Linguagem da Internet - Apostilas - Pedagogia, Notas de estudo de Pedagogia. Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC)
Gaucho_82
Gaucho_827 de Março de 2013

Linguagem da Internet - Apostilas - Pedagogia, Notas de estudo de Pedagogia. Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC)

PDF (418 KB)
15 páginas
1000+Número de visitas
Descrição
Apostilas de Pedagogia sobre o estudo da Linguagem da Internet, análise de mensagens trocadas no chamado “tempo real”,os “bate-papos” entre os usuários da rede, os possíveis desdobramentos desta linguagem para a formação...
20pontos
Pontos de download necessários para baixar
este documento
baixar o documento
Pré-visualização3 páginas / 15
Esta é apenas uma pré-visualização
3 shown on 15 pages
baixar o documento
Esta é apenas uma pré-visualização
3 shown on 15 pages
baixar o documento
Esta é apenas uma pré-visualização
3 shown on 15 pages
baixar o documento
Esta é apenas uma pré-visualização
3 shown on 15 pages
baixar o documento

A LINGUAGEM NA INTERNET: A LÍNGUA ESCRITA E QUASE FALADA EM “SALAS DE BATE-PAPO”

Projeto inicial de Dissertação de Mestrado

docsity.com

A LINGUAGEM NA INTERNET: A LÍNGUA ESCRITA E QUASE FALADA EM “SALAS DE BATE-PAPO”

TEMA E PROBLEMA

O tema dessa pesquisa se insere no âmbito dos fenômenos de massa que têm exercido um papel demasiado representativo na vida das pessoas. Aqui, destaca-se, especificamente, a linguagem utilizada na comunicação pela internet, por meio da análise de mensagens trocadas no chamado “tempo real”, ou seja, os “bate-papos” entre os usuários da rede. Ao que tudo indica, a linguagem utilizada nessas “salas” parece ser funcionalizada, fazendo com que se percam os elementos que promovem a reflexão e o pensamento. Desta forma, a questão que se coloca aqui, em seus termos mais gerais, pode ser formulada da seguinte maneira: a linguagem utilizada na internet, com suas abreviações, símbolos e sinais, seria um dos elementos que atualmente estariam impedindo a reflexão e o pensamento de seus usuários?

docsity.com

JUSTIFICATIVA

O objetivo principal desta pesquisa é investigar a linguagem utilizada na comunicação pela internet, por meio da análise de mensagens trocadas no chamado “tempo real”, ou seja, os “bate-papos” entre os usuários da rede, e os possíveis desdobramentos desta linguagem para a formação dos indivíduos.

Esta proposta visa tentar responder algumas das inquietações surgidas de outro projeto desenvolvido anteriormente. Tal projeto, denominado O uso da língua portuguesa escrita e falada em tempo real na internet: experiência desenvolvida com internautas de alguns provedores”[1] que tinha como propósito verificar se a linguagem utilizada por internautas indicava um empobrecimento da língua portuguesa culta, suscitou algumas indagações, as quais nortearam o desenvolvimento deste projeto. Talvez a questão mais fundamental surgida possa se expressar nos seguintes termos: É possível que se pense na linguagem independentemente das questões políticas e econômicas? Em outros termos: a linguagem utilizada em determinados contextos apenas expressa o desejo, as aspirações de cada interlocutor, ou se constituiria, também, como um importante instrumento de controle das pessoas?

A partir desta questão outras surgiram: Que características possui a linguagem utilizada na internet? Que relações existem entre as mudanças econômicas e políticas e as alterações ocorridas na linguagem? Quais os possíveis desdobramentos da linguagem utilizada na internet para a formação dos indivíduos?

Estas e outras questões se apresentam de modo decisivo pois além do fato de que a cada dia mais e mais pessoas se comunicam por esse meio, estamos em um momento em que verificamos a inserção massiva de computadores nas escolas, com projetos governamentais incentivando o seu uso e institucionalizando um recurso que, apesar de trazer inúmeros benefícios, não pode ser utilizado sem uma profunda problematização.

docsity.com

E certamente não é por acaso que particularmente a escola exerça esse papel.

Podemos observar que, no mundo moderno, uma instituição que sempre ocupou um lugar privilegiado para o controle e para a formação dos indivíduos foi a escola. Desde as origens da escola pública, laica, ela se apresentou como uma instituição de mediação social privilegiada, mantendo, também por isso, estreitas relações com o mundo político e econômico.

Dito de outro modo, a escola moderna, como instituição surgida nos auspícios da consolidação do capitalismo, se configura como espaço social privilegiado para a adaptação e o controle do indivíduo às necessidades apresentadas por este modo de produção. Com esta afirmação, certamente não reconhecemos a escola apenas como um “Aparelho Ideológico de Estado”. Ao mesmo tempo que ela veicula saberes, auxilia na criação das características pessoais necessárias para a sustentação do capital, deixa margens à apropriação de outros conteúdos, de outros saberes que podem indicar outro caminho que não apenas o da adaptação às condições postas. Além disso, ao observarmos que apesar da forte tendência à total integração das instituições e da própria consciência ao capitalismo administrado, a sociedade, em seu conjunto, não está totalmente integrada. Assim, consideramos que, apesar de seu papel reprodutor, a escola sempre se configurou também como espaço de contradição social.

Outro aspecto interessante a ser ressaltado, é o fato de que a internet surgiu no Brasil em 1990, como um projeto do Ministério da Educação para “gerenciar” a rede acadêmica brasileira.

E uma das maneiras pelas quais a lógica presente neste meio se expressa é na linguagem. E é por meio dela que os indivíduos se comunicam com seus semelhantes, trocam informações; ela indica a liberdade, a autonomia, a felicidade. É constitutiva da vida humana. Ao mesmo tempo, é por meio da linguagem que atualmente vem ocorrendo o controle das pessoas. É a palavra que ordena, que induz as pessoas a terem certas ações, comportamentos, a consumir e a aceitar toda espécie de infortúnios.

docsity.com

Se a linguagem pode expressar, ao mesmo tempo, elementos tão dissemelhantes, podemos supor que ela não possui a neutralidade que muitos querem advogar. Um dado importante que nos vem à mente é o fato de que, para além das evoluções comumente observadas na língua, alterações substanciais são introduzidas quando ocorrem mudanças sociais importantes: novos termos são introduzidos, outros tantos são abandonados, palavras ganham força ou se enfraquecem, significados são alterados.

Observamos, assim, que a palavra possui história e expressa uma realidade. Como exemplo verificamos que, em outros tempos, termos como autonomia, liberdade, criatividade, termos estes presentes no atual jargão educacional, possuíam significados absolutamente distintos dos de hoje. Temos elementos suficientes para afirmar que estes termos atualmente indicam muito mais adaptação às condições postas e falsa ilusão de que já foram realizados. Para Marcuse, “... os velhos conceitos históricos são invalidados por redefinições operacionais atualizadas. As redefinições são falsificações que, impostas pelas potências existentes e pelos poderes de fato, servem para transformar a falsidade em verdade (1967, p. 103).

Se partirmos do pressuposto de que a linguagem não é neutra, e que expressa uma lógica, certos valores, certos princípios e que, mais ainda, a linguagem é talvez o elemento mais decisivo na formação humana, compreendemos, por conseguinte, que mudanças importantes na organização da língua expressam mudanças decisivas na organização social, política e econômica da sociedade, indicando, em nosso caso, todo controle exercido sobre os indivíduos. E Marcuse vai além ao observar que

A linguagem não apenas reflete esses controles, mas torna-se, ela própria, um instrumento de controle até mesmo onde não transmite ordens, mas informação; onde não exige obediência, mas escolha, onde não exige submissão, mas liberdade (...) Essa linguagem controla reduzindo as formas lingüísticas e dos símbolos de reflexão, abstração, desenvolvimento, contradição; substituindo conceitos por imagens. Nega ou absorve o vocabulário transcendente; não investiga, estabelece e impõe a verdade e a falsidade (1967, p. 107)

docsity.com

Se, para Marcuse, a linguagem cotidiana na sociedade unidimensional[2] é um importante instrumento de controle, o que se poderá dizer da linguagem utilizada na internet? Vejamos então suas especificidades.

Apesar de que a internet tenha sido criada com o objetivo de trocar informações, particularmente para fins militares, cada vez mais é utilizada como mediadora nas relações pessoais. A comunicação na Grande Rede é atualmente, predominantemente feita, por mensagens escritas, enviadas pelo correio eletrônico (e-mail) e trocadas por meio de softwares de comunicação e, principalmente, nas “salas de bate-papo”. O que nos interessa mais, neste caso, são as mensagens trocadas no chamado tempo real, isto é, os “bate-papos” entre os internautas. O que caracteriza essa forma de comunicação é a informalidade. Como se trata de uma conversa, de um “bate-papo”, entre duas ou mais pessoas, as mensagens são trocadas de um computador para o outro com uma certa velocidade. Isso faz com que os interlocutores se expressem da forma mais informal possível fazendo com que a língua escrita por ele usada no momento da conversação se pareça bastante com a língua falada informal.

As conversas nas "salas" de "bate-papo" da Internet se dão da forma mais informal possível, usando a língua escrita como código e, de uma certa forma, a língua falada como forma de expressão. Vejamos, pois, alguns exemplos de frases tiradas diretamente de uma "sala" de "bate-papo" do provedor TERRA:

“Sorte sua q. vc ainda consegue desconectar...o meu nem conecta.....buáááááááááááá´”

Note que o internauta nem se deu ao trabalho de iniciar o período com inicial maiúscula. Além disso, abrevia que por q., você por vc. Usa reticências como indicação de pausa, simula um choro de mentirinha, de forma irreverente, usando a expressão onomatopéica "buááááá".

Veja outro exemplo interessante, extraído da mesma sala:

“É.... De vez enqdo ele demora a estabilizar...... O meu demorou um pouquinho, mas está normal agora.”

docsity.com

Nesse caso, o que nos chama a atenção é a forma como a internauta que escreveu essa mensagem abrevia a expressão "em quando".

“...gargalhadas........ Ficou lindinho assim.....O TERRA nem vai perceber quem és!!!”

Quando quer demonstrar uma risada ou gargalhada, o internauta faz uso de diversos recursos. No exemplo acima, ele escreve textualmente "gargalhadas", como poderia ter escrito "risos". Veja estes outros exemplos:

“Beijocas nas alfaces..... HIHIHIHIHIHIHIHIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII”

“Seu filho me adora????????? Que bom!!!!!!! Qual a idade dele. HIHIHIHIHIIIIIIII”

“Só que qd eu cai eu levei o Lala junto...hehehehehehehehehehehhehehe AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH. É brincadeirinha.*rrrrrr*”

“Tá ñ........buááááááááááá..............”

Nesse caso, o internauta abreviou a palavra ‘não’.

O internauta, autor da frase acima, usa uma sucessão de pontos de interrogação como forma de expressar enfaticamente sua pergunta ao interlocutor, como numa forma de espanto.

“Ai naum dá, prá passar por ela tenho que fazer um discurso premero, ela tá esnobando cuesse palavreado todo aí...”

docsity.com

Novamente, o internauta não inicia o discurso com inicial maiúscula. Mas o que nos interessa aí são dois casos interessantes: o uso de "naum" em lugar de não e "cuesse" no lugar de com esse.

Outra forma interessante de expressão dos internautas é que, quando querem demonstrar um grande apelo ou gritos, usam letras maiúsculas:

“ALGUÉM TECLA COMIGO, POR FAVOR????????”

“Risos...vê se ñ some p/ gente poder marcar...tá?”

“Ops...semescutarnmemconta.....”

“Então coma ALFACES!!!!!!!!!!!!!!.....**rrr**”

Na primeira frase dos exemplos acima, notamos que o internauta abrevia não e para. O "ops" na segunda frase muitas vezes funciona como uma forma de demonstrar que o internauta cometeu uma gafe e está corrigindo ou coisa assim. Na última frase, o autor dá destaque, usando letras maiúsculas, à palavra alface, finalizando sua assertiva com uma risada, demonstrada pelos símbolos **rrr**.

Os internautas usam e abusam das palavras onomatopéicas. É muito interessante a forma como eles demonstram o beijo:

“Smacksssssssssssssss”

docsity.com

Veja o próximo exemplo:

“Vixe!!!!!! Assiste o Chaves.........gargalhadas”

O trecho acima é interessante pela sua expressividade. No entanto, há um aspecto nele que nos chama a atenção. Note que a internauta que o digitou escreve "...gargalhadas". Parece-nos incoerente que o internauta use e abuse das formas reduzidas, palavras onomatopéicas, etc., mas, na hora de demonstrar uma risada ou gargalhada, escreva, ás vezes, as palavras por extenso, em vez de usar formas como "hahahaha", "hehehehe", "hihihi".

Vejamos, agora, outros casos curiosos:

“Que bbbbbbbbbbbbboooooooooooooooooooooooomm!!!! TCDF”

“Só você mesmo.!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! MDTR

Pára com isso!!!!...FXXDTR”

Muitas vezes, ao entrarmos em uma "sala" de "bate-papo", deparamos com determinadas abreviaturas que mais parecem siglas de alguma autarquia ou empresa. No primeiro exemplo, o internauta simplesmente quis dizer que está chorando de felicidade ("Tô Chorando de Felicidade"). No segundo caso, a pessoa está dizendo que está morrendo de tanto rir ("Morrendo de Tanto Rir"). Já no terceiro exemplo, a irreverência chega ao extremo, pois o internauta está dizendo que está fazendo xixi de tanto rir ("Fazendo XiXi De Tanto Rir").

“Oiiiiiiiiiiiiiiii. Beijkissssssssss”

docsity.com

“oi genteeeeeeeeee. oizinho.... smacks... bem vindo”

“Eita tchurma grande de boa sô... :o) vo me perder tentando saber p/ quem to “

Outro componente muito interessante da linguagem dos internautas é o Emoticom, que são símbolos que representam os sentimentos e o tom de quem está falando. Veja o exemplo abaixo:

(“Puxa! Isso é muito bom :-)”

“Que ótimo!!!! :-))))))”

O símbolo :-) significa que a pessoa que está falando está feliz. Mas quando o internauta quer transmitir um sentimento de felicidade mais intenso, aumenta o número de fechamentos de parênteses, como no segundo exemplo.

O que nos chama a atenção nesses exemplos é o fato de que a linguagem utilizada nessas “salas” parece estar funcionalizada. Todo um novo jargão é criado, com abreviações, símbolos e sinais. E Marcuse é categórico ao afirmar que “as abreviaturas denotam aquilo que está institucionalizado de tal maneira que a conotação transcendente é retirada. O significado é fixado, falsificado e cumulado” (1967, p. 100)

E, mais adiante:

Essa linguagem, que constantemente impinge imagens, milita contra o desenvolvimento e a expressão de conceitos. Em sua imediação e objetividade, impede o

docsity.com

pensamento conceptual; impede, assim, de pensar... anteriromente ao seu uso operacional, o conceito nega a identificação da coisa com a sua função; distingue aquilo que a coisa é das funções contingentes dessa coisa na realidade estabelecida ... a linguagem funcionalizada, abreviada e unificada é a linguagem do pensamento unidimensional. (1967, p. 101)

Deste modo, as abreviaturas lingüísticas indicam não apenas uma abreviação da palavra mas, particularmente, uma abreviação do próprio pensamento. Isto torna urgente esta reflexão, pois sabemos que não existe outro caminho para a liberdade que não a reflexão, o pensamento.

docsity.com

docsity.com

OBJETIVOS

Verificar se a linguagem utilizada na internet, com suas abreviações, símbolos e sinais, constitui-se em uma linguagem funcionalizada e, em caso afirmativo, indicar os possíveis desdobramentos dessa funcionalização para a formação dos indivíduos.

METODOLOGIA

Inicialmente será realizado um levantamento de obras e autores que tratam a respeito do tema, buscando uma fundamentação teórica mais consistente no que diz respeito às modificações pelas quais a língua vem passando, a funcionalização da linguagem e a linguagem na internet. A definição das categorias de análise, e certamente reflexões acerca do contexto político e econômico são necessárias. Posteriormente será realizada uma pesquisa empírica em “salas de bate-papo”. Como existem várias modalidade de “sala de bate-papo”, fizemos opção por analisar aquelas criadas pelas próprias escolas. Será feita a gravação da conversa, cotejando os dados às categorias.

docsity.com

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANDRADE, Maria Margarida de; HENRIQUES, Antônio. Língua Portuguesa: noções básicas para cursos superiores. 6. ed. São Paulo: Atlas, 1999.

CAGLIARI, L. E. Alfabetização e lingüística. 5ªed. São Paulo: Scipione, 1992.

CAVALCANTI, E.P. Revolução da Informação: Algumas Reflexões. Caderno de Pesquisa em Administração. PPGA, FEA, ESP. Vol. 1. 1995. p. 40-46.

COSTA. Maria Cristina Rigoni, OLIVEIRA, Maria Thereza Indiani de, PINILLA, Maria da Aparecida Meirelles de. Modalidades do uso da língua. Rede Escola – Site da Secretaria da Educação do Estado do Rio de Janeiro, 1999.

CROCHIK, José Leon. O Computador no Ensino e a Limitação da Consciência. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1998.

MAGCAP HOME PAGE. Globalização. O que é isso?

MARCUSE, Herbert. Ideologia da Sociedade Industrial. Rio de Janeiro: Zahar, 1967.

MÍGLIO, Monica. Conversando em internetês. Rio de Janeiro, p. 32-35, novembro, 1998.

MIRANDA, Marília Gouvea. O Novo Paradigma de Conhecimento e as Políticas Educativas na América Latina. Mimeo, s/d.

NOGUEIRA, Sérgio. Comunicação Oral e Escrita.6. ed. São Paulo: Atlas, 2000.

docsity.com

PRETI, Dino. Análise de textos orais. São Paulo: Edusp, 1993.

-----------------------

[1] Trabalho desenvolvido para efeito de conclusão do curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Formação de Professores com Especialidade em Língua Portuguesa pela Universidade Católica de Goiás.

[2] Termo utilizado por Marcuse para expressar a ideologia da sociedade industrial, ou seja, a perda dos elementos de contradição social no capitalismo administrado.

docsity.com

comentários (0)
Até o momento nenhum comentário
Seja o primeiro a comentar!
Esta é apenas uma pré-visualização
3 shown on 15 pages
baixar o documento