Hepatites virais - Apostilas - Saúde Coletiva, Notas de estudo de . Faculdade Medicina Estadual (ISEP)
Tucupi
Tucupi11 de Março de 2013

Hepatites virais - Apostilas - Saúde Coletiva, Notas de estudo de . Faculdade Medicina Estadual (ISEP)

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Apostilas de Saúde Coletiva sobre o estudo das hepatites virais, transmissão por via sexual, objetivos específicos da vigilância epidemiológica.
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HEPATITES VIRAIS: – vírus têm em comum a predileção para infectar os hepatócitos; – HAV e HEV : grupo de transmissão fecal-oral - mecanismo de transmissão ligado a condições de saneamento

básico, higiene pessoal, qualidade da água e dos alimentos; – HBV, HCV, e HDV: transmissão parenteral, sexual, compartilhamento de objetos contaminados (agulhas,

seringas, lâminas de barbear, escovas de dente, alicates de manicure), utensílios para colocação de piercing e confecção de tatuagens e outros instrumentos usados para uso de drogas injetáveis e inaláveis. Há também o risco de transmissão através de acidentes perfurocortantes, procedimentos cirúrgicos e odontológicos e hemodiálises sem as adequadas normas de biossegurança;

– hoje, após a triagem obrigatória nos bancos de sangue (desde 1978 para a hepatite B e 1993 para a hepatite C), a transmissão via transfusão de sangue e hemoderivados é relativamente rara;

– transmissão por via sexual é mais comum para o HBV que para o HCV. Na hepatite C poderá ocorrer a transmissão principalmente em pessoa com múltiplos parceiros, coinfectada com o HIV, com alguma lesão genital (DST), alta carga viral do HCV e doença hepática avançada;

– vírus das hepatites B, C e D possuem também a via de transmissão vertical (da mãe para o bebê). Geralmente, a transmissão ocorre no momento do parto, sendo a via transplacentária incomum;

– objetivo geral da vigilância epidemiológica: controlar as hepatites virais no Brasil; – objetivos específicos da vigilância epidemiológica:

– conhecer o comportamento epidemiológico das hepatites virais quanto ao agente etiológico, pessoa, tempo e lugar;

– identificar os principais fatores de risco para as hepatites virais; – ampliar estratégias de imunização contra as hepatites virais; – detectar, prevenir e controlar os surtos de hepatites virais oportunamente; – reduzir a prevalência de infecção das hepatites virais; – avaliar o impacto das medidas de controle;

– notificação: – doença incluída na lista de notificação compulsória e todos os casos suspeitos devem ser notificados na

ficha do Sinan e encaminhados ao nível hierarquicamente superior ou ao órgão responsável pela vigilância epidemiológica municipal, regional, estadual ou federal;

– assistência médica ao paciente; – proteção individual e coletiva; – confirmação diagnóstica; – investigação: identificação do paciente, antecedentes epidemiológicos; – análise dos dados; – encerramento de casos;

– instrumentos disponíveis para o controle em relação à fonte de infecção: – água para consumo humano – a disponibilidade de água potável, em quantidade suficiente nos domicílios,

é a medida mais eficaz para o controle das doenças de veiculação hídrica, como as hepatites por vírus tipo A e E;

– alimentos – o cuidado no preparo dos alimentos com boas práticas de higiene é essencial, adotando-se medidas como lavagem rigorosa das mãos antes do preparo de alimentos e antes de comer, além da desinfecção de objetos, bancada e chão;

– profissionais da área da saúde – ao manipular pacientes infectados, durante exame clínico, procedimentos invasivos, exames diversos de líquidos e secreções corporais, obedeceràs normas universais de biossegurança;

– manicures/pedicures e podólogos – devem utilizar alicates esterilizados (o ideal é que cada cliente tenha

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seu próprio material). Outros instrumentos, como palitos, devem ser descartáveis; – portadores – em hepatites com transmissão parenteral, sexual, vertical e percutânea (B C e D), os

pacientes devem ser orientados; – comunicantes – em hepatites com transmissão fecal-oral (A e E) pode ser necessário o

isolamento/afastamento do paciente de suas atividades normais (principalmente se forem crianças que freqüentam creches, pré-escolas ou escola) durante as primeiras duas semanas da doença, e não mais que um mês após início da icterícia;

– usuário de drogas injetáveis e inaláveis – pelo risco de transmissão de hepatites e outras doenças, é recomendável não compartilhar agulhas, seringas, canudos e cachimbos para uso de drogas, além de realizar vacinação contra a hepatite B e usar preservativos nas relações sexuais;

– filhos de mães HBsAg positivas – é recomendável a administração vacina contra a hepatite (nas primeiras 12 horas de vida). A segunda e terceira doses da vacina devem seguir o calendário vacinal normal,isto é, aos trinta dias e aos seis meses de idade, respectivamente;

– imunização: – vacinação contra o vírus da hepatite A – está disponível nos Centros de Referência para Imunobiológicos

Especiais (Crie), estando indicada apenas para pessoas com hepatopatias crônicas susceptíveis para a hepatite A, receptores de, após transplante de medula óssea, candidatos a receber transplantes autólogos de medula óssea, antes da coleta, e doadores de transplante alogênico de medula óssea a patologias que indicam esplectomia. A vacina só deve ser utilizada por maiores de um ano, conforme o laboratório produtor;

– vacinação contra o vírus da hepatite B; – imunoglobulina humana anti-hepatite tipo B (IGHAHB) indicada para pessoas não vacinadas após

exposição ao vírus da hepatite B.

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