Fluxo de Caixa - Apostilas - Contabilidade, Notas de estudo de Contabilidade. Universidade São Marco (UNIMARCO)
Maracana85
Maracana856 de Março de 2013

Fluxo de Caixa - Apostilas - Contabilidade, Notas de estudo de Contabilidade. Universidade São Marco (UNIMARCO)

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Apostilas de Contabilidade sobre o estudo do fluxo de caixa, demonstração de Fluxo de Caixa, obrigatoriedade de publicar o fluxo de caixa, montagem do fluxo de caixa.
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1 CONCEITO DE DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO CAIXA

A Demonstração de Fluxo de Caixa – D.F.C. é a previsão de entradas e saídas de recursos econômicos – financeiros e monetários, por um determinado período de tempo, ou seja, o objetivo principal da Demonstração do Fluxo de Caixa é fornecer informações relevantes sobre as entradas e saídas de caixa de uma entidade para um determinado período de tempo.

Essa previsão é realizada com base nos valores apurados nos levantamentos econômicos atuais da empresa, levando, porém, em consideração o levantamento das informações apuradas nessa mesma previsão.

Portanto, a Demonstração do Fluxo de Caixa demonstra a origem e a aplicação de todo o dinheiro que transitou pelo Caixa em um determinado período e o resultado desse fluxo.

2 O OBJETIVO DA DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA

O principal objetivo dessa ferramenta é fornecer informações para a tomada gestão da empresa, tais como:

* Verificar as necessidades de captação de recursos bem como prever os períodos em que haverá sobras ou necessidades de recursos;

* Aplicar as sobras de caixa nas alternativas mais rentáveis para a empresa sem comprometer a liquidez.

* O fluxo de caixa é considerado uma as principais ferramentas de análise e avaliação de uma empresa, facilitando ao administrador uma visão futura dos recursos financeiros da empresa, incluindo as contas:

* Caixa;

* Contas correntes em bancos;

* Contas de aplicações;

* Receitas;

* Despesas;

* Previsões.

As decisões relacionadas a compra, venda, investimentos, aportes de capital pelos sócios captação ou pagamento de empréstimos e desinvestimentos, constituem um fluxo contínuo entre as fontes geradoras e as utilizadoras de recursos.

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Devido a sua importância e simplicidade poderá ser utilizado por empresas de qualquer porte. Entretanto não foi exigida pela Lei 11.638/2007 para as micro e pequenas empresas.

3 OBRIGATORIEDADE DE PUBLICAR A DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO CAIXA

Conforme a Lei 11.638 de 2007, todas as empresas constituídas na forma de Sociedades Anônimas, companhias de capital aberto, são obrigadas a publicar a Demonstração de Fluxo de Caixa, exceto as que tiverem patrimônio líquido inferior a R$ 2 milhões.

4 MONTAGEM DO FLUXO DE CAIXA

Para a montagem do fluxo de caixa devemos considerar as seguintes informações:

Entradas:

a) contas a receber;

b) empréstimos;

c) dinheiro dos sócios.

Saídas:

a) contas a pagar;

b) despesas gerais de administração (custos fixos);

c) pagamento de empréstimos;

d) compras à vista.

Para a elaboração do fluxo de caixa, a empresa precisa ter internamente os dados organizados que permitam a verificação das contas a receber, contas a pagar.

A projeção pode ser realizada mês a mês, trimestre a trimestre ano a ano ou até mesmo em bases diárias. Sinteticamente, podemos afirmar que Fluxo de Caixa é a demonstração das receitas e despesas em um dado período de tempo.

5 Apresentação do Relatório de Fluxo de Caixa

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Seguindo as tendências internacionais, o fluxo de caixa pode ser incorporado às demonstrações contábeis tradicionalmente publicadas pelas empresas. Basicamente, o relatório de fluxo de caixa deve ser segmentado em três grandes áreas:

I. Atividades Operacionais;

II. Atividades de Investimento;

III. Atividades de Financiamento.

As Atividades Operacionais são explicadas pelas receitas e gastos decorrentes da industrialização, comercialização ou prestação de serviços da empresa. Estas atividades têm ligação com o capital circulante líquido da empresa.

As Atividades de Investimento são os gastos efetuados no Realizável a Longo Prazo, em Investimentos, no Imobilizado ou no Intangível, bem como as entradas por venda dos ativos registrados nos referidos subgrupos de contas.

As Atividades de Financiamento são os recursos obtidos do Passivo Não Circulante e do Patrimônio Líquido. Devem ser incluídos aqui os empréstimos e financiamentos de curto prazo. As saídas correspondem à amortização destas dívidas e os valores pagos aos acionistas a título de dividendos, distribuição de lucros.

6 MÉTODOS UTILIZADOS

A demonstração dos Fluxos de Caixa poderá ser elaborada utilizando-se o método direto ou o método indireto.

6.1 Método Direto

Para o caixa gerado nas operações, é aquele onde as entradas e saídas referentes às operações aparecem pelos seus valores totais realizados, ou seja, mostra a efetiva movimentação de dinheiro. O que se tem visto no Brasil e no exterior é uma forte predileção pelo Método Indireto, uma vez que se apresenta mais útil, mais informativo e os analistas dão preferência a ele.

Já no que tange às demonstrações do caixa gerado/consumido pelos investimentos e pelos financiamentos é igual em ambos os métodos.

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6.1.1 Exemplo D.F.C. pelo Método Direto

Fluxo de Caixa |

Das Atividades Operacionais | |

(+) Recebimentos de Clientes e outros | R$ 10.000,00 |

(-) Pagamentos a Fornecedores | R$ 2.000,00 |

(-) Pagamentos a Funcionários | R$ 1.500,00 |

(-) Recolhimentos ao Governo | R$ 250,00 |

(-) Pagamentos a Credores Diversos | R$ 1.750,00 |

(=) Disponibilidades geradas pelas (aplicadas nas) Atividades Operacionais | R$ 4.500,00 |

Das Atividades de Investimentos | |

(+) Recebimento de Venda de Imobilizado | R$ 20.000,00 |

(-) Aquisição de Ativo Permanente | R$ 15.000,00 |

(+) Recebimento de Dividendos | R$ 8.000,00 |

(=) Disponibilidades geradas pelas (aplicadas nas) Atividades de Investimentos | R$ 28.000,00 |

Das Atividades de Financiamentos | |

(+) Novos Empréstimos | R$ 30.000,00 |

(-) Amortização de Empréstimos | R$ 2.000,00 |

(+) Emissão de Debêntures | R$ 15.000,00 |

(+) Integralização de Capital | R$ 20.000,00 |

(-) Pagamento de Dividendos | R$ 10.000,00 |

(=) Disponibilidades geradas pelas (aplicadas nas) Atividades de Financiamento | R$ 53.000,00 |

Aumento/Diminuição Nas Disponibilidades | |

DISPONIBILIDADES - no início do período | R$ 80.000,00 |

DISPONIBILIDADES - no final do período | R$ 85.500,00 |

Quadro 1: Modelo de D.F.C. de acordo com o FAS 95.

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6.2 Método Indireto

É aquele onde se parte do lucro líquido do período e o ajusta até se obter o caixa das operações. Esses ajustes consistem em itens, tais como depreciação, amortização, exaustão, provisões que não modificam o caixa da empresa e aqueles que representam variações das contas de ativo e passivo que são contrapartidas de registros no resultado (clientes, estoques, fornecedores, contas a pagar etc.) quer sejam contas circulantes quer não-circulantes.

6.2.1 Exemplo D.F.C. pelo Método Indireto

Fluxo de Caixa |

Lucro Líquido | |

(-) Aumento de Estoques | R$ 25.000,00 |

(+) Depreciação | R$ 8.000,00 |

(-) Aumento de Clientes | R$ 19.000,00 |

(+) Pagamento a Funcionários | R$ 5.000,00 |

(+) Contas a Pagar | R$ 4.000,00 |

(+) Pagamentos de Impostos e Tributos | R$ 1.000,00 |

(+) Aumentos de Fornecedores | R$ 1.000,00 |

(=) Fluxo de Caixa Operacional Líquido | R$ 25.000,00 |

Das Atividades de Investimentos | |

(+) Recebimento de Venda de Imobilizado | R$ 20.000,00 |

(-) Aquisição de Ativo Permanente | R$ 3.000,00 |

(+) Recebimento de Dividendos | R$ 6.000,00 |

(=) Disponibilidades geradas pelas (aplicadas nas) Atividades de Investimentos | R$ 23.000,00 |

Das Atividades de Financiamentos | |

(+) Novos Empréstimos | R$ 20.000,00 |

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(-) Amortização de Empréstimos | R$ 5.000,00 |

(+) Emissão de Debêntures | R$ 19.000,00 |

(+) Integralização de Capital | R$ 10.000,00 |

(-) Pagamento de Dividendos | R$ 6.000,00 |

(=) Disponibilidades geradas pelas (aplicadas nas) Atividades de Financiamento | R$ 38.000,00 |

Aumento/Diminuição nas Disponibilidades | |

Disponibilidades – saldo no início do período | R$ 75.000,00 |

Disponibilidades – saldo no final do período | R$ 86.000,00 |

Quadro 2: Modelo de D.F.C. de acordo com o FASB.

7 VANTAGENS DA D.F.C.

A D.F.C. evidencia o confronto entre as entradas e saídas de caixa, se haverá sobras ou faltas de dinheiro, permitindo à administração da empresa decidir com antecedência se a empresa deve tomar recursos ou aplicá-los, e ainda, avalia e controla, ao longo do tempo, as decisões importantes que são tomadas na empresa e seus reflexos monetários, e ainda:

* Informa eventuais problemas de liquidez e insolvência, podendo prevenir a falência.

* A D.F.C. é um instrumento com utilização de nível internacional, portanto sua utilização é importante.

* Mostra a real condição de disponibilidades para pagamento das dívidas.

* A D.F.C. é muito mais fácil de entender do que a D.O.A.R.

* A D.F.C. mostra a necessidade de caixa da empresa em curto prazo, sendo um importante instrumento para sua gestão financeira.

* Demonstra como a empresa gerou caixa e como ela o gastou.

* Busca o equilíbrio entre as entradas e saídas de caixa da empresa, desenvolvendo um controle nas contas do ativo e passivo circulante.

* Demonstra o montante de recursos financeiros disponíveis na empresa, auxiliando em suas aplicações.

8 CONSIDERAÇÕES FINAIS

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Um dos objetivos da contabilidade é a produção de informações úteis para um conjunto de usuários (empresários) com necessidades de informações diferentes, e os contadores têm enfrentado críticas de alguns usuários quanto à forma que tem sido utilizada para cumprir sua tarefa, segundo os quais a Contabilidade não atinge seu objetivo.

Sabendo-se que todas as contas patrimoniais e de resultados necessariamente transitam pelo caixa, de forma direta, pelos pagamentos e recebimentos, como de forma indireta, tendo-se como exemplo a depreciação que, no transcorrer da vida útil do bem, é reconhecida no resultado, partindo-se do pressuposto que não representam desembolso. Porém, quando compramos um bem, temos um desembolso de caixa à vista ou a prazo, que reconheceremos ao longo do tempo pela depreciação.

Citamos dois exemplos de fatos contábeis, que, aparentemente, não havia envolvimento do caixa, mostrando que podem afetar até mesmo as decisões a serem tomadas. Devemos, no entanto, como profissionais e estudiosos, buscar o modelo que melhor reflita a boa técnica contábil e represente com fidedignidade aquela praticada em nosso país com o objetivo de melhor demonstrar o fluxo de caixa para o empresário.

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