estômago cardíaco. Em geral, engolem exemplares pequenos com casca e,

depois de digerirem as partes moles, lançam fora a concha pela boca, pois o

ânus é pequeno e deixa passar somente os restos excrementares possíveis;

- quando a estrela depara-se com uma concha que não pode deglutir, o estômago

cardíaco é evertido sobre a concha e, logo que a envolve suas valvas às

afrouxam. Então, as paredes tênues do estômago penetram nela, envolvendo e

digerindo as partes moles. Após a digestão parcial externa, a concha é rejeitada

e os músculos retratores recolhem o estômago à posição normal.

Boca (circundada por membrana peristomial mole)

Esôfago (curto e estreito)

Estômago cardíaco

- paredes delgadas

- ocupa a maior parte do disco central

- pode ser evertido

- suspenso por mesentérios

- enzimas

estômago pilórico

- pequeno

- pentágono regular

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- um par de glândulas digestivas em cada braço

(absorção)

intestino

- curto

- sinuoso

- 2 cecos retais (bolsas com função desconhecida)

ânus

- central

- lateralmente ao madreporito

8. sistema nervoso:

Principal:

- intimamente associado à camada da epiderme;

- anel nervoso ao redor da boca;

- nervo radial estende-se a cada braço.

Secundário:

- 2 cordas de menor porte (braços), lateralmente à principal, e ligam-se a um anel ao

redor da boca.

Terciário:

- elementos nervosos celômicos;

- sistema nervoso aboral;

- braços – músculos;

- nervos diminutos estendem-se aos pés ambulacrários, epiderme e estruturas internas.

9. órgãos sensoriais:

- manchas ocelares na extremidade de cada braço, compostas por fotorreceptores e células

pigmentares.

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10. trocas gasosas:

- ocorrem na superfície das pápulas e dos pódios – “brânquias dermais”;

- transporte interno através do líquido celomático.

Sistema sangüíneo:

- não se evidencia em preparações anatômicas, sendo visível apenas em cortes

histológicos;

- distribui: nutrientes às células, O2, permite trocas osmóticas e eliminação de

substâncias tóxicas resultantes do metabolismo;

- composição:

- água do mar;

- albuminóides;

- O2;

- células amebóides.

- estrutura:

- anel hemal oral;

- canais radiais;

- plexo hemal ou órgão axial – ascende do anel hemal oral;

- sem coração ou qualquer outro órgão pulsador – sangue não circula;

- plexo hemal – órgão central (coração);

- sangue incolor – hemolinfa.

Peri-hemal

- canais celomáticos;

- contornam os vasos sanguíneos;

- anel peri-hemal: abaixo do anel hidrovascular (mais interno e externo);

- canais peri-hemais.

11. excreção:

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- amebócitos do celoma: os restos nitrogenados são vigorosamente absorvidos pelos

amebócitos, que se acumulam nas pápulas e forçam a saída para o exterior;

- corpúsculos de Tiedemann (margem do canal anelar).

12. reprodução e desenvolvimento:

- dióicos;

- 2 gônadas por braço (semelhantes a cachos);

- um gonoducto único para cada par de gônada, abre-se aboralmente próximo ao centro

do disco;

- gonóporos na base do braço dorsal;

- fecundação externa;

- clivagem igual e total;

- 2º dia – blástula esférica ciliada natante;

- desenvolvimento planctônico:

larva bipinária;

larva braquiolária (3mm). Depois de 6 ou 7 semanas, a larva fixa-se no fundo,

desenvolve um pedúnculo e sofre metamorfose;

- alta capacidade de regeneração: qualquer fragmento do corpo que contenha uma porção

do disco central é capaz de regenerar-se (em alguns casos está relacionada à reprodução

assexuada);

- autotomia;

- vivípara, sem fase larval, desenvolvimento em bolsas incubadoras.

13. desenvolvimento: Os ovos caracterizam-se por sofrerem clivagens iguais e totais. Em poucos dias

desenvolve-se numa blástula ciliada, que nada no meio marinho mediante movimento dos

cílios. Mede cerca de 200 micras de diâmetro. Processa-se, em seguida, a gastrulação; a

gástrula cresce, ficando mais alongada. As células arquentéricas dão origem aos

primeiros blastômeros mesodermais; os celomas têm origem enterocélica. A boca é uma

neoformação (deuterostômios), produzida em oposição ao blastóporo o qual, no adulto,

será a abertura anal. Os cílios organizam-se em faixas destinadas à locomoção, que se faz

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por rotação, e para a atração de alimento. De cada lado do corpo formam-se 3 lobos,

que caracterizam o estágio larval, denominado bipinária. Quando a larva atinge cerca de

3 mm, cujos lobos laterais desenvolvidos servem para a natação, ela se denomina

braquiolária. Quando aumenta seu peso, não nada mais e passa a viver no fundo do mar

(cerca de 2 meses depois da fase de ovo), sofrendo grandes mudanças até atingir o

estado adulto. O lado esquerdo da larva trasnforma-se em superfície oral; o lado direito

em superfície aboral (dorsal).

Subclasse Ophiuroidea

- habitante de águas rasas a profundas, escondem-se sob pedras ou plantas

marinhas ou enterram-se no lodo ou na areia, tornando-se ativos à noite;

- comuns em rochas e corais, pedras do fundo marinho, entre a vegetação

beira-mar.

1. etimologia (Gr.): ophis = serpente; eidos = forma.

2. aspecto externo: sepentes-do-mar;

- podem nadar com os braços;

- madreporito – oral;

- sem ventosas nos pódios;

- sem pedicelárias;

- são mais versáteis;

- corpo semelhante ao dos asteróides: braços e disco central. Os braços, no entanto, são

longos, esguios e partem nitidamente do disco central, que é pequeno e mais ou menos

arredondado, preenchido por um córdão de grandes ossículos, denominados vértebras

(semelhantes aos ossos dorsais dos vertebrados);

- não há sulco ambulacral;

- pódios localizados ao longo do lado oral dos braços (são denominados tentáculos, pois

não apresentam ventosas e têm função sensorial e respiratória);

- a articulação dos ossículos e a musculatura dão mobilidade aos braços;

- movem-se pela flexão e extensão de seus braços (serpenteantes). Os espinhos

aumentam a tração; 9

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- um braço pode partir-se frente à um predador – auto-amputação (autotomia);

- os braços consistem de muitos segmentos semelhantes. Cada um compreende dois

ossículos centrais fundidos, cobertos por 4 placas, as laterais com espinhos pequenos e

a dorsal e ventral sem espinhos. No braço há um celoma pequeno e tubular, córdão

nervoso, espaço hemal e um ramo do sistema ambulacrário;

- faixas musculares longitudinais permitem os movimentos das vértebras. Entre cada

duas vértebras, 4 músculos possibilitam aos braços serem dobrados;

- todos os órgãos digestivos e reprodutivos estão no disco.

3. alimentação:

- são raspadores, necrófagos, alimentam-se de sedimento, algas, ou matéria em suspensão

(servem de alimento aos peixes);

- pódios usados para recolher as partículas orgânicas sedimentadas e passá-las do lado

oral dos braços para a boca;

- quando se alimentam de matéria em suspensão, as estrelas levantam os braços contra a

corrente da água, o plâncton e os detritos ficam presos a seus pódios ou em fios de

muco localizados entre os espinhos. O material coletado é empurrado como bolas pelos

pódios, ao longo dos braços, até a boca;

- boca: contornada por 5 grupos de placas móveis, que servem de mandíbulas. As placas

mandibulares não são articulares, portanto não são capazes de mastigar o alimento;

- estômago: saco achatado – não se everte;

- não há cecos ou ânus;

- não há pedicelárias e brânquias dérmicas.

- sucesso:

- versatilidade de hábitos alimentares;

- mobilidade;

- pequeno tamanho.

4. locomoção:

- por reptação (2m/min);

- agarram-se através dos flexíveis braços;

- sistema hidrovascular tem posição inversa ao dos Asteroidea;

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- pódios ventro-laterias sem ventosas ou ampolas, são sensitivos, auxiliam na respiração,

alimentação e são sensoriais;

- pressão do líquido é derivada das contrações dos canais laterais;

- um dos ossículos da superfície oral do disco serve como madreporito (simples, com um

ou dois poros);

- canal pétreo: pequeno e estreito, dirige-se para cima ao canal anelar – 5 canais radiais

com válvula aos pódios (sem ampola e sem ventosa);

- para tornar ereto os pódios, a água é forçada pelos próprios músculos circulares. Como

esta força é muito pequena, há pouca exsudação da água sem necessidade de reposição.

Daí ser reduzido o madreporito. Como o sistema é sensorial não há necessidade de

grandes pressões.

5. trocas gasosas:

- pódios;

- não possuem pápulas;

- possuem bursas: bolsas dobradas para dentro da parede corporal do disco oral, em

ambos os lados de cada braço. Abrem-se por uma fenda ventral, ao lado da base dos

tentáculos;

- a corrente ventilatória é produzida por cílios ou por pressão de mudanças no disco.

6. transporte interno: líquido celomático, sistema hemal e peri-hemal.

7. sistema nervoso:

- compõe-se de um anel nervoso, que contorna a boca, e em cada ponto de saída dos

nervos radiais há um grande gânglio;

- corda radial segue por entre as vértebras e apresenta, em cada interespaço de 2

vértebras, espessamento ganglionar da corda nervosa;

- parece ser o grupo mais desenvolvido entre os equinodermos;

- sem manchas ocelares – parecem insensíveis à luz;

- pódios e tentáculos terminais com funções sensoriais.

8. reprodução:

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- dióicos, maioria;

- vivíparos;

- gônadas fixas ao lado celomático dos sacos bursais;

- quando maduros os gametas são lançados nos sacos e liberados através das fendas;

- incubação pode ocorrer nas bursas;

- larva ofioplúteo: para as formas não incubadoras;

- muitas espécies incubam seus ovos nos sacos bursais e os pequenos ofiuróides

arrastam-se para fora por uma das fendas;

- alto grau de regeneração.

Classe Holothuroidea

1.Características gerais: - corpo delgado, alongado em um eixo oral-aboral;

- parede do corpo coriácea com ossículos calcários microscópicos;

- boca circundada por 10-30 tentáculos retráteis, modificados de pódios;

- lado dorsal tem duas zonas longitudinais de pódios, de função táctil e respiratória;

- lado ventral tem três zonas de pódios, com ventosas para locomoção;

- podem ser encontrados enterrados;

- expectativa de vida: 5-10 anos.

2. Parede do corpo: - cutícula;

- epiderme não ciliada;

- derme com ossículos microscópios (redução do esqueleto);

- uma camada de músculos circulares;

- 5 faixas duplas de músculos longitudinais fortes;

- celoma: líquido e amebócitos.

3. Locomoção: contrações do corpo (músculos+ líquidos), alguns cavam.

4. Trato digestório: longo, delgado e enrolado. Alimentam-se de detritos, empurrado para a boca ou capturado pelos tentáculos (boca - esôfago curto - estômago alargado - intestino -

cloaca - ânus).

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5. Respiração: árvores respiratórias, além da cloaca e celoma

6. Excreção: difusão por celomócitos.

7. Sistema ambulacrário: - madreporito: abre-se no interior do celoma;

- canal anelar ao redor do esôfago;

- canais curtos para os tentáculos;

- 5 canais radiais ligados a pés ambulacrários ao longo de cada faixa muscular.

8. Sistema hemal: mais evidente, com vasos ao longo do intestino.

9. Sistema nervoso: anel nervoso circundando o esôfago e nervos ao longo dos rádios.

10. Reprodução e desenvolvimento: - dióicos; - uma gônada em forma de escova;

- ducto próximo aos tentáculos;

- fecundação externa;

- larva auriculária;

- algumas incubam os ovos sobre ou dentro do corpo.

• órgãos de Cuvier (reto): quando perturbadas e atacadas, imobilizam o atacante numa

massa pegajosa de tubos adesivos (regeneração dos tubos). Outras defendem-se,

rompendo o corpo e o regenerando.

• Comensais e parasitas sobre ou dentro de holotúrias: anelídeos, caranguejos e peixes.

Classe Echinoidea

1. etimologia

2. característica geral: - 900 sp - corpo arredondado, sem braços ou raios livres com espinhos delgados e móveis.

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3. Ouriços do mar: - forma esférica, coloração variada, 6-12 cm;

- vísceras encerradas em uma testa ou carapaça;

- 10 séries duplas de placas suturadas entre si;

- 5 áreas ambulacrárias;

- 5 áreas interambulacrárias;

- espinhos articulados em tubérculos;

- pedicelárias.

- perístoma;

- periprocto;

- placas genitais;

- placas oculares.

4. Bolachas da praia: disciformes. Enterram-se na areia. - centros aboral e oral;

- lúnulas;

- petalóides e filódios.

5. Alimentação: - ouriços: plantas marinhas, matéria animal morta e pequenos organismos raspados pela

lanterna de Aristóteles;

- bolachas: partículas orgânicas de areia ou lodo;

- trato digestório: boca - esôfago - intestino - reto – ânus.

6. Reprodução e desenvolvimento: - dióicos;

- fecundação externa;

- larva equinoplúteo;

- baixa capacidade de regeneração.

Classe Crinoidea

 etimologia:gr. crines = lírio; eidos = forma;  menores que 70 cm;

 abundantes no Paleozóico: 550 espécies viventes (80 sésseis sem formas fósseis);

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 muitos são brilhantes: amarelos, vermelhos, brancos, verdes ou pardos.

1.Habitat: da linha da maré baixa até profundidades abissais.

2.Morfologia Externa: - corpo: com cálice (parede aboral) e tégmen (parede oral), ambos com placas calcárias;

- com 5 braços flexíveis que se bifurcam formando 10 ou mais extremidades

estreitas (pínulas);

- cada braço apresenta um sulco na superfície oral, com cílios e pódios em forma

de tentáculos;

- peduncúlo longo articulado com evaginações em forma de raiz ou sem pedúnculo com

cirros flexíveis para agarrar objetos;

- boca e ânus (cone) estão na superfície oral.

3.Alimentação: plâncton microscópico e detritos, colhidos pelos tentáculos e dirigidos pelos cílios para a boca  esôfago curto  intestino  reto  ânus.

4.Sistema Ambulacrário: sem madreporito.

5.Sistema Nervoso: aboral, localizado num complexo órgão do ápice do cálice. Desta posição central, partem nervos para cada braço e para os cirros.

6.Celoma: pequeno.

7.Reprodução: - gônadas não diferenciadas, os gametas são produzidos do tecido epitelial das pínulas;

- os ovos são colocados na água, ou mantém-se presos nas pínulas até a eclosão;

- incubação em algumas espécies;

- larva doliolária (vitelária): sem boca (vitelo em abundância)  vida livre  fixa-se 

metamorfose;

- alta capacidade de regeneração.

8.Ecologia: - poliquetos são comensais;

- gastrópodos alimentam-se de suas partes moles.

Referências

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BARNES, R. D. Zoologia dos Invertebrados. Livraria Roca: São Paulo, 1984, 1179p.

CAPÍTOLI, R. R. & MONTEIRO, A. M. G. Distribuição e abundância de ofiuróides na

plataforma interna do extremo sul do Brasil. Atlântica, Rio Grande do Sul, v. 22, p. 41-56,

2000.

HICKMAN JR., C. P., ROBERTS, L. S. & LARSON, A. Princípios Integrados de Zoologia.

Guanabara Koogan: Rio de Janeiro. 11a. edição, 2001, 846p.

LOYOLA E SILVA, J. Zoologia. Editora F.T.D. : São Paulo, 1973. 704p.

ROSA, C. N. Os animais de nossas praias. EDART: São Paulo. Livraria Editora Ltda, 2ª.

edição. 1973, p. 143-170.

RUPPERT, E. E. & BARNES, R. D. Zoologia dos Invertebrados. Livraria Roca: São Paulo, 1996, 1029p.

STORER, T. I., USINGER, R. L., STEBBINS, R. C. & NYBAKKEN, J. W. Zoologia Geral. Companhia Editora Nacional: São Paulo. 1986, 816p.

VILLEE, C. A., WALKER Jr., W. F., BARNES, R. D. Zoologia Geral. Interamericana: Rio de Janeiro. 6a. edição, 1985, 683p.

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