Física Experimental 1 - Prova, Notas de estudo de Física. Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Botafogo
Botafogo8 de Março de 2013

Física Experimental 1 - Prova, Notas de estudo de Física. Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

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Apostilas e exercicios de Física da Universidade de São Paulo sobre o estudo da Física Experimental, prova.
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a)

Física Experimental 1 - FEP113 Prova Final - 28/06/2 006

Aluno:______________________________________________ no USP:________

Cada aluno pode consultar livremente o material de que dispõe. Note que a pontuação máxima desta prova soma 12,5 e que, por outro lado, o

tempo é exíguo para completá-la, sugerindo que sejam feitas opções. A duração da prova é de 3 horas.

JUSTIFIQUE DETALHADAMENTE TODAS AS SUAS AFIRMAÇÕES

Questão 1: Cinco experimentadores (A, B, C, D e E) mediram com cronômetro 10 vezes o período de um pêndulo com L = (50,60 ± 0,05) cm, utilizando uma amplitude máxima de oscilação de θ = (10,0 ± 0,5)°. Os valores médios obtidos para o período do pêndulo (tempo de uma oscilação) pelos cinco experimentadores e os desvios padrão das amostras são apresentados na Tabela 1.1. A incerteza instrumental do cronômetro é desprezível.

Experimentador A B C D E

T (s) 1,4321 1,4182 1,4273 1,4314 1,4241

s (s) 0,0031 0,0042 0,0064 0,0082 0,0079

Tabela 1.1: Resultados do período de um pêndulo com comprimento L = (50,60 ± 0,05) cm, observado por cinco experimentadores. São apresentados os valores médios e

os desvios padrão amostrais de cada série de 10 medições.

a) (1,0) Análise de compatibilidade dos resultados da Tabela 1.1: apresente um par de valores compatíveis e um par de valores não compatíveis.

b) (1,0) Indique qual é o experimentador mais preciso e aquele que obteve o valor mais próximo do valor esperado segundo o modelo do pêndulo simples (g = 9,786 m/s2). Justifique suas respostas.

c) (0,5) Identifique, utilizando a Figura 1.1, quais foram os experimentadores que realizaram as séries de medições correspondentes às curvas gaussianas (1) e (2).

d) (1,5) Durante uma outra série de medições, utilizando o mesmo arranjo experimental no laboratório didático, mas com um valor diferente para o comprimento do fio, um dos experimentadores realizou 49 medições do período desse pêndulo. Os dados obtidos nessa outra série de medições estão apresentados na Figura 1.2. Analise o gráfico dessa figura e tente interpretar o comportamento dos dados obtidos. Discuta as evidências que apontem a existência de erros estatísticos e sistemáticos durante a tomada de dados. Que tipo de erro sistemático poderia ter ocorrido?

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0

10

20

30

40

1,4 1,41 1,42 1,43 1,44 1,45 1,46

T(s)

Fr eq

üê nc

ia R

el at

iv a

(% )

(1)

(2)

Figura 1.1: Curvas gaussianas representando duas das séries de medições realizadas pelos experimentadores.

Figura 1.2: Períodos de um pêndulo durante uma tomada de dados de 49 repetições em função da ordem da medição. É apresentado também

o histograma das medições realizadas.

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Questão 2 – Em biomecânica são estudados os movimentos realizados por seres humanos nas mais diversas atividades. Em particular, o trabalho de R.M. Alexander1 estudou as características do caminhar e do correr das pessoas. Observou-se que os movimentos envolvidos nos dois processos são bastantes distintos e têm padrões diferentes de consumo de energia. Verificou-se também, que existe uma velocidade de transição na qual uma pessoa pára de andar e começa a correr. A velocidade de transição medida para um adulto médio é de aproximadamente 2,5 m/s.

No trabalho, citado, também foi estudada a potência consumida, nas atividades de correr e de andar. O valor é obtido por meio de medidas de consumo de oxigênio e da produção de dióxido de carbono.

Para exemplificar, apresentamos nas Tabelas 2.1 e 2.2 os resultados obtidos para um único atleta, cujo consumo de potência foi medido ao correr sobre uma esteira. Os valores de velocidade têm incerteza desprezível, enquanto que o sistema que media o consumo de potência possui uma incerteza instrumental de 0,025 kW.

Atividade Velocidade (m/s) Potência (kW)

corrida 4,00

1,120

1,172

1,101

1,149

1,128

Tabela 2.1: Potência consumida por um atleta em 5 corridas a velocidade de 4,00 m/s. Considere neste caso que a incerteza na velocidade é desprezível

a) (1,0) Encontre, partir da Tabela 2.1, o valor que representa a potência consumida para a corrida com velocidade de 4,00 m/s e complete a Tabela 2.2.

Atividade Velocidade (m/s) Potência média (kW)

corrida

2,00

3,00

4,00

5,00

5,60

0,63 ± 0,06

0,87 ± 0,04

1,38 ± 0,04

1,56 ± 0,05

Tabela 2:2:Potência média consumida por um atleta correndo. A incerteza apresentada na potência já leva em consideração a incerteza instrumental do sistema de medida.

Considere neste caso que a incerteza na velocidade é desprezível

b) (1,5) Tomando como modelo que relaciona a potência média consumida (P) com a velocidade (v) a expressão P = av, foi construído o gráfico apresentado na Figura 2.1 utilizando os valores da Tabela 2.2. Inclua nesse gráfico o resultado para

1 R.M. Alexander, Walking and running, American Scientist, vol. 72 n° 4 (1984) pág. 348.

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v = 4,00 m/s, do atleta ao correr. Obtenha graficamente o coeficiente a dessa expressão. Complete os valores faltantes do cálculo de MMQ na Tabela 2.3 e obtenha o coeficiente a. Verifique a compatibilidade entre os valores obtidos para a.

0,0

0,5

1,0

1,5

2,0

0 1 2 3 4 5 6

v (m/s)

P (k

W )

Figura 2.1: Potência consumida em função da velocidade para um atleta correndo.

Dados obtidos da Tabela 2.2.

c) (0,5) Sabendo que a potência consumida pelo mesmo atleta caminhando a 2,50 m/ s é (0,821 ± 0,028) kW, discuta em que tipo de movimento (caminhada ou corrida) há maior consumo de potência para esse atleta a velocidade de 2,50 m/s.

d) (0,5) O atleta permanece 30 minutos a velocidade de 5,00 m/s. Sabendo que 100 g de um bolo fornecem (1553 ± 35) kJ, calcule a quantidade de bolo que ele precisa ingerir para repor a energia despendida na atividade. (lembre-se que potência = energia/tempo)

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xi yi si 1/si2 xi/si2 xi2/si2 yi/si2 xiyi/si2

2,00 0,63 0,06 277,778 555,556 1111,111 175,000

3,00 0,87 0,04 625,000 1875,000 543,750 1631,250

4,00

5,00 1,38 0,04 625,000 15625,000 862,500 4312,500

5,60 1,56 0,05 2240,000 12544,000 624,000 3494,400

Σi=1N 19,60

Tabela 2:2:Cálculo do método de mínimos quadrados (MMQ) com o modelo P = av, ondeP é a potência média consumida por um atleta correndo e v a sua velocidade, veja a Tabela 2.2. A incerteza apresentada na potência já leva em consideração a incerteza

instrumental do sistema de medida e a incerteza na velocidade é desprezível.

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Questão 3 –A potência P irradiada por um corpo, por unidade de área, depende essencialmente de sua temperatura T segundo o modelo βα TP = . A Tabela 3.1 apresenta os resultados de medições da potência irradiada por metro quadrado (P) em função da temperatura (T) em graus Kelvin (K), para um dado corpo.

(T ± 0,1) K P·10 

 

 

2m W

110,0

160,4

200,2

259,7

350,5

1,13 ± 0,11

3,8 ± 0,3

9,1 ± 0,6

24,1 ± 2,0

88 ± 9

Tabela 3.1: Valores de potência irradiada por unidade de área   

 

2m W

por um corpo, em função da temperatura em Kelvin.

a) (0,5) Linearize a expressão do modelo proposto.

b) (1,5) Faça o gráfico dos dados apresentados na Tabela 3.1 em papel adequado.

c) (2,5) Determine graficamente os coeficientes α e β caracterizam o modelo.

d) (0,5) Estime a potência irradiada por um aluno que tenha uma superfície de aproximadamente de 2,0 m2, supondo a temperatura corporal alunoT = (37,0 ± 0,2) °C = (310,2 ± 0,2) K. Desconsidere no cálculo a incerteza no coeficiente β e na área.

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