Impetigo como infecção cutânea - Apostilas - Medicina, Notas de estudo de Medicina. Centro Universitário do Pará (CESUPA)
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Neymar28 de Fevereiro de 2013

Impetigo como infecção cutânea - Apostilas - Medicina, Notas de estudo de Medicina. Centro Universitário do Pará (CESUPA)

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Apostilas sobre a doença do impetigo, etiologia, manifestações clínicas, medidas terapêuticas, assistência de enfermagem.
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Infecções bacterianas – Impetigo

Conceito:

O impetigo é uma infecção cutânea superficial que atinge apenas a epiderme e é causada por cocos gram-positivos. Aparece em duas formas clínicas: impetigo bolhoso e não bolhoso.

Etiologia:

O impetigo bolhoso é mais freqüentemente causado pelo Stafilococus aureus, e o não bolhoso, pelo Streptococos beta-hemolítico do grupo A, as vezes os dois microrganismos podem estar associados na mesma lesão.

Manifestações clínicas:

O impetigo bolhoso localiza-se preferencialmente na face e nos membros inferiores. A lesão inicial é uma vesícula que evolui rapidamente para bolha densa. Seu conteúdo líquido, a princípio claro cítrico, em seguida torna-se purulento. A lesão dissecante, com fina crosta, que se cura no centro e cresce centrifugamente, resultando em borda circinada. Tem importância especial no período neonatal, ocorrendo usualmente na segunda semana de vida, podendo já estar presente ao nascimento em caso de ruptura prematura de membranas, contudo, é mais comum entre crianças de 2 a 5 anos. O impetigo não bolhoso (crostoso) representa mais de 70% dos casos e localiza-se, geralmente, na face e no tronco. A lesão inicia-se com uma pequena vesícula sobre base eritrematosa ( de dermatite prévia, como a atópica, de contato ou em picada de inseto, na pediculose ou escabiose, que se rompe precocemente resultando em secreção purulenta cujo ressecamento dá lugar a uma lesão com crosta sero-hemática espessa, em geral confluente. Ocorre raramente antes dos 2 anos de vida.

Ambos os tipos trazem complicações, que podem ser definidas como precoces supurativas, tais como miocardites, endocardites, osteomielite, abscesso cerebral, meningite e trombose do seio carvenoso, e ainda complicações tardias não-supurativas, a glomerulonefrite difusa aguda pós-estreptocócica.

Medidas terapêuticas

O tratamento pode ser local, em que se preconiza limpeza com água e sabão antisséptico (triclosana, irgasan, clorexidina ou iodo-povidona), compressa com água boricada a 3%, remoção das crostas e antibiótico tópico (primeira escolha – mupirocina e ácido fusídico, segunda escolha – neomicina e bacitracina) e/sistêmicos como oxacilina, cefalexina, eritromicina, claritromicina, azitromicina, roxitromicina e amoxicilina + ácido clavulânico.

Assistência de Enfermagem:

As medidas adotadas consistem na prevenção da disseminação do problema e em ações terapêuticas, quando instalado, tais como lavar as mãos manusear a criança, manter unhas

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curtas e limpas, banho de imersão diário e isolamento da criança, remoção das crostas; proteção das lesões que estão drenando, antibioticoterapia tópica e parenteral.

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