Imunização - Apostilas - Saúde Coletiva, Notas de estudo de . Faculdade Medicina Estadual (ISEP)
Tucupi
Tucupi11 de Março de 2013

Imunização - Apostilas - Saúde Coletiva, Notas de estudo de . Faculdade Medicina Estadual (ISEP)

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Apostilas de Saúde Coletiva sobre o estudo da imunização, definição, mecanismo da resposta imune, saúde pública e imunização.
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IMUNIZAÇÃO: – vacina é o mecanismo usado para controlar algumas doenças infecto-contagiosa. Consiste na inoculação de um

antígeno na corrente sanguínea de uma pessoa, visando à produção de anticorpos; – a pessoa vacinada é aquela que recebeu uma dose da vacina, independentemente de ter recebido o esquema

completo; – pessoa imune é aquela que possui anticorpos protetores específicos contra determinado agente infeccioso. Essa

imunidade pode ser adquirida naturalmente (pela doença) ou artificialmente (pela imunização adquirida por meio da vacinação);

– imunidade é a capacidade de o sistema imunológico reconhecer substâncias estranhas e promover uma resposta contra elas (micro-organismo responsável por uma doença infecciosa específica ou sobre suas toxinas);

– 1973 criação do PNI-Articula sob um único comando um conjunto de práticas ; anteriormente dispersas em vários órgãos e instâncias do governo;

– o programa Nacional de Imunização segue o sucesso da Campanha de Erradicação da Varíola e abre uma nova etapa na historia das políticas públicas, no campo da prevenção;

– 1989 últimos casos de Poliomielite no Brasil; – 1994 Certificado de Erradicação da Poliomielite; – portaria 3318 de 2010: institui em todo o território nacional, o Calendário Básico de Vacinação da Criança, o

Calendário do Adolescente e o Calendário do Adulto e Idoso; – art. 5º a comprovação da vacinação será por meio da caderneta da criança, cartão de vacinação ou atestado,

emitido pelos serviços públicos e privados de saúde, devidamente credenciados, preenchido pela autoridade de saúde competente, contendo número do lote, laboratório produtor, data da vacinação e rubrica do vacinador;

– parágrafo único: as vacinas que compõem o Calendário Básico de Vacinação da Criança, o Calendário do Adolescente e o Calendário do Adulto e Idoso e o respectivo cartão de vacinação serão fornecidos, gratuitamente, pelas unidades de saúde integrantes do SUS;

– mecanismo da resposta imune: – imunização é a capacidade do organismo reconhecer o agente causador da doença e produzir anticorpos a

partir da doença adquirida ou por meio da vacinação, ficando protegido temporária e permanentemente; – imunização ativa: proteção produzida pelo sistema imune da própria pessoa. Na imunização ativa é

produzida por um componente exógeno e produz uma imunidade e memória imunológica semelhante à infecção natural, mas sem os riscos da doença;

– imunização passiva: proteção transferida de uma pessoa (ou animal) para outras, ou seja, de outro organismo para outro. A proteção é temporária por um tempo indeterminado. Ex.: Mãe – filho (8° mês de gestação quando a mãe toma vacina Dupla adulto) a vacina DT passa para o bebê e evita que ele tenha o tétano umbilical e na mãe o tétano puerperal ou neonatal. Ação - pela via placentária. Hemoderivados e imunoglobulinas. Proteção temporária – Ex.: Leite materno;

– saúde pública e imunização: – produtos imunizantes - vacinas, soros heterólogos (imunoglobulinas animais) e soros homólogos

(imunoglobulinas humanas) - são utilizados na prevenção e/ou tratamento de doenças do homem que a rede pública coloca à disposição de toda a população;

– nos Postos de Vacinação: os imunobiológicos de rotina; – nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE): os imunobiológicos especiais;

– a resposta imune do organismo às vacinas depende de: – fatores próprios da vacina:

– mecanismos de ação das vacinas são diferentes, variando segundo seus componentes antigênicos, que se apresentam sob a forma de: – suspensão de bactérias vivas; – suspensão de bactérias mortas ou avirulentas ; – componentes das bactérias; – toxinas obtidas em cultura de bactérias, submetidas a modificações químicas ou pelo calor; – vírus vivos atenuados; – vírus inativados; – frações de vírus;

– mecanismos básicos de resposta imune do organismo: – idade; – doença de base ou intercorrente; – tratamento imunodepressor;

– mecanismos específicos da resposta imune: linfócitos sofrem nos órgãos linfoides primários (timo e bursa de Fabricius ou equivalente, no caso do homem a medula óssea) processos de diferenciação celular, de que resulta o aparecimento dos linfócitos T e B, cujas atividades são distintas e complementares;

– imunidade celular:

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– mediada por célula: mediada por células chamadas linfócitos T; os microorganismos intracelulares, tais como vírus e algumas bactérias, sobrevivem e proliferam dentro dos fagócitos e de outras células do hospedeiro, onde ficam inacessíveis aos anticorpos circulantes. A defesa contra essas infecções é uma função da imunidade celular, que promove a destruição dos micróbios que residem nos fagócitos ou a lise das células infectadas;

– imunidade humoral: – mediada pelos linfócitos B. – estímulo antigênico dos linfócitos B determina a formação de clone de linfócitos B-memória e a

transformação de outros linfócitos B em plasmócitos, responsáveis pela produção de substâncias com estrutura bem definida, denominadas imunoglobulinas;

– três classes de imunoglobulinas séricas (IgM, IgG e IgA) e as IgA-secretoras (liberadas na superfície das mucosas dos tratos respiratório, intestinal e genitourinário) atuam na imunidade contra os agentes infecciosos;

– agentes imunizantes: – natureza:

– vacina é o imunobiológico que contém um ou mais agentes imunizantes (vacina isolada ou combinada) sob diversas formas:

– bactérias ou vírus vivos atenuados; – vírus inativados; – bactérias mortas; – componentes de agentes infecciosos purificados e/ou modificados quimicamente ou geneticamente;

– composição: – líquido de suspensão: constituído geralmente por água destilada ou solução salina fisiológica,

podendo conter proteínas e outros componentes originários dos meios de cultura ou das células utilizadas no processo de produção das vacinas;

– conservantes, estabilizadores e antibióticos: pequenas quantidades de substâncias antibióticas ou germicidas são incluídas na composição de vacinas para evitar o crescimento de contaminantes (bactérias e fungos);estabilizadores (nutrientes) são adicionados a vacinas constituídas por agentes infecciosos vivos atenuados. Reações alérgicas podem ocorrer se a pessoa vacinada for sensível a algum desses componentes;

– adjuvantes: compostos contendo alumínio são comumente utilizados para aumentar o poder imunogênico de algumas vacinas, amplificando o estímulo provocado por esses agentes imunizantes (toxoide tetânico e toxoide diftérico, por exemplo);

– conservação: vacinas precisam ser armazenadas e transportadas de acordo com as normas de manutenção da rede de frio , as quais deverão ser seguidas rigorosamente. Nenhuma das vacinas deve ser exposta à luz solar direta;

– vias de administração: – para cada agente imunizante há uma via de administração recomendada, que deve ser obedecida

rigorosamente; – caso isso não seja atendido, podem resultar em menor proteção imunológica ou maior frequência de

eventos adversos; – por exemplo, a vacina contra hepatite B deve ser aplicada por via intramuscular, no vasto lateral da

coxa ou deltoide, não se devendo utilizar a região glútea, pela possibilidade de aplicação em tecido gorduroso e assim obter-se menor proteção contra a doença;

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– contraindicações gerais: – vacinas de bactérias ou vírus vivos atenuados não devem ser administradas, a princípio, em pessoas:

– com imunodeficiência congênita ou adquirida; – acometidas por neoplasia maligna; – em tratamento com corticosteroides em esquemas imunodepressores (por exemplo, 2mg/kg/dia de

prednisona durante duas semanas ou mais em crianças ou doses correspondentes de outros glicocorticoides) ou submetidas a outras terapêuticas imunodepressoras (quimioterapia antineoplásica, radioterapia, etc);

– falsas contraindicações: – doenças febris brandas; – história de doenças anteriores; – desnutrição; – uso de antimicrobiano; – doença neurológica estável; – imunossupressores (dose baixa); – alergias não relacionadas com as vacinas; – prematuridade ou baixo peso (exceto BCG); – internação hospitalar;

– adiamento de vacinação: – doenças agudas febris graves, sobretudo para que seus sintomas e sinais, assim como eventuais

complicações, não sejam atribuídos à vacina administrada; – pessoas submetidas a tratamento com medicamentos em doses imunodepressoras, por causa do maior risco

de complicações ou da possibilidade de resposta imune inadequada; – a aplicação de vacinas deve ser adiada por um mês após o término de corticoterapia em dose

imunodepressora; – após transplante de medula óssea, o adiamento deve ser por um ano (vacinas não-vivas) ou por dois anos

(vacinas vivas); – situações especiais:

– surtos ou epidemias: em vigência de surto ou epidemia de doença cuja vacinação esteja incluída no PNI, podem ser adotadas medidas de controle que incluem a vacinação em massa da população-alvo (estado, município, creche etc;

– campanha de vacinação: estratégia cujo objetivo é o controle de uma doença de forma intensiva ou a ampliação da cobertura vacinal para complementar trabalho de rotina;

– cuidados com os imunobiológicos: – prazo de validade; – conservação (temperatura); – transporte; – armazenamento; – dose; – coloração da vacina; – diluição; – tempo de validade após diluição;

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– rede de frio, conservação dos imunobiológicos: – conceito: sistema de conservação (armazenamento, transporte e manipulação) dos imunobiológicos desde

a produção até administração; – conservação:

– nível Nacional, Central e Estadual: câmaras frias a - 20º C; – nível Regional e Municipal: freezer a – 20º C; – nível Local: geladeiras entre +2º C a +8º C;

– imunobiológicos que podem ser congelados: poliomielite, sarampo, febre amarela; – imunobiológicos que não podem ser congelados: DPT, dt, DT, toxoide tetânica, BCG, raiva, hepatite B, febre

tifoide, soros; – em caso de cortes de energia, defeitos no refrigerador:

– manter os imunobiológicos dentro da geladeira por 6h – conservação perfeita; – transferir para caixas térmicas ou outro serviço; – identificar caixa de força elétrica, chave e manutenção; – informar nível superior.

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