Mamografia de Rotina - Apostilas - Medicina, Notas de estudo de Medicina. Centro Universitário do Pará (CESUPA)
Neymar
Neymar28 de Fevereiro de 2013

Mamografia de Rotina - Apostilas - Medicina, Notas de estudo de Medicina. Centro Universitário do Pará (CESUPA)

PDF (189.7 KB)
6 páginas
604Número de visitas
Descrição
Apostilas sobre a mamografia, histórico e desenvolvimento da mamografia, anatomia e fisiologia da mama.
20pontos
Pontos de download necessários para baixar
este documento
baixar o documento
Pré-visualização3 páginas / 6
Esta é apenas uma pré-visualização
Consulte e baixe o documento completo
Esta é apenas uma pré-visualização
Consulte e baixe o documento completo
Pré-visualização finalizada
Consulte e baixe o documento completo
Esta é apenas uma pré-visualização
Consulte e baixe o documento completo
Esta é apenas uma pré-visualização
Consulte e baixe o documento completo
Pré-visualização finalizada
Consulte e baixe o documento completo

RESUMO

A mamografia de rotina, conhecida em alguns países como “screening”, é o exame das mamas realizado com baixa dose de raios x em mulheres assintomáticas, ou seja, sem queixas nem sintomas de câncer mamário. A mama é comprimida rapidamente enquanto os raios x incidem sobre a mesma. A imagem é interpretada por um radiologista especialmente treinado para identificar áreas de densidades anormais ou outras características suspeitas.

O objetivo da mamografia é detectar o câncer enquanto ainda muito pequeno, ou seja, quando ele ainda não é palpável em um exame médico ou através do auto-exame realizado pela paciente. Descobertas precoces de cânceres mamários através da mamografia, aumentam muito as chances de um tratamento bem-sucedido.

INTRODUÇÃO

A mamografia é o estudo radiológico das mamas realizado com baixa dose de raios X. É um método de inquestionável importância no diagnóstico precoce e na detecção do câncer de mama. Os esforços para procurar e detectar câncer de mama precocemente são baseados no auto-exame, no exame médico e nas técnicas de imagem da mama. O achado precoce de um tumor aumenta as chances de sucesso do tratamento.

A mamografia ainda é a forma mais eficaz de detectar precocemente alterações nas mamas capazes de gerar um câncer, até mesmo as que, de tão pequenas, passam despercebidas no auto-exame. É o método de escolha para detectar lesões ainda impalpáveis da mama, possibilitando, assim, o tratamento precoce das alterações encontradas.

Os benefícios deste exame quanto à descoberta precoce e tratamento do câncer mamário são muito significativos, sendo muito maiores do que o risco mínimo da radiação e o desconforto que algumas mulheres sentem quando a mama é comprimida durante o exame.

A qualidade da mamografia é influenciada por diversos fatores, como equipamento, sistema de registro, compressão, habilidade do técnico no posicionamento, tamanho da lesão, densidade da lesão, densidade do tecido mamário, idade da paciente e o seu estado hormonal, além da qualidade da imagem e da experiência do radiologista.

A mamografia de rotina, conhecida como rastreamento, é o método mais sensível para o diagnóstico do câncer de mama em estágio inicial, e indicado para mulheres assintomáticas, ou seja, sem queixas nem sintomas de câncer mamário. A primeira mamografia de rastreamento

docsity.com

deve ser realizada aos 40 anos e idade. Após 50 anos e se a paciente estiver fazendo uso de terapia de reposição hormonal, o exame deve ser anual.

Existem dois tipos de mamografia: a chamada mamografia convencional, que é mais utilizada e a digital. Na mamografia digital, que chegou recentemente ao Brasil e ainda é pouco utilizada no país, feixes de raios X atravessam a mama e atingem um detector que os transformam em sinais elétricos, transmitidos a um computador, enquanto que no método tradicional a radiação deixa impressa a imagem da mama em um filme.

Na mamografia digital, a imagem fica pronta em apenas cinco segundos e é possível melhorá-la no próprio monitor, aumentando-a ou alterando o contraste, sem depender da presença da mulher que se submete ao exame. O resultado disso é um diagnóstico mais rápido e preciso. Na mamografia convencional, o filme leva cerca de três minutos para ser revelado e, no caso de a imagem não ficar nítida, é preciso repeti-la.

1- Histórico e Desenvolvimento da Mamografia

No final de 1895, Wilhelm Conrad Rontgen descobriu os raios x enquanto realizava experiências com um tubo de raios catódicos e uma placa de cianeto de bário. As aplicações médicas dos raios x, como no diagnóstico de fraturas de osso foram imediatamente reconhecidas. A descoberta dos raios x permitiu o diagnóstico de muitas patologias, entre elas o câncer de mama. Em 1913, Albert Solomon, um patologista de Berlim, correlacionou achados anatômicos de 3000 espécies de mastectomias com achados de imagens de raios x.

Entre o final dos anos 1920, Kleinschmidt e Warren realizavam mamografias utilizando equipamentos de raios x convencional. A inadequação dos equipamentos não permitia se obter radiografias de qualidade adequada para o diagnóstico, o que impossibilitou, na época, o desenvolvimento da mamografia.

Em 1960, Robert Egan adaptou um filme industrial de alta resolução para a mamografia e introduziu uma nova técnica mamográfica na qual utiliza baixa tensão de operação do aparelho de raios x, alto produto corrente-tempo (mAs) e exposição direta do filme.

Ainda nos anos 1960, a xeroradiografia foi introduzida por Wolfe e Ruzicka, contribuindo para a redução da dose paciente em relação à recebida em técnicas de exposição direta do filme. Esse é um processo a seco, sem uso de filmes convencionais, no qual o receptor de imagens é um fotocondutor. No sistema Xerox 125, por exemplo, o receptor de imagens consiste de uma camada fina (135 µm) de selênio amorfo depositada numa placa metálica. Sobre a superfície de selênio é depositada uma carga uniforme na superfície do material antes da irradiação. A interação com os raios x fazem com que o material fotocondutor dissipe

docsity.com

parcialmente sua carga, proporcionalmente à quantidade de radiação, formando uma imagem latente. A imagem latente será revelada expondo a superfície a partículas em forma de pó ou líquido (toner), atraídas para a superfície por forças eletrostáticas. A aplicação de uma tensão na placa metálica por trás do selênio pode adicionar ou remover partículas da superfície, formando radiografias positivas ou negativas. Para registrar a imagem obtida é colocado um papel em contato com a placa e a imagem é transferida por aquecimento.

Em 1949, Raul Leborgne (Uruguai) já enfatizava a necessidade de compressão da mama para identificar calcificações. A primeira unidade mamográfica, com tubo de anodo de molibdênio e compressor, foi introduzida por Gros e Sigrist, em meados dos anos 1960. Esse aparelho consistia essencialmente de uma ampola especial de raios x, montada sobre um tripé. O uso do compressor da mama motorizado começou a ser usado nos anos 70. A compressão é de fundamental importância na mamografia, uma vez que evita o movimento do paciente e contribui para a separação dos tecidos sobrepostos, o que resulta em uma maior uniformidade das densidades óticas no filme, menor distância ao receptor de imagens, redução da dose absorvida e da radiação espalhada. As imagens eram significativamente melhores que as produzidas pelos mamógrafos adaptados de aparelhos convencionais.

Os sistemas tela-filme, por Ostrum, Becker e Isard nos anos 1970, constituiu outro avanço que contribuiu para o desenvolvimento da mamografia.

O uso de filtros de ródio foi introduzido em 1992, melhorando a penetração dos raios x. Mulheres com mamas espessas (mamas com espessura de mama comprimida acima de 60mm), cerca de um terço da população feminina, podem ser beneficiadas através da redução da dose absorvida. Em 2000, a Food and Drugs Administration (FDA) aprovou o uso do primeiro mamógrafo digital em campo total, o Senographe 2000D, produzido pela General Electrics Medical Systems (GE). A superioridade dos sistemas digitais sobre o tela-filme, em termos da visualização de microcalcificações e de objetos de baixo contraste, é bastante evidente.

2- Anatomia da Mama

As mamas são formadas por um conjunto de glândulas, que tem como função principal a produção de leite. A mama, além do tecido glandular, é composta por gordura, tecido conjuntivo, vasos sanguíneos, vasos linfáticos e fibras nervosas.

É constituída por um conjunto de 15 a 20 unidades funcionais conhecidas como lobos mamários, representados por 20 ductos terminais que se exteriorizam pelo mamilo. Apresentam a forma cônica ou pendular, variando de acordo com as características biológicas corporais e com a idade da pessoa.

As mamas são colocadas sobre o músculo peitoral maior e, geralmente, prolongam verticalmente a partir do nível da segunda costela até a sexta ou sétima. No sentido horizontal,

docsity.com

estende-se desde a borda do osso esterno a uma linha média, imaginária, na axila. Na extremidade distante do tórax, no terceiro espaço intercostal, a pele é especializada para formar o mamilo e a aréola.

Cada mama limita-se em sua face posterior com a aponeurose (ou fáscia) do músculo peitoral e contém abundante tecido adiposo onde não há tecido glandular. A gordura e o tecido conjuntivo, juntamente com os ligamentos de Cooper (que liga a glândula para a pele) constituem um verdadeiro ligamento que dão forma e as sustentam permitindo o deslizamento normal do seio sobre a musculatura subjacente.

[pic]

1. Parede Torácica

2. Músculos peitorais

3. Lobo mamário

4. Mamilo

5. Aréola

6. Ductos lactíferos

7. Tecido adiposo

8. Pele

A mama também contém casos sanguíneos, venosos e linfáticos, assim como elementos nervosos. A circulação sanguínea arterial da mama provém da artéria torácica interna (anteriormente conhecida como artéria mamária interna), que surge da artéria subclávia, a artéria torácia lateral, a artéria toracoacromial (ambas originárias da artéria axilar) e das artérias intercostais posteriores. A drenagem venosa dos seios é realizada principalmente pela veia axilar, mas tambem pode envolver a veia torácica interna e as veias intercostais. Tanto os homens como as mulheres têm uma alta concentração de vasos sanguíneos e nervos nos mamilos.

O principal suprimento sanguíneo vem das artérias mamárias internas (60%) e da mamária externa ou torácica lateral (30%). O restante do suprimento é derivado de pequenos ramos das artérias intercostais, artéria toracodorsal, subescapular e toracoacromial.

A drenagem linfática da mama ocorre preferencialmente para a axila (97%), e o restante drena para a cadeia mamária interna (3%).

A figura ao lado mostra as três principais cadeias de drenagem linfática da mama:

docsity.com

[pic]

1. Linfonodos da cadeia axilar

2. Linfonodos da cadeia mamária interna

3. Linfonodos da cadeia supraclavicular

Em ambos os sexos os mamilos tem capacidade eréctil em resposta a estímulos sexuais, como o frio. A inervação das mamas é dadas por estímulos de ramos frontais e laterais dos quatro a seis ramos intercostais, provenientes dos nervos espinhais. As mamas variam em tamanho e forma. Sua aparência externa não prevê sua anatomia interna ou sei potencial de lactância. A forma da mama é largamente dependente do seu suporte, que provêm principalmente dos ligamentos de Cooper e do tecido torácico subjacente sobre o qual ela descansa. Cada mama adre em sua base à parede torácica por uma fáscia profunda, que cobre o músculo peitoral. A parte superior do tórax recebe algum apoio da pelo que as reveste. Esta combinação de apoio anatômico é o que determina a forma dos seios. Em um pequeno grupos de mulheres os ductos frontais são visíveis por não se misturarem com o tecido que as rodeia.

A localização do mamilo em relação à dobra é conhecida como ptose, no qual a mama cai de tal maneira sobre o peito de modo que o mamilo passa sobre a dobra inframamária. Em alguns casos, todo o conjunto mamilo/aréola pode eventualmente chegar a cair até o nível do umbigo. A distância entre a parte superior do mamilo e a base do esterno em um seio jovem, tem média de 21 cm e é uma medida antropométrica usada para determinar a simetria e a ptose mamária. Há seios em uma gama de proporção entre o comprimento e o diâmetro da base, variande de 1:2 a 1:1.

2.1 – Fisiologia da mama

Na puberdade, coincidindo com o aparecimento da menstruação, os seios já têm uma nível de desenvolvimento que lhes permite estar prontos para cumprir a sua missão básica: a secreção de leite. Como é lógico, essa função apenas se torna efetiva no caso de se produzir uma gravidez, depois do parto, uma vez que a secreção láctea tem a função de alimentar o recém-nascido. No entanto, em cada ciclo menstrual, sob a influência das hormonas ováricas, os seios sofrem uma série de modificações típicas como preparação para uma eventual gravidez: se depois da ovulação se produzir uma fecundação, as alterações continuam até que os seios estejam completamente prontos para a amamentação, caso não haja fecundação, as modificações sofridas revertem e os seios voltam ao seu estado anterior.

docsity.com

docsity.com

comentários (0)
Até o momento nenhum comentário
Seja o primeiro a comentar!
Esta é apenas uma pré-visualização
Consulte e baixe o documento completo
Docsity is not optimized for the browser you're using. In order to have a better experience we suggest you to use Internet Explorer 9+, Chrome, Firefox or Safari! Download Google Chrome