Isolantes Liquidos - Apostilas - Engenharia Quimica, Notas de estudo de Engenharia Química. Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
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Roberto_8805 de Março de 2013

Isolantes Liquidos - Apostilas - Engenharia Quimica, Notas de estudo de Engenharia Química. Universidade Federal de Alagoas (UFAL)

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Apostilas de engenharia quimica sobre o estudo dos materiais isolantes líquidos usados em alta tensão, suas propriedades e características.
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Índice

1. Introdução 2

2. Objectivos 3

3. Noções Sumárias de Dieléctricos Líquidos 3

4. Óleos Obtidos do Petróleo 3

5. O fuel oil 4

5.1. Óleos para cabos 4

5.1.1. Óleos de pequena viscosidade MH-2 4

5.1.2. Óleos de viscosidade média C-110 e C-220 4

5.1.3. Óleos mais viscosos 4

5.1.4. Desvantagens dos óleos isolantes obtidos do petróleo 5

6. Dieléctricos Líquidos Sintécticos 5

6.1. Sovol 5

6.1.1. Vantagens 5

6.1.2. Desvantagens 5

6.2. O Sovtol-2 e Sovtol-10 6

6.2.1. Aplicação 6

7. Condutibilidade eléctrica e disrupção nos dielcétricos líquidos 6

8. Controlo de qualidade do óleo nos transformadores 8

8.1. Factores que aceleram o envelhecimento do óleo 8

8.2. Medidas a tomar para evitar o envelhecimento precoce do óleo 8

8.3. Purificação do óleo 9

9. Testes de óleos isolantes líquidos 9

10. Equipamentos nas subestações que usam óleos isolante 11

11. Vantagens do uso do papel impregnado em óleo como isolante nos transformadores 12

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12. Conclusão 13

13. Bibliografia 14

Introdução

Os isolantes líquidos devido as suas inerentes propriedades, podem ser muito útil como material isolador quando comparados com isolantes gasosos e sólidos, os líquidos e sólidos são usualmente 103 vezes mais densos que os gasosos no entanto da lei de Paschen podem apresentar uma rigidez dieléctrica na ordem de 107V/cm. Também os líquidos como os gases preenchem por completo o volume a ser isolado e ao mesmo tempo dissipam o calor por convecção. Os óleos isolantes são 10 vezes mais eficientes que o ar e o nitrogénio na sua capacidade de transferência de calor nos transformadores, embora a rigidez dieléctrica do líquido ideal do líquido esteja na ordem de 10 MV/cm, na prática actual a rigidez obtida e de apenas na ordem de 100 kV/cm.

Os Isolantes líquidos são principalmente usados como impregnantes em cabos e condensadores de alta tensão e no enchimento de transformadores nos disjuntores.

A metodologia usada no trabalho foram pesquisas em livros que abordam o assunto de materiais isolantes líquidos com preferência para os que abordam no âmbito da alta tensão e pesquisas na internet.

Objectivos

* Conhecer os materiais isolantes líquidos usados em alta tensão, suas propriedades e características;

* Tomar conhecimento sobre as aplicações de cada isolante liquido especialmente no contexto da Alta Tensão;

Noções Sumárias de Dieléctricos Líquidos

Os dieléctricos líquidos são muito usados nos aparelhos electrotécnicos. Eles empregam-se, por exemplo, para encher o espaço interno de transformadores de potência, reactores, interruptores de óleo, condensadores e cabos, etc.

Os dieléctricos líquidos introduzidos a vácuo no interior da aparelhagem electrotécnica, são capazes de:

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* Impregnar bem os isoladores porosos de enrolamentos, cartões e outros materiais, aumentando a sua rigidez dieléctrica.

* Nos interruptores de óleo, o dieléctrico líquido não só isola as partes condutoras do aparelho, como também serve para extinguir as faíscas que saltam no espaço entre os contactos do interruptor durante o seu trabalho.

* Além disto, os dieléctricos líquidos desempenham o papel de agente de dissipação do calor (agente refrigerante). Assim, os enrolamentos dos transformadores, depois de aquecidos, transmitem calor ao óleo que os rodeia, o qual, por sua vez, deslocando-se para as paredes arrefecidas do reservatório do transformador, transfere para estas o calor absorvido.

Como dieléctricos líquidos usam-se com maior frequência os óleos de isolamento eléctrico obtidos do petróleo. Usa-se também, embora menos frequentemente, os óleos sintécticos sovol e sovtol.

Os óleos isolantes classificam-se nos seguintes três grupos:

* Óleos para transformadores e interruptores de alta tensão

* Óleos para impregnar o papel isolante de condensadores

* Óleos para cabos de alta tensão

Óleos Obtidos do Petróleo

Os óleos deste tipo, utilizados como materiais de isolamento eléctrico, obtêm-se mediante a destilação fraccionada do petróleo, produzindo-se, como resultado delas:

O fuel oil

Depois de submetido ao tratamento com ácido sulfúrico e com álcali para eliminar dele os compostos químicos instáveis, assim como após a depuração, a secagem e a filtração, se transforma num óleo utilizado como meio isolante eléctrico nos transformadores, condensadores e cabos.

Óleos para cabos

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Os óleos empregados para o isolamento de cabos classificam-se segundo a sua viscosidade:

* Óleos de pequena viscosidade MH-2

* Óleos de viscosidade média C-110 e C-220

* Óleos viscosos

Óleos de pequena viscosidade MH-2

Usam-se em cabos de enchimento de óleo de pressões baixa e média (até 3.105 Pa). Para os cabos deste tipo, o emprego dos óleos de pequena viscosidade é necessário para completar o enchimento dos cabos com óleo através dos canais de admissão de diâmetros relativamente reduzidos, qualquer que seja a temperatura de trabalho.

Óleos de viscosidade média C-110 e C-220

Servem para impregnar e encher cabos de alta tensão, igual ou superior a 110 Kv, sob pressão da ordem de 14.105 Pa. Os óleos deste tipo não contêm hidrocarbonetos aromáticos nem substâncias resinosas. Constituem uma mistura de tecnicamente pura de hidrocarbonetos nafténnicos e parafínicos e, portanto, possuem características eléctricas suficientemente estáveis.

Óleos mais viscosos

Usam no fabrico de cabos de isolamento de papel, destinados a tensões até 35 Kv, nos quais o líquido impregnante é constituido por um óleo obtido do petróleo contendo colofónia dissolvida. Nesses cabos o líquido isolante não se encontra sob pressão excessiva e a elevada viscosidade do óleo impregnante permite evitar que ele se desloque dentro do cabo, nos trechos inclinados ou verticais do mesmo.

Tabela1. Características fundamentais dos óleos isolantes obtidos do petróleo

Características | Unidade de medição | Óleo paratransformadores | Óleo para condensadores | Óleo para cabos |

| | | | MH-2 | C-220 |

Densidade | kg/m3 | 885-890 | 860 | 890 | 840 |

Viscosidade à 20º C | m2/s | 30.10-6 | 4.10-6 | 36.10-6 | 800.10-6 |

T °C de inflamação de vapores | ºC | 135 | 135 | 135 | 180 |

T ºC de solidificação | ºC | -45 | -45 | -45 | -30 |

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Resistividade de volume a 20º C | Ω.m | 1012 – 1013 | 1013 – 1014 | 1012 –1013 | 1013 |

Índice de acidez | Mg KOH/g | 0.03 – 0.05 | 0.01 – 0.02 | 0.04 | 0.02 |

Permitividade dieléctrica | – | 2.2 – 2.4 | 2.2 | 2.3 | 2.1 |

Tangente do ângulo de perdas com 50Hz | – | 0.003 – 0.005 | 0.002 – 0.003 | 0.003 | 0.003 |

Rigidez dielêctrica a 20º C | MV/m | 18 | 20 | 18 | 20 |

Desvantagens dos óleos isolantes obtidos do petróleo

O emprego dos óleos obtidos do petróleo para o isolamento eléctrico tem os seguintes incovenientes:

* A sua combustibilidade;

* O valor reduzido da sua permitividade dieléctrica;

* A temperatura de inflamação relativamente baixa dos vapores de óleo.

Dieléctricos Líquidos Sintécticos

No entanto, os líquidos sintécticos obtidos apartir dos hidrocarbonetos clorados são livres de tais desvantagens. Um exemplo elucidativo desses líquidos sintécticos é o chamado sovol.

Sovol

É um dieléctrico sólido obtido mediante a cloragem do difenilo H5C6 – C6 H5 (substância cristalina) em fusão. Uma vez que as moléculas do de sovol têm estrutura assímetrica, são polares, razão porque o sovol constitui um dieléctrico polarizado.

Vantagens

* A sua permitividade dieléctrica é de ε = 5,2, quer dizer, coincide com o valor da permitividade dieléctrica dos papéis isolantes, o que permite aumentar a capacidade dos condensadores e a rigidez dieléctricado papel isolante.

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* O valor de tgδ no sovol é um tanto superior ao que possuem os óleos obtidos do petróleo. Contudo, o sovol tem incovenientes consideráveis que limitam as suas aplicações.

Desvantagens

* A sua temperatura de solidificação é de 5°C. Além disto, o sovol possui uma grande viscosidade que, à temperatura de 40°C, atinge 290.10-6 m2/s, ao passo que nos óleos obtidos do petróleo este parâmetro é igual a 30.10-6 m2/s. Isto impede a impregnação dos papéis à temperatura normal e torna necessário o aquecimento do sovol até à temperatura de 50°C.

* A toxicidade devido à presença do cloro constitui o seu maior inconveniente. Portanto, o sovol tem de armazenar-se em reservatórios bem fechados. O pessoal, ao trabalhar com o sovol, deve usar de toda a cautela, pois que esse material provoca irritação das mucosas.

O Sovtol-2 e Sovtol-10

Para se diminuir a viscosidade e manter incombustível o sovol, convém usar um solvente incombustível que foi preparado com este fim, o triclorobenzeno C6H3Cl3. A mistura, preparada à razão de 64% de sovol e 36% de triclorobenzeno, foi denominada sovtol-2, enquanto que à mistura preparada com 90% de sovol e 10% de triclorobenzeno foi dado o nome de sovtol-10.

Aplicação

Esses dieléctricos líquidos são utilizados no fabrico de condensadores de papel e transformadores especiais. O sovol e o sovtol são incombustíveis enquanto que os seus vapores podem inflamar-se, embora sem causar a inflamação dos próprios líquidos.

Tabela 2. Características fundamentais dos dieléctricos líquidos sintécticos

Parâmetros | Unidade de medição | Sovol | Sovtol - 2 | Sovtol - 10 |

| | | | |

Densidade | kg/m3 | 1560 | 1520 | 1540 |

Viscosidade à 20º C | m2/s | 290.10-6 | 115.10-6 | 650.10-6 |

T °C de inflamação de vapores | ºC | 200 | 200 | 200 |

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T ºC de solidificação | ºC | +5 | -40 | -7 |

Resistividade de volume a 20º C | Ω.m | 1012 – 1013 | 1013 – 1014 | 1012 –1013 |

Índice de acidez | Mg KOH/g | 0.02 | 0.01 | 0.01 |

Permitividade dieléctrica | – | 5.2 | 4.6 | 4.8 |

Tangente do ângulo de perdas com 50Hz | – | 0.005 | 0.008 | 0.006 |

Rigidez dielêctrica a 20º C | MV/m | 18 | 20 | 20 |

Condutibilidade eléctrica e disrupção nos dielcétricos líquidos

A condutibilidade eléctrica nos dieléctricos líquidos deve-se ao deslocamento de iões que se formam em resultado da dissociação (desintegração) das moléculas de impurezas (agua, ácidos, etc.), assim como, em parte, também das moléculas do próprio dieléctrico.

Nos dieléctricos líquidos com impurezas durante o trabalho verifica-se, além da condutibilidade eléctrica iónica, a de moles. Esta última deve-se ao movimento de partículas coloidais de água electricamente carregadas, assim como das partículas de substâncias resinosas que se formam em resultado do envelhecimento dos dieléctricos líquidos. O aumento da tangente do angulo das perdas em função da subida da temperatura (fig. 01) é determinado pelo aumento da condutibilidade eléctrica dos dieléctricos líquidos.

Fig. 02. Resistência dieléctrica do óleo de petróleo x quantidade de água (variação da temperatura do óleo)

Fig. 01. Tangente da perda x Temperatura (a 50 Hz)

1. Óleo refinado; 2. Óleo usado

A resistência dieléctrica dos dieléctricos líquidos depende muito da quantidade de partículas coloidais de água, substâncias resinosas e doutras impurezas em suspensão contidas no dieléctrico líquido. As partículas carregadas de água e substâncias resinosas, quando sujeitas a acção das forças eléctricas, associam-se em cadeias pelas quais passa a carga eléctrica, isto é, produz-se uma descarga eléctrica, uma disrupção do dieléctrico líquido (fig. 02). Com o aumento da quantidade de água, diminui consideravelmente a resistência dieléctrica do dieléctrico

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líquido. A medida que se sobe a temperatura, uma parte das partículas coloidais da água ou de substâncias resinosas dissolve-se, dificultando dessa forma a abertura de uma espécie de canal capaz de permitir a passagem da corrente eléctrica no dieléctrico líquido. Nestas condições, a resistência dieléctrica do dieléctrico líquido aumenta (fig. 02).

O comportamento das bolhas de gás é análogo ao das partículas coloidais da água. As bolhas de gás, quando ionizadas e sujeitas a acção de forças eléctricas, formam uma espécie de canal gasoso no espaço entre as partes metálicas sob alta tensão eléctrica. Neste caso, a descarga eléctrica produz-se através do canal gasoso. A resistência dieléctrica dos dieléctricos líquidos que contem ar e outros gases depende muito da pressão (fig. 2.8). A resistência dielétrica do dieléctrico líquido desgaseificado depende muito da pressão. A elevação das características do dielectricos líquida pode ser alcançada através da eliminação deles das impurezas, agua e desgaseificação, isto é, pelo tratamento ao vácuo dos dieléctricos líquidos.

Fig. 04. Variação das perdas dielétricas de óleos minerais em função do grau de pureza e do envelhecimento

Fig. 03. Resistência dieléctrica do óleo de petróleo x Pressão:

1. Óleo Processado; 2. Óleo

Controlo de qualidade do óleo nos transformadores

Todos os óleos, durante o trabalho nos transformadores ficam sujeitos a temperaturas elevadas, campos eléctricos e ao contacto com as partes metálicas dos aparelhos eléctricos, assim como, nalguns deles, ao contacto com o ar atmosférico. Todos estes factores citados produzem o envelhecimento do óleo por oxidação.

Factores que aceleram o envelhecimento do óleo

O envelhecimento do óleo é acelerado pelos catalisadores metálicos: cobre, latão, ferro e outros metais. A presença da água também acelera o envelhecimento. O envelhecimento do óleo é seguido da formação de impurezas resinosas sólidas insolúveis e pouco solúveis no óleo quente. Essas impurezas formam precipitados nos enrolamentos e noutras partes do transformador, tornando difícil a derivação do calor das partes aquecidas. As impurezas, quando solúveis no óleo, degradam as características eléctricas. No decurso do envelhecimento os óleos vão-se acumulando nele os ácidos e a água, o que piora o isolamento nos transformadores.

Medidas a tomar para evitar o envelhecimento precoce do óleo

Para moderar o envelhecimento dos óleos, convém adicionar-lhes inibidores, isto é, substancias que moderem a oxidação. No entanto a adição dos inibidores não pode impedir totalmente o

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envelhecimento do óleo. Portanto, torna-se indispensável armazenar e transportar os óleos isolantes em reservatórios secos, transfundi-los por meio de bomba através de tubagem metálica limpa (e nunca através das mangueiras de borracha que, dissolvendo-se, deixam sujo o óleo). Os óleos têm de estar protegidos contra a penetração do ar e da água. As tampas dos reservatórios de óleo devem ter uma vedação perfeita e possuir depósitos auxiliares. Nalguns transformadores o espaço acima da camada do óleo enche-se com um gás inerte, por exemplo, o azoto, que proteja o óleo contra a oxidação.

Por mais medidas que se tomem para prevenir o envelhecimento dos óleos, estes acabam por se oxidar, quer dizer, neles, com o tempo, formam-se produtos de oxidação sólidos e líquidos, além da água. Portanto, os óleos usados têm de submeter-se, de tempos a tempos, á purificação, eliminando deles as impurezas e a água e fazendo-se recuperar as suas características.

Purificação do óleo

Existem vários métodos de purificação dos óleos. A água pode eliminar-se por vaporização, aquecendo-os até a temperatura em que ela entra em ebulição. Porem, todo o aquecimento dos óleos, quando realizado em contacto com o ar e, degrada-os, razão por que a secagem dos óleos se faz no vácuo em aparelhos especiais. Nestas condições, evita-se todo o contacto com o ar e, por conseguinte, com o oxigénio contido nele, além de se diminuir a temperatura de ebulição da água e, portanto, facilitar a sua vaporização.

Testes de óleos isolantes líquidos

Para efectuar-se o teste sobre o nível do isolamento dos isolantes líquidos determina-se a rigidez dieléctrica dos mesmos.

A rigidez dieléctrica dos isolantes líquidos é afectada pelo conteúdo de impurezas, destacam-se: a água, as partículas de carvão, gases produtos das descargas e da oxidação, fibras de celulose, etc. Estas impurezas usualmente causam uma diminuição na rigidez dieléctrica do líquido devido à acção dos mecanismos de ruptura antes descritos.

Para a determinação da rigidez dieléctrica dos líquidos isolantes empregam-se celas de prova com características similares às da mostrada na Figura abaixo. A rigidez dieléctrica de um líquido depende, como se viu, do volume e tipo de impurezas, mas a mesma se vê afectada pelas características das equipes de prova.

Fig. 05. Características gerais das celas de prova

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Os parâmetros fundamentais das que podem influir na magnitude da rigidez dieléctrica de um líquido isolante são:

* O material dos elétrodos;

* A forma dos eléctrodos;

* A separação entre os eléctrodos;

* As dimensões da cela de prova;

* Razão de crescimento da tensão de prova;

* O número de provas;

* A técnica operatória durante a prova.

O efeito fundamental do material dos eléctrodos é determinado por sua capacidade de emissão de eletrões quando é bombardeado pelos iões e de sua estabilidade química frente à acção dos líquidos isolantes e dos ácidos dissolvidos nele.

O tamanho da cela, e suas dimensões, forma e separação entre os eléctrodos determinam o grau de não uniformidade do campo eléctrico entre os eléctrodos na parte do volume do líquido que contém a cela de prova que vai estar submetido aos maiores esforços do campo eléctrico. Ao aumentar o volume do líquido na região de alta intensidade de campo eléctrico entre os eléctrodos aumenta a probabilidade do conteúdo de impurezas e com isso tende a diminuir a rigidez dieléctrica.

As partículas em suspensão e as borbulhas de gás tendem a alinhar-se com o campo eléctrico mas para isso requerem um tempo que está determinado pela intensidade do campo eléctrico e pela viscosidade do líquido. Se e a razão de crescimento da tensão aplicada é muito pequena um maior número de partículas terão tempo de chegar à zona de alta intensidade de campo, o que diminuirá a rigidez dieléctrica do líquido no ensaio. Expõe-se que a razão do acréscimo da tensão deve ser 2 kV/s.

Outro factor importante é o tempo que demora a desconecção depois que se produz a ruptura da amostra, já que ao aumentar este tempo aumenta o volume dos poluentes produzidos pela acção da descarga, por isso a tensão de ruptura no ensaio seguinte tenderá a baixar; o tempo de desconexão deve ser no máximo de 0,02 seg. Também é importante limitar a um valor razoável a corrente de curto-circuito que circula pelo óleo, pois ao aumentar esta aumenta também a contaminação do líquido.

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A técnica operatória para o ensaio começa realmente do momento em que se toma a amostra do líquido para o ensaio.

A técnica operatória para o ensaio é em geral a seguinte:

* Agitar o óleo afim de homogeneizá-lo mas tomando cuidado para evitar a formação de borbulhas no seu interior;

* Limpar a cela de prova. Todas as paredes da cela devem ficar cobertas por um filme do líquido já que com isso se evita que ao encher a cela fiquem aderidas às paredes borbulhas de ar;

* Verte-se o líquido isolante na cela até o nível indicado evitando a formação de borbulhas de ar e se esperam 15 minutos para aplicar a tensão;

* aplica-se a tensão incrementando-se a razão de 2 kV/segundos até a ruptura;

* Uma varinha de vidro limpa e seca passa-se entre os eléctrodos afim de dispersar as partículas de carvão e outros poluentes produzidos pela descarga;

* Deve-se esperar o tempo estabelecido de cinco minutos no mínimo, para realizar o ensaio seguinte.

Equipamentos nas subestações que usam óleos isolante

Óleos minerais isolantes são determinados tipo de óleos extraídos através da destilação fracionada do petróleo como já referido acima. Num equipamento elétrico, o óleo é usado simultaneamente como isolante e refrigerante. Para isolar, o óleo deve ser isento de humidade e de contaminantes, e para resfriar óleo deve possuir baixa viscosidade e baixo ponto de fluidez para facilitar sua circulação.

Os equipamentos que usam óleo isolante na subestação são:

* Transformadores, são máquinas estáticas usados para elevar ou baixar o nível de tensão.

* Seccionadores, são formados por uma parte fixa e um móvel sendo por esta maneira estabelecida a abertura ou fecho.

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* Disjuntores, são dispositivo de manobra com a função de estabelecer a interrupção da condução corrente. São divididos em disjuntores de grande volume de óleo e disjuntores de pequeno volume de óleo.

Nos disjuntores de GVO as fases ficam imersas em um único recipiente contendo óleo, nos PVO é projectado uma camara de extinção com fluxo sobre o arco, tornando o mais eficiente.

* Buchas são usados para isolamento.

Vantagens do uso do papel impregnado em óleo como isolante nos transformadores

O papel impregnado a óleo constitui um material isolante fundamental para os transformadores, cabos eléctricos de alta tensão, etc.

O papel deste tipo depois de enrolado nos enrolamentos do transformador submete-se a impregnação de óleo isolante apropriado.

A substancia líquida impregnante (óleo) durante a impregnação, fica dividida pelo papel em numerosas peliculas e canais muito finos, factor que aumenta a resistência dieléctrica do papel. A resistência dieléctrica do papel ainda não impregnado constitui 6 a 9 MV/m, enquanto que depois de impregnado de óleo para transformadores o valor deste parâmetro atinge 70 a 80MV/m . a sua baixa permitividade ao ar e a sua elevada densidade e a sua elevada resistência a tracção o que lhes proporciona melhores características mecânicas e eléctricas. Têm um baixo poder higroscópico isto é absorvem com dificuldades a agua contida no ar húmido o que aumenta a sua vida útil isto é retarda o seu envelhecimento. Todas as características acima mencionadas tornam o papel impregnado a óleo um material isolante elegível a ser usado nos transformadores e nos cabos de alta tensão.

Conclusão

Conclui-se que:

* O óleo mineral é muito usado pois este permite aumentar a rigidez dieléctrica do papel que é usado para isolar os enrolamentos do transformador;

* O uso dos isolantes líquidos apresenta uma mais-valia pois para além da função de isolar eléctrodos a potenciais eléctricos diferentes, estes servem também para refrigerar e extinguir o arco;

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* A outra mais-valia dos isolantes liquidos é que pode regenerar-se apos disrupção e também pode ser purificado apos o envelhecimento;

* O uso de isolantes líquidos pode tornar-se honeroso pois precisa de um meio sólido que o contenha que precisa de estar hermeticamente isolado e que deve conter também um gás inerte que ajudará na extinção de arcos.

Bibliografia

Nikulin, N; Materiais de Montagem Eléctrica; Editora Mir Moscovo; 1987

E. Kuffel, W.S. Zaengl, J. Kuffel; High Voltage Engineering - Fundamentals;2a ed; editora Newnes; 2000

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