Madeira Laminada Colada - Apostilas - Engenharia Civil, Notas de estudo de Engenharia Civil. Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
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Luiz_Felipe4 de Março de 2013

Madeira Laminada Colada - Apostilas - Engenharia Civil, Notas de estudo de Engenharia Civil. Universidade Federal de Alagoas (UFAL)

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Apostilas de engenharia civil sobre a madeira laminada colada, histórico, aplicação, madeiras utilizadas, vantagens, limitações, custo, normas técnicas.
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CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

MADEIRA LAMINADA COLADA

(MLC)

Trabalho apresentado ao professor da matéria de Materiais Construtivos 3 do Curso de Engenharia Civil.

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO 3

2 MADEIRA LAMINADA COLADA 4

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2.1 HISTÓRICO 4

2.2 APLICAÇÃO 4

2.3 MADEIRAS UTILIZADAS 5

2.4 VANTAGENS 6

2.5 LIMITAÇÕES 7

2.6 CUSTO 8

2.7 PROCESSO DE FABRICAÇÃO 9

2.7.1 Emendas 10

2.7.2 Utilização de Fibras 10

2.8 NORMAS TÉCNICAS 11

2.9 PROPRIEDADES 11

2.9.1 Esaios Mecânicos 13

2.9.1.1 Cisalhamento na Lamina de Cola 14

2.9.1.2 Ensaio de Tração Normal a Lamina de Cola 14

2.9.1.3 Resistência das Emendas Dentadas à Tração Paralela às Fibras 15

2.9.1.4 Ensaios de Cisalhamento 16

2.9.1.5 Ensaios de Tração Normal 16

2.9.1.6 Ensaios de Tração Paralela 17

3 CONCLUSÃO 19

REFERÊNCIAS 21

1 INTRODUÇÃO

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A pesquisa realizada para o desenvolvimento do trabalho a seguir tem o intuito de transmitir de maneira clara e básica conhecimentos sobre a madeira laminada colada, madeira lamelada colada ou MLC, levando ao leitor deste uma visão diferente de aplicações de madeira em construção civil, com um modelo recente e inovador de aplicação tanto estrutural quanto estética da madeira em um mercado que tem ao longo dos anos direcionado pesadamente ao uso do betão barateando o seu custo e aumentando o custo da madeira, mesmo sabendo que a madeira é um recurso renovável e ecológicamente menos agressivo que o betão.

2 MADEIRA LAMINADA COLADA

Também conhecida como glued laminated timber ou glulam. Entende-se por Madeira Laminada Colada, as peças de madeira, reconstituídas a partir de lâminas (tábuas), que são de dimensões relativamente reduzidas se comparadas às dimensões do produto final, que varia de acordo com as necessidades da estrutura. Essas lâminas são unidas por colagem, e são dispostas de tal forma que as suas fibras estejam paralelas entre si.

2.1 HISTÓRICO

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Pelos registros que se tem conhecimento, a aplicação da Madeira Laminada Colada teve início no século XIX. Inicialmente, as lâminas de madeira eram sobrepostas umas as outras e mantidas naquele formato por ligações mecânicas. Mas a criação da propriamente dita MLC (Madeira Laminada Colada) só foi possível com o surgimento das colas de alta resistência. Então, em 1906, com o surgimento da cola de caseína (derivada do leite) que o mestre carpinteiro suíço Otto Hetzer optou em substituir as ligações metálicas de braçadeiras e parafusos pela cola e com essa mudança, obteve-se uma seção mais homogênea e sem que as lâminas deslizassem entre elas. A partir daí, a MLC evoluiu em paralelo com o progresso ocorrido com as colas, que com o passar dos anos foram se tornando cada vez mais eficientes. Mas seu grande progresso ocorreu por volta de 1940, juntamente com o aparecimento das colas sintéticas, e vem aprimorando a MLC até os dias atuais.

2.2 APLICAÇÃO

A aplicação da MLC é extensa, respondendo bem aos parâmetros estéticos e estruturais exigidos na maioria dos projetos. Com as estruturas em MLC é possível ter até 100 metros de vão livre sem a intervenção de apoios em áreas intermediárias, e os exemplos de aplicação vão desde passadiços, escadas, abrigos até estruturas mais elaboradas feitas totalmente em madeira. O fato de possibilitar curvas e arcos dá a MLC a preferência principalmente entre os arquitetos para desenvolver projetos onde o destaque se dá totalmente ou parcialmente pela utilização da madeira.

Além das características já citadas, a MLC responde bem a corrosão e ao incêndio, uma vez que é um material de inércia química, ela resiste às deteriorizações e por isso, torna-se um material de baixo custo no sentido da manutenção. Já levando-se em conta estruturas de madeira em geral, elas são consideradas de reação inflamável mas que guardam "alta" resistência mecânica mesmo no caso de incêndio, e por isso diz-se que elas tem comportamento perfeitamente previsível quando sujeito a ação do fogo, onde sua propagação varia cerca de 0,7 mm/minuto, velocidade esta que vai diminuindo na medida em que o fogo se propaga para o interior, o que deixa a peça sem deformar e com resistência mecânica suficiente para resistir aos esforços necessários por mais algum tempo previsto para que se possa controlar o incêndio. E de

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modo geral, as estruturas de madeira resistem muito bem aos esforços mecânicos, se comparadas com estruturas de aço e de concreto, tendo um custo mais baixo e sendo mais leve, ou seja, de aplicação aconselhável em praticamente todos os sentidos.

2.3 MADEIRAS UTILIZADAS

É possível se utilizar praticamente todo tipo de madeira em estruturas em MLC, porem algumas possuem características físicas e químicas que exigem o uso de colas especiais. As espécies mais aconselhadas são as coníferas, com massa volumétrica entre 0,40 e 0,75 g/cm³, e devem ser evitadas as madeiras com alta taxa de resina ou gordura. As espécies mais usualmente aplicadas na MLC são Louro-Vermelho, Louro-Canela, Eucalipto, Angelin, Cerejeira, Muiracatiara e Pinus pois são as espécies que mais se encaixam no perfil necessário para a utilização nas Madeiras Laminadas Coladas.

2.4 VANTAGENS

Devido a suas propriedades fisicas e mecanicas, a MLC oferecere algumas vantagens como:

• Grandes envergaduras;

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• Formas livres;

• Alta resistência ao fogo;

• Estabilidade Dimensional;

• Material Resistente;

• Material Natural e processado;

• Matéria Prima RENOVAVEL;

• Excelentes características mecânicas em relação à sua baixa densidade;

• Baixa condutibilidade térmica;

• Ausência de dilatação térmica;

• Características mecânicas muito pouco alteradas em função da temperatura;

• Variação de dimensão na direção axial desprezível em relação à variação do teor de umidade;

• A possibilidade de realizar secções de peças, não limitadas pelas dimensões e geometria do tronco das árvores;

• A possibilidade de obter peças com raio de curvatura reduzido, variável e até mesmo em planos diferentes;

• A eliminação inicial de defeitos naturais, o que permite uma reconstituição que conduz a uma distribuição aleatória dos defeitos residuais, no interior do produto final;

• A possibilidade de tratamento da madeira, tábua por tábua, em autoclave, o que confere enorme eficiência e garantia que pode chegar até 50 anos contra o ataque de fungo e insetos;

• Um ganho nas tensões médias de ruptura e uma redução na dispersão estatística de seus valores;

• Sob o ponto de vista a “normalização permite ainda a atribuição aos elementos estruturais de MLC, de uma resistência mecânica ligeiramente superior às da madeira maciça de qualidade equivalente (cerca de 10%).

• A vantagem do pré-fabrico, o que pode ser traduzido em racionalização da construção e ganho de tempo na montagem e entrega da obra.

• É de uma qualidade estética indiscutível;

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• A leveza dessas estruturas oferece também maior facilidade de montagem, desmontagem e possibilidade de ampliação;

2.5 LIMITAÇÕES

O MLC é um material fundamentalmente heterogéneo e anisotrópico. Mesmo depois de transformada, quando já empregue na construção, a madeira é muito sensível ao ambiente, aumentando ou diminuindo de dimensões com as variações de humidade, então é muito variável.

Também é bastante vulnerável aos agentes externos, e a sua durabilidade é limitada, quando não são tomadas medidas preventivas.

Não pode ser empregado em qualquer local por ser combustível.

Suas dimensões são limitadas: formas alongadas, de secção transversal reduzida.

Estes inconvenientes fizeram com que a madeira fosse, numa determinada época, ultrapassada pelo aço e pelo betão armado, e substituída na execução de estruturas provisórias, como por exemplo cofragens.

No entanto, a madeira apenas adquiriu reconhecimento como material moderno de construção, com condições para atender às exigências de técnicas construtivas recentemente promovidas, quando os processos de aperfeiçoamento foram desenvolvidos e permitiram anular as características negativas que a madeira apresenta no seu estado natural:

A degradação das suas propriedades e o aparecimento de tensões internas decorrentes de alterações da humidade são anulados pelos processos desenvolvidos de secagem artificial controlada;

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Na deterioração da madeira em ambientes que favoreçam o desenvolvimento dos seus principais predadores é contornada com os tratamentos de preservação;

A marcante heterogeneidade e anisotropia próprias de sua constituição fibrosa orientada, assim com a limitação das suas dimensões são resolvidas pelos processos de transformação nos laminados, contraplacados e aglomerados de madeira.

2.6 CUSTO

Seguindo preços portugueses de vigas e pilares de madeira laminada colada trabalhada em oficina e com custos de um carpinteiro, um ajudante de carpinteiro, meios auxiliares, custos indiretos e primeira manutenção aos 10 anos após a aplicação, se obtém o custo de aproximadamente R$2900,00 por m³.

Para se ter uma base a respeito da desigualdade, no Brasil o custo pode chegar a R$4000,00 por m³, já no Chile que não esta muito longe do Brasil esse valor fica em torno de R$1400,00 por m³ e no Canadá e EUA gira em torno de R$1900,00 por m³.

Um dos fatores que encarecem o produto é o material adesivo usado na junta das laminas, esse material chega a custar cerca de 40% do custo total de sua fabricação. Sendo assim esse custo fica mais alto que o valor da madeira de lei, tornando assim a sua aplicação inviável em certos instantes.

Porem em questão de baratear o custo do MLC, estudos apontaram que a resistência da cola era superior a resistência da madeira, tornando assim o excesso de cola um gasto desnecessário.

Outros fatores que eleva tanto o custo no Brasil é a pouca procura e utilização na construção civil e a falta de Mao de obra qualificada.

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2.7 PROCESSO DE FABRICAÇÃO

Segundo o Professor Dr. Carlos Alberto Szücs professor titular da UFSC no departamento de Engenharia Civil, laboratório de experimentação em estruturas, a produção de elementos de MLC de alta qualidade, necessita de uma indústria especialmente organizada para tal finalidade. Por outro lado, desde que não sejam muitos os elementos a serem produzidos e que não sejam de grandes dimensões, é também possível a sua composição de forma artesanal.

Tratando-se, no entanto, de um fabrico industrial, três grandes etapas devem ser observadas no processo de fabrico das estruturas MLC.

A primeira se trata da preparação da madeira antes da colagem compreende a recepção. A classificação visual, a eliminação dos grandes defeitos, o armazenamento, a secagem, a união longitudinal entre as tábuas e o armazenamento antes da colagem.

Na segunda etapa segue a aplicação da cola, a composição do elemento, a conformação do elemento sobre um gabarito (também chamado berço) e a aplicação da pressão de colagem.

A terceira é a fase do acabamento que compreende, aplainar lateralmente, recortar as extremidades do elemento estrutural, executar certos furos e encaixes previstos nas ligações e a aplicação final de um preservativo ou simplesmente um selador ou verniz.

A classificação inicial deve compreender a verificação da espessura dos anéis de crescimento da madeira, da inclinação das fibras com relação às arestas laterais da tábua e do diâmetro dos nós. A espessura de cada lâmina depende do raio de curvatura a ser empregue, ou seja, quanto maior o raio de curvatura menor é a necessidade de se ter uma lâmina de pequena espessura.

É preciso que as tábuas estejam com um teor de humidade entre 7 e 14%. De qualquer maneira, é importante que não haja uma diferença entre teor de humidade de tábuas adjacentes, de mais de 5% para evitar o surgimento de tensão nas linhas de cola.

A etapa final de preparação do elemento estrutural, compreende o acabamento. Nesta etapa, a peça é aplainada lateralmente, tem as extremidades recortadas para dar a sua forma

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final, assim como, são realizados os furos e entalhes necessários para as ligações entre as peças e também entre o elemento de MLC e o apoio.

O aspecto final depende do produto empregue como proteção fungicida e inseticida, assim como, da aplicação de produtos de impregnação decorativa.

2.7.1 Emendas

Para se conseguir grandes comprimentos, é necessário executar emendas longitudinais entre as tábuas e que sejam extremamente eficientes.

Essas emendas, que na época do surgimento da técnica da MLC eram executadas apenas de topo, sem nenhuma garantia de continuidade, evoluíram para as emendas em diagonal, depois em cunha e atualmente as mais eficientes, que são realizadas por entalhes múltiplos (finger- joints).

A maquinação dos entalhes deve ser feita com uma ferramenta especial, uma fresa, que deve indicar algo em torno de 8 a 10 Kg/cm².

2.7.2 Utilização de Fibras

O uso da madeira laminada colada (MLC) em países da América do Norte e Europa é bastante difundido. No Brasil, apesar da técnica existir desde o século XX, a sua utilização é incipiente em relação à possibilidade de utilização desse produto. As propriedades mecânicas das vigas de MLC

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estão sendo melhoradas por meio do uso de Polímeros Reforçados com Fibras (PRF), aplicados nas regiões solicitadas por maiores esforços de tração.

Este Polímero é fixado na última linha de cola da viga de MLC e atua de maneira semelhante ao aço em vigas de concreto armado. Outra vantagem do uso deste material esta relacionada ao aumento da confiabilidade da estrutura.

Segundo (FIORELLI) a adição de Polímeros reforça as vigas de madeira, podendo ser estes polímeros de fibras de vidro ou fibras de carbono. Em seus ensaios avaliando o incremento nas propriedades mecânicas de resistência e elasticidade das vigas, indicaram um ganho significativo de resistência e rigidez.

2.8 NORMAS TÉCNICAS

NBR 7190-1997; Esta Norma fixa as condições gerais que devem ser seguidas no projeto, na execução e no controle das estruturas correntes de madeira, tais como pontes, pontilhões, coberturas, pisos e cimbres. Além das regras desta Norma, devem ser obedecidas as de outras normas especiais e as exigências peculiares a cada caso particular

A norma brasileira, NBR 7190-1997, destinada ao dimensionamento de estruturas em madeira, não apresenta, ainda, um método específico para o cálculo de vigas mistas de madeira laminada colada ( MLC) e concreto.

2.9 PROPRIEDADES

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A caracterização completa da resistência da madeira a ser empregada no projeto e na construção de estruturas será feita de acordo com os métodos especificados no Anexo B da NBR 7190/1997, para as seguintes propriedades (sempre referidas à umidade de 12%):

. resistência à compressão paralela às fibras ([pic])

. resistência à tração paralela às fibras ([pic])

. resistência à compressão normal às fibras ([pic])

. resistência à tração normal às fibras ([pic])

. resistência ao cisalhamento paralelo às fibras ([pic])

. resistência ao embutimento paralelo às fibras ([pic])

. resistência ao embutimento normal às fibras ([pic])

. densidade básica ([pic])

. densidade aparente a 12% de umidade ([pic])

As classes de resistência foram introduzidas no texto da NBR 7190/1997 com o objetivo de incentivar o emprego de madeiras com propriedades padronizadas, orientando a escolha das espécies a indicar para a elaboração dos projetos estruturais.

|CONÍFERAS – Valores da condição de referência U=12% |

|Classes |[pic](MPa) |[pic](MPa) |[pic](MPa) |[pic](kg/m³) |[pic](kg/m³) |

|C20 |20 |4 |3.500 |400 |500 |

|C25 |25 |5 |8.500 |450 |550 |

|C30 |30 |6 |14.500 |500 |600 |

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Tabela 1 – Classes de resistência para as coníferas. Fonte: NBR 7190/1997 [1]

|DICOTILEDÔNEAS – Valores da condição de referência U=12% |

|Classes |[pic](MPa) |[pic](MPa) |[pic](MPa) |[pic](kg/m³) |[pic](kg/m³) |

|C20 |20 |4 |9.500 |500 |650 |

|C30 |30 |5 |14.500 |650 |800 |

|C40 |40 |6 |19.500 |750 |950 |

|C60 |60 |8 |24.500 |800 |1000 |

Tabela 2 – Classes de resistência para as dicotiledôneas. Fonte: NBR 7190/1997 [1]

Nestas tabelas, tem-se:

. [pic]: valor característico da resistência à compressão paralela às fibras

. [pic]: valor característico da resistência ao cisalhamento paralelo às fibras

. [pic]: valor médio do módulo de elasticidade na compressão paralela às fibras

. [pic]: densidade básica

. [pic]: densidade aparente à umidade de referência de 12%

Os valores das propriedades de resistência e de rigidez a serem utilizados na elaboração de projetos estruturais são os correspondentes à umidade de 12%, escolhida como referência. Como, na realização dos ensaios previstos no Anexo B da NBR 7190/1997, nem sempre se consegue condicionar os corpos-de-prova exatamente na umidade de 12%.

Entretanto, as condições ambientais no local onde as estruturas são construídas podem levar a porcentagens de umidade de equilíbrio ao ar diferentes de 12%. Por esta razão, a NBR 7190/1997 especifica quatro classes de umidade, das quais uma é escolhida como a que escreve as condições adequadas ao projeto em elaboração, ver tabela 3

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|Classe de umidade |Umidade relativa do ambiente – Uamb |Umidade de equilíbrio da madeira – |

| | |Ueq |

|1 |( 65% |12% |

|2 |65% ( Uamb ( 75% |15% |

|3 |75% ( Uamb ( 85% |18% |

|4 |Uamb ( 85% por longos períodos |25% |

Tabela 3 Classes de umidade. Fonte: NBR 7190/1997 [1].

.

2.9.1 Esaios Mecânicos

Para os ensaios com a madeira laminada colada necessitamos de corpor de prova, seguindo a NBR 7190-1987 os corpos de prova devem ter os seguintes aspectos de acordo com o tipo de teste a ser feito:

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2.9.1.1 Cisalhamento na Lamina de Cola

A Figura 1 abaixo mostra as dimensões dos corpos-de-prova usados nos ensaios de cisalhamento na lâmina de cola.

[pic]

FIGURA 1 - Corpo-de-prova de cisalhamento na linha de cola.

2.9.1.2 Ensaio de Tração Normal a Lamina de Cola

Para a determinação da resistência à tração normal na lâmina de cola foram utilizados os corpos-de-prova com as dimensões apresentadas na Figura 2.

[pic]

FIGURA 2 - Corpo-de-prova de tração normal à lâmina de cola.

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2.9.1.3 Resistência das Emendas Dentadas à Tração Paralela às Fibras

Para determinação da resistência a tração da emenda dentada, utilizaram-se corpos-de- prova com as dimensões definidas na Figura 3

[pic]

FIGURA 3 - Corpo-de-prova de resistência à tração das emendas dentadas.

Nos ensaios para a determinação das características de resistência da madeira colada e da madeira maciça (controles) foram seguidos os critérios estabelecidos no Projeto da Norma Brasileira NBR-7190 (1997).

2.9.1.4 Ensaios de Cisalhamento

Abaixo temos o arranjo dos ensaios de cisalhamento conforme mostrado FIGURA 4

[pic]

FIGURA 4 - Arranjo dos ensaios de cisalhamento.

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2.9.1.5 Ensaios de Tração Normal

O ensaio de tração normal é realizado de forma semelhante ao ensaio de cisalhamento, usando-se o dispositivo mostrado na FIGURA 5

[pic]

FIGURA 5 - Arranjo dos ensaios de tração normal.

2.9.1.6 Ensaios de Tração Paralela

O ensaio de traçao paralela é realizado de acordo com a FIGURA 6

[pic]

FIGURA 6 - Arranjo dos ensaios de tração paralela.

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Quando uma viga sofre a ação de forças ou momentos, são criadas tensões e deformações em seu interior. A resultante das tensões agindo na seção transversal de uma peça de madeira pode ser reduzida a uma força de cisalhamento (V) e um momento fletor (M).

As resultantes de tensões em uma viga estaticamente determinadas podem ser calculadas a partir das equações de equilíbrio. As cargas que atuam na viga a fazem fletir e, assim, deformar o seu eixo em uma curva. A deflexão de uma viga em qualquer ponto ao longo do seu eixo é o deslocamento desse ponto em relação à sua posição original. Na análise de vigas, é necessário distinguir entre a flexão pura e a flexão não-uniforme.

Um dos métodos de se determinar às propriedades de resistência da MLC é através de ensaios destrutivos. Entretanto, a sua inviabilidade encontra-se na indisponibilidade do uso do material após o ensaio. Com isso, muitas tentativas têm sido realizadas com o intuito de modelar o comportamento mecânico de vigas de madeira laminada colada.

3 CONCLUSÃO

Concluímos através deste trabalho de pesquisa, que a Madeira Laminada Colada ou MLC como também é conhecida, possui inúmeras vantagens em sua aplicação na construção civil.

Ela torna ambientes externos com um panorama incrivelmente exuberante, pois em sua estética apresenta curvas e detalhes de primeira categoria, já na parte interna apresenta acabamentos que torna o ambiente mais rústico e muito elegante.

O MLC como vimos, não é uma forma estrutural como de acabamentos muito utilizada no Brasil, devido a sua divulgação e produção serem muito pequenas, existem poucas empresas que trabalham com isso, tornando o mercado pouco conhecido.

O as formas de produção do MLC permite grandes envergaduras, pois devido às juntas e emendas, não se limita pela distancia a ser produzida. Porem um dos fatores negativos é o alto custo de produção, devido ao lento processo de produção, as laminas devem passar por um rigoroso processo de proteção contra fungos e insetos, para que sua vida útil seja longa e não interfira nas suas características mecânicas.

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Normalmente a madeira deixa a desejar pelos defeitos que decorreu durante todo o seu crescimento, porém na produção da Madeira Laminada Colada isso não interfere, pois as laminas que estão com mais defeitos e podem apresentar diminuição de resistência são colocadas em regiões em que a estrutura vai estar menos sobrecarregada, como as partes mais internas na região da linha neutra, onde os esforços são menores que nas áreas onde estão sujeitas a compressão e tração.

Em certos casos, utilizam-se fibras de vidro ou fibras de carbono na produção da MLC para maior resistência. A fibra de vidro vai gerar um custo beneficio melhor que a fibra de carbono, devido ao alto custo da fibra de carbono. Essas fibras vão ser alojadas na ultima emenda de cola, onde esta sujeita a maior tração, sendo assim as características de tração nessa estrutura suportaram uma carga maior.

Sendo assim, pode-se concluir que a MLC é um ótimo elemento estrutural alem de ser muito elegante, porem alguns fatores tornam a sua aplicação em alto custo na obra.

REFERÊNCIAS

GERADOR DE PREÇOS LISBOA. Disponível em . Acesso em 22 de abril de 2012.

MADEIRA LAMELADA COLADA - MLC. Disponível em . Acesso em 22 de abril de 2012.

docsity.com

VANTAGENS E DESVANTAGENS DA MLC. Disponível em . Acesso em 22 de abril de 2012.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (1997). NBR 7190 – Projeto de estruturas de madeira. Rio de Janeiro.

REVISTA DA MADEIRA. Disponível em . Acesso em 22 de abril de 2012.

TECMA – TECNOLOGIA MLC. Disponível em . Acesso em 22 de abril de 2012.

ESTUDO DE EMENDAS DENTADAS EM MADEIRA LAMINADA COLADA (MLC): AVALIAÇÃO DE MÉTODO DE ENSAIO – NBR 7190/1997. Disponível em . Acesso em 22 de abril de 2012.

MANUAL DA MADEIRA – USO SUSTENTÁVEL. Disponível em . Acesso em 22 de abril de 2012.

ARTLAM – MADEIRA LAMINADA COLADA. Disponível em . Acesso em 22 de abril de 2012.

docsity.com

BERNARDINHO & MENDES LDA.. Disponível em . Acesso em 22 de abril de 2012.

PROPRIEDADES TECNOLÓGICAS DE VIGAS DE MADEIRA LAMINADA COLADA PRODUZIDAS COM LOURO VERMELHO. Disponível em . Acesso em 22 de abril de 2012.

REVISTA TECHNE – ESTRUTURAS DE MLC. Disponível em . Acesso em 22 de abril de 2012.

MAD SÃO PAULO – VOCÊ SABIA. Disponível em . Acesso em 22 de abril de 2012.

EXEMPLO EM MADEIRA – VANTAEGNS E DESVANTAGENS. Disponível em . Acesso em 22 de abril de 2012.

VIGAS MISTAS DE MADEIRA DE REFLORESTAMENTO E BAMBU LAMINADO COLADO: ANÁLISE TEÓRICA E EXPERIMENTAL. Disponível em

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