Hanseníase no Brasil - Apostilas - Medicina, Notas de estudo de Medicina. Centro Universitário do Pará (CESUPA)
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Neymar28 de Fevereiro de 2013

Hanseníase no Brasil - Apostilas - Medicina, Notas de estudo de Medicina. Centro Universitário do Pará (CESUPA)

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Apostilas sobre a caracterização da doença da hanseníase no Brasil a partir da análise de dados epidemiológicos e programas existentes da doença no país. Manifestação, transmissão e sintomas.
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A HANSENÍASE NO BRASIL

1 Alunos do curso de técnico de enfermagem do Programa TecSaúde - Turma K Noturno – Colégio Integral Inaci.

RESUMO

Este trabalho faz uma revisão de literatura sobre a hanseníase no Brasil. O Ministério da Saúde investe em medicamentos que são distribuídos na rede publica de saúde durante o tratamento da hanseníase. Há uma grande dificuldade que é encontrar profissionais da saúde qualificados, capazes de detectar a doença. Uma pesquisa feita pela Opas/OMS revela que 22% das equipes de programa a saúde da família (PSF) sabem diagnosticar e tratar. O governo deve investir também em campanhas informativas, educativas, agentes comunitárias e conselheiras, para eliminar de vez o preconceito. Feito todos os investimentos o programa contra a hanseníase vai funcionar como se deve.

INTRODUÇÃO

A hanseníase é uma doença infecciosa e altamente contagiosa de evolução crônica típica de países subdesenvolvidos, sendo que na Europa e em alguns países desenvolvidos a doença esta erradicada.

Mais conhecido também como “lepra”, “mal de Lazaro”, “mal da pele” entre outras denominações. Causada por uma bactéria, cujo nome cientifico é mycobacterium leprae. Este bacilo é semelhante ao que causa tuberculose e foi identificado em 1874, por um medico norueguês, Gerhard Henrik Armanuer Hansen (1841- 1912). Em homenagem a ele, a bactéria é conhecida como bacilo de hansen. Este nome foi sugerido pelo dermatologista Abrão Roberts por não ter um significado tão agressivo e discriminatório como o nome de lepra, citado desde a época bíblica e com grande ênfase na Idade Média.

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Manifestação: constitui de manchas brancas ou avermelhadas na pele hipocromicas ou eritemato-hipocromicas ou simplesmente áreas circunscritas de pele aparentemente normal que apresentam distúrbios de sensibilidade, estas manchas não

coçam. A esse nível há uma anidrose ou hipohidrose, queda de pelos e ausência da horripilação. As lesões podem ser únicas ou múltiplas, com localização e tamanhos variáveis. Neste caso não há comprometimento de troncos nervosos, portanto os doentes não apresentam incapacidades e não são contagiantes.Esta perda de sensibilidade, normalmente começa pelas mãos e pés, e esta ligada diretamente ao fato de quando a pessoa se fere ou se queima e nem percebe. Somente o dermatologista, pode diagnosticar conclusivamente, o engrossamento da pele e a perda das sobrancelhas e cílios, também são sinais de hanseníase.

A transmissão da doença acontece por contato direto com os bacilos de hansen que se encontram na saliva, nas secreções nasais ou nas feridas dos infectados. De modo geral a hanseníase, só se manifesta de três a cinco anos após o seu contagio, uma vez instalada, poderá apresentar uma forma benigna, de cura espontânea, ou de uma forma mais grave. Um diagnóstico precoce permite o restabelecimento completo da hanseníase, inclusive com regressão das lesões.

Sintomas: Manchas brancas ou vermelhas, que não coçam e não doem são insensíveis ao calor e ao frio. Uma maneira de se verificar se é hanseníase é espetar um alfinete sobre a mancha, se você não sentir dor, é sinal da doença.

Hanseníase tuberculoide reacional, placas eritematosas, de aparecimento abrupto com limites bem definidos e regulares. De permeio pele normal, sem sinais de infiltração. A baciloscopia nesses casos pode ser francamente positiva, principalmente na vigência do surto reacional. A sensibilidade esta alterada, porem pode ser normal na face, devido a intensa irrigação nervosa.

Transmissão: Pela respiração, através do contato intimo e prolongado com portador da doença.

Tratamento: O tratamento é muito simples e esta disponível gratuitamente nos serviços de Sistema Único de Saúde SUS, de todo Brasil. A primeira dose do medicamento mata 90% dos bacilos e a doença deixam de ser transmitida. O tratamento não pode ser interrompido e na

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maioria das vezes dura 6 meses até 02 anos. O esquema de tratamento, denominado poliquimioterapia, adotado pela OMS, desde 1981 envolve a

utilização simultânea de 3 medicamentos. Como vantagens, este tratamento destrói o bacilo e impede que ele crie resistência aos medicamentos. Vale destacar que 2 semanas após o inicio do tratamento com os medicamentos que matam o micróbio, o paciente deixa de ser fonte de infecção, As formas mais benignas são tratadas durante 6 meses com medicamentos: rifampicina e dapsona (sulfona). As formas contagiosas são tratadas por 2 anos com 3 drogas: rifampicina + dapsona + clofasimina ( quimioterapicos). Lembre-se: o tratamento leva à cura.

OBJETIVO E METODOLOGIA

Este trabalho tem como objetivo caracterizar a doença da hanseníase no Brasil a partir da análise de dados epidemiológicos e programas existentes da doença no país.

O método utilizado se deu por meio de revisão de literatura a leitura de artigos e textos acerca do tema.

RESULTADOS

“A hanseníase é uma doença adormecida na consciência das pessoas”, sintetiza Vera Andrade, consultora da (Opas) Organização Pan-americana de saúde para a coordenação de Prevenção e Controle de Doenças – Hanseníase. Mas agora, mais do que nunca, é tempo de despertar.

O Brasil tinha até o final de 2005 para eliminá-la em nível nacional. Esse era o prazo para cumprir um compromisso assumido com a OMS a treze anos, quando o governo brasileiro e outros 112 Paises se comprometeram a reduzir até 2000, o numero de casos de hanseníase para menos de um a cada 10 mil habitantes, proporção em que a chance de transmissão é muito menor e a doença deixa de ser considerada um problema de saúde publica. Até 2000, 89 nações já haviam honrado o compromisso, exceto o Brasil. Em 2005 68.646 brasileiros ainda viviam com hanseníase, ou 3,8 em cada 10 mil. Dois terços desses casos (42.241) surgiram em 2003, o que significa um novo hanseniano a cada 12 minutos.

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O diagnóstico da hanseníase ainda é precário no Rio Grande do Norte. Dos pacientes que foram diagnosticados com a doença somente este ano, 87,9% apresentaram o grau I de incapacidade, com alterações de sensibilidade e perda de movimentos. Isto se deve, em boa parte, à falta de capacitação dos profissionais que lidam com a doença, e à centralização da emissão de diagnósticos, que muitas vezes fica

restrita à capital. Em 2010, o número de ocorrências já vai em 122, sendo 46 delas em Mossoró, 21 em Natal e seis em Santa Cruz.

A Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES/DF) esta próxima de atingir a meta proposta pela Organização Mundial de Saúde que de 1 caso de hanseníase para cada 10.000 habitantes. Com o trabalho dos profissionais de saúde em toda a rede publica, ate o fim deste ano espera-se atingir esta meta. Atualmente, no Distrito Federal, o índice é de 1,3 para cada 10.000 habitantes.

O Espírito Santo é o estado da região Sudeste com o maior número de casos de hanseníase no Brasil. Em 2008, foram detectadas 1.097 pessoas com a doença, o equivalente a 3,02 casos por 10 mil habitantes. No ano passado, esse número caiu para 1.048, o que significa 3,01 casos por 10 mil habitantes.

Os portadores da doença que, até a década de 70, eram excluído do convívio social e condenado ao confinamento em colônias, hoje recebem remédio de graça e se tratam em casa, com acompanhamento medico nas unidades básicas de saúde. O tratamento dura, em media entre 6 meses a 2 anos. Mas o caminho até a eliminação em nível nacional é longo. É necessários mobilização da sociedade, formação adequada de profissionais de saúde e empenho dos governantes, na avaliação de Artur Custódio, coordenador nacional do movimento de reintegração das pessoas atingidas pela hanseníase (Mohan), entidade com mais de duas décadas de atuação e 100 grupos de voluntários em todo pais.”Existem municípios com mais de 100 casos por 10 mil habitantes, muito distante de eliminação. Com índices como esse, não da para comemorar” Avalia.

Outro Problema é a dificuldade de encontrar profissionais de saúde, fora de centros especializados, capazes de detectar a doença.

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O Ministério da Saúde tem dado atenção especial às ações voltadas para os casos em menores de 15 anos, com a expansão do acesso às oportunidades de diagnóstico, tratamento e vigilância. A intensificação das ações de controle da hanseníase está relacionada ao comprometimento dos profissionais de saúde, da vontade política dos gestores nas três esferas de governo e da mobilização da população. A estratégia prioritária adotada pela Coordenação Geral do Programa Nacional de Controle da Hanseníase é o acompanhamento e assessoramento aos estados mais endêmicos fortalecendo a gestão descentralizada: na atenção integral às pessoas atingidas pela hanseníase, na vigilância epidemiológica, na capacitação dos profissionais de saúde, no apoio a pesquisas e ações de mobilização social. Deve-se ressaltar que contribui para a detecção de casos no Brasil, o grande investimento na descentralização das ações de controle da hanseníase, com destaque à vigilância

epidemiológica e fortalecimento do Sistema de Informação, implantado em todo o país. Outra área prioritária para o Ministério da Saúde é a atenção integral e humanizada para as pessoas atingidas pela hanseníase. Nesse sentido se avançou nas articulações intra-setoriais, particularmente, com a Secretaria de Atenção à Saúde (SAS), com a publicação da Portaria nº125/SVS-SAS de 26 de março de 2009, normatizando as ações do Programa de Controle da Hanseníase no país. Iniciou-se a discussão e construção da linha do cuidado em hanseníase articulada com a atenção primária passando pela alta complexidade e integrando as áreas de reabilitação e da saúde da pessoa com deficiência. Destaca-se também, nesse item, a articulação com o CONASS e CONASEMS. Priorizou-se m a gestão dos medicamentos junto ao Departamento de Assistência Farmacêutica (DAF/MS), Agência Nacional de Vigilância em Saúde (ANVISA) e OPAS/OMS. O fortalecimento dos Centros de Referência Nacional em Hanseníase para uma maior integração dos mesmos com os centros de referências regionais e estaduais contribuindo para a melhoria da qualidade de atenção à saúde das pessoas atingidas pela hanseníase Além disso, o Ministério da Saúde tem desenvolvido articulações ampliando as parcerias governamentais e não governamentais para o controle da hanseníase, destacando-se o desenvolvimento de campanhas informativas e educativas e de capacitações para profissionais de saúde, agentes comunitários de saúde e conselheiros estaduais e municipais de saúde. Outra ação é a ampliação do conhecimento em hanseníase junto às categorias profissionais de saúde e pesquisadores, por meio das parcerias com universidades, entidades científicas e de classe como a Sociedade Brasileira de Dermatologia, Pediatria, Hansenologia, Oftalmologia, Medicina Tropical, Medicina de Família e Comunidade e Associação Brasileira de Enfermagem – ABEN, com ações direcionadas à educação permanente em hanseníase. O PNCH também produz e publica materiais técnicos e educativos em hanseníase sobre diversos enfoques, como: baciloscopia, corticóides, auto cuidado prevenção incapacidade e reabilitação e direitos humanos. Esses materiais dão suporte às diferentes ações de educação permanente e mobilização social. A mobilização tem sido uma das ações estratégicas prioritárias do Ministério

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da Saúde que vai desde a atualização do site da Secretaria de Vigilância em Saúde até o apoio às ações desenvolvidas nos estados pelas coordenações estaduais e municipais e por parceiros não governamentais na luta contra a hanseníase, o preconceito e estigma. Destacam-se as parcerias com o Projeto Franciscanos pela Hanseníase, que atua em 18 estados, e o Movimento de Reintegração de Pessoas Atingidas pela Hanseníase – MORHAN e Pastoral da Criança.

Destacamos também as articulações e parcerias com as organizações internacionais, como a Organização Mundial de Saúde - OMS, Organização Pan-americana - OPAS, Grupo Técnico Assessor OMS – TAG e Federação Internacional de Associações de Combate à Hanseníase – ILEP.

CONCLUSÃO

A revisão de literatura mostrou que a hanseníase está construída sob a marca da estratificação da pobreza, contemporaneamente associada à intensificação das desigualdades sociais, considerando-se os excluídos da Região Sudeste ou os migrantes nordestinos e uma insidiosa exposição de mulheres e jovens. Suportam, pois, a necessidade de se trabalhar e expandir o conhecimento acerca dos processos de determinação e mediação inscritos na produção da vida social, traduzi-lo em modelos explicativos para, enfim, subsidiar intervenções que atinjam as raízes da manutenção e disseminação da doença.

É necessário reduzir o numero de casos, ampliar o acesso ao tratamento, aperfeiçoar o diagnóstico e combater o preconceito são os principais desafios na luta contra a hanseníase, doença secular, que ainda atinge 68 mil brasileiros.

REFERÊNCIAS

BELDA, W., 1974. A Endemia da Hanseníase no Estado de São Paulo (Situação Atual. Tendência Secular, 1924-1970). Tese de Doutorado, São Paulo: Faculdade de Saúde Pública, Universidade de São Paulo.

BRITTO, R. S., 1989. Hanseníase em foco na Região Norte do Brasil. Hansenologia Internationalis, 14:87-100.

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HELENE, L. M. F. & SALUM, M. J. L. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 18(1):101-113, jan-fev, 2002.

MONTEIRO, Y. N., 1987. Hanseníase: História e poder no Estado de São Paulo. Hansenologia Internationalis, 12:1-7.

SES-SP (Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo), 1996b. Relatório da Endemia Hansênica no Estado de São Paulo. São Paulo: Centro de Vigilância Epidemiológica,

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