Leucemia Mieloide Cronica - Apostilas - Medicina, Notas de estudo de Medicina. Centro Universitário do Pará (CESUPA)
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Neymar28 de Fevereiro de 2013

Leucemia Mieloide Cronica - Apostilas - Medicina, Notas de estudo de Medicina. Centro Universitário do Pará (CESUPA)

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Apostilas sobre um estudo cujo objetivo é descrever as caracteríticas do paciente portador da Leucemia Mielóide Crônica , obter uma melhor compreensão da patologia e proporcionar melhorias na assistência de enfermagem.
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INTRODUÇÃO

Câncer é o nome dado a um conjunto de doenças que têm em comum o crescimento desordenado (maligno) de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se (metástase) para outras regiões do corpo . Inicia-se por uma célula, que se divide, multiplicando- se em progressão muito rápida, até formar uma tumor ação, milhões de células (LONGUI et al, 1979). Existem duas espécies de tumores, entre eles podemos citar o benigno e o maligno, podem desenvolver –se em qualquer estrutura do corpo , fibras, musculaturas, vasos sanguíneos, pele . Os tipos existentes de cânceres são mais comuns, câncer anal, câncer de boca, de colo-retal, do colo do útero, de esôfago, de estômago, de fígado, câncer infantil, de laringe, de pele, de mama, do pâncreas, de pênis, de próstata, de pulmão, de ovário, de testículo, Leucemia, Linfoma de Hodgkin e Não-Hodgkin, Tumores de Ewing (INCA, 2009). A leucemia é um tipo de câncer onde desencadea uma malignidade nos glóbulos brancos (leucócitos) na maioria das vezes não conhecida. Ela tem como principal característica o acúmulo de células jovens (blásticas) anormais na medula óssea, que substituem as células sangüineas normais. A medula é o local de formação das células sangüíneas, ocupa a cavidade dos ossos (principalmente esterno e bacia) e é conhecida popularmente por tutano. Nela são encontradas as células mães ou precursoras, que originam os elementos figurados do sangue: glóbulos brancos, glóbulos vermelhos (hemácias ou eritrócitos) e plaquetas (HALLEY, 1988). De acordo com Benneu, Craigie e Virchow, foi descrito no ano de 1845 pacientes com leucemia e atribuiu números marcantes de leucócitos à presença de “material purulento no sangue”, sendo posteriormente revisados por Osler, concluindo que Virchow teve prioridade porque foi o primeiro a afirmar que o aumento dos leucócitos era o quadro essencial da doença, a qual se deu o nome de leucemia (LEAVELL, 1979). A Leucemia Mielóide Crônica (LMC) corresponde à menos de um quarto do total das leucemias, com percentuais variando entre 15 e 25%, incide na quarta e quinta décadas de vida, comprometendo os dois sexos, mas com predominância no sexo masculino (MARTINS, 1983) e (HALLEY, 1988).

Após 100 anos do primeiro relato da descoberta da leucemia, segundos os estudos de Nowell e Hungerford em 1960, foi descoberto um cromossomo anômalo do grupo G em pacientes com LMC e que, em homenagem a cidade onde foi descoberto, recebeu o nome de Filadélfia ou Ph1. Inicialmente julgaram tratar-se de um cromossomo do par 21 alterado, porém, técnicas auto-radiográficas posteriores mostraram ser anomalia do par 22 (

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HALLEY,1988). Estudos citogenéticos demonstraram-se que a anormalidade fundamental da LMC é celular, sendo que toda a população funcional originada das células indiferenciadas normais é substituída por uma população anormal, caracterizada pela presença de um marcador cromosomial, o cromossoma Ph1, e portanto é encontrado em aproximadamente 95% dos pacientes com LMC (RAPAPORT, 1990). Alguns fatores estão implicados na etiologia das leucemias, entre eles, o vírus, radiações ionizantes, drogas e fatores genéticos. Tem sido demonstrado que o vírus são os agentes causais da leucemia em animais inferiores, particularmente em aves e mamíferos. No homem, entretanto, ainda não se pode desmonstrar a etiologia viral da doença (MARTINS, 1983). Os principais sintomas da leucemia decorrem do acúmulo dessas células na medula óssea, prejudicando ou impedindo a produção dos glóbulos vermelhos (causando anemia), dos glóbulos brancos (causando infecções) e das plaquetas (causando hemorragias). Depois de instalada, a doença progride rapidamente, exigindo com isso que o tratamento seja iniciado logo após o diagnóstico e a classificação da leucemia (ATHENS, 1998). O tratamento utilizado de 1906 a 1950 foi a radioterapia esplênica. Em 1950 foi introduzido o busulfan, que tornou-se a droga mais utilizada para o tratamento desta condição. Entretanto, outras drogas podem ser igualmente eficientes, como o dibromomanitol e a hidroxiuréia. (HALLEY, 1988). O Transplante de Medula Óssea ( TMO ) é o método mais eficiente para induzir a remissão citogenética e molecular completa, determinando longa sobrevida e provavelmente cura em 70% dos pacientes (PASQUINI, 2005). Segundo Felipe (2008), a distribuição das taxas de incidência por Leucemias em homens no mundo até o ano de 2002 foi de 15,2% na Itália, Biella, 14,2% na Austrália, South, 9,4% no Brasil, Goiânia/São Paulo, e de menor porcentagem foi de 1,8% no Canadá, Northwest Territoties e 1,3% Uganda, Kyadondo. Já em mulheres foi de 9,3% na Itália,Varese, 9,1% na Asutrália, South, 10,0% no Brasil, Palmas e 7,9% Goiânia, e de menor porcentagem 2,4% na India, Poona e 1,4% na Uganda, Kyadondo.

OBJETIVO

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O objetivo deste trabalho é descrever as caracteríticas do paciente portador da Leucemia Mielóide Crônica , obter uma melhor compreensão da patologia e assim proporcionar melhorias na assistência de enfermagem .

METODOLOGIA

A pesquisa foi realizada através de levantamento bibliográfico, pela observação sistemática por via eletrônica, através de consulta retrospectiva de artigos científicos, veiculados na base de dados da BIREME. Os artigos científicos selecionados atenderam aos seguintes critérios de seleção: artigos indexados no banco de dados em concordância com os descritores previamente escolhidos, entre eles, Leucemia, Leucemia Mielóide Crônica e Leucemia Granulocítica Crônica, e assim realizado uma primeira análise dos títulos e conteúdos dos respectivos resumos

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1 DEFINIÇÃO GERAL

1.1 Leucemia

É uma patologia que atinge a medula óssea, que é a parte do corpo que produz o sangue. A pessoa portadora de leucemia, fará com que a medula fabrique muitos glóbulos brancos

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defeituosos (sem função), chamados blastos, ocorrendo infecções, no qual as células leucêmicas não têm possibilidade de combater infecções que poderão ocorrer. Deste modo a medula passa a ser substituída pelas células leucêmicas, a produção de glóbulos vermelhos reduz, estimulando anemia, do mesmo modo que há diminuição na produção de glóbulos vermelhos e brancos, poderá ocorrer leucopenia e também diminuição na produção de plaquetas (fragmentos celurares que auxiliam na coagulação do sangue), provocando a plaquetopenia, aparecendo manchas roxas pela pele e possibilitando um elevado risco de sangramento (ABRALE, 2006).

A leucemia é distinguida pela reprodução elevada de glóbulos brancos (leucócitos) jovens na medula óssea (local de formação das células sanguíneas), substituindo as células sanguíneas normais. Estes glóbulos brancos primeiramente invadem a circulação sanguínea antes de estarem inteiramente amadurecidos, fazendo com que não tenham condições de exercer sua função adequadamente (FUNDAÇÃO ONCOCENTRO DE SÃO PAULO, 2006).

A causa e a origem da LMC está ligada a translocação entre os cromossomos 9 e 22 originando no cromossomo Filadélfia ( Ph1), designação esta por ser descoberto na Universidade da Pensilvânia (MADURO, 2005). Os sintomas da leucemia são parecidos aos de várias doenças comuns, porém, depois de algum período, tornam-se mais severa e constante, provocando anemia (palidez), enfraquecimento, cansaço crônico, febre de causa desconhecida, facilidade para sangramento e formação de lesões arroxeadas pela pele (equimoses e hematomas). Rotineiramente há sangramentos pelo nariz, gengivas ou menstruação demasiadamente ativo sem razão aparente, infecções recorrentes, dor nas articulações e nos ossos, aumento do tamanho dos gânglios linfáticos e baço (ABRALE, 2006).

A LMC ocorre inicialmente em adultos de meia-idade, casualmente com seus 20 anos, e muito raramente em bebês e crianças. A doença é assintomática em seu início e frequentemente é descoberta acidentalmente. O paciente com a doença evoluída procurará assistência médica por causa de uma massa abdominal que é um baço aumentado ou por causa de fraqueza, fadiga e perda de peso (RAPAPORT, 1990). A LMC não é comum nas pessoas com idade inferior a 20 anos, mas a recorrência progride com a idade (BRUNNER, 2000).

Leucemia mielóide crônica – incidência por faixa etária entre 1995 – 1998.

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Fonte: ABRALE – Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia, 2004.

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As leucemias são processos malignos de profileração celular das células precursoras na medula óssea, liberadas ainda imaturas para a corrente sanguínea. Classificam-se de acordo com o clone celular omprometido em tal processo, podendo assim ser de dois tipos: linfóides (linfócitos) ou mielóides (granulócitos, monócitos, eritrócitos e plaquetas) (MIESA, 2006).

Segundo Abrale (2006), a leucemia é separada em duas essencial classes, entre elas a leucemia linfóide que é caracterizada pelo elevado número dos glóbulos brancos defeituosos (blastos) da linhagem (família) linfóide. A doença progride habitualmente na medula óssea, mas também pode ter início nos gânglios linfáticos. A leucemia mielóide que é caracterizada pelo aumento de glóbulos defeituosos da linhagem (família) mielóide.

Cada tipo é separado em dois subtipos sendo eles a leucemia linfóide e mielóides, e possibilitando aparecer de duas formas, a aguda e crônica. Nas leucemias agudas, os tipos de células doentes são imaturas, jovens, ou seja, as primeiras formas do seu desenvolvimento e amadurecimento. Nas leucemias crônicas, as células afetadas exibem um grau de desenvolvimento próximo ao das células maduras normais. O aparecimento da doença se dá de uma forma lenta e insidiosa. Os pacientes podem apresentar emagrecimento, presença de caroços (pescoço, virilhas e axilas), aumento de baço e fígado. Comumente o tratamento é com agentes antineoplásicos que podem ser administrados por via oral que são os comprimidos (ABRALE, 2006).

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2 EPIDEMIOLOGIA

De acordo com Nonino (2008), registros internacionais de câncer, além da elevada incidência de casos da doença, revelam aumento ainda maior na prevalência de pacientes em tratamento oncológico, uma vez que novas drogas têm aparecido e o número de linhas de tratamento possíveis tem-se multiplicado, possibilitando grande sobrevida total, e melhoria na qualidade de vida. Os dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade do Ministério da Saúde, que estuda a participação dos distintos grupos nosológicos na mortalidade da população brasileira nas últimas décadas, revelam que o câncer foi o grupo de maior aumento relativo, tornando-se a segunda causa mais recorrente de óbitos no nosso país, atrás somente das doenças circulatórias. Esta evolução é igualmente descrita em outros países desenvolvidos e em desenvolvimento.

Distribuição das taxas de incidência por leucemias em homens

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[pic]Fonte: INCA: incidência de Câncer no Brasil e no Mundo – Magnitude, 2004.

Distribuição das taxas de incidência por leucemias em mulheres

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Fonte: INCA: incidência de Câncer no Brasil e no Mundo – Magnitude, 2004.

A avaliação de incidência das doenças oncológicas é primordial para o adequado planejamento de prioridades e definição dos tratamentos viáveis. A incidência da LMC em registros internacionais é de um a dois casos por 100 mil habitantes, representando 15% a 20% dos casos de leucemias dos adultos. No Brasil, esta estimativa é baseado em dados dos Registros de Câncer de Base Populacional (RCBPs). Há 28 destes Registros, movendo-se em capitais e cidades do interior, cobrindo áreas geográficas e populações definidas. A avaliação de incidência de leucemias (agudas e crônicas) no Brasil para 2008 revela grandes diferenças segundo a região avaliada, variando de 2,68 casos para 100 mil homens em Roraima até 8,32 casos no Rio Grande do Sul (INCA, 2009).

Estimativas, para o ano 2008, de número de casos novos de câncer, por Estado

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Fonte: INCA - Instituto Nacional de Câncer, 2009.

Na tabela acima vemos que as leucemias, câncer de cavidade oral e câncer de pele aparecem em números significativos, e assim temos que dar uma maior atenção ao números de casos novos que vem surgindo em todos os estados brasileiros. O estado brasileiro que é disparado em números elevados de leucemia é o estado de São Paulo, com 2.530 casos, e logo atrás vem Minas Gerais e Rio de Janeiro com 960 casos de leucemias. Os estados que aparecem em ultimo lugar com números menores em casos de leucemias comparado ao estado de São Paulo são Amapá com 30 casos e Acre e Roraima com um número de 20 casos, contabilizando na totalidade de todos os estados brasileiros, 466.730 casos.

Estimativas para o ano de 2008, de número de casos novos por câncer, em homens e mulheres, segundo a localização primária.

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Fonte: INCA - Instituto Nacional de Câncer, 2009.

As Leucemias podem ser agudas ou crônicas e também distinguem-se conforme a morfologia dos leucócitos afetados (neutrófilos ou linfócitos), produzindo dois grandes grupos principais: as Leucemias Mielóides e as Linfóides. A seguir o quadro abaixo revela distribuição de leucemia segundo sua morfologia e faixa etária no estado de São Paulo.

Distribuição dos casos de Leucemia, segundo morfologia e faixa etária.

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Fonte: FUNDAÇÃO ONCOCENTRO DE SÃO PAULO, 2006.

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No mundo, ocorrem 257 mil casos novos de leucemia por ano, dos quais cerca de 56% em homens. As maiores taxas de incidência encontram-se na América do Norte, Austrália e Nova Zelândia. As menores taxas podem ser encontradas na África sub-Saárica. O número de casos novos de leucemia vem aumentando principalmente em pessoas idosas. A taxas de sobrevida média cumulativa em cinco anos é cerca de 45% nos países desenvolvidos. Entretanto essas taxas alcança a ser três vezes superior que as observadas em países em desenvolvimento (INCA, 2004).

Representação espacial das taxas brutas de incidência por 100 mil homens, estimadas para o ano de 2008, segundo a Unidade da Federação (leucemias).

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Fonte: BRASIL, 2007

Representação espacial das taxas brutas de incidência por 100 mil homens, estimadas para o ano de 2008, segundo a Unidade da Federação (leucemias).

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Fonte: BRASIL, 2007

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2 SINAIS CLÍNICOS

Os sinais mais comuns são esplenomegalia, palidez, e sensibilidade esternal. Hepatomegalia, linfadenopatia, púrpura e hemorragias também são detectadas (ATHENS, 1998). De acordo com Martins (1983), um paciente com doença mais avançada pode procurar assistência médica por causa de uma massa abdominal que é um baço aumentado, ou por causa de fraqueza, fadiga, adinamia, perda de peso, anorexia, sudorese e febrícula e outros achados raros pode ser observados como priapismo e gota. Podem ser notadas equimoses e petéquias e dor óssea pode ser uma queixa importante (RAPAPORT, 1990).

Sintomas digestivos como sensação de plenitude gástrica pós-prandial e eructações são decorrentes devido a compressão esplenomegálica. A anemia surge lentamente, com palidez, cansaço fácil e dispnéia. Formas pré-clinicas podem ser detectadas pela descoberta de uma leucocitose em exames laboratoriais de rotina. O nível leucocitário pode permanecer elevado alguns anos antes da instalação da sintomatologia (MARTINS, 1983).

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3 FISIOPATOLOGIA

A leucemia mielóide crônica (LMC) é uma diferenciação celular maligna das células pluripotenciais, relacionada a presença do cromossomo Filadélfia ou PH 1 em precursores eritroides, lieloides, megacariociticos e linfocíticos B.Esse cromossomo representa uma translocação do proto- oncogene Abelson (abl) do cromossomo 9 para a região de ponto de ruptura (bcr) do cromossomo 22, com formação de um gene de fusão denominada bcr- abl. Após a descoberta do cromossomo Ph 1, datada em 1960, constatou –se seu “aspecto quase que constante da doença, indicando que uma anormalidade cromossômica adquirida podia estar ligada a um processo maligno especifico”. Um ponto de interesse é que dois proto- oncogenes celulares estão localizadas na sregioes de ocorrência das rupturas cromossômicas, c-cys no cromossomo 22 e c-abl no cromossomo 9. O gene c-cys esta relacionado ao gene codificador que estimula a síntese de colágeno pelos fibroblastos e o c-abl normalmente codifica uma fosfoquinase associada a vários receptores de fatores de crescimento (crescimento epidérmico, derivados de plaquetas e estimulantes de colônias. A

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expressão de c-cys comumente não é detectável em células de pacientes com LMC. Em contraste o gene quimérico bcr-abl sofre uma amplificação de 4 a 8 vezes na linha celular K 562 LMC, e as células de pacientes com LMC produzem um transcripto de mRNA de 8kb anormal que codifica uma proteína quimérica de 210.000 de peso molecular (p-2l0). Essa proteína contem 1104 aminoacidos codificados por uma parte do genoma de bcr. A proteína 210 exerce uma atividade de tirosina quinase maior que a proteína p-145 normal codificada por c-abl, presumivelmente tendo uma participação direta e crucial no desenvolvimento da LMC. A expressão da proteína P210 sobre a linhagem granulocitica se mostra pela alteração na propriedade de adesão das células ao microambiente medular, mas na LMC a adesão defeituosa ocasiona proliferação anormal granulocitica. Outra conseqüência do defeito de adesão é a penetração anormal dos precursores granulociticos, através da membrana subendotelial dos vasos para a corrente sanguinea , bem com a invasão de órgãos não hemopoéticos (fígado, baço) por granulócitos jovens.

4 FATORES DE RISCO

Segundo Leavell (1979), descreve que nos estudos de Miller, o mesmo estabeleceu certos grupos de alto risco como gêmeos idênticos de pacientes com leucemia, pacientes com policitemia vera tratados com radiação, aqueles com síndrome de Bloom e anemia aplásica de Fanconi, sobreviventes da bomba atômica de Hiroshima e Nagasaki, crianças com síndrome de Down, tratamentos com radiação com espondilite anquilosante e irmãos de crianças leucêmicas.

Tem sido demonstrado que o vírus são os agentes causais da leucemia em animais inferiores, particularmente em aves e mamíferos. No homem, entretanto, ainda não se pode demonstrar a etiologia viral da doença (MARTINS, 1983). Há anos que as radiações ionizantes foram reconhecidas como agentes leucemogênicos. Estudos de alta incidência de leucemia em médicos radiologistas, em pacientes com espondilite anquilosante tratados com raio X para a coluna e nos sobreviventes da explosão da bomba de Hiroshima e Nagasaki demonstraram que as radiações ionizantes são capazes de induzir leucemia no homem (HALLEY, 1988). Entre as drogas, o benzol (benzeno) é a única que tem sido implicada com regularidade na etiologia da leucemia. A LMC excepcionalmente é produzida pela ação destas substâncias tóxicas (LEAVELL, 1979). Por fim, os fatores genéticos têm pequena, mas definida importância na eclosão da leucemia. Como exemplo podemos citar e comparar o gêmeo univitelino e o dizigótico. Assim o gêmeo univitelino de um paciente

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leucêmico tem alto risco de tornar-se também leucêmico. Já os gêmeos dizigóticos tem um risco muito menor e os irmãos tem um risco ínfimo (HALLEY, 1988).

5 DIAGNÓSTICO

A doença evolui de forma lenta e progressiva e o diagnóstico é feito em média, cerca de 12 meses após a doença já ter se instalado, referindo fraqueza, aumento do baço, e

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raramente aumento dos gânglios. Queixas de febre e hemorragias são infrenquentes, mas a hepatomegalia já está presente de forma variável (LORENZI, 2006).

O diagnóstico pode ser laboratorial, através de hemograma revelando-se leucocitose, a anemia pode ser discreta ou acentuada, e um dado importante na fórmula leucocitária é a presença de basofilia e eosinofilia.

Realiza-se também mielograma, revelando hipercelularidade acentuada; reação citoquímica da fosfatase alcalina nos neutrófilos, há aumento evidente da fosfatase alcalina nos neutrófilos maduros; dosagem do ácido úrico no sangue, há hiperuricemia por excesso de metabolismo; dosagem da lactodesidrogenase, costuma evidenciar níveis elevados da enzima no soro; dosagem da transcobalamina I e da vitamina B¹², revela níveis aumentados; biópsia de medula óssea, revela hipercelularidade medular devida à proliferação dos precursores granulocíticos e também aumento de megacariócitos apresentando como células ainda não completamente maduras; citogenética, é detectada pelo exame molecular e PCR especialmente nas fases posteriores ao tratamento quimioterápico ou após o transplante medular, sendo útil na pesquisa da doença residual (LORENZI, 2006).

6 TRATAMENTO

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A LMC passou na última década, de uma doença com padrão de característica e uniformemente mortal em médio prazo, para uma patologia possivelmente curável, desde que tratada ofensivamente nas suas fases mais iniciais, em geral quando a sintomatologia é discreta ou mínima. O objetivo do tratamento é dar uma vida mais cômoda ao paciente, mantendo-o livre de sintomas durante o maior período possível, sem risco de complicações decorrentes de terapêutica impostas. Foi abordado nesta seção, as principais drogas existentes em protocolo quimioterápico mais comum em LMC, tendo os medicamentos citostáticos ou citotóxicos, mais conhecidos como quimioterápicos ou antineoplásicos e as drogas oncologicas que são utilizadas para prevenir e/ou tratar os efeitos tóxicos dos antineoplásicos.

3.1 Daunorrubicina

Nome comercial: Daunoblastina, Dauno-Big

Classificado como antibiótico antitumoral derivado de cultura de Streptomyces peucetius. Intercal-se e liga-se ao DNA, bloqueando a síntese do DNA, RNA e proteínas. É indicado em leucemias agudas (linfocítica, mielocítica, e eritrocitária), linfomas, neuroblastoma, rabdomiossarcoma, leucemia mielóide crônica, sarcoma de Ewing, tumor de Wilm’s. Via de administração endovenosa (EV), e possui ação vesicante. Efeitos colaterais hematológicos são mielodepressão, leucopenia, trobocitopenia, anemia e pancitopenia; gastrintestinais são náuseas, vômitos,estomatite, esofagite, gastrite, anorexia, diarréia e dor abdominal; cardiocirculatórios são cardiotoxicidade, arritmias agudas, taquicardia sinusal, contração ventricular prematura e bloqueio cardíaco, cardiomiopatia, ICC, pericardite e miocardite; cutâneos são alopecia, hiperpigmentação cutânea e do leito ungueal, hiperemia cutânea, urticária, prurido, fotossensibilidade e tromboflebite no local da aplicação, outros destacamos hepatoxicidade, urina avermelhada, anafilaxia rara, hiperuricemia, supressão gonadal, teratogenicidade e carcinogenicidade.

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3.2 Citarabina

Nome comercial: Aracytin Cs, Aracytin, Bedford Citarabina, Fauldcita.

Classificado antimetabólito análogo à pirimidina que bloqueia a síntese do DNA, inibindo o DNA polimerase. Atua sobre a fase S e, sob certas condições, bloqueia a progressão das células da fase G1 para a fase S. È indicado em leucemias agudas (Mielóide e linfóide), crise blástica da leucemia mielóide crônica, linfomas não-Hodgkin, síndrome mielodisplásica, leucemia e linfomas meníngeos. Via de administração endovenosa (EV), intratecal (IT), subcutânea (SC), intramuscular (IM) e não possue ação vesicante. Efeitos colaterais hematológicos são mielodepressão, leucopenia, trombocitopenia e anemia; gastrintestinais são náuseas, vômitos, confusão mental, anorexia, diarréia, alteração de paladar, disfagia, estomatite, ulceração gastrintestinal, peritonite, pancreatite, ulceração e inflamação anal e esofagite; neurológicos são neurotoxicidade, cefaléia, convulsão, parestesia, neurite, tonturas, letargia, sonolência, alterações de personalidade, ataxia, disfagia, coma; cutâneos são tromboflebite, erupções cutâneas, alopecia, eritema macupapular, descamação cutânea; outros destacamos hepatoxicidade, nefrotoxicidade, pneumonia, dispnéa, edema pulmonar, fotossensibilidade, conjutivite, imunossupressão, cardiopatia, fadiga, teratogenicidade, carcinogenicidade.

3.3 Hidroxiuréia

Nome comercial: Hydrea

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Classificado antimetabólito cujo exato mecanismo de ação ainda não é totalmente conhecido. Sabe-se que a droga interrompe a conversão dos ribonucleotídeos em desoxirribonucleotídeos, além de inibir a incorporação da timidina ao DNA, impedindo sua síntese. Não interfere com a síntese do RNA e proteínas. É indicado em leucemia mielóide crônica, melanoma, carcinoma de ovário, tumores de cabeça e pescoço, policitemia vera, síndrome mieloproliferativa, astrocitoma e meduloblastoma, leucemias agudas com alta contagem de blastos, trombocitopenia essencial, prevenção da síndrome do ácido retinóico em leucemia promielocítica aguda, tumor cerebral, neoplasias trofoblásticas, câncer de próstata, cervix, cólon, células renais, pulmão e estômago.Via de administração via oral (VO), endovenosa (EV) e não possue ação vesicante.

Efeitos colaterais hematológicos são mielodepressão, leucopenia, trombocitopenia e anemia; gastrintestinais são náuseas, vômitos, mucosite, esofagite, diarréia, anorexia, enterocolite; cutâneos são alopecia, eritema generalizado, erupções cutâneas; cardiovasculares são cardiotoxicidade, arritmias agudas transitórias, cardiomiopatia e ICC; outros destacamos cefaléia, convulsões, hiperuricemia, urina de cor avermelhada, febre, calafrios, teratogenicidade e carcinogenicidade.

3.4 Vincristina

Nome comercial: Biocrist, Fauldvincri, Oncovin, Tecnocris, Vincizina, Vincristex.

Classificado em alcalóide extraído da Vinca Rosea que se liga à proteína dos microtúbulos celulares, promovendo sua ruptura e causando bloqueio da divisão celular durante a metáfase. É Indicado em leucemias agudas, linfoma de Hodgkin, linfoma de Hodgkin, linfoma não-Hodgkin, rabdomiossarcoma, neuroblastoma, sarcoma de Eing, tumor de Wilm’s, leucemias crônicas, sarcoma de Kaposi, sarcoma de tecidos moles, ostessarcoma, mieloma, neoplasias trofoblásticas, melanoma e câncer de cólon, reto, cérebro, mama, cérvix, cabeça e pescoço, ovário, pulmão e tireóide. Via de adminsitração endovenosa (EV), e possue ação vesicante. Efeitos colaterais hematológicos são mielodepressão, leucopenia, trombocitopenia, anemia; gastrintestinais são náuseas, vômitos, obstipação, íleo paralítico, perfuração e necrose intestinal (raro), anorexia, diarréia, cólica abdominal, mucosite, cutâneos são alopecia, erupção cutânea,

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fotossensibilidade; neurológicos são parastesias, formigamentos, paralisias, mialgia, cefaléia, depressão, agitação, insônia, fadiga, fraqueza, dor intensa em mandíbula, faringe, alterações oculares (diplopia, ptose, fotofobia), surdez parcial ou total (rara), tontura, nistagmo e vertigem; outros destacamos hepatoxicidade, toxicidade pulmonar, febre, disúria, poliúria, hipertensão, hipotensão, edema, teratogenicidade e carcinogenicidade.

3.5 Imatinib

Nome comercial: Glivec

Classificado como inibidor da proteína tirosino-quinase. Inibe a transdução do sinal celular que inibe potentemente a tirosino-quinase Bcr-Abl nos níveis in vitro, celular e in vivo. O composto inibe seletivamente a proliferação e induz a apoptose nas linhagens celulares Bcr-Abl positivas bem como em células leucêmicas frescas de pacientes com LMC positiva para o cromossomo Philadelfia(Ph+) e leucemia linfoblástica aguda (LLA). É indicado em tratamento de pacientes com leucemia mielóide crônica (LMC) em crise blástica, fase acelerada ou fase crônica; tratamento de pacientes adultos com tumor estromal gastrintestinal maligno, metastático e/ou inoperável e sua via de adminsitração é por via oral (VO).

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Efeito colaterais hematológicos são neutropenia, trombocitopenia, anemia, neutropenia febril e pancitopenia; neurológicos são cefaléia, tonturas, pertubações do paladar, parastesias, insônia, AVC hemorrágico, síncope, neuropatia periférica, hipoestesia, sonolência, enxaqueca; sensoriais são distúrbios oculares, conjuntivite, hiperlacrimação, irritação ocular, visão borrada,hemorragia conjuntival, edema orbital, distúrbios auditivos e labirínticos; gastrintestinais são anorexia, náuseas, diarréia, dispepsia, dor abdominal, flatulência, constipação, boca seca, melena, ascite, gastrite,eructação; cardiovasculares são insuficiência cardíaca, edema pulmonar, taquicardia, hipertensão, hipotensão, rubor, extremidades frias; hepáticos são iciterícia, hiperbilirrubinemia; mucocutâneos são edema periorbitário, dermatite, eczema, edema facial, pele seca, suores noturnos, edemas de membros inferiores, petéquias, hematomas, contusão, púrpura, angioedema; musculoesqueléticos são espasmos, câimbras musculares, dor musculoesquelética, edema das articulações, dor ciática; outros destacamos infecções (sepse, pneumonia, herpes simples, infecção do trato respiratório superior), metabólitos (hiperuricemia, hipocaliemia, hipercaliemia, hiponatremia, derrame pleural, dispnéia, tosse, depressão, insuficiência renal, ginecomastia, edema escrotal,fadiga, pirexia, fraqueza, calafrios, mal-estar.

3.6 Molgramostina

Nome comercial: Gramostim, Leucocitin, Leucomax

Classificado como fatorestimulador de colônia de granulócitos e macrófagos de origem recombinante humana. È produzida laboratorialmente por uma cepa de Escherichia coli portadora de um plasmídeo de engenharia genética que contém um gene humano do GM-CSF.

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Trata-se de um regulador multilinhagemdas glicoproteínas que intervém tanto na regulação da hematopoiese como na ativação das células mielóides maduras. Ocasiona aumento na produção de granulócitos, monócitos/macrófagos e linfócitos T. É também responsável pelo aumento da função quimiotáxica e fagocitária dos neutrófilos. É indicado para diminuir a incidência e duração da neutropenia febril em pacientes portadores de neoplasias tratados com quimioterapia citotóxica, incluindo pacientes com leucemias agudas e linfomas. Para reduzir o risco de infecção originado pela leucopenia em pacientes com síndromes mielodisplásicas/ anemia aplásica. Em pacientes com leucopenia associada á infecção (inclusive por HIV) para acelerar a recuperação mielóide e sua via de administração por via subcutânea (SC) ou endovenosa (EV), em infusão de quatro a seis horas. Efeitos colaterias hematológicos são neutrofilia, eosinofilia, declínio transitório da contagem de plaquetas e hemoglobina, risco ainda não estabelecido em doenças mielóides malignas; gastrintestinais são náuseas, vômitos, diarréia, anorexia, estomatite e dor abdominal raramente; cutâneos são reação inflamatória no local da injeção, erupção cutânea, prurido, rubor; outros destacamos reações de hipersensibilidade (anafilaxia, angioedema, broncoespasmo, dispnéia, febre), dor musculo-esquelética transitória de leve a moderada, pericardite, arritmias, insuficiência cardíaca, dor torácica, cefaléia, tontura, hipertensão intracraniana, mialgia, teratogenicidade e carcinogenicidade.

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3.7 Interferon Alfa

Nome comercial: Roferon A, Intron A, Interferon

Classificado como proteína que exerce um efeito direto e indireto sobre o crescimento celular e induz uma resposta antiviral na célula. Apresenta atividade antiproliferativa imunomoduladora manifestada através da potencialização da atividade fagocitária dos macrófagos e aumento da citoxicidade específica dos linfócitos para as células-alvo. Inibe a replicação viral em células infectadas por vírus. É indicado em leucemia de células pilosas, sarcoma de Kaposi em AIDS, leucemia mielóide crônica, mieloma múltiplo, linfona não-Hodgkin baixo grau, linfoma cutâneo de células T, linfoma folicular, carcinoma de células renais, carcinoma de bexiga, melanoma maligno e sua via de adminsitração preferencialmente subcutânea (SC), outras como intramuscular (IM), endovenosa (EV) em infusão de 10 minutos, intravesical e intraperitoneal. Efeitos colaterais hematológicos são leucopenia, trombocitopenia, anemia; gastrintestinais são náusea leve, vômito, diarréia, anorexia, alterações de paladar, flatulência, constipação; cutâneos são leve alopecia, pele seca, hiperemia facial, urticária, aumento dos cílios; hepáticos são hiperbilirrubinemiae hepatite raramente; neurológicos são sonolência, parestesia leve, depressão, distúrbios visuais, tremores, convulsão, ansiedade; cardiovasculares são tosse, dispnéia, edema, dor torácica, arritmias, taquicardias; outros destacamos mialgia, artralgia, cefaléia, perda de peso, rinorréia, sinusite, carcinogenicidade e mutagenicidade.

3.8 Prednisona

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Nome comercial: Meticortem, prednisona, predicorten

Classificado como glicocorticóide sintético com ação antiinflamatória, anti-reumática, antialérgica e imunossupressora potentes. Possui também propriedades antitumorais e discreta atividade mineralocorticóide. É indicado para hipercalcemia associada ao câncer, como medicação paliativa em leucemias e linfomas em adultos e leucemia aguda em crianças e sua via de administração por via oral (VO).

Efeitos colaterais hematológicos são leucocitose, trombocitose, gastrintestinais são náusea, vomito, anorexia, pancreatite, distensão abdominal, esofagite ulcerativa; cutâneos são eritema cutâneo, acne, eritema facial, petéquias e equimoses, sudoresse excessiva, urticária; neuropsiquiátricos são fraqueza muscular, cefaléia, vertigem, convulsões, euforia, psicosse, depressão, insônia, alterações do humor, cardiovasculares são retenção hídrica e edema, tromboembolismo, ICC; oculares são glaucoma, aumento da pressão intra-ocular, exoftalmia; metabólitos são hiperglicemia, hipopotassemia; outros são alterações menstruais, osteoporose, perda da massa muscular, ruptura do tendão.

3.9 Metilprednisolona

Nome comercial: Alergolon, Depo-Medrol, Predmetil, Solu-Medrol

Classificado como propriedade antiinflamatória (glicorticóide) e retentora de sódio (mineralocorticóide). A potência antiinflamatória é acentuadamente forte, enquanto que a

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mineralocorticóide é bastante fraca. Os glicocorticóides causam profundos e variados efeitos metabólicos e , adicionalmente, modificam as respostas imunológicas frente aos diversos estímulos. É indicação em tratamento de uma ampla variedade de doenças crônicas (inflamatórias, alérgicas, hematológicas, neoplásicas e auto-imunes), e sua via de administração é por via oral (VO), intramuscular (IM), e endovenoso (EV).

Efeitos colaterais dermatológicas são dificuldade na cicatrização de feridas, equimose e petéquia, eritema facial; endócrinas são irregularidades menstruais, aumento das exigências de insulinas ou de hipoglicemiantes orais; musculoesqueléticas são fraqueza muscular, perda de massa muscular, ruptura do tendão; neurológicas são aumento da pressão intracraniana, convulsão, vertigem, cefaléia; oftalmológicas são glaucoma, exoftalmia.

3.10 Transplante de Medula Óssea

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O Transplante de medula óssea (TMO) constitui o método mais eficiente para induzir a remissão citogenética e molecular completa, determinando longa sobrevida e provavelmente cura em 70% dos pacientes. É o processo de substituição da medula óssea doente ou supremida por medula óssea normal. Vale lembrar que o objetivo do procedimento é transplantar, ou seja, infundir através da via venosa do paciente para posterior pega, células progenitoras (tronco) ou stem cell. Essas células podem ser obtidas através de múltiplas punções ósseas para aspiração da medula óssea (transplante de medula óssea), através de um processo de aférese do sangue periférico (transplante de células-tronco periféricas) ou através de sangue de cordão umbilical e placentário (transplante de células-tronco hematopoéticas de cordão). PASQUINI 2005

Existem basicamente 3 tipos de tratamento de medula óssea/ células hematopoéticas : autogenico, singenico e alogenico. Em qualquer um deles as células podem ser obtidas da medula óssea, do sangue periférico ou do sangue de cordão umbilical e placentário. Autogenico (TAMO) as células são obitidas do próprio paciente e reinfundidas após a aplicação de quimioterapia. O procedimento é significativamente limitado pela necessidade de medula óssea ou células- tronco hematopoéticas “limpas”, ou seja, saudáveis e livres da doença. Portanto, a coleta deve ser feita durante o período de remissão e o material conservado em freezer para posterior descongelamento e reinfusão.

Atualmente as principais indicações para o transplante autogênico são : linfoma não- hodgkin recidivado e agressivo, mieloma múltiplo, linfoma de Hodgkin recidivado ou refratário ao tratamento convencional e os tumores de células germinativas avançadas e recidivados.

Singenico : as células para o transplante são obtidos de um irmão gêmeo idêntico e portanto são perfeitamente compatíveis como paciente. São transplantes incomuns, com toxicidades e complicações mínimas, porém estão associadas a índices de recidiva da doença superiores ao alogenico, possivelmente pela inexistência do efeito enxerto versus leucemia ocasionado pela doença do enxerto contra o hospedeiro (DECH), presente em graus variáveis em quase todos os transplantados mesmo que histocompatíveis.

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Alogenico: as células são obtidas de um doador histocompativel e adminsitrados ao paciente. Esse doador pode ser relacionado ou não relacionado, ou seja, aparentado ou não. Doações entre não aparentados são possíveis através dos bancos de medula óssea e bancos de cordão umbilical.

O tratamento alogenico de medula óssea está indicado como uma alternativa de cura para os portadores de neoplasias malignas, doenças não malignas e enfermidades congênitas ou genéticas. Entre as neoplasias malignas figuram as leucemias agudas e crônicas, os linfomas de Hodgkin e não-Hodgkin, o mieloma múltiplo e as síndromes meiolodisplásicas.

A seleção e preparo do paciente é realizado somente em pacientes que preenchem os critérios de elegibilidade adotados pela equipe ou instituição devem ser candidatos ao transplante de medula óssea ou células-tronco hematopoéticas. Esses critérios devem estar apoiados em literatura específica, constantemente atualizada. O tipo de doença, seu estadiamento, a idade do paciente, sua condição clínica, sua condição socioeconômica e, no caso de transplante autogênico, sua performance medular (a medula óssea deve estar normomolecular e livre de infiltração neoplásica) estão entre os inúmeros fatores que devem ser analisados para determinar a elegibilidade do procedimento.

A coleta da medula óssea é realizada em centro cirúrgico, sob condições assépticas, com o doador anestesiado (geral, raquidiana ou peridural) em decúbito ventral. São realizadas múltiplas punções em crista ilíaca posterior bilateral, cada uma delas aspirando de 2 a 5 ml de medula óssea, até a obtenção de 10 a 15 ml de medula de medula por quilograma de peso do receptor, ou seja, aspira-se 600 a 900ml de medula se o paciente a 900ml de medula se o paciente tem 60 kg.

Após a coleta o doador recebe um curativo compressivo sobre a área de punção, que deve ser mantido por pelo menos 24 horas. Em menos de duas semanas o volume e a celularidade medular voltam ao normal. A coleta de células-tronco hematopoéticas são obtidas por um processo de aférese do sangue periférico. Embora maciçamente presentes na medula óssea, as células-tronco ou progenitoras também podem ser encontradas na circulação sanguínea. Em geral, administra-se filgrastima diariamente, durante três a cinco dias, e os eventos adversos esperados são fadiga, dor musculoesquelética e febre baixa, controláveis com analgésicos como o paracetamol, por exemplo.

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O regime de condicionamento tem três propósitos principais: imunossupremir o receptor para diminuir o risco de rejeição do enxerto (medula). Erradicar células malignas residuais e preparar o espaço para possibilitar a pega do enxerto. Cerca de um a três dias após término do condicionamento a medula óssea ou células-tronco são infundidas. O dia da infusão chama-se dia zero e os dias que precedem são subsequentemente numerados (dias -3, -2, -1, 0, +1, +2, +3...).

Entre as complicações mais comuns em transplante de medula, podemos citar a toxicidade gastrintestinal como a mucosite, náuseas, vômitos, diarréia, complicações hemorrágicas, doença do enxerto contra o hospedeiro, complicações renais, complicações pulmonares, complicações neurológicas, complicações cardíacas, complicações infecciosas, disfunção gonodal, complicações muscoloesqueléticas e problemas psicoemocionais (ORTEGA, 2004).

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4 ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM PORTADORES DE LMC

4.1 Planejamento da assistência em ambiente hospitalar

• Realizar lavagens das mãos com a técnica correta.

• Aplicar solução álcool gel sempre antes ao entrar em contato com o cliente, e também após a assistência realizada.

• O profissional de saúde, em especial, o enfermeiro, ao prestar assistência pode, pelo cultivo da sensibilidade, oferecer um relacionamento interpessoal mais afetivo, minimizando a ausência da família. A qualidade dessa relação depende da competência do profissional e de sua habilidade em estabelecer relacionamentos interpessoais adequados no processo do cuidar .

• Cuidados específicos com pacientes neutropênicos, entre eles a precaução reversa, como a utilização de máscaras faciais.

• Pacientes onco-hematológicos ou imunossupremidos, a enfermagem deve realizar a troca de punção venosa a cada 72 horas ou 3 dias a partir do momento da punção.

• Não palpar o sítio de inserção do cateter venoso periférico após a antissepsia.

• Realizar a desinfecção dos dispositivos arterio-venoso central e periférico com álcool swab sempre antes da administração de medicações, não esquecendo de proteger a ponta do equipo e cone luer com agulha ou tampinha do equipo.

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• Realizar curativo oclusivo com SF0,9% e clorexidina alcoólica em cateteres após banho e na presença de umidade ou sujidade.

• Inspecionar o ponto de inserção do cateter durante a realização do curativo para possível retirada do cateter na presença de infeção local como por exemplo sinais flogisticos e/ou secreção purulenta.

• Realizar anotação da data de inserção do cateter no esparadrapo ou micropore , não esquecendo de colocar a mesma data e a data de troca de fixação.

• Observar sinais de trombocitopenia devido ao uso de quimio, radio, monitorando os sinais e sintomas de sangramento espontâneo como petéquias, equimoses, hematomas, epistaxe, hematêmase, hemoptiase, sangramento vaginal, sangramento retal e fezes enegrecidas.

• Investigar os sinais sistêmicos de sangramento e de hipovolemia, como aumento de respiração, diminuição de pressão sanguinea.

• Tratar a náusea agressivamente para prevenir os vômitos, pois o vômito severo pode provocar sangramento gastrintestinal.

• Observar os sinais e sintomas de infecção, como temperatura ligeiramente elevada, calafrios, urina turva ou com mau cheiro, devido a disfunção do sistema imunológico devido ou uso de quimioterápicos e déficits nutricionais.

• Devido aos efeitos colaterias da quimio, radio causando mucosite, o cliente apresenta perda do apetite, para minimizar o rsico de anorexia, deve aumentar o valor nutricional calórico da ingesta oral.

• Com relação à náusea e ao vómito induzidos por quimioterapia, existe uma considerável variação entre o potencial emético de diferentes drogas citotóxicas e entre as respostas individuais dos pacientes à mesma droga durante cursos diferentes de quimioterapia. As potentes sequelas das náuseas e vómitos prolongados (distúrbio hidroeletrolítico, ruptura esofágica, perda de peso, aspiração, etc.), pode levar a não adesão ao plano de tratamento, fazendo-se necessário a intervenção da enfermagem e toda equipe para minimizar os riscos da ocorrência, severidade ou complicações da náusea e do vómito.

• Modificar o ambiente para diminuir os estímulos através da diminuição da luz, do som e da exposição a imagens e odores nocivos, mantendo um ambiente fresco e bem ventilado.

• Modificar a dieta incluindo alimentos brandos servidos à temperatura ambiente ou gelados.

• Repor fluídos perdidos com líquidos frios, ricos em calorias e eletrólitos, tais como refrigerantes.

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• Administrar anti-heméticos a intervalos regulares de acordo com a prescrição médica, durante os períodos de risco aumentado de náusea e vómito.

• Usar vestimenta de proteção individual EPI, ao manusear urina, fezes, sangue e vômito.

• Proporcionar assistência durante a deambulação, conforme necessário, aos clientes que estão fracos ou que apresentem os efeitos sedativos dos anti-heméticos.

• Manter as laterais da cama elevadas, para os clientes que apresentam os efeitos sedativos dos anti-heméticos.

• Avaliar sinais e sintomas de desidratação – diminuição do turgor da pele, mucosa seca, aumento da temperatura.

• Monitorizar o nível de dor associada aos vómitos ou a ingestão de líquidos e alimentos.

• Avaliar as características dos vómitos quanto a alterações significativas na força de expulsão, frequência, volume, cor ou consistência.

• Avaliar os sinais vitais e o nível de consciência após cada episódio de vómito.

• Monitorizar o relato subjetivo do cliente e da família às mudanças no padrão da náusea e vómito ou característica das hemeses.

• Se caso o paciente for receber concentrado de hemácias e/ou plaquetas, deve obter história de transfusão, para ver se há necessidade de realizar um preparo medicamentoso.

• Monitorar o local do acesso venoso em busca de sinais e sintomas de infiltração e flebite.

• Proteger-se, usando avental/ escudo de chumbo durante o auxílio nos procedimentos que envolva radiação.

• Monitorizar o nível de acido úrico , pois a destruição das células leucêmicas durante a quimio elevam o acido úrico, provocando articulações edemaciadas e dolorosas.

• Intervenção de enfermagem para minimizar a exposição aos agentes anti-neoplásicos durante a administração, é usar vestimenta de proteção, como luvas, avental, máscara e óculos.

• Lavar as mãos após a administração de agentes anti-neoplásicos.

• No contato direto acidental, lavar a área exposta com grande quantidade de água ou de uma solução especial.

• Instruir o paciente a relatar qualquer sintoma de dor, ardor, prurido, formigamento, ou sinal de rubor e edema durante a infusão do quimioterápico.

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• Não administrar drogas vesicantes em infusão contínua por scalp por mais de 30 minutos e evitar puncionar membros irradiados, edemaciados, com disfunção motora etc.

• Medidas básicas de extravasamento deve ser tratado com um protocolo consistente definido pela instituição, e aqui sugerimos para imediatamente a infusão, conectar uma seringa ao dispositivo e aspirar a medicação residual existente, aplicar o antídoto, elevar o membro acima do nível do coração, aplicar compressa de gelo de 15 a 20 minutos no mínimo quatro vezes por dia nas 48 horas, pois causa vasoconstrição, retarda a expansão da droga aos tecidos vizinhos, diminuindo o metabolismo celular e a absorção, exceto no caso de vincristina, vimblastina e etoposide que é aplicado compressas quentes de 15 a 20 minutos.

• Os antídotos devem ser aplicados imediatamente após a infiltração pela mesma agulha, ou SC caso a agulha tenha sido retirados, algumas pesquisas relatam melhores resultados com antidotodos chamado hialuronidase e o tiossulfato de sódio.

• Evitar a fotoexposição da área afetada caso o fármaco extravasado seja Dacarbacina, 5- Fluoracil e Mitocina C.

• A quimioterapia deve ser preparada por pessoal treinado em área centralizada com acesso restrito.

• Toda manipulação deve ser efetuada em capela de fluxo laminar vertical e na ausência de capela é recomendado o uso de protetor facial, óculos de proteção e máscara tipo respirador com filtro de alta eficiência (HEPA).

• Usar aventar preferencialmente descartável, se for de tecido, trocar a cada manipulação e não deve ser utilizado fora da área de preparo.

• Limpar a capela diariamente com álcool 70% e semanalmente descontáminá-la com um agente alcalino seguido de água.

• Identificar seringas e frascos que contem quimio com um símbolo adequado e que seja familiar a todos da equipe de saúde.

• É proibido comer, beber, fumar e aplicar cosméticos na área de preparo. Não utilizar a geladeira que contém citostáticos para guarda de alimentos.

• Depositar agulhas e seringas em recipiente apropriado, frascos de soro e equipos descartar material contaminado com agentes antineoplásicos em recepiente próprio para quimioterápicos.

• Manipular a roupa de cama contaminada com luvas, descartar em saco plástico duplo e identificar para que possa ser pré-lavada separadamente.

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4.2 Planejamento da assistência em ambiente domiciliar

• Proporcione ao paciente tranqüilidade, repouso e minimize desconforto e promova o descanso mental.

• Valorizar os sentimentos do paciente, ouvindo-o sem julgar e incentivar o paciente e família a participarem de grupo de apoio ou grupos religiosos e se caso necessário solicitar o acompanhamento da psicologia.

• Encorajar o paciente a expressar como se vê, como encara as mudanças na sua auto imagem, encorajar o contato com a família e amigos, discutir sobre a dificuldade que outros familiares podem ter com as mudanças físicas.

• Devido as lesões na cavidade oral e esôfago, instituir medidas para diminuir a dor com a deglutição, tais como escolher alimentos macios ou na forma de purê, cortar os alimentos em pequenos pedaços e administrar anestésico local na cavidade oral.

• Proporcionar medidas de conforto durante os períodos de náuseas ou após a remissão dos vómitos, tais como colocar uma compressa na nuca e na testa, trocar a roupa do cliente, conforme a necessidade, proporcionar exercícios de relaxamento, ouvir música suave e descansar.

• Ensinar ao cliente e família o posicionamento do corpo durante os episódios severos de vômitos para diminuir o risco de aspiração.

• Ensinar técnicas de posicionamento corporal para diminuir os riscos de aspiração.

• Orientar sobre os efeitos colaterais dos anti-heméticos, como exemplo sedativo.

• Auxiliar na deambulação, conforme necessário, aos clientes que estão fracos ou que apresentam os efeitos sedativos colaterais dos anti-heméticos.

• Orientar a família sobre o risco de exposição indireta através de fluídos corporais (vômitos, urina e fezes) que recebem agentes anti-neoplásicos.

• Instituir medidas para diminuir o risco de exposição a patógenos devido a leucopenia, como lavar as mãos antes e após as refeições e também após urinar e evacuar.

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• Limitar a exposição a fontes de grande concentração de micróbios, tais como animais domésticos, frutas e verduras cruas e com casca.

• Lave muito bem as verduras, legumes e frutas, deixando de molho, após a lavagem no hipoclorito ( 1 litro de água para uma colher de sopa de água sanitária), por 15 minutos.

• Orientar ao cliente sempre ingerir água filtrada e fervida.

• Em banhos de aspersão, usar sabonete antimicrobiano, dando especial atenção as áreas de dobras de pele.

• Evitar o uso de fio dental, pois poderá causar hemorragia gengival caso o paciente esteja com o numero baixo de plaquetas.

• Orientar o cliente e a família quanto ao efeito colateral da quimio, pois poderá ocorrer queda de cabelos, porem comunicar que o cabelo poderá voltar a crescer assim que o tratamento acabar.

• Devido o tipo de medicação utilizada poderá apresentar náusea e vomito, orientar o cliente a não deixar o estômago cheio, fazendo varias refeições ao dia, em pequenas quantidades, mastigar bem os alimentos para facilitar a digestão e evitar a ingestão de líquidos durante as refeições para que o estômago não fique cheio.

• Orientar o cliente quanto ao possível caso de intestino preso devido a redução de alimentos e da ausência de atividades físicas, uma dica é ingerir bastante liquido e incluir na dieta alimentos ricos em fibras, como verduras, granola, manga, banana prata e nanica mamão, ameixa secas e comunicar o médico se ficar mais de 5 dias sem evacuar.

• Orientar o cliente a possível episódios de diarréia, isso ocorre porque o revestimento do intestino se descama devido medicações, uma dica é beber bastante líquido como água de coco, chá, suco de maçã, soro caseiro, gatorade.

• As infecções ocorrem devido á diminuição temporária das defesas do organismo, são sinais de infecção, queimação ou dor ao urinar, tosse com secreção, calafrios. Ao menor sinal de infecção, orientar a procurar imediatamente o hospital.

• Evitar situações para o risco de infecção, evitando estar junto de pessoas que estejam gripadas, evitar aglomerações, ambientes fechados e sem ventilação adequada, cuidado para não se ferir ao barbear-se, evitar retirar cutículas, evitar se depilar e espremer cravos e espinhas.

• Orientar o cliente a não tomar nenhuma medicação sem conhecimento de seu médico, pois algumas medicações podem facilitar sangramentos, como por exemplo o AAS e alguns antiinflamatórios.

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• Esteja atento ao usar facas, tesouras e objetos pontiagudos, para evitar ferimentos. vitamina k.

• Usar escovas de dente macia para realização de higiene oral, e ao realizar tricotomia facial usar barbeador elétrico, em vez de lâmina.

• Orientar o paciente a aumentar a ingestão de alimentos ricos em

• Orientar o cliente quanto ao aumento ou perda de peso, pois isso varia de paciente para paciente, alguns não tem vontade de comer devido a enjôos e vômitos, outros ficam ansiosos e comem exageradamente.

• Orientar quanto a atividade sexual, pois a quimio não impede de manter a atividade sexual, porém durante em período de quimio, a gravidez deve ser evitada, já que as drogas usadas podem causar risco na formação do bebê, por isso é importante o uso da camisinha.

• Orientar quanto ao clico menstrual, pois a quimio pode alterar a produção de hormônios e causar em algumas mulheres, alteração no ciclo menstrual, que volta ao se normalizar no fim do tratamento.

• Orientar o cliente a possível manchas e ressecamentos da pele devido a quimio que é aplicada pelas veias das mãos, ficando mais seca e causando descamação.

• Orientar que algumas drogas “marcam” as veias deixando o trajeto das veias ficando escurecidas nas quais elas forma aplicadas. Isso pode se agravar com a exposição do sol, porém elas podem desaparecer após alguns meses do término do tratamento.

• A exposição solar pode acentuar efeitos colaterais da quimio sobre a pele, adquirindo aspecto de queimadura solar, um dica é usar creme hidratante ou óleo de amêndoa após o banho.

• Orientar a evitar tomar sol entre as 10 e 15 horas da tarde, caso precise se expor, use chapéu e filtro solar com proteção numero 15 no mínimo. Ensinar o paciente a pentear suavemente o cabelo e a dormir em travesseiro de seda para minimizar a perda de cabelo.

• Informar o paciente de que pode perder cabelo conforme determinado tipo de agente quimioterápico utilizado.

• Tranqüilizar o paciente quanto ao crescimento provável do cabelo após o termino do tratamento pós quimioterapia ou radioterapia.

• Orientar que a quimioterapia é liberada pelo organismo pela fezes, urina e suor, ficando suspenso no ar. Por isso precisamos lembrar das pessoas que convivem na mesma residência e tomar alguns cuidados como exemplo, pela manhã, abra bem as janelas para arejar o ambiente, ao usar o vaso sanitário, abaixe a tampa e dê descarga até o fim e se dormir com mais alguém em sua cama, tente trocar o lençol pelo menos três vezes na semana.

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• Monitorizar a temperatura, atentar para elevação de temperatura, pois isso poderá acontecer em caso de infecção.

• Encorajar ingesta hídrica acima de 3-4 litros, pois promove o fluxo urinário, previne a preciptação de ácido úrico e propicia a depuração de drogas antineoplásicas.

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DISCUSSÃO

O câncer de modo geral esta relacionado há um crescimento celular acelerado, e como é uma doença celular, ele pode surgir em qualquer região do corpo, com manifestações que tem como conseqüência, uma falta de controle da proliferação e maturação das células. Há quatro grupos principais de câncer de acordo com o tipo: linfomas que são cânceres originados em órgãos que combatem a infecção, leucemias que são cânceres originados em órgãos formadores de sangue, sarcomas que são cânceres originados em ossos, músculos ou tecidos de conexão e carcinomas que se originam nas células epiteliais. Conhecer a causa do câncer é relevante no planejamento do cuidado do paciente e na avaliação de progresso, prognóstico e queixas físicas do portador de LMC (DOENGES, 2003).

Segundo Raizer (2004), as células neoplásicas mata devido a competição das células normais pelos nutrientes, prosseguindo-se a proliferar indefinidamente e multiplicando ligeiramente em relação as células normais, fazendo com que todos os nutrientes disponíveis para o corpo, ou para uma de suas partes essenciais, sejam consumidos pelas células cancerosas, tendo como conseqüência morte nutricional aos tecidos normais

Deste modo, foi visto que existe uma relação muito importante entre a leucemia e a desnutrição, pois os portadores de morbidades neoplásicas apresentam o estado nutricional comprometido, não conseguindo obter os mesmos resultados das intervenções terapêuticas como radioterapia, quimioterapia, concentrados de plaquetas e outras intervenções, elevando o índice de mortalidade (BARBOSA, 2008).

Há evidências e experiências clínicas segundo Ribeiro (2003) e Rodrigues (2004), que substâncias probíoticas, prebióticas e simbióticas possuem ação benéfica como aumento da resistência à infecção bacteriana, estímulo à resposta imune, proteção contra neoplasias, prevenção de doenças alérgicas e diarréias, diminui riscos cardiovasculares e assim entre outros.

Podemos expor que a patologia referente à leucemia, descreve uma diversidade de cânceres manifestado nos órgãos do corpo que produzem sangue (baço, sistema linfático, medula óssea). Deste modo, as células normais são substituídas pelas células leucêmicas, ocorrendo a anemia, a neutropenia e a trobocitopenia (DOENGES, 2003). Os distúrbios

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leucêmicos tem como efeito o acúmulo de leucócitos neoplásicos na medula óssea, no sangue periférico e nos órgãos e pode-se manifestar como falência da medula óssea (anemia, trombocitopenia, e leucopenia), contagem total elevada de leucocitos (leucocitose). A LMC representa 20% das leucemias recém diagnosticadas e a idade média normalmente diagnosticada fica entre 50 e 60 anos (PILLOT, 2005).

As leucemias são bem diversificadas, deste modo a enfermeira deve assistir o paciente em todas as etapas do processo, devendo procurar evitar complicações como hemorragias por causa da trombocitopenia, lembrando que os próprios agentes quimioterápicos podem provocar complicações, como aparecer ulceras na boca e problemas urinários (GUELLER,1997). A LMC evolui em três etapas: crônica, acelerada e aguda. Na fase crônica (FC) ocorre proliferação clonal maciça das células granulocíticas, mantendo estas a capacidade de diferenciação. Posteriormente, num período de tempo variável, o clone leucêmico perde a possibilidade de diferenciação e a doença passa a ser de difícil controle (fase acelerada - FA) e progride para uma leucemia aguda (crise blástica - CB). (BORTOLHEIRO,2008).

O tratamento do câncer é muito complexo, agressivo e prolongado, envolve o uso de radioterapia, quimioterapia e transplante de medula óssea, podendo ser efetuada de forma conjugada, sendo referido a preocupação em muitos casos por representar uma tríplice ameaça, entre elas dor física, mutilação e morte (SOLER, 2007).

De acordo com Bonassa (2005), são inúmeras as possíveis combinações entre as diversas drogas quimioterápicas. Sendo assim, o mesmo descreveu o protocolo mais comum para o tratamento de LMC (ver anexo 1), com o objetivo de fornecer uma visão geral à enfermagem e outros profissionais que integram a equipe oncológica. Além disso vale ressaltar que existem diversos outros protocolos que são publicados todo ano, e que não estão incluídos aqui neste momento. É de extrema importância conhecer os protocolos antes de empregá-los, pois enfermeiros e farmacêuticos devem buscar informações precisas sobre as doses, esquemas de aplicação e toxicidade dessas novas combinações para garantir a segurança e a qualidade do cuidado ao paciente oncológico. Em relação ao paciente oncológico que se encontra em tratamento quimioterápico, podemos notar os efeitos colaterais do tratamento, tais como náuseas, vômitos, compromentimento da auto-imagem, bem como dificuldades nas interações sociais e o próprio medo da morte, visto que em nossa cultura o estigma do câncer esta associado a ela (FONSECA,1997). Segundo Bonassa (2005), aproximadamente 40% dos pacientes em uso de quimioterapicos desenvolve mucosite em graus variáveis, surgindo frequentemente no grupo de pacientes submetidos a protocolos quimioterápicos mais intensos e agressivos (leucemias e linfomas). Podemos dizer que a mucosite inicia-se com uma resposta inflamatória das membranas das mucosas e quando ela ocorre em cavidade oral é chamada de estomatite, em esôfago chama-se de esofagite e em região de reto denomina-se proctite. Foi relatado em estudos que e o bicarbonato de sódio é notado como um bom agente de limpeza, auxilia na dissolução do muco e reduz a acidez resultante da mucosa inflamatória.

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Os fatores de risco para o progresso da mucosite oral podemos citar a higiene oral inadequada, próteses orais mal ajustadas, status nutricional, drogas quimioterápicas específicas, alterações orais preexistentes (doença periodontal e cáries), fumo e ingestão alcoólica. Os sinais e sintomas da mucosite podemos descrever a hiperemia, edema, ulceração, dor, sialorreía, queimação e algumas vezes, hemorragia e infecção secundária, e algumas vezes se torna responsável pela suspensão do tratamento quimioterápico, como objetivo de permitir a recuperação da mucosa do paciente. (BONASSA, 2005).

Segundo Carpenito (2002), visto que os diagnósticos de enfermagem (D.E) representam representam a base para a seleção de intervenções e resultados terapêuticos, após o levantamento de dados e de vários problemas que a LMC acarreta, foi encontrados alguns diagnósticos prevalentes como ansiedade, atividades de recreação deficiente, desesperança, diarréia, dor aguda ou crônica, fadiga, medo, mucosa oral prejudicada, náusea, nutrição desequilibrada menos do que as necessidades corporais, tensão do papel do cuidador, risco de constipação e risco de infecção . Há pesquisas que relatam clientes diagnosticados com cânceres ligados ao sangue como a leucemia, linfoma de Hodgkin e não-Hodgkin e mieloma é de, aproximadamente, 106 mil a cada ano. A leucemia e o linfoma é considerado uma doença curável, portanto, para alguns pacientes a inserção de uma terapia à base de medicamentos pode obter na cura ou em uma vida ativa significativamente prolongada. O tratamento existente, geralmente envolve radioterapia, terapia medicamentosa (algumas vezes em combinação com transplante de células-tronco) (TABAK, 2004). De acordo com Martins (1983), a terapeutica da LMC na sua fase crônica é realizado por radioterapia e uso de substancias quimioterápicas. O tratamento radioterápico tem sido empregado desde o começo do século e resume-se na aplicação de 1.000R sobre o baço, distribuída em pequenas doses diárias. Através deste tratamento há um retorno total ou parcial da esplenomegalia e normalização do sangue periférico. O período de “remissão” é curto, necessitando de novos cursos de radioterapia, geralmente obtendo efeitos inferiores ao primeiro tratamento.

Na ocorrência de esplenectomia durante a fase crônica da LMC foi visto num experimento clínico abrangente, um método determinado para o adiamento do início da crise blástica, e há evidencias de que alguns casos de crise blástica pode originar-se no baço. Resumindo, ocasionalmente a esplenectomia trouxe benefícios em pacientes com dores secundárias à esplenectomia volumosa, trombocitopenia severa ou anemia severa que necessita transfusões freqüentes, em caso contrário, terá escassa utilidade no tratamento da LMC (MARTINS, 1983).

Em relação ao TMO, na América Latina, especificamente no Brasil, foi realizado o primeiro transplante de medula óssea em 1979, no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná ( HC/UFPR). Em 1993, o Serviço de Transplante de Medula Óssea (STMO), do UC/UFPR,

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sendo o primeiro a empregar células-tronco hematopoéticas de cordão umbilical para o transplante alogênico e também o primeiro a dispor um programa de transplante com doadores não-aparentados (ORTEGA, 2004).

Foi visto que, segundo Girondi (2005), a equipe enfermagem deve possuir cuidados específicos ao portador de cateter venoso central, que fazem tratamento quimioterápico, como exemplo o manuseio certo evitando o risco de infecção. O aproveitamento do uso de cateter traz resultados positivos, visto que reduz efeitos desagradáveis ao paciente, como repetitivas punções venosas, danificação da rede venosa e pelo seu uso constante e o estresse emocional. Dentre os patógenos habitualmente encontrados no sítio de inserção, está o Staphilococcus Aureus, e nas infecções do túnel do cateter são prevalentes os gran negativos, entre eles o Pseudomonas SP (de difícil tratamento).

De acordo com Bonassa (2005), o mesmo relata sobre extravasamento quimioterápico, e que drogas vesicantes que “ vazam” do vaso sanguíneo para os tecidos circunjacentes provocam irritação severa com formação de vesículas e destruição tecidual quando infiltradas fora do vaso sanguíneo e que drogas irritantes são aquelas que provocam reação cutânea menos intensa quando extravasadas , sente dor e queimação sem necrose tecidual ou formação de vesículas.

De acordo com o mesmo autor citado acima, os sinais e sintomas do extravasamento pode ocorrer imediatamente ou alguns dias ou semanas após a administração sendo as imediatas queimação, desconforto local, eritema e as tardias dor, edema,enduração, ulceração, vesículas, necrose e inflamação. A prevenção do extravasamento, especialmente em drogas vesicantes se faz necessário, pois é indicado não administrar a droga vesicante em infusão continua por mais de 30 minutos, escolher a veia primeiramente no antebraço, dorso de mão, punho e fossa cubital, realizar teste de retorno venoso, manter a área puncionada sob observação constante , “lavar” a veia com pelo menos 20 ml antes de retirar o dispositivo e indicar precocemente uso de cateter central para tratamento prolongado.

Porém, mesmo com os avanços no seu diagnóstico e tratamento, o câncer prossegue trazendo muitos desconfortos e sofrimento aos que vivem com a presença do tumor, pelo desgaste físico, emocional, espiritual ou social advindos do tratamento ou pelos sintomas impostos pela doença. No meio aos desconfortos vivenciados pelos doentes com câncer, a dor é indicada muito recorrente, acometendo cerca de 50% dos doentes em todos os estágios da doença e em torno de 70% daqueles com doença avançada. A dor associada ao câncer pode vir a ser relacionado ao tumor primário ou suas metástases, à terapia anticancerosa e aos métodos de pesquisa, visto também que prejudica a atividade física, o apetite e o sono, podendo debilitar ainda mais o paciente (DUCCI, 2003).

No Brasil, atualmente, já se sabe o quanto se gasta, mas ainda não o quanto custa o tratamento do câncer, mas temos como exemplo em internações pelo SUS, em 2000, foram gastos mais de 19,7 milhões de reais com 26,5 mil procedimentos de quimioterapia. Em relação

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aos serviços quimioterápicos ambulatoriais, também em 2000 pelo SUS, foram dispensados mais de 398,5 milhões de reais com 785 mil procedimentos. O investimento sólido que o Ministério da Saúde está realizando em todo o Brasil alcançou em 100 milhões de dólares para reequipar 50 hospitais públicos e filantrópicos, nas áreas de endoscopia, radiologia e radioterapia, investimento em quatro anos de R$ 44 milhões para a fundação de 20 centros de alta complexidade em oncologia para oferecer à 14 milhões de brasileiros, atualização da tabela de procedimentos quimioterápicos a cada dois anos e oferta de opiáceos para o controle da dor crônica (KLIGERMAN, 2001).

Sabe-se também, que cuidar de um paciente com uma patologia evoluída em domicílio produz importante encargo ao cuidador e a sua família, e há estudos que demonstram a sobrecarga que ele tem com sua estafante e estressora atividade de cuidados diários e ininterruptos. Esta questão acontece no nível físico, psíquico, social e financeiro e pesquisas que demonstram, em circunstâncias específicas, um maior risco de infarto agudo do miocárdio e de morte para os cuidadores adultos e idosos e também problemas como perda do emprego, perda quase que total, ou total, das suas reservas financeiras. Por fim, foi visto neste estudo que as famílias mais descritas foram as de baixa renda, pacientes com menos de 45 anos e aquelas com pacientes com dependência muito importante (FLORIANI, 2004).

O progresso da enfermagem em oncologia nas últimas décadas revela um elevado avanço da prática profissional, principalmente no cuidado do paciente com uma patologia complexa. Vemos um fabuloso e crescente entendimento do câncer como questão não só biológico, mas também social, econômico e psicológico, a atuação da enfermeira em oncologia aumentou com a vinda dos protocolos terapêuticos conduzidos com novos agentes antineoplásicos. Apesar da ampla parcela da atuação de enfermagem estar ligada ao ambiente hospitalar, conseqüentemente com traços paralelos no modelo biomédico, não se limita somente ao tratamento que almeja à cura, está importantemente direcionada para a pessoa, vivenciando seu processo saúde-doença, como ponto de vista a promoção do bem estar e da saúde. Dessa forma, o enfermeiro retoma a naturalidade de sua profissão, que está focada ao ser humano e não à patologia e isso resume o desafio constante do assistir na Enfermagem em oncologia (MENEZES, 2007).

De acordo com o estudo de Hasumi (1987), no VIII Congresso Internacional do Câncer acontecido em Moscou em 1962, que foi proferido por especialistas dos Estados Unidos e União Soviética, que o fundamento da teoria virótica havia sido estimulada através de testes executados em ratos. No X Congresso Internacional do Câncer efetuado em Houstom, nos

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Estados Unidos em 1970, garante-se que a causa da patogenia do câncer é um vírus. O mesmo autor refere que o vírus do câncer humano pode ser encontrado nas células cancerosas, no sangue, na urina etc, de qualquer paciente portador de câncer. Deste modo,quando uma porção ultrafina de células cancerosas (5microns de espessura) é disposto sob um microscópio eletrônico, os vírus podem ser observado surgindo à medida que a célula se degenera.

Segundo Hasumi (1987), a vacina de Maruyama obteve bons resultados e se mudou muitos assuntos de muitos rumores e discussões. A vacina é manipulada apartir de toxinas contidas nos bacilos da tuberculose, porém foi profirida ineficaz em Conferências de farmacologia realizados nos Estados Unidos e classificada como absurda na Alemanha. Porém há outros estudos sobre o Bacilo Calmette-Guérin (BCG), que foi reconhecido pela agência norte- americana para controle de medicamentos e alimentos FDA (Food and Drug Administration) dos EUA para o tratamento de carcinoma in situ de bexiga, mas ainda não esta claro se os efeitos do BCG são resultados de uma reação imune ao bacilo que se estende aos antígenos tumorais presentes na superfície tumoral ou a uma reação inflamatória não específica. Possivelmente os efeitos antitumorais do BCG são intervindos pela liberação de fator de necrose tumoral (TNF) pelos macrófagos ativados (BONASSA, 2005).

Em estudos realizados foi visto relato sobre vacina de Hasumi, que garante a cura contra o câncer, no qual a tecnologia foi usada na produção de vacina, sendo revelada pela primeira vez em 1961. No Japão foi executada imunizações na cidade de Hegueri e que por sua vez foi respeitado de modo bem sucedido, pois nesta região havia uma alta aglomeração endêmica de câncer, com uma taxa de mortalidade de 1 para 3 pessoas. Entre as vacinas pré-fabricadas, foram produzidas varias atuando contra os diversificados tipos de câncer (bexiga, fígado, laringe, mama, rins, reto, útero, etc) e também contra a leucemia linfocítica, doença de Hodgkin, sarcoma, osteosarcoma, leucemia mielógena e assim muitas outras tantas (HASUMI, 1987). De acordo também com Bonassa (2005), em seu estudo foi relatado vacina contra leucemia e diversos tumores vem sendo estudadas, deste modo pesquisas estão sendo voltadas para o desenvolvimento de vacinas que possam “encorajar” o sistema imunológico do indivíduo, reconhecer as células neoplásicas e consequentemente destruí-las.

Citando o mesmo autor acima, de acordo com seu estudo foram escolhidos 250 voluntários que participaram no início a vacinação. As vacinas foram injetadas hipodermicamente e os resultados mostravam que 116 voluntários abandonaram o tratamento, e 134 continuaram com o programa de inoculações de forma correta. Nenhum caso de câncer surgiu entre aqueles que acataram os três anos de vacinação. Entre aqueles que não foram vacinados apareceram 14 casos de câncer, e entre os desistentes, 3 casos.

Estudos científicos relatam que a imprensa científica e os mais íntegros grupos de pesquisa em todo o mundo reunem resultados de experiências, documentações e constatações que levam a certeza de que algumas moléculas ou agrupamentos químicos as vezes juntos aos alimentos, produzem uma ação cancerígena. Calcula-se que mais de 2.500 substancias foram inseridas casualmente ou deliberadamente nos alimentos. Esse é um imenso campo para os

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pesquisadores, pois comprovar a inocuidade de uma substancia requer vários anos de pesquisa (LEDERER, 1990).

Segundo Mayoe (1992), estima-se que certas substancias de ação antioxidante ou estabilizadoras facilitam a manter o estabilidade em benifício da saúde, pois há estudos que relatam o uso das vitaminas A, C e E, auxiliando na recuperação de células alteradas e que na ausência destas vitaminas pode predeterminar alterações precursoras ao câncer. A deficiência de potássio pode resultar em vastos distúrbios na função fisiológica, surgindo em hipocalemia que é um desíquilíbrio comum. Vômitos recorrentes leva a hipocalemia, parte do potássio é realmente eliminado quando o suco gástrico é expelido. As manifestações da hipocalemia incorporam câimbras nas pernas, fadiga, anorexia entre outros.

Há pesquisas sobre o uso da corrente elétrica na medicina para o tratamento de diversas enfermidades, entre elas o câncer. Contudo, há ainda um desconhecimento dos mecanismos pelos quais a corrente elétrica é utilizada como fins terapêuticos no corpo humano. Porém há vários estudos e trabalhos da comunidade científica internacional realizados em cães com neoplasias mamárias que apontam resultados animadores após o uso de corrente elétrica em terapias antitumorais, pois ainda não sabem os reais motivos pelas quais as células neoplásicas são mais sensíveis a corrente elétrica (RAIZER, 2004).

Um assunto que podemos destacar como novidade é a arteterapia na assistência de enfermagem em oncologia, um sistema de tratamento psicoterápico que utiliza como mediação a expressão artística (dança, teatro, música etc) ou representações plásticas (pintura, desenho, gravura e marionetes). Este recente ângulo indica a arteterapia como plano artístico, para poder atender as suas necessidades emocionais e afetivas dos pacientes (BARBOSA, 2007).

Cuidar de pacientes oncológicos e hematologicos, além da possibilidade de causar algum sofrimento, poderá também produzir um sentimento de gratificação nos profissionais desta área. Um simples toque, um gesto de carinho pode ajudar o cliente se valorizar, humanizando também o atendimento atendendo de forma holística, não só nos aspecto técnico, mas voltado também nos aspecto emocional, pois pequenas ações de gentileza poderão levar o cliente a sorrir, a seguir em frente, e principalmente proporcionar bem estar e melhor qualidade de vida, ao tempo de vida que ele tiver (GARGIULO, 2007).

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CONCLUSÃO

A Enfermagem em Oncologia e Hematologia é um serviço de cuidado especializado e também um método de ajuda, devendo atuar como um multiplicador de informações corretas a

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respeito de sua patologia e principalmente uma assistência de enfermagem humanística ao paciente portador de LMC, sanando dúvidas, desfazendo tabus, medos e preconceitos presentes na vida de pacientes e da população geral. Somente desta forma, poderemos contribuir para que o paciente onco-hematológico obtenha uma melhor qualidade de vida, e assim eliminar os possíveis riscos e iatrogenias que possa vir futuramente a ocorrer. A nosso ver, a essência da profissão é o cuidado, sendo este o verdadeiro instrumento dos profissionais enfermeiros na área de oncologia. O cuidar, vai além de executar técnicas, é necessário em muitos momentos se colocar no lugar do outro e perceber, mesmo na linguagem não-verbal, as necessidades, tanto fisiológicas como emocionais, dar ao outro conforto e segurança, para que se possa conviver com os momentos difíceis que poderão surgir de forma mais amena e tranqüila. Essa concepção é reforçada no cuidar, é mais que um ato, é uma atitude. Portanto, abrange mais que um momento de atenção e de zelo, representa uma atitude de ocupação, preocupação, e de envolvimento afetivo principalmente em pacientes oncológicos e hematológicos.

Anexos

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Protocolo comum para o tratamento de LMC

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Cuidados de enfermagem com os agentes antineoplásicos no tratamento da LMC.

Daunorrubicina

É droga vesicante e irritante, aplicada através de veia periférica exclusivamente por enfermagem especializada. Quando aplicada através de cateteres, certificar-se sempre o retorno venoso antes da aplicação.

Orientar o paciente quanto a possibilidade de apresentar a urina de cor avermelhada durante um a dois dias após a administração da droga.

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Citarabina

Evitar infusão em push, pois pode intensificar as náuseas, vômitos, alterações neurológicas e reações de hipersensibilidade, se infusão contínua, é recomendado utilizar bomba de infusão.

Recomenda-se a aplicação de colírio de corticosteróide (dexametasona 0,1% duas ou três vezes por dia) durante e após o tratamento com alta dosagem, devido aos efeitos colaterias como hiperemia conjuntival.

Metilprednisolona

Os glicocorticóides causam imunossupressão e podem mascarar os sintomas de infeccção. Recomende ao paciente que evite miltidões e o contato com pessoas com doenças contagiosas ou infecções conhecidas e que comunique imediatamente ao médico o surgimento de quaisquer sinais de possíveis infecções.

Durante o tratamento com corticosteróides, o paciente não deverá receber qualquer forma de imunização, sem o conhecimento do médico.

Molgramostima

Estar atento às reações de hipersensibilidade, em especial na primeira aplicação.

Orientar o paciente e a família quanto a conservação (24horas) após diluída e aplicação dos locais mais apropriados, fazendo o rodízio das áreas.

Interferon Alfa

Pré-medicar o paciente com acetaminofen para reduzir a febre e diminuir as reações. Se o acetaminofen for inefetivo administrar indometacina, conforme prescrição médica.

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Hidroxiuréia

Administrar antieméticos via oral 30 minutos antes da administração de hidroxiuréia alta dosagem.

Estimular a ingestão hídrica (2,5 a 3L/dia) para aumentar o débito urinário e facilitar a eliminação de ácido úrico.

Vincristina

É droga vesicante e aplicada através de veia periférica exclusivamente por enfermagem especializada. Quando aplicada em cateteres certificar-se sempre o retorno venoso franco antes da aplicação.

Administração sob infusão contínua superior a meia hora não deve ser feita através de veia periférica puncionada com scalp ou jelco. Nesse caso é obrigatório o uso de cateter central com fluxo e refluxo.

Prednisona

Informar o paciente a possíveis reações adversas como aumento de peso,edema nas extremidades,dor de garganta, fezes escuras e fraqueza muscular, deste modo, o médico deverá ser comunicado imediatamente.

Recomendar o paciente a não dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta e ser especialmente cuidadoso ao subir e descer escadas para evitar quedas, até que a resposta à medicação seja conhecida.

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Imatinib

Orientar o paciente a tomar um grande copo de água junto com as cápsulas de imatinib e ingerir durante as refeições para minimizar o risco de distúrbios gastrintestinais.

Monitoramento do peso e edemas. Estar atento ao risco de retenção hídrica severa.

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