ITU - Apostilas - Nefrologia, Notas de estudo de . Faculdade Medicina Estadual (ISEP)
Tucupi
Tucupi11 de Março de 2013

ITU - Apostilas - Nefrologia, Notas de estudo de . Faculdade Medicina Estadual (ISEP)

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Apostilas de Nefrologia sobre o estudo das ITU, tipos, cistite, pielonefrite, síndrome uretral, cistite de lua-de-mel.
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ITU: – tipos:

– cistite aguda; – cistite de lua-de-mel; – síndrome uretral; – pielonefrite aguda ; – vulvovaginites com ou sem uretrites;

– cistite: – infecção do trato urinário inferior; – sintomas: desconforto urinário, disúria, polaciúria ou urgência, odor forte; – mal estar, cansaço – inespecífico; – laboratório:

– piúria, hematúria ao EAS – urinocultura (>100.000 colônias/ml)

– pielonefrite: – infecção urinária alta (trato urinário superior); – sintomas: febre, disúria, mal estar, dor lombar – às vezes com sespse; – presença de cilindros hialinos ou granulosos; – presença de proteinúria tubular variável (Tamm-Horsfall, microglobulinas); – urinocultura;

– síndrome uretral: – sintomas de disúria sem bacteriúria significante (<100.000 col./ml); – disúria e polaciúria; – relacionada a relação sexual e germes como Chlamydia trachomatis e Ureaplasma

urealyticum; – cistite de lua-de-mel:

– relacionada a atividade sexual intensa; – piúria estéril:

– cultura negativa com suspeita de cistite com piúria; – doenças não-infecciosas: nefropatia túbulo-intersticial, litíase, corpos estranhos,

glomerulonefrites, rejeição de transplante, ciclofosfamida, câncer, traumatismo e contaminação vaginal;

– doenças infecciosas específicas: tuberculose, micobactéria atípica, fungos, clamídia ou gonococcos, viral, anaeróbios, leptospirose, hemófilos;

– doenças infecciosas: durante ou após tratamento quimioterápico; – interferem com a colonização bacteriana:

– Protetores: pH vaginal (estrogênios), nível de IgA local, proteína de Tamm-Horsfall, muco vesical, pH urinário, hipertonicidade da urina, ácidos orgânicos;

– Complicadores: receptores e fatores de aderência bacteriana (fímbrias, adesinas e hemolisinas), fluxo retrógrado de urina, comprimento uretral;

– possibilidades: colonização bacteriana do intestino, migração bacteriana para região periuretral, colonização do vestíbulo e uretra distal, migração para a bexiga, proliferação bacteriana na bexiga/urina;

– fatores vesicais protetores: muco, IgA, fatores de aderência; – dx diferencial de disúrias:

– ITU: disúria interna, polaciúria, urgência, início abrupto, dor supra púbica, piúria, hematúria;

– DSTs: disúria interna, história ocasional de polaciúria ou urgência, início gradual, secreção vaginal, novos ou múltiplos parceiros;

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– vaginites: disúria externa, início gradual, secreção e odor vaginal, prurido (Candida, Trichomonas vaginalis, Bacteroides species, Gardnerella vaginalis);

– uretrites: Chlamydia trachomatis, Neisseria gonorrhoeae, or herpes simplex virus; – cistite aguda: E. coli > S. saphrophyticus > Klebsiella pneumoniae > Proteus mirabilis >

Enterococcus; – normalmente colonizam, mas não causam ITU: S. epidermidis, Corynebacteria

(diphtheroids), Lactobacillus, Gardnerella vaginalis, anaeróbias; – ITU não complicada: sem alterações anatômicas ou doenças associadas que favoreçam a

colonização ou invasão tecidual; – acomete 20 a 30% em mulheres durante a vida; – principal manifestação – cistite; – relacionada a atividade sexual; – uso de diafragma aumenta o risco; – etiologia: bacteriana, viral, fungos; – tto: hidratação adequada, analgésicos, alcalinização da urina com cautela. Alvo: Gram

negativos e S. saprophyticus (relacionado a atividade sexual). – para cistite: 3 a 5 dias de antibióticos; – para pielonefrite: 7 a 14 dias; – quinolonas, cefalosporinas;

– tto de ITU de repetição: quinolonas em dose única diária ou após a relação sexual; – tto de bacteriúria assintomática: depende dos fatores e doenças relacionados; – tto de ITU não complicada em homem: antibióticos 7 a 14 dias;

ITU complicada: quando infecção ocorre em trato urinário anormal (anormalidade anatômica, funcional ou metabólica), predispondo a área a infecções e alterando o curso, tornando-a difícil de cura, normalmente com bactérias mais resistentes, podendo evoluir para IRC; – Principais alterações na ITU complicada:

– obstrução em vias urinárias: urolitíase; próstata (> 60 anos); – anomalias em vias urinárias: duplicidade pieloureteral, estenose da junção

pielocalicinal, válvula e estenoses de uretra, refluxo vesicoureteral, uretocele, cistocele, divertículos, anomalias que levam a refluxo;

– obstrução extrínseca; – gestação: obstrução ureteral, compressão vesical, mudança hormonal; – menopausa

– clínica: casos assintomáticos, normal ter disúria, febre, polaciúria e dor lombar; – confirmação: urinocultura – em infecções assintomáticas são necessárias 2 urinoculturas

positivas; – tto se sem febre nos sintomas recorrentes: antibióticos por 3 dias; – tto de infecção urinária alta – 10 a 14 dias; – ITU hospitalar (por cateter vesical – germes multirresistentes): tazocin, meropenem;

– Infecção recorrente: – 3 ou mais surtos de infecção por ano (frequente em mulheres); – homens – há algum fator predisponente; – 70% casos reinfecções – bactérias diferentes; – 30% recaídas.

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