História da Microbiologia - Apostilas - Medicina, Notas de estudo de Medicina. Centro Universitário do Pará (CESUPA)
Neymar
Neymar28 de Fevereiro de 2013

História da Microbiologia - Apostilas - Medicina, Notas de estudo de Medicina. Centro Universitário do Pará (CESUPA)

PDF (214.7 KB)
7 páginas
1Números de download
1000+Número de visitas
Descrição
Apostilas sobre a história da microbiologia, biogênese versus abiogênese, evolução da microbiologia.
20pontos
Pontos de download necessários para baixar
este documento
baixar o documento
Pré-visualização3 páginas / 7
Esta é apenas uma pré-visualização
Consulte e baixe o documento completo
Esta é apenas uma pré-visualização
Consulte e baixe o documento completo
Pré-visualização finalizada
Consulte e baixe o documento completo
Esta é apenas uma pré-visualização
Consulte e baixe o documento completo
Esta é apenas uma pré-visualização
Consulte e baixe o documento completo
Pré-visualização finalizada
Consulte e baixe o documento completo

História da Microbiologia

Enquanto não se inventou o microscópio o homem não sabiam que as células existiam. Os gregos antigos — particularmente Aristóteles — conheciam relativamente bem os órgão dos seres vivos, mas desconheciam totalmente aquelas partículas elementares, embora alguns supusessem que deviam existir.

1665 – Robert Hooke – Primeira Observação da Célula

O descobridor das células foi Robert Hooke, que, observando cuidadosamente um pedaço de cortiça, em 1665, notou uma membrana dura. Robert Hooke descreveu a estrutura da cortiça como semelhante a um favo de mel, composta por pequenos compartimentos, que ele batizou de "células". Seu microscópio, no entanto, desenvolvido por ele mesmo, era ainda muito rudimentar para aprofundar a descoberta.

1673 – Antony Van Leeuwenhoek – Primeira Observação dos Microrganismos Vivos

Na Holanda, Antony Van Lewenhoek construiu microscópios que podiam aumentar 300X e começou a ver pequenos animais (os quais chamou de animálculos) e a fazer desenhos dos mesmos então, concluiu que existem seres invisíveis, mas não conseguiu provar a origem deles.

1735 – Carolus Linnaeus – Nomenclatura para os microrganismos

1798 – Edward Jenner – Influenciou o desenvolvimento das primeiras vacinas

Em 1789 Jenner observou que as vacas tinham nas tetas feridas iguais às provocadas pela varíola no corpo de humanos. Os animais tinham uma versão mais leve da doença, a varíola bovina, ou bexiga vacum.

Ao observar que as mulheres responsáveis pela ordenha quando expostas ao vírus bovino tinham uma versão mais suave da doença, ele recolheu o líquido que saía destas feridas e o

docsity.com

passou em cima de arranhões que ele provocou no braço de um garoto. O menino teve um pouco de febre e algumas lesões leves, tendo uma recuperação rápida.

A partir daí, o cientista pegou o líquido da ferida de outro paciente com varíola e novamente expôs o garoto ao material. Semanas depois, ao entrar em contato com o vírus da varíola, o pequeno passou incólume à doença. Estava descoberta assim a propriedade de imunização.

1835 – Fungos do Bicho-da-seda

1840 – Semmelweis – Febre das crianças recém-nascidas

1853 – DeBary – Doenças em plantas causadas por fungos

O desenvolvimento da microbiologia como ciência está diretamente correlacionado a dois aspectos fundamentais: o aperfeiçoamento dos microscópios, que permitiu a observação mais precisa de células bacterianas, e o desenvolvimento de técnicas laboratoriais, que tornou possível o estudo dos microrganismos. Duas questões biológicas, que deixavam os cientistas da época perplexos, levaram ao desenvolvimento dessas técnicas laboratoriais essenciais, no século XIX. Uma das questões referia-se à geração espontânea. Por séculos, diversos pensadores debateram a ideia de que materiais inanimados poderiam dar origem a seres vivos. A segunda questão envolvia a natureza das doenças infecciosas. Na época, os cientistas já haviam observado que as doenças infecciosas podiam ser transmitidas de um indivíduo para outro; entretanto, os mecanismos responsáveis por esta transmissão eram desconhecidos.

Biogênese versus Abiogênese

Antigamente, existiam dois tipos de cientistas: os que acreditavam na teoria da geração espontânea (ou abiogênese) e os que acreditavam na biogênese. A teoria da geração espontânea dizia que um ser vivo pode surgir a partir das matéria bruta (sem vida). Por exemplo, quando se via moscas em uma lata de lixo achavam que elas tinham surgido do lixo. Já a teoria da biogênese dizia que os seres vivos só poderiam ser originados a partir de outro ser vivo pré- existente, ou seja, uma mosca só poderia surgir a partir do cruzamento de duas outras.

docsity.com

Francesco Redi

O primeiro passo na refutação científica da abiogênese aristotélica foi dado pelo italiano Francesco Redi, que em 1668, provou que larvas não nasciam em carne que ficasse inacessível às moscas, protegidas por telas, de forma que elas não pudessem botar lá seus ovos.

Redi então supunha que a geração espontânea teria ocorrido apenas durante os primórdios da Terra. Formulou a hipótese que o que aparentava ser geração espontânea na verdade era oriundo de ovos serem depositados por moscas no material em putrefação. Admitiu a necessidade de testar essa hipótese. Formulou o experimento então de forma a limitar as variáveis de forma mais cuidadosa, deixando metade dos frascos tampados e outra metade destampada.

No entanto notou que essa metodologia também deixava alguma margem de erro. Enquanto as tampas dos frascos impediam o acesso das moscas, impediam também a renovação no ar no interior dos frascos, talvez então impedindo que o "princípio ativo" propiciasse a geração espontânea dos "vermes". Para dar conta dessa parte do problema, aperfeiçoou o experimento, tampando os frascos com gaze, que permitia a entrada de ar. O resultado foi o mesmo; embora "vermes" não tivessem surgido dentro da carne dentro de um copo de vidro, por ter sido impedido o acesso das moscas, apareceram vários no exterior da gaze, tentando forçar sua entrada, os quais foram removidos por Redi.

Assim, século XVII em foi gradualmente sendo demonstrado que, ao menos no caso de todos os organismos facilmente visíveis, a geração espontânea não ocorria, e que cada ser vivo conhecido era proveniente de uma forma de vida pré-existente, a ideia conhecida como biogênese.

Needham e Spallanzani

A invenção e aperfeiçoamento do microscópio renovaram aceitação a abiogênese. Em 1683, Anton van Leeuwenhoek descobriu os microrganismos, e logo foi notado que não importava o quão cuidadosamente a matéria orgânica fosse protegida por telas, ou fosse colocada em recipientes tampados, uma vez que a putrefação ocorresse, era invariavelmente acompanhada de uma miríade de bactérias e outros organismos. Não se acreditava que a origem desses seres estivesse relacionada a reprodução sexuada, então sua origem acabou sendo atribuída à geração espontânea. Era tentador pensar que enquanto formas de vida "superiores" surgissem apenas de progenitores do mesmo tipo, houvesse uma fonte abiogênica perpétua da qual organismos vivos nos primeiros passos da evolução surgiam continuamente, dentro de condições favoráveis, da matéria inorgânica.

John Needham, em 1745, realizou novos experimentos que vieram a reforçar a hipótese de a vida poder originar-se por abiogênese. Consistiam em aquecer em tubos de ensaio líquidos nutritivos, com partículas de alimento. Fechava-os, impedindo a entrada de ar, e os aquecia

docsity.com

novamente. Após vários dias, nesses tubos proliferavam enormes quantidades de pequenos organismos. Esses experimentos foram vistos como grande reforço a hipótese da abiogênese.

Mas em 1768, Lazzaro Spallanzani criticou duramente a teoria e os experimentos de Needham, através de experimentos similares, mas tendo fervido os frascos fechados com sucos nutritivos durante uma hora, que posteriormente foram colocados de lado durante alguns dias. Examinando os frascos, não encontrava-se qualquer sinal de vida. Ficou dessa forma demonstrado que Needham falhou em não aquecer suficientemente a ponto de matar os seres pré-existentes na mistura.

Isso no entanto não foi suficiente para descartar por completo a hipótese da abiogênese. Needham replicou, sugerindo que ao aquecer os líquidos a temperaturas muito altas, pudesse estar se destruindo ou enfraquecendo o "princípio ativo". A hipótese de abiogênese continuava sendo aceita pela opinião pública, mas o trabalho de Spallanzani pavimentou o caminho para Louis Pasteur.

Idade de Ouro

A idade de ouro da Microbiologia é assim chamada porque, durante esse período, numerosas descobertas levaram ao estabelecimento da microbiologia como ciência.

1857 - Pasteur – Fermentação

1861 – Pasteur – Refutou a geração espontânea

Principalmente devido ao grande biólogo francês Louis Pasteur, em 1862, que a ocorrência da abiogênese no mundo microscópico foi refutada tanto quanto a ocorrência no mundo macroscópico. Contra o argumento de Needham sobre a destruição do princípio ativo durante a fervura, ele formulou experimentos com frascos com "pescoço de cisne", que permitiam a entrada de ar, ao mesmo tempo em que minimizavam consideravelmente a entrada de outros micróbios por via aérea.

Dessa forma, demonstrava que a fervura em si, não tirava a capacidade dos líquidos de manterem a vida, bastaria que organismos fossem neles introduzidos. O impedimento da origem da vida por falta do princípio ativo, também pode ser descartado, já que o ar podia entrar e sair livremente da mistura. O recipiente com "pescoço de cisne" permaneceu nessas condições, livre de micróbios durante cerca de um ano.

docsity.com

1864- Pasteur – Pasteurização

Louis Pasteur, descobriu em 1856 que o aquecimento de certos alimentos e bebidas acima de 60°C, por um determinando tempo e depois abaixando toda a temperatura do alimento evitava a sua deterioração. Fizeram esse experimento de aquecer as fezes e observaram que ele solta um cheiro ruim e que dessa forma podemos reduzir de maneira sensível o número de microorganismos presentes na sua composição. A Pasteurização é o processo usado em alimentos ou pecas automotivas para destruir microrganismos patogênicos ali existentes.

1867 – Joseph Lister – Cirurgia Asséptica

Iniciou uma nova era no campo da Cirurgia, quando introduziu a anti-sepsia cirúrgica ao demonstrar (1867) que o ácido carboxílico era um efetivo agente anti-séptico, reduzindo drasticamente o número de mortes por infecções pós-operatórias e criando a medicina anti- séptica.

1876 – Robert Koch – Teoria do germe da doença

Nesta época, Louis Pasteur havia lançado sua teoria sobre o papel dos germes nas doenças, mas esta tinha sido rechaçada por importantes patologistas. Foi precisamente o trabalho de Koch sobre o antraz que convenceu os mais céticos que muitas enfermidades contagiosas se deviam a microrganismos. Antigamente, as doenças eram consideradas punição para os pecados individuais ou crimes. E sua causa era relacionada a demônios nos detritos ou nos vapores

dos pântanos.

Postulados de Koch:

Estes estabelecem que para que um organismo seja a causa de uma doença, ele deve ser:

- encontrado em todos os casos da doença;

- preparado e mantido em cultivo puro;

- capaz de produzir a infecção original, após cultivo em animais experimentais;

- pode ser recuperado de um animal experimentalmente infectado e novamente isolado em cultivo puro.

1879 – Neisser - Neisseria gonorrhoeae

docsity.com

1881 – Koch – Culturas Puras

1881 – Finley – Febre Amarela

1882 – Koch – Mycobacterium tuberculosis

1882 – Hess – Ágar: meio sólido

Em 1881, o médico alemão Walther Hess juntou-se ao grupo de Koch para estudar questões relacionadas à saúde pública e ao metabolismo bacteriano tendo como assistente sua esposa Fanny Angelina Eilshemius Hesse. A gelatina então utilizada para gelificar meios de cultura ou era consumida pelos próprios microrganismos ou derretia-se em dias quentes, prejudicando os experimentos que requeriam meios de cultura sólidos. Angelina contou a seu marido que usava uma gelatina chamada de ágar-ágar para conservar seus doces sólidos em dias quentes. O ágar- ágar tem sido usado como agente gelificante na culinária asiática há séculos. Hesse passou a utilizar com sucesso o ágar-ágar para fazer meios de cultura sólidos e essa prática permanece nos dias de hoje.

1883 – Koch – Vibrio cholerae

1884 – Metchnikoff – Fagocitose

1884 – Gram – Método Gram de coloração bacteriana

1884 – Escherich – Escheria coli

1887 – Richard Petri – Placas de Petri

Em 1887, Richard Petri publicou um pequeno artigo descrevendo uma modificação da técnica de placa reta de Koch. A adaptação proposta por Petri, que acabou tornando-se extremamente útil, era o desenvolvimento de duas placas redondas que se encaixavam e passaram a receber seu nome. A vantagem das placas de Petri é óbvia: elas podem ser facilmente empilhadas e esterilizadas individualmente. Após tal processo, o meio fundido pode ser vertido na placa menor, enquanto a maior atua como uma tampa, impedindo a contaminação. Essas placas contaminadas são o principal suporte de um laboratório de microbiologia.

1889 – Kitasato – Clostridium tetani

1890 – Von Bering – Toxina contra a difteria

1890 – Ehrlich – Teoria da imunidade

1892 – Winogardsky – Ciclo do Enxofre

1898 – Shiga – Shigella dysenteriae

docsity.com

1910 – Chagas – Trypanosoma cruzi

1910 – Ehrlich – Sífilis

.

docsity.com

comentários (0)
Até o momento nenhum comentário
Seja o primeiro a comentar!
Esta é apenas uma pré-visualização
Consulte e baixe o documento completo
Docsity is not optimized for the browser you're using. In order to have a better experience we suggest you to use Internet Explorer 9+, Chrome, Firefox or Safari! Download Google Chrome