Ilha do Campeche - Apostilas - Geografia, Notas de estudo de . Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
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Osvaldo_864 de Março de 2013

Ilha do Campeche - Apostilas - Geografia, Notas de estudo de . Universidade Federal da Paraíba (UFPB)

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Apostilas sobre a Ilha do Campeche, localização, história, Roteiro Norte 1, Roteiro Norte 2, Pedra Fincada, Pedra Preta do Sul, Caverna dos Morcegos, Trilha da Praia.
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ILHA DO CAMPECHE

Localizada a sudeste da Ilha de Florianópolis, a Ilha do Campeche mostra, através de Sua Arte Rupestre vestígios de uma civilização milenar sucedida pela passagem de espanhóis, portugueses, ingleses e açorianos. No final do século XVIII o Capitão Isidoro Pires, açoriano, constrói na Ilha as armações que iniciam o período da caça às baleias. Até 1940 era ocupada por famílias da Armação do Pântano do Sul, sendo que a partir desta data se encontra aos cuidados de dois ocupantes oficializados, a Associação Couto de Magalhães de Preservação da Ilha do Campeche e Pesqueira Pioneira da Costa.

A mata atlântica abundante na Ilha começou a ser depredada já com os primeiros colonizadores. O principal foco era o pau-campeche, que dá nome ao local e que, a exemplo do pau-brasil, era largamente usado para tingir tecidos. Além do extrativismo, a vegetação deu lugar a plantações de mandioca que alimentavam os pescadores estabelecidos na Ilha.

Com a ocupação da Ilha pela Associação de Pesca Amadora Couto de Magalhães, alguns animais exóticos foram inseridos no local para que exterminassem escorpiões e para que servissem de caça aos pescadores que por ventura ficassem ilhados por conta do mau tempo. Com isso, macacos, quatis, galinhas e patos passaram a fazer parte da paisagem.

O problema é que a caça não atendeu à demanda, e houve um grave desequilíbrio ecológico. Com a mudança para Associação Couto de Magalhães para Preservação da Ilha do Campeche, os macacos foram eliminados da Ilha. No entanto, os quatis ainda permanecem no local, alimentando-se de ovos, pássaros e de restos de comidas deixados pelos visitantes.

Sob um perímetro de 3.853,00 metros e uma superfície de aproximadamente 380.000 m2 a ilha do Campeche possui um riquíssimo ecossistema e abriga uma enorme e variada quantidade de sítios arqueológicos tanto Históricos quanto Pré-históricos.

São mais de 100 petróglifos distribuídos em 10 sítios arqueológicos, 9 estações líticas, monumentos rochosos e sambaquis. Segundo estudiosos, o local possui sozinho mais inscrições rupestres que a Ilha de Santa Catarina, a Ilha do Arvoredo e a Ilha das Aranhas, todas juntas. Entre os sinais deixados pelos povos antigos estão símbolos geométricos, flechas, zoomorfos e antropomorfos e as máscaras, também encontradas nos costões da praia do Santinho. As oficinas líticas mostram amoladores em granito e diabásio. Os povos antigos também deixaram um monólito com nove metros de altura e um ponto magnético sinalizado com inscrição rupestre onde as bússolas têm comportamento alterado.

Por estes e outros atrativos a ilha vinha recebendo diariamente um elevado contingente de visitantes, aproximadamente 1.500 por dia, atingindo a elevada soma de 40.000 turistas que chegam dos mais diversos pontos do planeta na alta temporada de verão. Os visitantes são transportados por embarcações de pesca artesanais, adaptadas para o passeio, provenientes das

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praias de Armação, do Pântano do Sul e Pântano do sul. Para que a preservação seja efetiva, agora são permitidos no máximo 400 visitantes por dia no local.

A partir do dia 10 de julho do ano 2000, a ilha foi tombada como Patrimônio Histórico e Paisagístico Nacional pelo IPHAN, devido aos apelos internacionais e das ONGs da região, motivados pelas denúncias de graves atos de vandalismo e falta de cuidados por parte de turistas e dos ocupantes deste tesouro nacional.

Desde 1991, a partir da iniciativa privada do Sr. Hugo Alaluf vêm-se desenvolvendo um trabalho de fiscalização e educação ambiental, através das visitas monitoradas com a participação de jovens entre 16 e 22 anos, pescadores e filhos dos ocupantes que recebem os turistas com sacolas plásticas para o lixo e informações contidas num panfleto educativo. A partir do ano de 1999 foi criada a Associação de guias mirins, depois transformada em AMAISC (Associação dos Monitores Ambientais da ilha do Campeche e do Sul da Ilha de Santa Catarina), quem vem gerenciando a visitação monitorada na Ilha do Campeche com o aval do IPHAN.

Durante o processo de tombamento do patrimônio natural e cultural da Ilha do Campeche, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) catalogou seis trilhas que podem ser percorridas a pé pelos visitantes. Conheça as atrações de cada uma delas:

1) Roteiro Norte 1

Nesta caminhada o visitante passa por restinga, por trilha na Mata Atlântica e por costões. Entre as atrações está um sítio arqueológico com 5 estações líticas compostas por amoladores em granito e basalto.

Do costão, tem-se uma bela vista da praia da Joaquina. Em seguida, há outro sítio arqueológico com duas inscrições rupestres, onde está localizada a Pedra do Ímã. Nesse local, o comportamento das bússolas é alterado. Ali também há uma pegada entalhada em pedra, e vários amoladores de diferentes formas.

Com condições de mar favoráveis, é possível mergulhar próximo aos costões, onde a água cristalina permite a observação de várias espécies de peixes. Tem a duração de 1h e 30min, possuí alto grau de dificuldade e limitado a grupos de oito pessoas.

2) Roteiro Norte 2

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Esse passeio vai em direção ao costão nordeste da Ilha, no Saco do Rosa. Passa pela Pedra Fincada e segue um costão com nove inscrições rupestres, quase todas no chão.

Em seguida, passa pela Pedra Preta do Norte, importante sítio arqueológico composto por aproximadamente 20 inscrições. Seguindo pela trilha, chega-se à Pedra do Ímã. Na trilha de volta, dependendo das condições do mar, é possível mergulhar junto aos costões, onde a água cristalina permite a observação das diversas espécies de peixe.

Por fim, antes de chegar novamente à Praia da Enseada, há um sítio arqueológico com cinco oficinas líticas com diferentes amoladores em granito e basalto. Tem a duração de 3horas, possuí alto grau de dificuldade e limitado a grupos de oito pessoas.

3) Pedra Fincada

Nesse passeio o visitante vai conhecer o maior sambaqui da Ilha do Campeche. Uma caminhada curta em meio à Mata Atlântica leva até o ponto mais alto da Ilha do Campeche, de onde se pode observar as costas leste e oeste da ilha, as Ilhas dos Moleques, a Ilha do Xavier e as praias da costa sudeste da Ilha de Santa Catarina.

Outra trilha curta leva ao monumento rochoso, composto de uma pedra com formato fálico com cerca de nove metros de altura, disposta próximo ao mar. Próximo a ela há um poço com 60 centímetros de diâmetro e um metro de profundidade esculpido em granito. Tem a duração de 40min, possuí baixo grau de dificuldade e limitado a grupos de 15 pessoas.

4) Pedra Preta do Sul

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Logo no início da trilha vê-se uma oficina lítica composta de seis amoladores em granito. A partir daí, uma caminhada leve, morro acima por entre a Mata Atlântica dura 20 minutos, até atingir o cume. Nesse ponto, o visitante tem uma vista panorâmica da costa leste da Ilha, voltada para o oceano Atlântico.

Em seguida, uma descida íngreme com chão arenoso leva ao costão. Lá está o sítio arqueológico que possui o maior número de inscrições rupestres na Ilha, incluindo as máscaras e a arte que foi tida como única no mundo e que valeu à Ilha o tombamento como Patrimônio Arqueológico. Cerca de seis meses depois do tombamento, uma inscrição semelhante foi encontrada em um sítio arqueológico africano. Tem a duração de 1hora, possuí médio nível de dificuldade e limitado a grupos de quinze pessoas.

5) Caverna dos Morcegos

A Caverna dos Morcegos é uma formação rochosa que forma um abrigo com área de aproximadamente 15 por 30 metros. Com abertura para o mar no lado sudeste, ela chega a atravessar a ilha.

Para chegar até ela segue-se por uma trilha dentro da Mata Atlântica. Ao chegar ao costão, observam-se cinco sinalizações nas pedras. Dependendo das condições do mar, é possível mergulhar por entre as piscinas naturais formadas nas pedras, onde a água cristalina permite a observação de diversos peixes coloridos.

O retorno pode ser feito de barco, desde que se combine previamente.

Outra opção é voltar pela trilha da costa oeste, passando perto de penhascos. Nesse caso, o visitante passará pela Pedra da Vigia e por um sítio arqueológico com oficinas líticas e inscrições rupestres. Tem a duração de 3horas, possuí alto grau de dificuldade e limitado a grupos de 8 pessoas.

6) Trilha da Praia

A Pedra do Vigia remete aos tempos em que a pesca predatória de baleias não só era permitida como era necessária. Era nessa ponto que o vigia ficava de olho no mar e avisava aos companheiros quando os cetáceos se aproximavam. Dali pode-se avistar toda a costa sudeste da

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Ilha de Santa Catarina, desde a Ponta do Facão, entre Matadeiro e Lagoinha do Leste, até a praia da Joaquina.

Durante a caminhada, em sentido sul da Ilha, o visitante passa por um sítio arqueológico com duas sinalizações e por uma oficina lígica com cerca de 30 amoladores. Depois, segue por trilha entre a Mata Atlântica até chegar à Pedra da Vigia. O passeio também conta com uma visita às ruínas de fornos de extração de óleo de baleias. Tem a duração de 40min, possuí baixo grau de dificuldade e limitado a quinze pessoas.

* é cobrado uma taxa por pessoa, pelas caminhadas monitoradas pelos guias da Associação de Monitores Ambientais da Ilha de Santa Catarina, que também promove passeios de barco com paradas para. Saídas da própria Ilha do Campeche (posto de informações turísticas). Valor: R$ 15.

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