Hormônios Sexuais - Apostilas - Medicina, Notas de estudo de Medicina. Centro Universitário do Pará (CESUPA)
Neymar
Neymar28 de Fevereiro de 2013

Hormônios Sexuais - Apostilas - Medicina, Notas de estudo de Medicina. Centro Universitário do Pará (CESUPA)

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Apostilas sobre os hormônios sexuais, tipos de hormônios, patologias, causas e fármacos.
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Curso de Biomedicina.

Bioquímica Clínica

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Faculdade de Ciências da Saúde.

Curso de Biomedicina

Hormônios Sexuais

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Hormônios da Hipófise Anterior

A glândula hipófise (pituitária) está localizada em um cavidade da base do crânio na sela túrcica e, anatomicamente, está dividida em lóbulo anterior (adenohipófise), um lóbulo intermediário rudimentar e um lóbulo posterior (neurohipófise). A glândula é pequena (1 cm ou menos) e pesa, aproximadamente, 500 mg. A glândula hipófise anterior recebe um rico suprimento sanguíneo do hipotálamo através de uma circulação portal hipotálamo-hipofisária.

A adenohipófise produz seis (GH, PRL, TSH, ACTH, FSH e LH) dos oito hormônios secretados pela hipófise. A adenohipófise também secreta a beta-LPH e vários peptídios pequenos de significação incerta. Os outros dois hormônios, a vasopressina (hormônios antidiurético, HAD) e oxitocina são produzidos no hipotálamo e transferidos para a hipófise posterior (neurohipófise) onde são armazenados até a liberação.

Prolactina (PRL)

A prolactina é um hormônio protéico produzido pelas células lactotróficas do lóbulo anterior da hipófise, que durante a gravidez, junto com outros hormônios, promove o desenvolvimento mamário para a produção de leite e estimula a lactação no período pós-parto. A sua estrutura e sequência é homóloga àquela do hormônio de crescimento e do hormônio lactogênico placentário (HPL). A prolactina, em conjunto com outros hormônios, estimula o desenvolvimento do tecido mamário necessário para a lactação. Em mulheres pós-parto, a prolactina induz a formação do leite na glândula mamária. A prolactina está presente em mulheres não-lactantes, homens e crianças, com níveis séricos menores que encontrados em mulheres grávidas. A secreção de prolactina está sob o controle do fator liberador de prolactina (PRF) e do fator inibidor da prolactina (PIF), a dopamina que provém do hipotálamo.

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No homem a prolactina inibe a espermatogênese, interrompendo a passagem de espermatide I para espermatide II. Tem também ação anti-testosterona e pode ser causa de impotência e ginecomastia.

Determinação da Prolactina

Paciente. Jejum de 12 horas. Antes da coleta manter o paciente por uma hora em repouso com veia cateterizada.

Amostra. Soro sanguíneo. A lipemia pode interferir nos resultados.

Valores de referência. Adultos homens: 0,6 a 16 ng/mL; adultos mulheres: fase folicular: 0,6 a 119 ng/mL; fase luteínica: até 30 ng/mL. Gravidez (terceiro trimestre): 40 a 600 ng/mL.

Valores elevados. A hiperprolactemia (síndrome de galactorréia-amenorréia) pode ser encontrada em :

▪ Causas fisiológicas. Gravidez, amamentação (em presença também de outros fatores como estrógenos, progesterona, cortisol e insulina), estímulo dos mamilos, exercício físico, estresse, sono, período neonatal, hormônio hipotalâmico TRH.

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▪ Causas patológicas. Adenomas hipofisários – microadenoma ou macroadenoma – em mulheres provocam galactorréia e amenorréia; no homem desenvolve ginecomastia e redução da função das gônadas – hipogonadismo – levando a redução na produção de testosterona com atrofia dos testículos); lesões da haste hipotálamo-hipofisária (cirúrgica, traumática ou compressiva); síndrome da sela vazia; lesões pituitárias (prolactinoma, adenomas mistos, acromegalia) insuficiência renal crônica; doenças infiltrativas (sarcoidose, tuberculose granuloma eosinofílico); doença hepática grave; ovários policísticos; doença de Cushing; hipotireoidismo e acromegalia; neoplasias (craniofaringioma, astracitomas), álcool e estresse.

▪ Fármacos. Neurolépticos (fenotiazinas, butirofenomas, tioxantenos), reserpina, metoclopramida (antiemético), TRH (hormônio liberador de TSH), metildopa, estrógenos, progestágenos, anticoncepcional oral, antagonistas da dopamina (sulpirida, metoclopramida), cimetidina, antipsicóticos (clorpromazina, tioridazina, haloperidol, verapamil, trifluoperazina), anfetaminas, isoniazida, antidepressivos tricíclicos, opiáceos (morfina, metadona).

▪ Outras causas. Doença de Addison, ovários policísticos, hipotireoidismo, tumores produtores de prolactina (carcinoma broncogênico, carcinoma de células renais, teratomas ovarianos, leucemia mielóide aguda), mastectomia, insuficiência renal crônica, insuficiência hepática.

A hiperprolactinemia inibe a secreção de gonadotropinas levando ao hipogonadismo em homens e mulheres com baixos teores de LH e de FSH.

Valores reduzidos. São encontrados em:

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▪ Causas patológicas. Ginecomastia, hirsutismo, infarto da hipófise, hipofisite linfocitária, hipopituitarismo, pseudohipoparatireoidismo, hipogonadismo hipogonadotrófico idiopático, necrose hipofisária, osteoporose e tabagismo feminino.

▪ Fármacos. Clonidina, cloridrato de apomorfina, dopamina, levodopa, maleato de ergonovina, maleato hidrogenado de lisuride, medulato de bromocriptina, medulato de pergolide, mesilato de diidroergotamina, tamoxifeno, eritropoietina (na insuficiência renal) e tartarato de ergotamina.

Hormônio Folículo Estimulante (FSH)

É uma glicoproteína produzida por algumas células gonadotróficas da hipófise anterior e conduzida pelo sangue aos locais de ação, os testículos ou os ovários. O FSH promove a maturação do folículo ovariano, que produz estrogênio. À medida que os níveis de estrogênio aumentam, ocorre produção de hormônios luteinizantes. O FSH tem em comum em sua estrutura, a subunidade alfa idêntica nos hormônios LH, TSH, e HCG. A subunidade beta é específica de cada hormônio.

No homem, o FSH estimula o crescimento dos túbulos seminíferos (células de Sertoli) e do testículo, desempenhando função importante nas fases iniciais da espermatogênese, enquanto o hormônio luteinizante estimula a secreção de androgênios. Essa dosagem é útil no estabelecimento das formas de hipogonadismo, da infertilidade, dos distúrbios menstruais e da puberdade precoce.

O principal estímulo para a secreção de FSH (também como LH) é o hormônio liberador do hormônio luteinizante (LHRH) do hipotálamo.

Determinação do FSH

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Paciente. Jejum de 12 horas. O sangue deve ser colhido entre o 5º e o 10º dia do ciclo menstrual.

Amostra. Soro ou plasma.

|Valores de referência para o FSH (mUI/mL) |

|Mulher adulta |

|Pré-menopáusica 4 a 30 |

|Fase folicular 2 a 25 |

|Pico no meio do ciclo 10 a 90 |

|Fase lútea 2 a 25 |

|Gravidez não detectável |

|Menopausa 40 a 250 |

|Pós-menopáusica 40 a 250 |

|Homem adulto 4 a 25 |

|Crianças (pré-puberais) 5 a 13 |

Liberação por pulsos durante o dia. Apresenta variações de até 50%.

Valores elevados. Acromegalia (estado inicial), agenesia testicular, amenorréia (primária), anorquismo, castração, climatério masculino, destruição testicular (devido à irradiação ou à orquite por caxumba), hiperpituitarismo, hipogonadismo, histerectomia, insuficiência dos túbulos seminíferos, insuficiência gonadal, insuficiência ovariana, insuficiência testicular, menopausa, menopausa prematura, menstruação, orquiectomia, puberdade precoce verdadeira, seminoma, síndrome de feminização testicular (completa), síndrome de Klinefelter,

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síndrome de Stein-Loventhal (síndrome dos ovários policísticos), síndrome de Turner (hipogonadismo primário), tumores hipofisários e tumor hipotalâmico.

Valores reduzidos. Falência hipofisária (hipogonadismo hipogonadotrófico) amenorréia (secundária), anorexia nervosa, ciclo menstrual anovulatório, criança pré-puberal, disfunção hipotalâmica, hiperplasia supra-renal, hipofisectomia, hipogonadotropinismo, craniofaringiomas, má-nutrição, obesidade e puberdade tardia.

Fármacos: anticoncepcionais orais, estrógenos, clorpromazina, progesterona e testosterona.

Hormônio Luteinizante (LH)

É uma glicoproteína formada por duas cadeias polipeptídicas alfa e beta. A cadeia alfa de 96 aminoácidos também está presente na estrutura de outros hormônios (FSH, TSH e HCG). A cadeia beta do LH (115 aminoácidos) é a responsável pela especificidade imunológica e funcional. O LH é secretado pelo lóbulo anterior da hipófise e é transportado pelo sangue para os seus locais de ação, as células intersticiais nos testículos e ovários. Na mulher adulta, juntamente com FSH, o LH estimula a produção de estradiol (E²) na primeira fase do ciclo ovariano, promovendo a maturação do folículo. Atua ao iniciar a ovulação e o desenvolvimento dos corpos lúteos.

No homem o LH estimula a produção de testosterona pelos testículos a qual, por sua vez, mantém a espermatogênese e induz o desenvolvimento dos órgãos sexuais acessórios, como o canal deferente, a próstata e as vesículas seminais.

Os teores de testosterona exercem um feed-back negativo a nível hipofisário e o nível hipotalâmico, reduzindo a produção de LH e LHRH (hormônio liberador do LH), respectivamente.

A determinação de LH é indicada em adultos para o diagnostico de hipogonadismo hipogonadotrófico (lesão hipotalâmico ou hipofisária) ou hipergonadotrófico (lesão testicular). Também é empregado na avaliação da resposta terapêutica desses pacientes após reposição de

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testosterona. Em crianças, em paralelo à dosagem de FSH, tem utilidade para classificar as causas de puberdade precoce (se verdadeira ou por produção endógena de esteróides sexuais).

O LH também tem aplicação na investigação dos problemas de infertilidade em ambos os sexos. Na mulher, detecta a presença ou não da ovulação. Na infertilidade masculina, os valores normais de LH e elevados de FSH são indicativos de falência espermatogênica.

Determinação de LH

Paciente. Jejum de 12 horas.

Amostra. Soro ou plasma.

|Valores de referência para o LH (mUI/mL) |

|Mulher adulta |

|Fase folicular 5 a 30 |

|Metade do ciclo 75 a 150 |

|Fase lútea 3 a 40 |

|Pós-menopausa 30 a 200 |

|Homem adulto 6 a 23 |

Os níveis de LH variam em até 30% durante o dia. São mais baixos no inverno. Na mulher, seus picos mais pronunciados ocorrem antes da ovulação.

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Valores elevados. Amenorréia, patologias gonadais primárias, hiperpituitarismo, menopausa, menstruação, insuficiência renal, síndrome de Klinefelter, síndrome de Stein-Leventhal e síndrome de Turner. Na síndrome dos ovários policísticos, deve-se observar a relação LH/FSH maior que 2 por ser sugestiva de diagnóstico.

Fármacos: clomifeno, anticonvulsivantes, propranolol, espironolactona e naxolona.

Valores reduzidos. Anorexia nervosa, desnutrição, obesidade, hipogonadismo de origem hipofisária e hipotalâmica.

Fármacos: anticoncepcionais orais, digoxina, estanozolol, fenotiazinas, testosterona e progesterona.

Hormônios Sexuais

Os hormônios sexuais são sintetizados pelos ovários, testículos e glândulas supra-renais. Esses hormônios são responsáveis pela manifestação das características sexuais primárias e secundárias e são vitais na reprodução humana. A secreção desses hormônios está sob o controle do eixo hipotalâmico-hipofisário. São de dois tipos:

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▪ Androgênios. São um grupo de esteróides com C19 que causam a masculinização do trato genital e o desenvolvimento e manutenção das características sexuais masculinas. Os mais avaliados na prática laboratorial são: testosterona, sulfato de deidroepiandrosterona e androstenediona.

▪ Estrogênios. São hormônios sexuais femininos responsáveis pelo desenvolvimento e manutenção dos órgãos sexuais femininos e as características sexuais secundárias na mulher. Também participam na regulação do ciclo menstrual e na manutenção da gravidez. São dosados comumente o estradiol, estriol e a progesterona.

Testosterona

A Testosterona é o androgênio dominante encontrado no cérebro, nos ovários, na hipófise, nos rins e nos testículos. No homem, a testosterona reflete, principalmente, a função gonadal. A testosterona é o principal androgênio secretado pelas células de Leydig dos testículos em homens. As mulheres produzem de 5 a 10% da testosterona formada pelo homem. Na mulher, há secreção ovariana, no entanto, grande parte da testosterona provém da conversão periférica da androstenediona. Ao redor de 60% da testosterona, circula ligada à globulina ligadora dos hormônios esteróides sexuais (SHBG) uma proteína sintetizada no fígado que atua no transporte para alguns hormônios sexuais (testosterona, diidrotestosterona e estrógenos). Outros 40% ligam-se à albumina e, aproximadamente, 2% está na forma livre (não ligada).

A testosterona possui várias ações androgênicas sobre o organismo incluindo a regulação da secreção de gonadotrofinas pela unidade hipotálamo-hipofisária, o início e a manutenção da espermatogênese, a formação de fenótipo masculino (durante a diferenciação sexual) e a instalação da puberdade.

Testosterona

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A testosterona promove o crescimento e o desenvolvimento nos órgãos sexuais masculinos e aumenta a massa corporal e a reposição dos pêlos. Outro androgênicos sintetizados pelas glândulas adrenais [dehidroepiandosterona (DHEA), dehidroepiandrosterona sulfato (DHES-S), androstenediona e androstenediol] e pelas gônadas (androstenediona e DHEA) podem ser metabolizados a testosterona e DHT (dihidrostestosterona) nos tecidos alvos. A testosterona e androstenediona são os principais precursores do estradiol e estrona, respectivamente.

O controle da produção de testosterona é realizado no homem por gonadotrofinas, em especial o LH que estimula as células de Leydig promovendo um aumento na produção de testosterona. Além disso, a gonadotrofina coriônica humana também possui essa propriedade e é utilizada como teste de função testicular. Na mulher, os teores de testosterona variam nas diferentes fases do ciclo ovariano, indicando uma participação do folículo em desenvolvimento no processo de síntese.

A dosagem da testosterona tem grande importância no estudo e classificação do hipogonadismo primário e secundário. No sexo feminino, é empregado na avaliação do hirsutismo (crescimento excessivo de pêlos corporais), da síndrome dos ovários policísticos e nos tumores virilizantes adrenais ou ovarianos. Na puberdade retardada, em adolescentes do sexo masculino, a testosterona pode estar reduzida.

Determinação da Testosterona Total

Pacientes. Jejum de 12 horas. Em mulheres anotar a data da última menstruação ou o mês de gestação.

Amostra. Soro sanguíneo.

|Valores de referência para a testosterona total (ng/dL) |

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| Homens Mulheres |

|Pré-puberal 10 a 20 10 a 20 |

|Adultos 300 a 1000 20 a 80 |

|Menopausa - 8 a 35 |

Valores elevados. Hiperplasia supra-renal, hirsutismo, síndrome adrenogenital com virilização (no sexo feminino), síndrome de Cushing, doenças granulomatosas e auto-imunes, tumores ovarianos, tumor supra-renal, tumor testicular, ovários policísticos e virilização.

Fármacos: anticoncepcionais orais, anticonvulsivantes, barbitúricos e estrógenos.

Valores reduzidos. Anemia, cirrose, climatério masculino, criptorquinismo, ginecomastia, hipogonadismo (masculino), síndrome de Noonan, hipopituitarismo, impotência, hiperplasia adrenal, obesidade, orquidectomia, síndrome de Down e síndrome de Klinefelter.

Fármacos: androgênios, cetoconazol, dexametasona, digitálicos, digoxina (sexo masculino), espirolactona, estrógenos (em homens), etanol, fenotiazinas, glicose, halotano, metirapona, metoprolol e tetraciclina.

Testosterona Livre

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A testosterona circula ligada a proteínas carreadoras, principalmente a SHBG (globulina ligadora dos hormônios esteróides sexuais), com pequena fração livre. Atribui-se a essa fração livre, a maior parte da ação metabólica da testosterona sobre as células enquanto a fração ligada relaciona-se com a distribuição dos hormônios pelos vários tecidos.

A fração livre é de, aproximadamente, 4% no sexo masculino e 1% no sexo feminino. A SHBG é regulada por diversas substâncias dentre as quais os estrogênios e androgênios, hormônio de crescimento, hormônios tireoidianos e corticóides.

Alterações na capacidade de ligação da SHBG influenciam os teores de testosterona livre e variações nessa capacidade ocorrem em estados fisiológicos e patológicos. Quando os níveis de SHBG se elevam, caem os de testosterona livre e, quando baixam, os de testosterona livre se elevam.

A dosagem de testosterona livre é indicada na avaliação do hirsutismo em mulheres, com testosterona total em níveis normais. Em homens, é empregada nos estados clínicos em que a testosterona total está alterada.

Determinação da Testosterona Livre

Paciente. Jejum de 12 horas.

Amostra. Soro sanguíneo. Em mulheres anotar a data da última menstruação ou o mês de gestação.

Valores de referência. Masculino: 9,0 a 47,0 pg/mL; Feminino: 0,7 a 3,6 pg/mL.

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Valores aumentados de SHBG. Estrogênios, gravidez, queda de androgênios, envelhecimento, hipertireoidismo e cirrose hepática.

Valores reduzidos de SHBG. Administração de androgênios, obesidade, hipercortisolismo, síndrome nefrótica, acromegalia, hipotireoidismo e causas hereditárias.

Estradiol (E² ◌۪)

O estradiol é um hormônio sexual feminino secretado pelos ovários, pelos testículos e pela conversão periférica de testosterona e estrona. Atua sobre a mucosa do útero, estimulando o crescimento endometrial na preparação do estádio progestacional. Outras ações incluem supressão do hormônio folículo estimulante (FSH) e estimulação do hormônio luteinizante (LH). Os níveis do estradiol avaliam a função ovariana, as anormalidades menstruais, os distúrbios de feminização e os tumores produtores de estrogênios.

Os níveis de estradiol são determinados no estudo da puberdade precoce no sexo feminino, nos tumores feminilizantes adrenais ou testiculares e nas ginecomastias. Também empregado nos casos de irregularidade menstrual, esterilidade ou infertilidade e no acompanhamento da menopausa.

|Valores de referência para o estradiol (pg/mL) |

|Mulheres |

|Fase folicular 35 a 213 |

|Meio do ciclo 199 a 567 |

|Fase lútea 68 a 253 |

|Fase pré-puberal < 20,0 |

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|Gravidez (terceiro trim.) 5448 a 35412 |

|Pós-menopausa 0 a 55 |

|Homens |

|Adulto 0 a 55 |

|Fase pré-puberal < 20 |

Valores elevados. Cirrose, ginecomastia masculina, síndrome de Klinefelter, puberdade precoce feminina, tumores hepáticos, tumores ovarianos e tumores feminizantes adrenais.

Valores reduzidos. Amenorréia, anorexia nervosa, ovário policístico, hipopituitarismo, infertilidade, menopausa e osteoporose.

Progesterona

A progesterona é um hormônio sexual esteróide produzido pelo corpo lúteo, durante a segunda metade do ciclo menstrual, em mulheres não-grávidas, pela placenta em grandes quantidades na mulher grávida e pelo córtex supra-renal, em menor escala, mas em ambas as fases. A progesterona provoca alterações secretórias na mucosa das trompas de Fallópio e ajuda a nutrir o óvulo fertilizado em sua descida pelas trompas, até o útero.

Prepara o endométrio para a implantação do óvulo fertilizado (nidação), estimula o crescimento das mamas e a proliferação do epitélio vaginal e diminui a excitabilidade do endométrio e as concentrações uterinas.

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Progesterona

A dosagem da progesterona é indicada na avaliação da irregularidade menstrual, de amenorréia primária ou secundária, nos casos de aborto, onde níveis reduzidos de progesterona podem indicar uma má função do corpo lúteo (aborto endócrino), na investigação da função placentária e nos distúrbios relacionados à síndrome pré-menstrual (mastodínia, irritabilidade, etc.)

Determinação da Progesterona

Paciente. Jejum de 12 horas.

Amostra. Soro sanguíneo. Anotar a data da última menstruação ou mês de gestação.

|Valores de referência para a progesterona (ng/mL) |

|Homens 0,04 a 1,1 |

|Mulheres |

|Fase folicular 0,38 a 2,20 |

|Meio do ciclo 0,44 a 7,54 |

|Pico da fase lútea 6,92 a 25,4 |

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|Gravidez |

|Terceiro trimestre 76,3 a 366,4 |

|Pós-menopausa 0,04 a 1,22 |

Valores elevados. Cisto do corpo lúteo, corionoepitelioma ovariano, gravidez molar, hiperplasia supra-renal (congênita, masculina), neoplasias ovarianas, puberdade precoce, tecido placentário (retido pós-parto) e tumores ovarianos lipídicos.

Fármacos: estrógenos, hormônios cortico-supra-renais e progesterona.

Valores reduzidos. Ameaça de aborto, amenorréia, morte fetal, anormalidades menstruais, deficiência luteínica, insuficiência ovariana, insuficiência placentária, menstruação anovular, panhia-poituitarismo, pré-eclâmpsia, síndrome adrenogenital, síndrome de Stein-Loventhal, síndrome de Turner e toxemia da gravidez.

Referências

MOTTA, Valter T..Bioquímica clinica para o laboratório: princípios e interpretações.4.ed. Porto Alegre : Médica Missau, 2003. 419p.

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