Impermeabilizações em construções - Apostilas - Engenharia Civil, Notas de estudo de Engenharia Civil. Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
Luiz_Felipe
Luiz_Felipe4 de Março de 2013

Impermeabilizações em construções - Apostilas - Engenharia Civil, Notas de estudo de Engenharia Civil. Universidade Federal de Alagoas (UFAL)

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Apostilas de engenharia civil sobre as impermeabilizações em construções, condições para a aplicação, modo de aplicação, critérios de selecção.
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Pavimentos asfálticos todas as construções que têm como finalidade a livre circulação de veículos à sua superfície e em que o acabamento é realizado em asfalto. Englobam-se assim todos os pisos que sirvam de estacionamento, quer se encontrem no interior do edifício quer no topo do mesmo. Existem para estes casos soluções próprias como é o caso da membrana de betume plastómero, da membrana líquida à base de resinas e ainda a membrana líquida de poliuretano.

1 Membrana de betume à base de plastómeros

As membranas de betume à base de plastómeros podem apresentar na sua constituição resinas polipropilénicas com base em polipropileno a táctico (APP) ou então com base em polímeros nobres.

CONDIÇÕES PARA A APLICAÇÂO

* a superfície deve encontrar-se seca, firme, regular, limpa e isenta de materiais soltos

* A ausência de humidade no suporte é necessária para que a ligação entre a membrana e o suporte seja a melhor possível

* A sua regularidade é importante para que o resultado final seja uma membrana única perfeitamente regular e nivelada sem deformações que com o passar do tempo se podem agravar comprometendo a eficiência da impermeabilização

MODO DE APLICAÇÃO

* Numa fase anterior à sua aplicação deve ser colocado em todo o suporte, um primário betuminoso para que as forças de ligação entre a superfície e a membrana sejam fortalecidas. Posteriormente procede-se ao aquecimento da membrana, com o auxílio do maçarico, à medida que se vai procedendo à sua colagem, as sobreposições devem ter uma largura mínima de 10cm e são também coladas com o recurso ao maçarico.

2 Membrana líquida

Existem dois tipos de membranas líquidas no mercado que são possíveis de aplicar quando se está a proceder à impermeabilização de pavimentos asfálticos e são eles; membrana líquida à base de resinas, membrana líquida de poliuretano.

* A membrana líquida à base de resinas è um produto de duas componentes à base de resinas epoxídicas e endurecedores em dispersão aquosa, combinados com monómeros derivados do carvão fóssil.

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* A membrana líquida à base de poliuretano é feita a partir de uma combinação de poliuretano.

* Deve ser aplicado sobre superfícies que se encontrem em perfeitas condições assegurando desse modo uma ligação eficaz entre o suporte e membrana. Mais concretamente a superfície deve encontrar-se seca, firme, regular, limpa e isenta de materiais soltos.

Na altura da aplicação a temperatura ambiente deve estar entre os 8℃ e os 40℃ de modo a garantir que a membrana líquida não sofra alterações das suas propriedades. A humidade relativa do ar e do suporte não deve ser superior a 60%.

A aplicação da membrana líquida à base de resinas pode ser realizada manualmente com rolo de pêlo ou trincha ou então mecanicamente com pistola de projecção.

* Deve-se ter uma superfície sólida com uma resistência à compressão mínima de 25 N/mm2 bem como uma resistência à tracção superficial mínima de 1,5 N/mm2. A superfície deve ainda encontrar-se completamente seca.

No que se refere ás condições atmosféricas estas limitam os valores da temperatura a um intervalo que vai dos 8ºC aos 40 ºC e a humidade relativa a um valor máximo de 85%.

CRITÉRIOS DE SELECÇÃO

Os principais critérios a ter em conta quando se está a proceder à escolha da solução de impermeabilização, no caso dos pavimentos asfálticos, são os custos, a durabilidade e a resistência mecânica, sendo-lhes associada uma cotação entre 1 e 5 pontos.

Os restantes critérios que são o estado da base e as condições atmosféricas, a facilidade de aplicação e finalmente o tempo de cura. Para estes casos temos uma classificação que varia entre 1 e 3 pontos.

Intervalos dos custos

1 – ] 25,6; 30];

2 - ]21,2; 25,6];

3 - ] 16,8; 21,2];

4 - ] 12,4; 16,8];

5 - ]8 ; 12,4].

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3.1.1 Condições da base e atmosféricas

Em relação ao estado da base e às condições atmosféricas que se devem verificar durante a aplicação e o processo de cura, é atribuído um peso menor quando comparado com outros critérios, como por exemplo, os custos. Assim sendo é atribuída uma cotação entre 1 e 3 pontos que são atribuídos de acordo com os trabalhos necessários para a preparação do suporte e as exigências em relação às condições climatéricas. São então classificadas as soluções de acordo com o seguinte:

1 – É atribuída a pior cotação nos casos em que os trabalhos necessários para a preparação da base são muito extensos e complexos, aliado à imposição de intervalos de temperatura óptima para a sua aplicação e ainda teores de humidade relativa do ar máximos;

2 – Nos casos em que os trabalhos de preparação do suporte não são muito complexos aliado à inexistência de uma imposição em relação à humidade relativa do ar podendo, contudo, haver algumas limitações em relação à temperatura óptima para a aplicação da solução;

3 – Esta classificação corresponde aos casos em que os trabalhos de preparação do suporte são mínimos, não indo além da remoção de materiais soltos e algumas impurezas, bem como quando não é feita nenhuma menção quer à temperatura óptima de aplicação quer à humidade relativa do ar.

3.1.2 Facilidade de aplicação e reparação

É importante ter-se em conta a facilidade com que se aplica o sistema de impermeabilização uma vez que em certos casos pode-se tornar muito complexo e inviabilizando a sua aplicação. Assim sendo as soluções são classificadas consoante necessitem de mão-de-obra especializada para a sua aplicação, bem como a necessidade de se recorrer a maquinaria também ela especializada. A classificação varia entre 1 e 3 pontos e de acordo com as seguintes condicionantes:

1 – No caso de a solução necessitar de mão-de- obra especializada, para ser aplicada bem como o recurso a máquinas de difícil manuseamento;

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2 – Quando a solução necessitar de mão-de-obra especializada mas que é relativamente fácil de obter e em que não seja necessário máquinas especiais;

3 – Se a solução não necessitar de mão-de-obra especializada e sempre que a aplicação em si seja de fácil execução;

3.4.4 Tempo de cura

O tempo necessário para que o sistema comece a funcionar em pleno, corresponde ao tempo de cura, é muito importante em especial nestes casos porque enquanto este processo não tiver finalizado não se pode espalhar o pavimento betuminoso por cima, podendo implicar atrasos na conclusão da empreitada. As cotações variam entre 1 e 3 pontos, e são atribuídas quantitativamente de acordo com os seguintes tempos de cura:

1 – Sempre que o processo de cura for superior a um dia é-lhe atribuída a cotação mais baixa uma vez que isso pode ter implicações graves no cumprimento dos prazos estipulados;

2 – Esta cotação é atribuída sempre que o tempo de cura seja aproximadamente igual a 1 dia;

3 – Por último a cotação mais alta é atribuída às soluções que apresentarem um tempo de cura de apenas algumas horas e por isso inferior a meio dia.

3.4.5 Resistência mecânica

Uma vez que estas soluções são aplicadas sob o pavimento betuminoso é normal que sejam muito solicitadas mecanicamente, visto que vão absorver muitos dos esforços, senão mesmo todos, transmitidos pelas viaturas ao pavimento. Assim sendo é muito importante que estas apresentem uma capacidade de resistência elevada para evitar que possam romper e assim comprometer todo o sistema de impermeabilização. A resistência vai ser classificada quantitativamente de acordo com a capacidade de alongamento até à rotura do sistema e uma vez que estas apresentem capacidades que atingem no máximo 380%, atribui-se a classificação do seguinte modo:

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1 – Atribui-se esta classificação a todas as soluções que apresentem uma capacidade praticamente nula de alongamento até à rotura;

2 – As soluções que apresentem uma capacidade de alongamento até à rotura que é no máximo de 100% recebem esta cotação;

3 – Nos casos em que as soluções apresentem valores que chegam até aos 200% incluem-se neste grupo;

4 – Quando a solução registar uma capacidade de alongamento até à rotura de 300%;

5 – A cotação máxima é atribuída às soluções que apresentarem resistência acima dos 300%.

3.4.6 Durabilidade

A durabilidade é o último critério a ser tido em conta e tem um peso preponderante na escolha da solução a adoptar uma vez que nos casos em que as soluções apresentarem um tempo de vida útil baixo e em que é necessário proceder mais cedo à sua substituição, têm que ser penalizadas em relação às soluções que apresentam um tempo de vida útil muito superior. Sendo assim é-lhe atribuída uma cotação que varia entre 1 e 5 valores e que é atribuída quantitativamente de acordo com a seguinte distribuição:

1 - ]0; 5];

2 - ]5; 10];

3 - ]10; 15];

4 -]15; 20];

5 - ]20; 25].

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