Incontinência fecal em Idosos - Apostilas - Enfermagem, Notas de estudo de . Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Pamela87
Pamela8727 de Fevereiro de 2013

Incontinência fecal em Idosos - Apostilas - Enfermagem, Notas de estudo de . Universidade Federal da Bahia (UFBA)

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Apostilas sobre a incontinência fecal em idosos, definição do argumento, causas e tratamento.
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INCONTINÊNCIA FECAL EM IDOSOS

Incontinência fecal é uma alteração funcional que leva à eliminação involuntária das fezes podendo gerar insegurança, perda da auto-estima, angústia, depressão, transtornos físicos, mentais e sociais. (GUEDES; OLIVEIRA; QUINTÃO, 2010). Existem diferentes graus de incontinência fecal: desde a fuga involuntária de gases à perda de fezes sólidas. Segundo Leite (2010) os indivíduos apresentam três tipos de queixas dominantes: a verificação de sujidade perianal e na roupa interior (fecal seepage), a perda fecal inconsciente (incontinência passiva) ou a incapacidade de impedir a vontade de defecar (incontinência com urgência). Frequentemente apresentam queixas associadas, incontinência passiva com a urgência.

É uma condição comum, que pode interferir negativamente na qualidade de vida dos idosos e abrange grande parte das decisões de internação em instituições geriátricas, com incidência de até 32% dos idosos. Atinge ambos os sexos, mas estudos apontam o sexo feminino como o mais susceptível a desenvolver incontinência fecal devido às lesões traumáticas relacionadas a causas obstétricas.

A ação integrada da musculatura esfincteriana anal e dos músculos do assoalho pélvico, aliada à presença do reflexo inibitório reto anal, da consistência das fezes e do tempo de trânsito intestinal, são fatores dos quais depende o funcionamento normal do intestino. Entretanto, há uma série de condições clínicas que podem afetar esses mecanismos, tais como diarreias, diabetes, doenças autoimunes, síndrome do cólon irritável, doenças inflamatórias intestinais, proctite de radiação, entre outros, que podem gerar incontinência. Além disso, é possível observar, nos idosos, situações de impactação fecal, fator que pode causar laceração do músculo e incontinência por extravasamento (GUEDES; OLIVEIRA; QUINTÃO, 2010, p. 192)

As causas da incontinência fecal são diversas, e podem incluir além das descritas acima, lesões do sistema nervoso central, traumas obstétricos, fraquezas musculares, uso de remédios, entre muitas outras. A avaliação e o diagnóstico incluem a avaliação clínica, composta pelos sinais, sintomas e exame físico, além dos exames complementares, como manometria anorretal, retosigmoidoscopia, defecografia, eletromiografia anorretal, ultra-sonografia endoanal e a latência motora terminal do nervo pudendo. O exame físico é dividido em inspeção, palpação e testes especiais e busca identificar anormalidades estruturais nos mecanismos de controle da

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defecação, tais como prolapsos, hemorróidas, cicatrizes, fibroses, impactação, sinais de hipoestrogenismo, além de indicações de anormalidades neurológicas.

O tratamento para a incontinência fecal depende do diagnóstico e deve ser individualizado. Cada uma das causas de incontinência pode se beneficiar com um tipo de tratamento: clínico, com medicações, com biofeedback e cirurgia. O tratamento clínico inclui medicações e algumas medidas para reduzir a freqüência da incontinência e alterar a consistência das fezes, levando a controle mais adequado. Eventualmente lavagens intestinais podem ser orientadas a alguns pacientes, principalmente em situações onde o risco de constrangimento pela perda fecal é maior (viagens ou eventos sociais).

Algumas vezes é necessário incluir a psicoterapia para melhores resultados.

Já o biofeedback é um tipo de fisioterapia para a musculatura da defecação, segura e não invasiva, que faz um re-treinamento da musculatura retal e pélvica. Utiliza sensores ligados a um computador, e mostra na tela qual o tipo de movimento mais adequado para a continência anal, o que ajuda a identificar e contrair os músculos adequados. Pode melhorar a continência em até 90% das vezes, e até curá-la, dependendo da causa. Os efeitos benéficos desse treinamento podem começar a se perder após alguns meses, e uma nova sessão pode ser necessária.

Alguns poucos pacientes podem ser beneficiados com cirurgia, através de várias técnicas cirúrgicas diferentes, incluindo reparo direto da musculatura, reforço das estruturas anais, implante de esfíncteres artificiais, transposição de músculos de outras áreas e até colostomias em casos extremos. Apesar de bons resultados, quando bem indicados, os tratamentos cirúrgicos da incontinência fecal podem ter um índice alto de complicações e resultados imprevisíveis. Os melhores resultados cirúrgicos são obtidos em correção de defeitos musculares específicos.

Para que se tenha os melhores resultados possíveis, associa-se técnicas de tratamento clínico, psicológico, fisioterápico e cirúrgico. (INCONTINÊNCIA FECAL, 2009). Mendes & Rodrigues (1993) ressalta que o tratamento do idoso incontinente deve ser realizado pela equipe de saúde com a participação do paciente e das pessoas que lhe prestam cuidados.

Um adequado dimensionamento do problema pode contribuir para que os vários profissionais que prestam assistência ao idoso, se não forem capazes de restabelecer a continência, possam direcionar suas abordagens terapêuticas para o restabelecimento da qualidade de vida e para uma melhor forma de enfrentamento desta condição. Em último plano, uma intervenção mais adequada pode reduzir o número de internações hospitalares e institucionalizações, o custo com a incontinência e a favorecer a reinserção social do idoso incontinente (BARBOSA, 2006 p. 30)

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Em se tratando da enfermagem, esta possui participação fundamental no tratamento da incontinência fecal no idoso, através da educação, orientação e assitência. É responsável pelo plano de cuidados, visando evitar complicações e contribuindo para uma melhor qualidade de vida. Entre os cuidados de enfermagem estão: Aperfeiçoar a equipe de enfermagem sobre o assunto, inspecionar diariamente a pele do idoso e ter atenção com o uso prolongado de fraldas, pois poderá favorecer o surgimento de úlceras por pressão, orientar o paciente quanto a higiene para que este realize a retirada do conteúdo fecal e limpeza local contínua, evitando o contato direto com a pele íntegra e posteriormente uma contaminação bacteriana, com isso não haverá presença de odor fétido facilitando o convívio social. A enfermagem deve personalizar os cuidados de acordo com a realidade psicossocial, econômica e habilidosa de cada idoso, retirando qualquer dúvida que o paciente possua sobre a doença ou tratamento.

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REFERÊNCIAS

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BARBOSA, Juliana M.M.; DIAS, Rosângela C.; Avaliação da qualidade de vida e das estratégias de enfrentamento em idosos com incontinência fecal: uma revisão da literatura. Rev. Bras. Geriatr. Gerontol. v.10 n.3 Rio de Janeiro 2007. Disponível em: http://revista.unati.uerj.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1809- 98232007000300010&lng=pt&nrm=iso. Acesso em: 15/11/2011.

INCONTINÊNCIA FECAL, 2009. Diponível em: http://www.progastro.com.br/page28/page30/page33/page33.html. Acesso em: 15/15/2011.

LEITE, J.; POÇAS, F.; TRATAMENTO DA INCONTINÊNCIA FECAL. Rev Port Coloproct. 2010; 7(2): 68-72. Disponível em: http://www.spcoloprocto.org/uploads/rpcol__maio_agosto_2010__pags_68_72.pdf. Acesso em: 15/11/2011.

VARELLA, Dráuzio. Incontinência fecal, s.d. Disponível em: http://drauziovarella.com.br/doencas- e-sintomas/incontinencia-fecal/. Acesso em: 16/11/2011.

RODRIGUES, Rosalina A. P.; MENDES, Maria Manuela R.; Incontinência urinária: proposta para a conduta da enfermeira. Rev. Latino-Am. Enfermagem vol.2 no.2 Ribeirão Preto July 1994. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0104- 11691994000200002&script=sci_arttext . Acesso em: 15/11/2011.

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