Infecção de sítio cirúrgico - Apostilas - Técnica cirúrgica_Parte1, Notas de estudo de . Faculdade Medicina Estadual (ISEP)
Tucupi
Tucupi11 de Março de 2013

Infecção de sítio cirúrgico - Apostilas - Técnica cirúrgica_Parte1, Notas de estudo de . Faculdade Medicina Estadual (ISEP)

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Apostilas de Técnica cirúrgica sobre o estudo da infecção de sítio cirúrgico, fatores de risco, medidas preventivas, níveis de recomendação, pré operatorias.
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INFECÇÕES CIRÚRGICAS FATORES DE RISCOMEDIDAS PREVENTIVAS DO CDC NÍVEIS DE RECOMENDAÇÃO PRÉ OPERATÓRIAS TRANS OPERATÓRIAS PÓS OPERATÓRIAS COLETA DE DADOS POTENCIAL DE CONTAMINAÇÃO CIRÚRGICA CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FATORES DE RISCO

As infecções cirúrgicas estão, juntamentes com as pneumonias, sepses e infecções urinárias, entre os quatro tipos de infecções mais frequentes, perfazendo aproximadamente 25% de todas as infecções hospitalares. No que se refere custos hospitalares é aquela que demanda maiores custos, tanto no que se refere a tratamento, quanto no que diz respeito a estadia prolongada i[1],ii[2], aumentando em média 5 dias o período de hospitalização dos pacientes.

Entre os diversos fatores que interferem no aparecimento das infecções hospitalares, de acordo com o consenso de diversas entidades americanasiii[3], podem ser divididos em dois grupos:

1) Relacionados ao hospedeiro

RISCO COMPROVADO

 grau de severidade da doença  condições do paciente no momento da anestesia  idade avançada  obesidade mórbida  infecções a distância  período pré-operatório prolongado

RISCO PROVÁVEL

 má nutrição  albumina baixa

RISCO POSSÍVEL

 terapia imunossupressora  cancer  diabete melito

2) Relacionados à cirurgia

RISCO COMPROVADO

 tricotomia com lâmina  duração prolongada da cirurgia

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 contaminação microbiana intraoperatória  sítio cirúrgico abdominal inferior  determinados tipos de cirurgia

RISCO PROVÁVEL

 admissão hospitalar prolongada  trauma tecidual  procedimentos múltiplos

RISCO POSSÍVEL

 cirurgião inexperiente  falhas em fechamento de espaços mortos  hemostasia pobre  corpos estranhos  exesso de pessoas na sala cirúrgica  drenos  furos em luvas  cirurgia de emergência  não realização de banho/ higiene pré operatória

Os fatores acima relacionados continuam sendo estudados para diferentes tipos de cirurgias.

Embora os estudos realizados ao longo dos anos tenham associado as infecções cirúrgicas às condições do hospedeiro, o conhecimento científico também nesta área varia à medida que novas pesquisas vão sendo realizadas. Recentemente foi realizado um estudo em pacientes pediátricos demonstrando que as características do procedimento cirúrgico são muito mais importantes que as condições do hospedeiro iv[4]. No entanto, estes pontos continuam a ser estudados, uma vez que a generalização no que se refere à cirurgia é delicada. Os diversos estudos realizados em pacientes ortopédicosv[5], por exemplo, ou em pacientes que recebem transplantes de órgãos e tecidosvi[6], vii[7] diferem de pacientes que realizam cirurgias de hérnia. Além disto a questão dos riscos relacionados a diferentes transplantes é multifatorial e cada centro pode ter um protocolo distintoviii[7] .

MEDIDAS PREVENTIVAS DE INFECÇÕES EM CIRURGIA

Com base nos últimos estudos realizados o Centers for Disease Control de Atlanta, publicou em 1999 as medidas preventivas de infecções cirúrgicas de acordo com o grau de efetividade. Esta categorização tem sido utilizada nos Guidelines do CDC e é descrita como segue:

NÍVEIS DE RECOMENDAÇÃO

CATEGORIA IA

Medidas fortemente recomendadas para implementação e suportadas por estudos experimentais, clínicos ou epidemiológicos bem delineados.

CATEGORIA IB

Medidas fortemente recomendadas para implementação e suportadas por alguns estudos experimentais, clínicos ou epidemiológicos e com forte teoria lógica e racional.

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CATEGORIA II

Medidas sugeridas para implementação e embasados por estudos sugestivos clínicos ou epidemiológicos ou teorização racional.

SEM RECOMENDAÇÃO / NÃO RESOLVIDO

Práticas para as quais as evidências são insuficientes ou não há consenso relacionado à eficácia

PRÉ OPERATÓRIAS

TRANS OPERATÓRIO PÓS OPERATÓRIO

 Preparo do paciente

 Mãos e antebraços equipe

 Pessoal colonizado

 Profilaxia antimicrobia na

 Ventilação  Limpeza/

desinfecção de superfícies

 Esterilização de materiais

 Roupas cirúrgicas

 Anti-sepsis e técnica cirúrgica

 Cuidados com a incisão

 Vigilância

O manual em sua íntegra pode ser encontrado no enderêço - www.cdc.gov

PRÉ OPERATÓRIAS

Preparo do paciente

1- Infecções remotas ao sítio cirúrgico- identificar e tratar antes de realizar uma cirurgia eletiva. IA

2- Não realizar tricotomia exceto se houver interferência mecânica. Se for necessária realizar a tricotomia imediatamente antes da cirurgia preferentemente com barbeador elétrico. IA

3- Controlar os níveis de glicose em pacientes diabéticos, especialmente evitando hiperglicemia peri operatória. IA

4- Encorajar que o paciente pare de fumar no mínimo 30 dias antes da cirurgia. IB

5- Recomendar banho de chuveiro com agente anti-séptico na noite anterior à cirurgia. IB

6- Limpar e lavar amplamente o sítio cirúrgico para remover contaminação grosseira antes da anti-sepsia pré operatória. IB

7- Aplique o anti-séptico em movimentos concêntricos movendo para a periferia em extensão suficiente para abranger o sítio cirúrgico e áreas adjacentes. II

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8- Providencie que a estadia pré operatória seja tão curta quanto possível. II

9- Não há indicações de descontinuar o uso de esteróides. Não resolvido

10- Não há recomendações para melhorar o estado nutricional antes da cirurgia como meio de evitar infecções. Não resolvido

11- Não há recomendações para aplicar mupirocina para descontaminar narinas antes da cirurgia. Não resolvido

12- Não há recomendações de medidas para aumentar espaço de oxigenação cirúrgica. Não resolvido

Mãos e antebraços da equipe cirúrgica

1- Manter unhas curtas e não usar unhas postiças. IB

2- Realizar a fricção préoperatória por no mínimo 2 a 5 minutos com anti-séptico apropriado. Aplicar a partir das mãos antebraços e cotovelos. IB

3- Manter as mãos elevadas após a escovação, com cotovelos flexionados de forma a que a água escorra a partir dos dedos em direção aos cotovelos. Secar com toalha estéril e colocar luvas esterilizadas. IB

4- Limpe embaixo das unhas antes do primeiro procedimento do dia. II

5- Não use jóias. II

Pessoal infectado ou colonizado

1- Encorajar a notificação de seus próprios sinais de infecção ao supervisor ou Serviço de Medicina Ocupacional. IB

2- Desenvolver rotinas escritas sobre medidas e responsabilidades quando houver infecções transmissíveis no pessoal de saúde. IB

3- Obter culturais e excluir pessoal cirúrgico do trabalho enquanto houver lesão ativa com drenagem até que esteja curada. IB

4- Não excluir do trabalho pessoal colonizado com S.aureus ou Streptococccus do grupo A exceto em caso de surtos específicos. IB

Profilaxia Antimicrobiana

1- Administrar antimicrobianos profiláticos apenas quando indicado e selecioná-los baseados na eficácia contra os patógenos mais comuns para os tipos específicos de cirurgias. IA

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2- Administrar por via endovenosa a dose inicial do agente antimicrobiano calculando o tempo de tal forma que a concentração bactericida estará em nível sérico e em tecidos no momento em que for realizada a incisão. Mantê-la em níveis terapêuticos até poucas horas após que a incisão for fechada. IA

3- Antes de cirurgias coloretais ( em adição ao ítem anterior) preparar o cólon através de enemas e catárticos. Administrar Antimicrobianos orais não absorvíveis em doses divididas no dia anterior à cirurgia. IA

4- Para cesarianas de alto risco administrar a antibioticoprofilaxia imediatamente após clampeamento do cordão umbilical.

5- Não usar Vancomicina rotineiramente como quimioprofilaxia.

TRANS OPERATÓRIO

Ventilação

1- Manter ventilação com pressão positiva com relação aos corredores e áreas adjacentes. IB

2- Manter um mínimo de 15 trocas de ar por hora de pelo menos 3 trocas de ar fresco. IB

3- Filtrar todo o ar, recirculado e fresco através de filtros apropriados. IB

4- Introduzir todo o ar através do teto e exaurir perto do piso. IB

5- Não usar luz ultravioleta para prevenção de infecção cirúrgica. IB

6- Manter portas fechadas, exceto as necessárias para passagem de pessoas materiais e equipamentos. IB

7- Considerar a possibilidade de realizar cirurgias ortopédicas com implantes em salas com ar ultrafiltrado. II

8- Limitar o número de pessoas na sala cirúrgica às necessárias para a realização do procedimento. II

Limpeza e desinfecção de superfícies

1- Quando houver sujeira visível ou contaminação com sangue ou outros fluídos corporais de superfícies e equipamentos utilizar solução germicida para limpar a área afetada antes da próxima cirurgia. IB

2- Não realizar limpeza especial ou fechar sala cirúrgica após cirurgias contaminadas ou infectadas. IB

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3- Não utilizar coxins nas entradas de salas cirúrgicas. IB

4- Lavar o piso após a última cirurgia do dia com solução germicida. II

5- Não ha recomendações para desinfecção de superfícies sem presença de contaminação visível. Não resolvido

Esterilização de materiais

1- Esterilizar instrumental cirúrgico de acordo com normas publicadas. IB

2- Utilizar ciclo de esterilização "flash" apenas para ítens que irão ser utilizados imediatamente ou contaminados inadvertidamente. Não usar por razões de conveniência, para economizar tempo. IB

(mais detalhes:

Roupas cirúrgicas e coberturas

1- Colocar máscara cirúrgica que cubra o nariz e a boca ao entrar na sala cirúrgica se uma cirurgia está em andamento ou por começar ou se instrumentos esterilizados estão expostos. IB

2- Colocar touca e/ou cobertura que cubra os cabelos e barba quando entrar na sala cirúrgica. IB

3- Vestir luvas estéreis sendo um membro da equipe cirúrgica. Colocar luvas após o avental estéril. IB

4- Use aventais e coberturas impermeáveis. IB

5- Mude as vestimentas cirúrgicas que estão visivelmente contaminadas, sujas e ou com sangue. IB

6- Não há recomendações de como e onde lavar vestimentas cirúrgicas ou restringir ao centro cirúrgico. Não resolvido

Anti-sepsia e técnica cirúrgica

1- Utilizar os princípios de assepsia ao instalar cateteres intravasculares ou para anestesia. IA

2- Montar equipamento estéril e soluções imediatamente antes do uso. II

3- Manusear delicadamente, mantendo hemostasia efetiva, minimizando tecido desvitalizado e corpos estranhos (suturas, tecidos desvitalizados) e erradicando o espaço morto no sítio cirúrgico. IB

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