Geração de Magma - Apostilas - Engenharia Civil, Notas de estudo de Engenharia Civil. Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
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Luiz_Felipe4 de Março de 2013

Geração de Magma - Apostilas - Engenharia Civil, Notas de estudo de Engenharia Civil. Universidade Federal de Alagoas (UFAL)

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Apostilas de engenharia civil sobre a geração de magma, fusão parcial e desidratação da da crosta oceânica.
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GERAÇÃO DE MAGMAS EM AMBIENTE DE SUBDUCÇÃO

Desde cedo na história da Terra, a geração de magma se repete, contribuindo diretamente no ciclo petrológico.

Magma é um conjunto de matéria de rocha com o ingrediente essencial de um silicato líquido, que normalmente contém cristais em suspensão e, por vezes, uma fase de gás separada. O magma é gerado sempre que as condições tornam-se adequadas para a fusão parcial de rochas no interior da Terra. Devido à sua baixa densidade o magma tende a subir e a diferenciação da fase líquida ocorre em resposta à mudança das condições. O magma pode romper a crosta para produzir vulcões extrusivos ou inundações de lava, ou eles podem se cristalizar em profundidade dentro do manto ou crosta como rochas intrusivas plutônicas. A geração de magma provenientes das zonas subducção acontece principalmente em:

- Convergência oceânica-oceânica: ocorre devido a diferença de densidade, gerando arquipélagos (arcos de ilhas) situados atrás da zona de subducção;

- Convergência oceânica-continental: onde a geração de muitos vulcões, produzindo arco magmático na borda do continente, com rochas de composição intermediaria a ácida (andesito a riolitico). Nessas regiões as atividades vulcânicas na crosta continental estão intimamente ligadas a subducção da crosta oceânica.

Nesses dois tipos de convergência há a interação de fluidos a partir da desidratação da crosta oceânica subductada, assim como a fusão parcial da crosta oceânica e da cunha do manto, proporcionando intenso magmatismo.

FUSÃO PARCIAL E DESIDRATAÇÃO DA CROSTA OCEÂNICA

A placa continental de composição félsica (por ser mais leve) mais resistente à subducção força a placa oceânica de composição máfica a subduzir. A placa que sofreu subducção, a oceânica, possui o gradiente geotérmico maior do que o da crosta continental, tendendo a aumentar significativamente a medida que entra em contato com o manto, este que se encontra fundido ou parcialmente fundido, causando desta forma a sua fusão e dos sedimentos carregados por ela, com temperatura e profundidade maiores. Na medida em que a subducção ocorre sedimentos ricos em H2O e CO2 (ricos pelo fato de estarem em contato com a água do mar produzindo minerais hidratados (argilo- minerais) e minerais carbonáticos, tornam- se instáveis, se fundindo junto com a crosta oceânica. A quantidade de água é diretamente proporcional a profundidade, logo, também com a pressão. Todo esse processo de carregamento desses sedimentos com o aumento de temperatura e profundidade resultará em metamorfismo, que desencadeará em uma serie de reações de desidratação e descarbonitização, transformando esses minerais hidratados e carbonaticos em minerais anidros, onde H2O e CO2 passam a ser voláteis (fase fluida). Com a liberação desses elementos,

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contidos na crosta oceânica e nos sedimentos depositados sobre ela, em forma de voláteis, o ponto de fusão cai ,influenciando diretamente na formação dos vários tipos de minerais, que irão se formar com diferentes pontos de fusão,de acordo com a ascensão magmática. A água expulsa dos materiais subductados é introduzida na cunha de manto sobrejacente à placa subductada, fazendo com que a temperatura dos materiais do manto torne-se mais elevada levar à fusão dos materiais que compõem a cunha do manto, podendo ocorrer igualmente fusão parcial nas partes inferiores da crosta sob a zona de subducção.

O magma nestas zonas são hidratados, eles ascendem dentro da crosta oceânica ou continental, se resfriando e sofrendo cristalização fracionada, dando inicio a fusão das partes inferiores da crosta, o magma gerado possui normalmente uma composição granítica (félsica). Com a ascenção de magma gerado tanto da fusão da crosta oceânica como da cunha do manto, ocasionalmente ocorre a mistura de magmas de composições diferentes gerando um terceiro totalmente diferente dos dois iniciais. Essas zonas de convergência geram uma grande variação na composição quimica dos magmas originados nessas zonas de subducção, variando desde basálticos a rioliticos. Contudo, o vulcanismo é primariamente andesitico (intermediário), enquanto que o plutonismo é granítico(félsico).

* Referências bibliográficas

http://www.ig.uit.no/webgeology/webgeology_files/brazil/magmatism_bra.html

Sial, Alcides Nobrrega e Ian McReath. Petrologia ígnea: os fundamentos e as ferramentas de estudo – Salvador: SBG; CNPq; BUREAU, 1984.

BEST, M.G. 2003. Igneous and metamorphic petrology. 2nd ed. Malden, Blackwell Science, 729p. Capítulo 11

Generation of magmas (pag. 282) – seção 11.4 – Generation of magmas (pag. 282) – seção 11.4

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