Formação de Engenheiros - Apostilas - Engenharia Mecanica, Notas de estudo de Engenharia Mecânica. Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
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Bossa_nova4 de Março de 2013

Formação de Engenheiros - Apostilas - Engenharia Mecanica, Notas de estudo de Engenharia Mecânica. Universidade Federal de Alagoas (UFAL)

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Apostilas de engenharia mecanica sobre o estudo da situação do profissional de engenharia na sociedade atual, quanto a sua formação, a situação do mercado de trabalho atual, dados internacionais,numero de matriculados e...
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Resumo – Neste abordaremos sobre a situação do profissional de engenharia na sociedade atual, quanto a sua formação, a situação do mercado de trabalho atual, alguns dados internacionais abordando quanto a numero de matriculados em cursos de engenharia, quantidade de egressos a concluírem o curso e o reconhecimento da sociedade perante à engenharia e sua importância para o desenvolvimento tecnológico de qualquer país.

1 – Introdução

Aqui iremos abordar quanto a formação do engenheiro no Brasil, e os desafios que tem de enfrentar para conseguir ter um crescimento e uma inovação.

Os engenheiros desempenham papel fundamental no desenvolvimento tecnológico de qualquer pais.

Estes profissionais estão geralmente associados aos processos de melhoria continua dos produtos e produção, a gestão do processo produtivo e também as atividades de inovação e pesquisa e desenvolvimento (P&D) das empresas.

Um exame do perfil da mão-de-obra empregada em atividades de P&D, nos estados unidos revela que os engenheiros compõem, em termos quantitativos, o grupo mais relevante desses profissionais. No caso norte americano, cerca de 36% dos indivíduos que trabalham em P&D são engenheiros. Ainda pra ficar no exemplo norte-americano, aproximadamente 46% de todos indivíduos que possuem formação superior em ciência e engenharia e que trabalham na sua área de formação são engenheiros.

As informações disponíveis também mostram que os engenheiros não são obviamente os únicos profissionais necessários para as atividades de inovação e P &D e, quanto mais a relação ciência industria avança, diversos outros perfis são requeridos para dar sustentação ao desenvolvimento tecnológico: cientistas de inúmeras áreas, como física, química, biologia, computação e medicina; mas também advogados e administradores que gerenciam a inovação e propriedade intelectual, e um numero crescente de novas áreas, que atendem aos desafios da maior interdisciplinaridade dos problemas a serem resolvidos e da necessidade de estimular a criatividade no interior das empresas.

Mas de todos os desafios de qualificação profissional que se colocam no curto prazo, talvez o ensino de engenharia seja o maior. Resolver este gargalo não vai solucionar todos os problemas que teremos se quisermos crescer a taxas mesmo que moderadas, mas o enfrentamento desta questão é crucial e talvez também seja um exemplo do que fazer em outras áreas de treinamento e qualificação.

Sua solução não é simples e requer tempo.; há inúmeras discussões associadas hoje aos perfis desses profissionais, ao exame dos currículos, a melhoria da qualidade do ensino, ao melhor

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preparo dos estudantes para o mercado de trabalho e para o aprendizado ao longo da vida, alem da diversidade de tipos de engenharia e modelos de curso de graduação e pós-graduação. E há, também, um problema ainda mais grave: parte importante das dificuldades advém das deficiências do conjunto do sistema educacional, da fragilidade da base de recrutamento ao final do ensino médio, que tem sido um obstaculo enorme a expansão da escolaridade superior no Brasil.

A urgência e a importância dessa questão, contudo, sugerem que estes problemas sejam encarados de forma simultânea: não sera possível esperar uma ou duas décadas para que a melhoria da qualidade do ensino fundamental e do ensino médio qualifique melhor nossos jovens para o ensino superior e para que seja possível formar mais engenheiros. Também não se deve esperar que as soluções que muitas instituições privadas de ensino superior e empresas tem adotado, de criar programas de treinamento no próprio local de trabalho, consigam dar conta, de forma adequada, do conjunto do problema, Estas são iniciativas extremamente elogiáveis, que tem muito a ensinar e que merecem inclusive suporte dos governos. Mas a quantidade de profissionais requeridos e a dificuldade de coordenar as inciativas individuais sugerem que um papel central no equacionamento deste problema cabe aos governos. O tempo que decorre, entre conceber e colher resultado, também sugere que essa ação seja posta em pratica de forma imediata.

O perfil dos egressos nas áreas em engenharia e em ciências exatas ou seus percentuais em relação a população são indicadores muito utilizados, em termos internacionais, para aferir a coerência entre a formação de recursos humanos e a enfase dos diversos países no desenvolvimento tecnológico e na inovação. Este índice é tradicionalmente muito elevado nos países asiáticos, por conta do elevado percentual de engenheiros, e é menos nos países ocidentais.

A comparação do Brasil com os demais países desenvolvidos ou em desenvolvimento é amplamente desfavorável a nos. Ma lista dos 35 países com dados disponíveis sobre o percentual de engenheiros entre o o total de egressos do ensino superior, segundo a OECD, o Brasil figura com o menor percentual de engenheiros em 2007. Ficamos muito distante do perfil dos principais pises da Asia, mas mesmo quando comparamos com os estados unidos, onde há um claro problema de estimular os jovens a estudar engenharia e ciências, o Brasil segue perdendo. Esse é o pior desempenho brasileiro em indicadores internacionais relacionados a ciência, tecnologia e inovação.

2.1- Inovação, Qualificação, Mão-de-Obra e Engenharia

Estes profissionais estão geralmente associados aos processos de melhoria continua dos produtos e produção, a gestão do processo produtivo e também as atividades de inovação e pesquisa e desenvolvimento (P&D).

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É conveniente lembrar, que em nenhum país os requisitos de mao-de-obra qualificada se restrigem aos profissionais de nivel superior. No Brasil existe uma forte demanda profissionalizante e tecnica em nivel medio no Brasil são enormes e vao demandar inclusive melhorias do planejamento, melhoria do desempenho das açoes de treinamento e mais foco nas habilitações e regioes que merecem prioridades.

Mas de todos os desafios de qualificação profissional que se colocam no curto prazo, talvez o ensino de engenharia seja o maior. Sua solução não é simples e requer tempo.; há inúmeras discussões associadas hoje aos perfis desses profissionais, ao exame dos currículos, a melhoria da qualidade do ensino, ao melhor preparo dos estudantes para o mercado de trabalho e para o aprendizado ao longo da vida, alem da diversidade de tipos de engenharia e modelos de curso de graduação e pós-graduação. E há, também, um problema ainda mais grave: parte importante das dificuldades advém das deficiências do conjunto do sistema educacional, da fragilidade da base de recrutamento ao final do ensino médio, que tem sido um obstaculo enorme a expansão da escolaridade superior no Brasil.

Não se deve esperar que a solução adotada por muitas instituições privadas de ensino superior e empresas de criar um programa de capacitação e treinamento no local de exercício, consiga dar conta totalmente do problema. Estas são iniciativas elogiáveis que tem muito a ensinar e merecem apoio dos governos. Mas a grande necessidade por profissionais requer que tal solução seja tomada pelo governo para obter um resultado significativo.

– Escolaridade Superior no Brasil

Entre os paises de renda média e alta, o Brasil tem um dos mais baixos indices de ensino superior do mundo.. São indicadores alarmantes. Isso tudo se deve à deficiência no conjunto educacional vindo desde o ensino fundamental e médio, compromentendo o fluxo escolar e o grau de dificuldade de entrar em uma instituição de ensino superior.

Fonte: OECD, 2010.

Entre os países de com grandes populações a situação Brasileira pode-se comparar com países como China e India, mas deve-se ter em mente que as taxas de escolaridade chinesas estão crescendo em ritmo acelerado e as populações dos dois paises são consideravelmente maiores que no Brasil. O mesmo ocorre no contigente absoluto de matriculas e egressos no ensino superior.

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