Lacttaos - Apostilas - Educação Fisica , Notas de estudo de Física. Universidade do Estado do Amazonas (UEA)
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Brigadeiro6 de Março de 2013

Lacttaos - Apostilas - Educação Fisica , Notas de estudo de Física. Universidade do Estado do Amazonas (UEA)

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Apostilas de Física sobre o estudo dos Lacttaos, amostra, procedimentos.
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INTRODUÇÃO

Um dos elementos mais importantes do esporte, sobretudo o de competição e mais ainda o de alto nível, é o treinamento desportivo. Os princípios básicos do treinamento e todo seu arcabouço metodológico e ainda as áreas de conhecimento que lhes dão sustentação, formam um complexo teórico que tem como claro e declarado objetivo a melhoria do desempenho esportivo e, como meio, a exigência fundamental de colocar o corpo sob o máximo controle (Vaz, 1999).

No que tange a Fisiologia do Exercício, destaca-se o sistema energético, mais especificamente as vias metabólicas, que tem como função principal fornecer energia para os exercícios em suas diversas intensidades. Neste sentido o organismo humano pode produzir energia tanto na presença da molécula de O2 (Aeróbio) quanto na ausência desta molécula (Anaeróbio), sendo que ainda sobre o sistema anaeróbio existem dois processos, definidos como lático ou alático. Tais processos devem produzir uma molécula de suma importância para a produção de energia conhecida como trifosfato de adenosina (ATP).

Nos esportes e exercícios em que precisamos de reações explosivas, é a via do ATP-CP (Anaeróbia Alática) a principal responsável pela disponibilidade de energia (ATP). Esse sistema consiste de reação anaeróbia para a produção de energia imediata, ou seja, não necessita de oxigênio. A produção de ATP, neste caso, dá-se a partir da combinação de adenosina difosfato (ADP) e creatina-fosfato (CP). O ATP, ADP e CP encontram-se nos músculos e suprem a energia necessária para a realização do movimento, durante um curto período de tempo (McArdle, et al., 1992) apud Eleno et al (2002). Ao iniciarmos a atividade temos esses três compostos energéticos já citados à disposição do nosso organismo para a realização do movimento, porém como se sabe o ATP de reserva do organismo dura cerca de 3 segundos, a partir deste momento, dá-se a reação ADP+CP formando ATP (ciclo ATP-CP) adicional para sustentar o fornecimento energético para atividades com duração inferior a 10 segundos (Powers, Howley, 1990) apud Eleno et al (2002).

A via energética aeróbia, é a que produz maior quantidade de ATP para a realização de atividades. Isto se dá pela presença de oxigênio e utilizando como substratos a glicose e, quando necessário, a gordura e a proteína. Esse tipo de fornecimento energético é mais lento, pois envolve reações da glicólise anaeróbia, ciclo de Krebs e cadeia transportadora de elétrons.

Segundo Coelho et al. (2011) quando o consumo de oxigênio não é suficiente para realização da atividade ou a mitocôndria não está funcionando adequadamente, nosso organismo utiliza a via anaeróbica para suprimento energético, e nesse processo ocorre produção de piruvato, que é convertido em seguida para lactato. À medida que aumenta a concentração de lactato no sangue e nos músculos, a ressíntese de ATP não acompanha o ritmo de utilização, a fadiga se

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instala e o exercício é interrompido, já que a acidez inativa várias enzimas envolvidas na transferência de energia e também nas propriedades contráteis dos músculos.

O piruvato, após ser reduzido a lactato, é transportado para a corrente sanguínea através de transportadores, que por sua vez transportam concomitantemente um íon H+, inibindo a acidose no músculo, que durante o exercício pode chegar a valores entre 6,0 a 6,4 segundo Madden et al. (1991) Robergs (2003). Contudo, a acidose é transferida para o sangue ou outros tecidos, onde poderá ser tamponada ou metabolizada de acordo com Maughan (2000). O lactato é formado a partir da molécula de Piruvato associado ao íon H+ carreado pela NADH+H+, ou seja, a formação do lactato faz com que a acidose seja adiada, atuando então como forma de tamponador Ernesto et al. (2003).

A acidose que é encontrada durante o exercício não pode estar relacionada ao ácido lático e tampouco ao lactato, porém podemos observar que, quando uma molécula de ATP é convertida a ADP + Pi, o grupo fosfato oriundo do ATP, para se formar em fosfato inorgânico, se associa ao grupo hidroxil proveniente da molécula de H2O, ocorrendo então a liberação de um íon H+, que por sua vez acidifica o meio.

Ou seja quando o esforço intenso se prolonga a via anaeróbia lática é ativada, esta via também produz ATP, mas estes provém de um conjunto de reações químicas denominadas glicólise anaeróbia utilizando como substrato energético somente a glicose resultante da desintegração de carboidratos provenientes da ingestão alimentar.

No intuito de reverter de forma mais rápida esta acidose estabelecida pela intensidade e duração do estimulo (exercício), pesquisadores tem focado em eventuais intervenções durante o período de recuperação. Sobre o tema Jacobs (1986) demonstraram varias evidencias, das quais destaca-se que a recuperação ativa aumenta a velocidade de remoção de lactato para a circulação, bem como sua taxa de remoção sanguínea, ou seja dentro desse contexto, a recuperação ou a velocidade desta, tem sido estudada por meio da remoção do lactato sanguíneo. Como consequência destes estudos, a recuperação ativa tem mostrado resultados como aquela com maior eficácia, embora não se tenha um consenso sobre a melhor forma de utiliza-la, principalmente no que se refere a intensidade a ser aplicada no intervalo entre os exercícios da atividade física.

Sobre o tema Dupont et al. (2004) utilizaram recuperação ativa com exercício a 40% do VO2máx em cicloergômetro. Diferentemente de Takahashi et al, (2005) que utilizaram 20% do VO2máx também em cicloergômetro por cinco minutos. Embora ambos os estudos tivessem obtido êxito, os resultados mostraram que a recuperação ativa, quando comparada com a passiva, apresenta aumento do volume sistólico e débito cardíaco, melhor saturação parcial de oxigênio, aumento do tempo de exaustão e potência metabólica. O ideal é que o exercício ativo esteja em 50% do VO2máx; este não deve ser realizado por tempo prolongado, pois, cargas de maior duração não são adequadas ao objetivo de compensação e levariam à sobrecarga no sistema cardiocirculatório, bem como gasto energético e desgaste dos tecidos.

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Em estudo com 20 sujeitos classificados como fisicamente ativos, Connolly et al. (2003) utilizaram recuperação ativa por três minutos com 80rpm em cicloergômetro. Gill et al. (2006) utilizaram semelhante protocolo, diferindo em relação ao tempo de exercício ativo e à população de estudo, formada por 23 jogadores de rúgbi de alto rendimento. Os resultados demonstraram 88,2% de recuperação, se tratando de remoção de CK. Os resultados de Connolly et al. não se apresentaram muito satisfatórios, embora a concentração de lactato tenha diminuído nos primeiros momentos de recuperação ativa, esse valor foi se igualando quando comparado com o da recuperação passiva.

Provavelmente, a principal razão para diferença de resultados esteja relacionada mais com o estado de treinamento dos indivíduos do que com a diferença nos exercícios, ou seja, quanto mais alto for o nível de aptidão do sujeito, mais alta será a intensidade do exercício de recuperação para adequada remoção de ácido lático.

Tendo em vista todos os parâmetros abordados e mencionados acima o presente estudo teve como objetivo fazer uma comparação entre método de recuperação ativo e passivo na corrida de 200 metros em indivíduos fisicamente ativos, para que os treinadores e profissionais de Educação Física possam otimizar seus treinamentos.

METODOLOGIA

Amostra

Para realização do presente estudo foram avaliados 8 indivíduos fisicamente ativos, atletas de futebol de campo categoria sub 18, com média de idade de 18.08 anos e DP + 0,47 meses de idade do sexo masculino.

Procedimentos

Todos os voluntários foram submetidos a dois diferentes protocolos de testes, composto por 4 tiros de 200 metros máximos na pista de atletismo em dias distintos, com no mínimo 72 horas de intervalo entre os testes e máximo 7 dias. Os protocolos foram diferenciados somente com relação ao modelo de recuperação entre os tiros. O protocolo A consistiu de recuperação ativa de 1 para 5, e o protocolo B com recuperação passiva de 1 para 5, ou seja o tempo de descanso foi calculado através da multiplicação do tempo do tiro por 5, e este tempo multiplicado por 5 será o tempo de intervalo para o próximo tiro.

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Foi coletado o valor do lactato dos indivíduos ao final da bateria de testes através do Yellow Springs Instruments 1500 L-Sport Analyzer no intuito de comparar qual protocolo de recuperação teve melhor resposta ao exercício anaeróbico.

Análise Estatística

Estatística descritiva através de média e desvio padrão (+DP) foi aplicado no intuito de demonstrar as características da amostra. Visando comparar os valores de lactato dos diferentes protocolos de testes, foi aplicado o teste t pareado e o nível de significância adotado foi de p

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