Intestino Grosso - Apostilas - Biologia, Notas de estudo de Biologia. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS)
Paulo89
Paulo891 de Março de 2013

Intestino Grosso - Apostilas - Biologia, Notas de estudo de Biologia. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS)

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Apostilas sobre o intestino grosso, localização, ceco, apêndice vermiforme, reto e canal anal, função do órgão, tipo de tecido.
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Intestino Grosso

Localização

O intestino grosso mede cerca de 6,5 cm de diâmetro e 1,5 m de comprimento, se estende do íleo ao ânus e está fixo á parede á posterior do abdome pelo seu mesentério, e divide-se em ceco, cólon ascendente, cólon transverso, cólon descendente, cólon sigmóide e reto. Os últimos 2 e 3 cm do reto são denominados canal anal, cuja abertura ao meio exterior é denominada ânus. Este tem o músculo esfíncter interno de músculo liso (involuntário) e um músculo esfíncter externo de músculo esquelético (voluntário).

Ceco

O ceco é a primeira parte do intestino grosso, que recebe o conteúdo do intestino delgado, e onde se localiza um prolongamento em forma de tubo, o apêndice vermiforme. Na sua porção anterior está ligado pela flexura ileocecocólica, e na porção posterior à flexura cecocólica. O ceco se localiza no Quadrante Inferior Direito do abdómen, mais especificamente no Quadrante Ilíaco Direito. A única função do ceco, em humanos, é receber o conteúdo do intestino delgado e começar a reabsorção de água e (poucos) nutrientes.

Apêndice Vermiforme

Sendo uma parte do intestino grosso, o apêndice não apresenta vilosidades intestinais. O apêndice vermiforme é uma pequena extensão tubular terminada em fundo cego, com cerca de oito a 10 centímetros localizado no ceco, a primeira porção do intestino grosso ou cólon. Este órgão continua a ser um mistério para médicos e cientistas no que respeita à sua utilidade.Vermiforme significa com forma de verme, semelhante a um verme, e é esse mesmo o aspeto do apêndice humano: uma espécie de bolsa ou de saco em forma de minhoca.

• Colo Ascendente – é a segunda parte do intestino grosso. Passa para cima do lado direito do abdome a partir do ceco para o lobo direito do fígado, onde se curva para a esquerda na flexura direita do colo (flexura hepática).

• Colo Transverso – é a parte mais larga e mais móvel do intestino grosso. Ele cruza o abdome a partir da flexura direita do colo até a flexura esquerda do colo, onde curva-se inferiormente para tornar-se colo descendente. A flexura esquerda do colo (flexura esplênica), normalmente mais superior, mais aguda e menos móvel do que a flexura direita do colo.

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• Colo Descendente – passa retroperitonealmente a partir da flexura esquerda do colo para a fossa ilíaca esquerda, onde ele é contínuo com o colo sigmoide.

• Colo Sigmóide – é caracterizado pela sua alça em forma de “S”, de comprimento variável. O colo sigmoide une o colo descendente ao reto. A terminação das tênias do colo, aproximadamente a 15 cm do ânus, indica a junção reto-sigmoide.

• Flexura Hepática - entre o cólon ascendente e o cólon transverso.

• Flexura Esplênica - entre o cólon transverso e o cólon descendente

Reto e canal anal

O reto é a última parte do intestino grosso. Com cerca de 15 a 20 cm de comprimento e com um diâmetro muito variável nas suas diferentes partes, desce pelo centro da pélvis e termina no ânus, orifício que o coloca em contato com o exterior. A parte superior, denominada ampola retal, é a parte mais dilatada do órgão e onde fica armazenada a matéria fecal até ao momento da sua expulsão. Os últimos 2 ou 3 cm do reto correspondem ao canal anal, onde se podem encontrar formações musculares particulares, o esfíncter anal interno é o mais profundo, e resulta de um espessamento de fibras musculares lisas circulares, sendo consequentemente involuntário. O esfíncter anal externo é constituído por fibras musculares estriadas que se dispõem circularmente em torno do esfíncter anal interno, sendo este voluntário. Ambos os esfíncteres devem relaxar antes que a defecação possa ocorrer.

Função do órgão

A principal função do intestino grosso consiste em preparar os resíduos da digestão provenientes do intestino delgado para a posterior eliminação para o exterior. Os resíduos alimentares chegam ao intestino grosso em estado semilíquido, enquanto transitam pelo cólon vai sendo absorvida uma grande quantidade do seu conteúdo em água, acabando por adaptar a consistência das fezes. Para, além disso, as bactérias da flora intestinal atacam compostos alimentares que não foram digeridos previamente, assegurando assim a sua decomposição. Por outro lado, as glândulas intestinais segregam muco, que se mistura com os resíduos sólidos e com muitas das bactérias presentes no canal, formando-se assim a matéria fecal.

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Tipo de tecido

• A capa mucosa cobre todo o interior do órgão e engloba glândulas e células epiteliais especializadas na produção de muco e na absorção de líquidos.

• A capa submucosa é formada por um tecido conjuntivo largo, que contém uma considerável rede de vasos capilares sanguíneos, nódulos linfáticos e fibras nervosas.

• A capa muscular é, por seu lado, composta por duas capas de fibras musculares, uma circular e outra longitudinal.

• A capa serosa, a mais externa, é uma delgada túnica de tecido fibroelástico correspondente a uma extensão do peritoneu, membrana que cobre os órgãos presentes na cavidade do abdómen.

Tipos de células e secreções liberadas

Células enterócito- É um tipo de célula epitelial da camada superficial do intestino delgado e intestino grosso. Estas células podem quebrar moléculas e transportá-las para dentro dos tecidos.

Células caliciformes- Células mucosas cuja porção apical mostra-se dilatada, assemelhando-se a um cálice. Não são encontrados nem no estômago nem na vesícula biliar embora tais órgãos tenham epitélio muco secretor. São mais numerosas no intestino grosso que no delgado.

Movimentos executados

O esfíncter ileocecal se abre quando uma onda peristáltica percorre o íleo terminal e restos do quimo são transferidos para o ceco. O esfíncter se fecha, então, impossibilitando refluxos. Os movimentos do cólon, distendido pela massa fecal, são os de segmentação, acentuados a ponto de formar constricções ou "haustras". Estes movimentos não são propulsivos. Com uma frequência de 1 a 3 por dia, movimentos de massa, que são ondas peristálticas vigorosas, empurram a massa fecal em direção ao reto. Como em outros segmentos, aqui no intestino grosso o parassimpático aumenta a frequência e amplitude dos movimentos. O simpático os inibe. O plexo nervoso entérico organiza os movimentos. Um dos reflexos bem definidos é o gastrocólico em que, por meio do sistema nervoso e de hormônios, a presença de alimento no estômago aumenta a motilidade no intestino grosso.

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