Introdução à Sociologia - Resumo - Economia, Notas de estudo de Economia. Universidade de São Paulo (USP)
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Oscar_S26 de Fevereiro de 2013

Introdução à Sociologia - Resumo - Economia, Notas de estudo de Economia. Universidade de São Paulo (USP)

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Resumo sobre o desenvolvimento da sociologia e sobre as obras dos seus principais pensadores.
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Introdução à Sociologia

A Sociologia é fruto da Revolução Industrial, e por essa razão é chamada de “ciência da crise- crise que essa revolução gerou. Como ciência da sociedade, não surgiu de repente nem é idéia de um único autor, é fruto de toda uma forma de conhecer e de pensar a natureza e a sociedade que se desenvolveu a partir do século XV, quando ocorreram transformações significativas que desagregaram a sociedade feudal.

As grandes transformações:

Expansão marítima – As grandes navegações

Amplia a concepção de mundo dos povos europeus

Instalação de colônias e expansão do comércio ultramarinho

Reforma Protestante

Desenvolvimento tecnológico e científico

|A expansão territorial ampliou a concepção de mundo dos povos europeus e comercial acelerou o desenvolvimento da economia monetária com a acumulação de capitais pela burguesia comercial que, mais tarde, terá uma importância decisiva na gestação do processo de industrialização da Europa

As mudanças operadas na forma de produzir a riqueza só poderiam funcionar se ocorressem modificações na estruturação, pois o sistema político feudal tinha restringindo as tarefas administrativas e fiscais, bem como as legais e militares, aos diferentes estamentos privilegiados

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(da nobreza e do clero) e algumas cidades, criando, desse modo, um grande entrave para as novas atividades econômicas que estão surgindo.

A Reforma Protestante, outro movimento importante, no século XVI, decorre do questionamento da autoridade do papa e da estrutura da Igreja, contribuiu significativamente para o desenvolvimento do pensamento racional, em contraposição à revelação, ao permitir a livre leitura das Escrituras Sagradas e, dessa forma, o confronto com o monopólio do clero na interpretação baseada na fé e nos dogmas.

A capacidade racional do homem de conhecer é definida como o elemento essencial que se colocaria formalmente contra o dogmatismo e a autoridade eclesial, criando-se, pois, uma nova atitude diante das possibilidades de explicar os fatos sociais.

A razão passa a ser soberana e é colocada como elemento essencial para se conhecer o mundo, isto é, os homens devem ser livres para julgar, avaliar, pensar e emitir opiniões sem se submeter a nenhuma autoridade transcendente ou divina que tinha na Igreja a sua maior defensora e guardiã.

Essa nova forma de conhecimento da natureza e da sociedade, na qual a experimentação e a observação são fundamentais e são representadas pelas idéias e pelas obras de diversos pensadores.

Nicolau Maquiavel (1469 – 1527)

Maquiavel tem um papel importante para o pensamento político moderno ao reivindicar a sua autonomia, ou seja, a construção de um Estado deve ter por princípio o terreno realista da experiência e prescindir de qualquer valor espiritual, ético e religioso. Ainda de acordo com Maquiavel a experiência histórica demonstra que a natureza do homem é profundamente egoísta e malvada

Os homens são em geral: Ingratos e volúveis, covardes e ambiciosos de dinheiro. Enquanto lhes fizerem o bem, todos estão contigo, oferecem-te o sangue, bens, vida, filhos, desde que as

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necessidades estejam longe de ti, mas quando surgem as necessidades voltam-se para a outra parte.

As amizades conquistadas por interesse, são: diferentes das conquistadas pela nobreza de caráter, pois são compradas, não podendo contar com elas no momento necessário.

Os homens hesitam menos em ofender aos que fazem amar do que aos que se fazem temer, porque o amor é mantido por um vínculo de obrigação, o qual devido a serem homens pérfidos (traidores), é rompido sempre que lhes aprouver, ao passo que o temor que se infunde é alimentado pelo receio do castigo que é um sentimento que não se abandona nunca.

O bem deve ser feito a conta gotas para que não se esqueçam de que és bom. Contrariamente, o mal deve ser feito de uma única vez para que se possa esquecer rapidamente.

Francis Bacon (1561 –1626) A necessidade de expurgar os ídolos da mente como condição necessária à ciência moderna

A mente humana assemelha-se àqueles espelhos irregulares que dão propriedades suas, a diferentes objetos, os distorcem e desfiguram. Nossos pensamentos são mais retratos de nós mesmos do que de seus objetos.

Francis Bacon aponta para a existência do que ele denomina de Ídolos da mente. Diz ele que devemos primeiros expurgar o intelecto destruindo os ídolos da mente:

1 – Ídolos da tribo - pressupomos um grau de ordem e regularidade nas coisas maior do que aquele que encontra na realidade. Daí a ficção de que todos os corpos celestes se movem em círculos perfeitos, tomamos como verdade apenas aquilo que é confirmado geralmente acreditamos naquilo que e gostaríamos que fosse verdade. A imaginação pode ser o maior inimigo do intelecto, quando deveria ser apenas a sua tentativa e o seu experimento.

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2- Ídolos da caverna a luz da natureza. Uns preferem o antigo, outro o novo, a verdade não tem partido.

3 – Ídolos do mercado – nascidos do comércio e da associação dos homens entre si.

4 – Ídolos do teatro – migraram para as mentes dos homens vindos de vários dogmas filosóficos. Ex, o mundo que Platão descreve é meramente um mundo construído por Platão e retrata Platão não o mundo. O progresso da ciência precisa de novos modos de raciocínio e ferramentas para a compreensão.

O progresso da ciência depende do conhecimento das leis que regem a natureza o que permitirá submetê-las aos nossos interesses

Thomas Hobbes (1588 – 1679) “O homem é lobo do próprio homem.

Para Aristóteles (384 – 322 a.C.), o homem era naturalmente sociável, naturalmente cidadão (zoon politikon, animal político); a sociedade política, um fato natural. Estupidez responde Hobbes: a natureza não colocou no homem o instinto de sociabilidade, o homem só busca companheiros por interesse, por necessidade. A sociedade política é o fruto artificial de um pacto voluntário, de um cálculo interesseiro.

De acordo com Hobbes, o homem é um ser agressivo e invejoso por natureza devido ao seu desejo de tirar vantagem num contexto inicial de igualdade. Daí imperar no estado de natureza a guerra de todos contra todos, onde cada um se declara com direito a tudo. “O homem é lobo do próprio homem”. Esta situação gera um ambiente de permanente conflito, sendo que a própria vida se vê ameaçada e, a partir dessa insegurança, nenhum empreendimento humano tem sentido.

Segundo Hobbes a natureza humana se compõe de duas tendências: a razão e a paixão A paixão, como um impulso, leva os homens a desejar e a conseguir os bens e os privilégios do próximo. A razão lhes faz pensar que, sem a duração e sem a segurança, os bens desejados e obtidos não têm sentido porque não podem ser desfrutados. Enquanto a paixão faz os homens

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enfrentarem uns aos outros, a razão os faz pactuar, por isso são levados a fazer um contrato que implica na renúncia a todos os direitos que possuíam no seu estado de natureza para entregá-los a um soberano que, em troca, lhes garanta a ordem e a segurança.

O séc. XVIII: as transformações políticas e econômicas

No final do século XVII, na maioria dos países europeus, a burguesia comercial, formada basicamente por comerciantes e banqueiros, tornou-se uma classe com muito poder, devido na maior parte das vezes, às ligações econômicas que mantinham com os monarcas. Essa classe, além de sustentar ativo o comércio entre os países europeus, estendia a todos os pontos do mundo, até onde pudesse chegar os seus tentáculos, comprando e vendendo mercadorias, tornando o mundo cada vez mais europeizado.

Com a organização da produção manufatureira, cresce o interesse pelo aperfeiçoamento das técnicas de produção, visando produzir mais como menos gente, aumentado, significativamente, os lucros. Surgem então novas invenções como: máquina de tecer, de descaroçar algodão, máquina a vapor e outros tantos inventos. Evento esse denominado Maquinofatura.

Todas essas mudanças somadas à herança cultural e intelectual do século XVII irão definir o século XVIII como um século explosivo. Se no século anterior a Revolução Inglesa determina novas formas de organização política, é no século XVIII que se vê a Revolução Francesa e a Americana, alterando todo o quadro político mundial, bem como servindo de exemplo e parâmetro para revoluções políticas posteriores.

As transformações na esfera da produção, a emergência de novas formas de organização política e a exigência da representação popular dão características muito específicas a este século. Vários são os pensadores que refletem sobre estas transformações e, portanto na tentativa de explicá-las. Entre eles podemos destacar:

Montesquieu (1689 –1755) - precursor da tripartição de poderes sistematizada por John Locke

David Hume–(1711–1776) O problema do conhecimento. Quais são as origens de nossas idéias.

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Jean Jacques Rousseau (1712-1778): O problema da desigualdade social

Adam Smith (1723 – 1790) – a teoria da mão-invisível. -

Immanuel Kant (1724-1804) O problema do conhecimento: Empirismo ou inatismo

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