Invasões Persas - Apostilas - História, Notas de estudo de História. Centro Universitário do Vale do Rio Taquari (UNIVATES)
Andre_85
Andre_855 de Março de 2013

Invasões Persas - Apostilas - História, Notas de estudo de História. Centro Universitário do Vale do Rio Taquari (UNIVATES)

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Apostilas de História sobre o estudo das invasões Persas, Ciro II, Dario I, Xerxes I, Dario III.
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As invasões persas

Primeiramente para entendermos as invasões persas vamos começar falando um pouco sobre a sua fundação , em como surgiu a Pérsia e no decorrer deste trabalho haverá uma divisão da sua história através dos reis mais importantes que conquistaram outras cidades vizinhas a Pérsia até a chegada de Alexandre ‘’ O Grande’’ que a dominou.

Houve um planalto iraniano que foi invadido por duas tribos nômades: os medos que se localizaram ao Norte e os persas ao Sul, eles eram mais interessados em sobreviver do que conquistar outros povos. Somente por volta de 700 a.C essas duas tribos foram unificadas por Aquêmenes que fundou uma dinastia que mais tarde floresceu graças a Ciro II que vence os medos e assim começa a fazer de Pérsia um Império.

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CIRO II (O Grande) 550 – 530 a.C

A primeira vitória dos persas foi conquistada por volta de 550 a.C sob o comando de seu governante Ciro II sobre os medos, sendo assim, tomou o trono e tornou-se o rei do maior império que o mundo antigo já viu. Por volta de 558 a.C os persas organizados sob o comando de Ciro iniciaram um período de conquistas, uma delas foi à cidade de Babilônia, pela qual ele não se apresentou como um conquistador e sim um libertador do povo judeu que estava cativo em Babilônia desde que o rei Nabucodonosor destruiu Jerusalém e seu templo.

O interesse de Ciro em conquistar Babilônia era de ter um estado – tampão entre o Egito hostil e seu próprio império, porem em 530 a.C Ciro morreu em combate e o sucessor ao trono foi seu filho Cambises II que no decorrer de vinte anos usou de força militar e política liberal para com os povos submetidos ao Império persa.

Pérsia se estendia no Mediterrâneo e conquistou em 525 a.C o Egito sob o comando de Cambises II que logo após morreu. Agora o futuro de Pérsia era incerto, rivais e pretendentes ao trono lutavam pelo poder até que um primo distante de Ciro ascendeu ao trono, um general brilhante chamado Dario I.

DARIO I 522 – 486 a.C

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Subiu ao trono em 522 a.C, ele tinha seu jeito próprio de governar, alem de deter um controle absoluto sobre o império mantendo numerosos funcionários que fiscalizavam os territórios dominados ele também dividiu o império em satrapias que era governado por um sátrapa indicado por ele próprio. Tinha diversos projetos de construção, um deles foi a “Estrada Real” que conectava o norte da África e a Índia e um canal gigante entre o Rio Nilo e o Mar Vermelho, tudo isso na intenção de expandir mais e mais seu império.

A Pérsia tomou proporções assombrosas sendo que em 513 a.C ela era o maior império e também invencível, porem, seu apetite por conquistas começava a assustar uma potencia emergente do outro lado do Mediterrâneo a cidade – estado da Grécia.

Dario sufocou uma rebelião de cidades na costa da Turquia dando inicio a primeira Guerra Médica, essas rebeliões foram apoiadas por Atenas que incomodou Dario, vingativo resolveu dar uma lição a Atenas mandando construir uma ponte de barcos um do lado do outro para passar para o outro lado e atacar Grécia. Em 490 a.C ele marcha contra a Grécia aonde encontra o general grego Temístocles e um exercito de Atenas e Corinto na famosa Batalha de Maratona.

Os gregos em desvantagem no número de soldados em relação aos persas, que começaram uma chacina frontal, porem, as forças gregas restantes se dividiram em duas outras frentes, arrastando os persas a uma sangrenta cilada aonde sofreram pesadas baixas e recuaram. Para os gregos uma grande vitória, para os persas apenas uma derrota em seu trajeto rumo à dominação mundial.Vemos aqui uma citação do que aconteceu com a Persa, logo após essa derrota em Maratona:

Nenhum dos dois exércitos que lutaram em Maratona era grande, mas a batalha é de importância capital na história do mundo. Na cadeia da política persa rompeu-se um elo, um elo essencial. Entretanto, a batalha poderia ter permanecido um esplêndido feito na história de Atenas não tivesse sido seguida por uma sucessão de crises na Pérsia, o que deu á Grécia trégua e alivio durante os dez anos seguintes. Embora fizesse sérios preparativos, Dario nunca mais foi capaz de equipar outra expedição contra a Grécia. Grande cuidado era necessário após o fracasso em Maratona, mas ele estava velho e a máquina burocrática da Pérsia funcionava lentamente. (ROSTVTZEFF,1937, p.142)

Em 486 a.C Dario morreu a caminho de sufocar uma rebelião no Egito, deixando um império de poder e gloria. Após a sua morte quem assumiu o trono foi seu filho Xerxes I, que queria atacar os gregos usando a marinha cartaginesa, isto é, derrotando – os pelo mar.

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XERXES I 486 – 465 a.C

O Império persa estava no seu apogeu em 480 a.C, fazia dez anos que os gregos haviam derrotado o rei Dario I na batalha de Maratona. Mesmo Xerxes I sendo o monarca absoluto da dinastia Arquimedes, sua sede por poder crescia cada vez mais. A Grécia com suas cidades–estado sendo tão diferentes uma da outra ainda assim eram unidos pelo seu ódio por Pérsia, eles começavam a emergir a uma potência mundial e isso foi assustando o rei Xerxes que decidiu invadir a Grécia novamente, dando inicio a segunda Guerra Médica.

Essa invasão foi uma parceria entre a engenharia e a estratégia militar, a gigantesca invasão seria por terra e por mar e requeria uma extraordinária habilidade. O plano de Xerxes era que sua força militar adentra–se a Grécia pelo istmo do Monte Atos, porem, lá o mar era tão turbulento que ele mandou seus construtores cavarem um canal através do istmo. Com vasta mão – de – obra e perícia em construções de canais, os engenheiros de Xerxes levaram um curto período para concluírem o canal.

O desafio seguinte enfrentado por seus generais e arquitetos foi ainda maior, o exército persa precisava cruzar o mar que separava a Ásia da Europa, para isso Xerxes ordenou a construção de uma ponte dupla de barcos que foi usada pelos soldados diversas vezes para entrarem e saírem da Europa, com a ponte concluída eles invadiram de vez a Europa. A estratégia de Xerxes era derrotar os gregos no mar e na terra com sua superioridade numérica de soldados, os gregos mais uma vez liderados pelo general Temístocles que sabia que não poderia vencer os soldados persas por terra; então ele resolveu concentrar em atrair a marinha persa a uma armadilha. Sem serem vistos pelos persas, Temístocles partiu com a maior parte do seu exército deixando apenas uma força de seis mil homens para trás.

Em 480 a.C os dois exércitos confrontaram – se em um lugar escolhido pelos gregos, esse lugar foi Termópilas uma passagem montanhosa e estreita que somente uma carruagem por vez poderia passar. Durante dias o imenso exército persa foi bloqueado do outro lado da passagem pela tropa espartana, comandada pelo rei Leônidas. Xerxes então resolveu atacá-los frontalmente e finalmente depois de muitas mortes e seu exército ficar em um numero reduzido , eles irromperam pela passagem estreita e destruíram facilmente a minúscula tropa espartana , agora composta somente por trezentos soldados .

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Depois dessa vitória os soldados persas marcharam para Atenas, quando eles entraram na cidade ela estava deserta , com isso Xerxes se irou e mandou incendiar Atenas, porem, na manhã seguinte ele se arrependeu e mandou reconstruir a cidade, mais era tarde demais. Enquanto isso seu oponente Temístocles preparava outra armadilha atraindo a imensa armada persa rumo a estreita Baia de Salamina , como vemos nessa citação:

Temístocles, comandante dos ateniense, atacou a frota persa no golfo de Salamina e destruiu-a....O poderoso império persa foi obrigado a curvar-se diante dos gregos que, na ofensiva conduzida pela Liga de Delos, forçaram os persas a aceitar a paz e sair da Ásia Menor. (TOTA e BASTOS, 2001, p.21)

O ataque dos gregos surpreendeu a esquadra persa que foi apanhada no equivalente naval a um engarrafamento, sendo incapaz de manobrar na pequena baia; enquanto isso os gregos demoliam os navios persas usando seus pesados navios de guerra. Foi uma vitória decisiva para os gregos, Xerxes derrotado voltou para Pérsia não sendo mais o rei de um império invencível.

Graças a vitória sobre os persas, Atenas foi impulsionada para o que seria a “Idade de Ouro” deixando um colossal Império Persa vulnerável. Em 480 a.C com a vitória dos gregos sobre a esquadra persa na Batalha de Salamina fez com que a invencibilidade persa desaparecesse, porém, eles ainda tinham seus momentos de poder e glória pela frente. Quinze anos depois em 465 a.C o grande rei Xerxes I morreu, deixando seu filho Artaxerxes I no poder.

Artaxerxes I estava decidido a restaurar os anos dourados da Pérsia , para isso , ele começou voltando sua atenção a um projeto de construção iniciado por seu avô Dario I que era a capital Persépolis . Quando Atenas apoiou uma rebelião no Egito e os gregos ocuparam a capital Mênfis, Artaxerxes deixou Persépolis e seus projetos de engenharia e lançou uma campanha para expulsar os gregos de Mênfis e assim trouxe novamente o Egito para o controle persa. Essa foi a ultima grande vitória do Império Persa, porque em 424 a.C Artaxerxes veio a falecer deixando um vácuo de poder e oitenta anos de lutas internas e negligências.

Enquanto Pérsia se debilitava com conflitos internos e corrupção, um jovem príncipe macedônio ambicionava conquistar o Império Persa, seu nome era Alexandre III Magno. Em 336 a.C um parente distante de Artaxerxes ascendeu ao trono e assumiu um nome dinástico de Dario III, aonde sempre será lembrado dentro da história dos persas como o rei que perdeu seu império.

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DARIO III 336 – 330 a.C

Nos quatro anos seguintes Alexandre e Dario III se enfrentaram em uma serie de ferozes batalhas, com isso o exército persa foi sendo lentamente derrotado.

Em 331 a.C Alexandre estava nos portões da capital persa Persépolis, ele adotou a política persa de respeitar os derrotados, por isso, ele deu ordem a seu exército de não saquear e destruir as terras que conquistaram. Porém seus soldados o desobedeceram e fizeram grandes comemorações após a vitória sobre os persas, saquearam os tesouros da cidade e também incendiaram a capital Persépolis, pondo um fim ao Império Persa.

Dario III escapou de ser capturado, mas em 330 a.C ele foi assassinado por um de seus sátrapas, o rei da Pérsia estava morto. Alexandre deu a Dario III um grandioso funeral, casou – se com a filha dele e em seguida proclamou – se o rei de Pérsia. Logo após Alexandre já considerado “O Grande” matou pessoalmente o assassino de Dario III e assim escreveu o ultimo capitulo da história de um império que se estendeu por três continentes e que durou por um longo tempo.

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CONCLUSÃO

Podemos ver através deste trabalho uma pequena parte da história de um império aonde começou pequeno, porém, decididos a crescer e conquistar cada vez mais terras ao seu redor, chegando assim ao ápice de glória e poder. As suas grandiosas invasões que marcaram o povo persa como sendo os “Invencíveis”, mais no decorrer da história vemos também que esse titulo caiu por terra ao enfrentarem os gregos, aonde sofreram diversas derrotas e não conseguiram mais se estabelecer . Depois de tantas derrotas o único objetivo do povo foi reconstruir Pérsia com a ajuda do seu novo rei Alexandre “O Grande” eles conseguiram, porém, não sendo mais um Império “Invencível”.

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REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

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ROSTOVTZEFF, Mikhail Ivanovich. História da Grécia. Tradução: Edmond Jorge. Rio de Janeiro: Zahar Editores , 1973.

TOTA, Antonio Pedro; BASTOS, Pedro Ivo de Assis. História Geral. São Paulo: Editora Nova Cultura, 2001.

HERODOTO. História .Prefácio : Vitor de Azevedo .Rio de Janeiro: Edições de Ouro, N/C.

SANTOS, Yolanda Lhullier dos. Convite á História. 1º vol. São Paulo : Editora Logos, 1961.

DOCUMENTÁRIO

Construindo um império: Os Persas. The History Channel, 2006, DVD (45 min).

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