Hipertensão Arterial Congênita - Apostilas - Medicina, Notas de estudo de Medicina. Centro Universitário do Pará (CESUPA)
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Neymar28 de Fevereiro de 2013

Hipertensão Arterial Congênita - Apostilas - Medicina, Notas de estudo de Medicina. Centro Universitário do Pará (CESUPA)

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Apostilas sobre um estudo de caso realizado em um paciente portador de hipertensão arterial congênita. Fisiopatologia, tratamento, exames, medicações, intervenção de enfermagem.
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ESTUDO DE CASO REALIZADO EM UM PACIENTE PORTADOR DE HIPERTENSÃO ARTERIAL CONGÊNITA

HISTÓRIA

H.D.M. A: Paciente relata ter sentido fadiga e cansaço ao fazer esforço físico, dor na nuca, então resolveu procurar um cardiologista, onde foi descoberto através do exame de ecocardiograma a suspeita de ser hipertenso, logo após fez o cateterismo para confirmar, e foi constatado que tem um problema congênito “má formação da veia aorta” isso há 25 anos atrás.

A.F: Pais e três irmãs são hipertensos.

Exame Físico Atual: Cabeça e Pescoço: Crânio normocefálico, superfície íntegra; cabelos com boa higiene, face normocorada, pele íntegra, ausência de nódulos e linfonodos palpáveis; pescoço com amplitude de movimentos e ausência de linfonodos palpáveis; abertura ocular espontânea, pupilas isocóricas, conjuntivas normocoradas, esclera normocorada; nariz simétrico, pele íntegra; lábios normocorados, ausência de lesões, mucosa oral íntegra; dentes íntegros, ouvido externo com boa higiene, ausência de nódulos palpáveis.

Tórax: Simétrico, ausência de edema torácico, ausculta pulmonar com murmúrios vesiculares sem ruídos adventícios.

Membros superiores: Com movimentação e força muscular normal, pele íntegra, pequena quantidade de pêlos. Pulso Radial e Braquial D e E palpáveis, com pouco fluxo sanguíneo. Unhas aparadas, fortes, com higienização satisfatória.

Abdome: Simétrico, globoso, indolor a palpação com presença de ruídos hidroaéreos.

Genitália: Não inspecionada.

Membros Inferiores: Com movimentação e força normais, apresentando, edemas, pele com isquemia, ressecada, pêlos em pequena quantidade, rachaduras na região plantar e unhas aparadas, com boa higienização.

Sinais Vitais: PA: 150/70 mmhg, aferido em MSD, com paciente em decúbito dorsal. FC: 48 bpm, aferido em artéria radial esquerda. FR: 20 RPM, toraco-abdominal. T: 36,5° , axilar direita.

DIAGNÓSTICO MÉDICO:

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Paciente consciente, orientado em tempo e espaço, comunicativo, higienização corporal satisfatória, se encontra com edemas e isquemia nos membros inferiores, insuficiência cardíaca, normocorado, hidratado, normocardico, Mucosas hidratadas e coradas, relata ter má formação da veia aorta. Tórax simétrico, ausência de edema torácico, a ausculta pulmonar presença de murmúrios vesiculares s/ ruídos adventícios. Abdômen globoso indolor a palpação. PA 150x110 mmHg, FC 88 bpm, FR 18 RPM, T 36,4ºC. hipertenso secundário em Estágio 2 (moderada).

FISIOPATOLOGIA:

Segundo BRUNNER & SUDDARTH (2005), a hipertensão é uma pressão arterial sistólica superior a 140 mmhg e uma pressão diastólica maior que 90 mmHg durante um período sustentado, com base na média de duas ou mais aferições da pressão arterial realizadas por profissionais da área da saúde a partir de uma triagem inicial.

A hipertensão pulmonar pode ser primária ou secundária. É secundária quando deriva de enfisema pulmonar ou doença cardíaca congênita que é o caso do nosso paciente e é considerada primária, quando não se consegue encontrar causa para o distúrbio.

Tratamento:

Monitorar a PA, mensurar em ambos os braços com paciente em repouso, Continuar com a medicação regulamente, evitar sal e gordura em excesso, ter uma alimentação saldável e balanceada, atividades físicas regular com orientação médica e dormir ao menos 8h por dia.

EXAMES LABORATORIAIS E DIAGNÓSTICOS POR IMAGEM:

Ecocardiógrama:

A ecocardiográfica ou ecocardiógrama com Doppler abrange os métodos de diagnóstico da estrutura e do funcionamento do coração baseados no uso de ultra-som, ou seja, as ondas acústicas com frequência de mais de 20 mil Hz (ciclos por segundo), geralmente em torno de 2 a 4 MegaHz. Este exame é frequentemente empregado na avaliação dos pacientes com sopro cardíaco, sintomas de palpitação, síncope, falta de ar, dor torácica, ou portadores de diversas doenças cardíacas como doenças do músculo cardíaco (infarto do miocárdio, miocardiopatias), insuficiência cardíaca, doenças das valvas, anomalias congênitas, entre outras. A ecocardiográfica apresenta imagens estáticas e em movimento do músculo e das valvas cardíacas, além disso, através do mapeamento de fluxos em cores pela técnica Doppler, podemos identificar a direção e velocidade do fluxo sanguíneo no interior das cavidades cardíacas.

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Cateterismo:

É o conjunto de métodos de diagnóstico e tratamento cardíacos que tem em comum o fato de ser acessado o interior do coração através de um tubo longo, fino e flexível, chamado cateter, de 2,7 milímetros de diâmetro e 1 metro de comprimento, colocado por um vaso sanguíneo periférico no braço, coxa ou pescoço. Tem como objetivo corrigir problemas em veias e artérias, como obstruções. O enfermeiro deve estar atento com os cuidados dispensados com o paciente submetido a este exame. Algumas vezes um pigmento especial é colocado no cateter para fazer com que o interior do coração e vasos sanguíneos apareçam no raios-x. O pigmento pode mostrar se placas estreitaram ou bloquearam as artérias coronárias. A placa é feita de gordura, colesterol, cálcio e outras substâncias encontradas no sangue. O acúmulo de placas estreita o interior das artérias e pode restringir o fluxo de sangue ao coração. Quando isso acontece é chamado de doença da artéria coronária. Bloqueios nas artérias também podem ser vistos usando ultrassom durante o cateterismo cardíaco. Ultrassom usa ondas sonoras para criar imagens detalhadas dos vasos sanguíneos do coração. Os médicos podem tomar amostras de sangue e músculo cardíaco durante o cateterismo, assim como realizar pequena cirurgia cardíaca. Cardiologistas geralmente fazem o cateterismo no hospital com a pessoa acordada durante o procedimento. Há pouca ou nenhuma dor durante o cateterismo, porém a pessoa pode sentir dolorido no vaso sanguíneo onde o médico inseriu o cateter. O cateterismo cardíaco raramente causa complicações sérias. Em geral, dura entre 30 e 60 minutos, conforme o procedimento realizado. Feito na sala de cateterismo, com o paciente acordado (anestesia local), deitado sob um aparelho de raios-X. Só em criança é usado anestesia geral para evitar agitação.

MEDICAÇÕES:

* Nifelate:

Nifelate 20/50 mg ”anti-hipertensivo”

Posologia:

Enjerido por via oral, uma vez por dia ás 21:00h.

Indicações:

Para pacientes que está fazendo Tratamento da hipertensão arterial13 e/ou insuficiência14 coronariana.

Contraindicações:

Para pacientes que tem bloqueio auriculoventricular de 2º e 3º graus, bloqueio sinoatrial, síndrome15 do nódulo16 sinusal, insuficiência cardíaca congestiva17 descompensada, choque18

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cardiogênico, infarto19 recente do miocárdio6, bradicardia20 acentuada, hipotensão21 acentuada, asma22 brônquica e período de gravidez1. Não deve ser administrado: em pacientes usando amiodarona, nem junto com verapamil. Pacientes com hipersensibilidade conhecida aos princípios ativos.

Intervenção de enfermagem:

Devido à ação hipotensora do medicamento a capacidade de reação pode variar individualmente, fato que deve ser considerado ao dirigir veículos ou operar máquinas, em especial no início do tratamento.

Não administrar doses superiores a 75 mg de Atenolol em casos de insuficiência renal27 com clearance de creatinina28 inferior a 50 ml/min.

Deve ser introduzido somente após compensação em pacientes com insuficiência cardíaca29 descompensada.

O tratamento não deve ser descontinuado abruptamente. Em caso de cirurgia, concomitante com o tratamento com NIFELAT, deve-se tomar cuidado com agentes anestésicos, tais como: éter, ciclo propano e tricloroetileno.

Com o uso concomitante de reserpina, alfa metildopa, clonidina, guanetidina pode ocorrer acentuada redução tensional e da frequência cardíaca. Se NIFELAT e clonidina forem administradas concomitantemente, a clonidina não deve ser descontinuada antes que o uso de NIFELAT tenha sido interrompido por vários dias.

NIFELAT deve ser administrado com cautela em pacientes que fazem uso de digitálicos e/ou diuréticos11, pois tanto os digitálicos como o Atenolol diminuem a condução AV. Quando a Nifedipina é administrada com digoxina ocorre aumento dos níveis de digoxina, podendo ocorrer exacerbação de efeito.

NIFELAT empregado concomitantemente com indometacina, fenilbutazona, carbenoxolona, corticoides apresenta uma diminuição do efeito anti-hipertensivo.

NIFELAT em uso concomitante de quinidina ou de anestésicos voláteis (p.e.: éter, clorofórmio, cloreto de etila, halotano, metoxifluorano) pode acarretar uma hipotensão21 acentuada.

NIFELAT contém duas substâncias que atuam em conjunto baixando a pressão elevada e reduzindo os sintomas2 de angina3 de peito. NIFELAT age durante 24 horas após ser ingerido.

Caso ocorra gravidez1 durante o tratamento com este medicamento informe seu médico.

Siga corretamente a forma de usar recomendada pelo médico. Não interrompa ou associe outros remédios para baixar a pressão sem orientação médica.

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Se durante o tratamento aparecerem reações desagradáveis como sensação de pressão na cabeça, náuseas4, rubor e/ou sensação de calor na face, informe seu médico. Estes sintomas2 em geral desaparecem após 72 horas.

* Atenolol:

Atenalol 50mg pertence ao grupo dos beta bloqueadores “ Anti- hipertensivo”

Posologia:

Enjerido por via oral, uma vez por dia ás 21:00h.

Indicações:

Controle de hipertensão arterial; controle de angina pectoris; controle de arritmias cardíacas e no tratamento de infarto recente do miocárdio.

Contraindicações:

Pacientes com choque cardiogênico. Pacientes com bloqueio cardíaco de 2º e 3º grau, bardicardia sinusal. Pacientes em uso de IMAO (inibidores da MAO). Hipersensibilidade ao Atenolol ou a outros componentes da fórmula.

Intervenção de enfermagem:

A suspensão do tratamento deve ser feita com redução gradual das doses, em 1 a 2 semanas, para evitar hipertensão de rebote.

Usar com cautela em pacientes (especialmente idosos) com doença pulmonar crônica, disfunção renal, doença arterial periférica, miastenia gravis, diabetes mellitus.

Deve-se ter cuidado ao utilizar esta medicação com outras drogas que podem diminuir a pressão sanguínea ou contração cardíaca.

* Neosemid:

Neosemid 40 mg é a Furosemida “diurético” e tem ação anti-hipertensiva.

Posologia:

Enjerido por via oral, uma vez por dia ás 21:00h.

Indicações:

Para pacientes com edemas devidos a distúrbios cardíacos, hepáticos e renais, insuficiência cardíaca aguda, especialmente no edema pulmonar, edemas cerebrais como medida de suporte, edema devido à queimaduras.

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Contraindicações:

Insuficiência renal com anúria, pré-coma e coma hepático, hipopotassemia severa, hiponatremia severa, hipovolemia com ou sem hipotensão, hipersensibilidade à furosemida ou a qualquer outro componente dafórmulae às sulfonamidas.

Intervenção de enfermagem:

Neosemid tem ação anti-hipertensiva, apresentando efeito diurético e o início da ação ocorre 60 minutos após administração do produto na forma de comprimido, e 10 a 15 minutos na forma injetável.

“lnforme seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o seu término". "Informe seu médico se está amamentando". Neosemid pode ser administrado durante a gravidez somente sob rigoroso controle médico e por tempo reduzido.

Neosemid comprimidos deve ser ingerido inteiro com líquido e com o estômago vazio.

Recomenda-se tomar a dose diária de uma só vez, escolhendo um horário que não incomode o ritmo de vida do paciente, pela rapidez da diurese. Asolução injetável deve ser administrada lentamente (4mg/min), e não deve ser misturada com outros medicamentos na mesma seringa de injeção.

A administração intravenosa ou intramuscular de Neosemid solução injetável é indicada em todos os casos onde a absorção intestinal estiver prejudicada, ou for necessária rápida eliminação de líquido.

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