Gasometria Arterial - Apostilas - Medicina, Notas de estudo de Medicina. Centro Universitário do Pará (CESUPA)
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Neymar28 de Fevereiro de 2013

Gasometria Arterial - Apostilas - Medicina, Notas de estudo de Medicina. Centro Universitário do Pará (CESUPA)

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Apostilas sobre a gasometria arterial. Local da punção, circulação colateral, técnica de punção arterial, manipulação da amostra, medidas higiênicas e profiláticas, fontes de erros mais comuns.
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GASOMETRIA ARTERIAL

EXAME DE PUNÇÃO ARTERIAL

Condições gerais

De uma forma geral se recomenda que a coleta de sangue arterial se dê com o paciente sentado, exceto naqueles acamados, com o paciente em repouso pelo menos 10 minutos antes da punção, e antes de qualquer manobra de função pulmonar. No pedido de gasometria devem constar todos os dados de interesse, como identificação do paciente, uso de medicamentos (broncodilatadores e vasodilatadores) e/ou oxigenoterapia, para uma correta interpretação clínica do exame.

Local da punção

Ao escolher o local da punção deve-se considerar a facilidade de acesso ao vaso e o tipo de tecido periarterial, já que músculos, tendões e gordura são menos sensíveis à dor que periósteo e fibras nervosas. Deve-se também reduzir a probabilidade de punção venosa acidental, preferindo artérias que não apresentem veias próximas importantes. Em geral, recomenda-se como local preferencial a artéria radial ao nível do túnel do carpo, por satisfazer todos os requisitos. Se a circulação colateral é insuficiente ou seu acesso está difícil, recomenda-se a artéria umeral, ao nível da fossa antecubital, como segunda alternativa. A artéria femoral só deverá ser utilizada em casos excepcionais, uma vez que abaixo do ligamento inguinal não existe circulação colateral adequada.

Circulação colateral (PROVA DE ALLEN)

A coleta de sangue arterial para análise pode ser feita por punção direta ou colocação de cateter arterial. Em qualquer caso deve-se considerar que a invasão da luz arterial pode provocar espasmo, formação de trombo intramural ou aparecimento de hematoma periarterial. Qualquer destas situações pode implicar em isquemia distal. Portanto, recomenda-se avaliar a circulação colateral se se pretende colocar um cateter arterial. A prova de Allen se constitui num método simples e confiável para comprovar a circulação colateral ao nível da artéria radial. Pede-se ao paciente que abra e feche a mão vigorosamente, depois de haver localizado e comprimido os

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pulsos radial e cubital; após 5-10 flexões aparece palidez palmar. Com a mão do paciente estendida, libera-se a compressão cubital, e se registra o tempo necessário para que reapareça a coloração palmar habitual, o que deve acontecer em menos de 15 segundos, correspondendo a uma oxigenação adequada.

Técnica de punção arterial

Deve-se seguir os passos abaixo:

1) paciente e médico devem estar em posição confortável;

2) escolher o local de punção;

3) limpeza da pele com álcool;

4) perguntar ao paciente se tem alergia a anestesia e se está usando anticoagulante;

5) injetar via SC pequena quantidade de anestésico local (0,3ml), que não contenha adrenalina, fazendo um botão anestésico que será massageado. Utiliza-se seringa de insulina com agulha fina. Como a anestesia local evita a dor, diminui a ansiedade e a hiperventilação, deve-se insistir na anestesia para punção arterial;

6) colocar o punho do paciente hiperestendido;

7) utilizar preferencialmente seringas de vidro (menor resistência), pequenas (3ml), previamente lubrificadas com heparina;

8) introduzir a agulha com o bisel voltado contra a corrente, formando um ângulo aproximado de 45 graus com a pele;

9) em condições ideais, deve-se obter um fluxo de sangue capaz de elevar o êmbolo da seringa de forma passiva (sem aspirar), colhendo entre 2-5ml;

10) comprimir com força o local da punção por aproximadamente 5 minutos, para prevenir a formação de hematoma. Alguns pacientes necessitam uma compressão mais prolongada;

11) garantir o fechamento hermético da seringa utilizando pasta na ponta da agulha, ou outro meio semelhante.

Manipulação da amostra

A correta manipulação da amostra sanguínea arterial por técnico qualificado é tão importante quanto a adequada manutenção técnica dos aparelhos de medição, mesmo que se utilizem aparelhos automatizados. Condições da coleta: é imprescindível a anticoagulação da amostra

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com heparina, lembrando que uma quantidade excessiva da mesma pode alterar os resultados. Recomenda-se apenas

umidificar o êmbolo e a seringa, evitando que fique heparina no interior da mesma. Após a coleta, se se observa bolhas de ar na amostra, deve-se extraí-las rapidamente com a seringa na posição vertical, após o que se faz ligeiro movimento de rotação na seringa, assegurando o efeito anticoagulante.

Transporte e depósito: entre a coleta da amostra e sua análise não devem ultrapassar 10-15 minutos em condições normais, mantendo a hermeticidade da agulha todo o tempo. Se não há possibilidade de análise no referido tempo, a amostra arterial deve ser guardada em gelo moído, objetivando diminuir o metabolismo eritrocitário, evitando assim a diminuição da PO2 e aumento da PCO2.

Medidas higiênicas e profiláticas

A manipulação de amostra sanguínea sempre apresenta um certo risco de infecção acidental, pelo que, as medidas higiênicas e profiláticas devem ser tomadas sempre,

em especial se a pessoa que manipula a amostra apresenta feridas ou escoriações cutâneas. Todo o material utilizado para obtenção de amostras deve ser depositado em recipientes especiais para material contaminado, especialmente as agulhas. O material que foi utilizado em pacientes portadores de hepatite e infectados pelo HIV deve ser identificado como “risco biológico”. De forma semelhante os pedidos de pacientes com possibilidade de serem portadores de enfermidade transmissível de alto risco devem ser identificados adequadamente.

Fontes de erros mais comuns

Existem vários fatores que podem levar a erro na medida e, em conseqüência, a uma interpretação incorreta dos valores gasométricos, os quais são listados a seguir:

1) punção arterial dolorosa;

2) punção venosa;

3) excesso de heparina na seringa;

4) bolhas na amostra;

5) contaminação da amostra com ar;

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6) demora na análise da amostra;

7) exposição da amostra ao calor;

8) falta de calibração adequada do aparelho;

9) falta de controle de qualidade;

10) falta de manutenção preventiva;

11) desconhecimento da FIO2 respirada pelo paciente,etc.

PARÂMETROS AVALIADOS E VALORES DE REFERÊNCIA

A gasometria arterial é um exame invasivo que mede as concentrações de oxigênio, a ventilação e o estado ácido-básico. Tipicamente, os valores gasométricos são obtidos quando o quadro clínico do paciente sugere uma anormalidade na oxigenação, na ventilação e no estado ácido- básico. Os níveis dos gases arteriais também são obtidos para avaliar alterações na terapia que podem afetar a oxigenação, tal como a mudança na concentração de oxigênio inspirado (FiO2), níveis aplicados de pressão expiratória final positiva (PEEP), pressão das vias aéreas, ventilação (mudança de freqüência da respiração, alterações do volume corrente) ou equilíbrio ácido- básico (administração de bicarbonato de sódio ou terapia com acetazolamida). Normalmente, essa amostra é coletada na artéria radial, perto do punho, mas também poderá ser coletada pela artéria braquial ou femoral. Através da amostra de sangue arterial, o laboratório pode determinar as concentrações de oxigênio e de dióxido de carbono, assim como a acidez do sangue, que não pode ser mensurada em uma amostra de sangue venoso.

Valores Normais de uma Gasometria Arterial são:

pH 7,35 a 7,45

PO2 80 a 100 mmHg

PCO2 35 a 45 mmHg

BE -2 a +2

HCO3 22 a 28 mEq/L

SatO2 >95%

• pH => Avaliar o pH para determinar se está presente uma acidose ou uma alcalose. Um pH normal não indica necessariamente a ausência de um distúrbio ácido-básico, dependendo do grau de compensação. O desequilíbrio ácido-básico é atribuído a distúrbios ou do sistema respiratório (PaCO2) ou metabólico.

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• PaO2 => A PaO2 exprime a eficácia das trocas de oxigênio entre os alvéolos e os capilares pulmonares, e depende diretamente da pressão parcial de oxigênio no alvéolo, da capacidade de difusão pulmonar desse gás, da existência de Shunt anatômicos e da reação ventilação / perfusão pulmonar. Alterações desses fatores constituem causas de variações de PaO2.

• PaCO2 => A pressão parcial de CO2 do sangue arterial exprime a eficácia da ventilação alveolar, sendo praticamente a mesma do CO2 alveolar, dada a grande difusibilidade deste gás. Seus valores normais oscilam entre 35 a 45 mmHg.

Se a PaCO2 estiver menor que 35 mmHg, o paciente está hiperventilando, e se o pH estiver maior que 7,45, ele está em Alcalose Respiratória. Se a PCO2 estiver maior que 45 mmHg, o paciente está hipoventilando, e se o pH estiver menor que 7,35, ele está em Acidose Respiratória.

• HCO3- => As alterações na concentração de bicarbonato no plasma podem desencadear desequilíbrios ácido-básicos por distúrbios metabólicos. Se o HCO3- estiver maior que 28 mEq/L com desvio do pH > 7,45, o paciente está em Alcalose

Metabólica. Se o HCO3- estiver menor que 22 mEq/L com desvio do pH < 7,35, o paciente está em Acidose Metabólica.

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