Maturaçao de Banana com Etephon - Apostilas - Agronomia, Notas de estudo de . Universidade Federal de Goiás (UFG)
Ronaldo89
Ronaldo891 de Março de 2013

Maturaçao de Banana com Etephon - Apostilas - Agronomia, Notas de estudo de . Universidade Federal de Goiás (UFG)

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Apostilas sobre o estudo da mudança de coloração dos frutos de banana submetidos aos diversos tratamentos do experimento, em função da presença do etileno na forma de ethephon.
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AGRONOMIA

RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA

Disciplina: Fisiologia Vegetal Curso: Agronomia Noturno – T01

Experiência: Utilização de Ethefhon, sob condições de exposição ou não ao ar atmosférico, no amadurecimento de frutos de banana (Musa sp.AAA, Cultivar Nanicão IAC 2001)

1 - Título:

Utilização de Ethephon sob diferentes condições de exposição ou não ao ar atmosférico no amadurecimento de frutos de banana.

2 – Objetivo:

Avaliar a mudança de coloração dos frutos de banana submetidos aos diversos tratamentos do experimento, em função da presença do etileno na forma de ethephon e do etileno liberado pela fruta madura do maracujá, com a presença ou ausência de oxigênio, de forma a entender as melhores práticas a serem utilizadas para melhorar a aparência e a qualidade do produto no tempo certo para comercialização.

3 – Resumo:

O objetivo deste trabalho foi de verificar a influência do tratamento de banana com etileno e também com uso do fruto de maracujá de acordo com o desenvolvimento da coloração da casca. O experimento foi montado no laboratório de química analítica do IFMT-NACV, com um total de 05 tratamentos, sendo: T1 (Testemunha-Imersão em Água), T2 (Imersão em solução e exposta ao ar ambiente), T3 (Imersão em solução e não exposta ao ar ambiente), T4 (Imersão em solução e não exposta ao ar ambiente, mas com restrição de Oxigênio) e T5 (Imersão em água e isolado com 01 fruto de maracujá, e não exposto ao ar ambiente). A avaliação da cor da casca da fruta foi realizada a cada 48 horas por método comparativo visual entre os tratamentos, sendo realizados por um período de 04 dias.

Verificou-se uma redução no nível de clorofila nas cascas da banana, gerando o amarelecimento das bananas (Musa sp.AAA, Cultivar Nanicão IAC 2001), o que indica que houve influencia do tratamento químico utilizado (ethephon) e do tratamento orgânico (uso do fruto de maracujá).

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A diferença de coloração em relação ao tratamento T1 (Testemunha) foi mais perceptível no tratamento T2 para a cor amarela e no tratamento T4 para a cor verde.

Conclui-se que para precocidade na comercialização de frutos maduros, o tratamento T2 apresentou melhores resultados e para conservação por maior prazo antes da comercialização o melhor tratamento foi obtido com o T4.

4 – Introdução:

A banana (Musa spp.) é um fruto originário do sudeste asiático e existem indícios do seu cultivo desde 5000 aC. ou até mesmo 8000 aC., sendo que o Brasil é o segundo maior produtor de banana do mundo com 6.454.039 toneladas colhidas em 2002. A cultura se estende do extremo norte até o Rio Grande do Sul.

A cultivar IAC-2001 apresenta ciclo de produção igual ao da 'Nanicão', altura das plantas varia de 2,20 a 2,80 m e os cachos apresentam em média 8 a 12 pencas e peso de 22 a 32 kg. Os frutos são mais resistentes ao despencamento e apresentam até 05 dias de vida comercial a mais do que os da 'Nanicão', após a saída da câmara de climatização (MOREIRA, 2002).

A banana é um fruto climatérico, de vida pós-colheita relativamente curta e com mudanças acentuadas durante o amadurecimento que melhoram sua qualidade, ficando amarela, menos firme e mais doce, pela hidrólise do amido em açúcares. Esses processos bioquímicos são controlados pelo etileno, que pode ser produzido pela própria banana ou aplicado. Para regular o mercado ou realizar o transporte a longas distâncias se faz necessário o uso de técnicas como a refrigeração, a remoção do etileno e o uso da atmosfera modificada e controlada, evitando o amadurecimento rápido e/ou escurecimento da casca. Nestes casos, geralmente, a colheita da banana é antecipada e quando esta chega no local de consumo é aplicado o etileno para acelerar e uniformizar a maturação.

Conforme McMurchie et al. (1972), o aumento acentuado da produção de etileno no começo do amadurecimento dos frutos climatérios é considerado como controlador da iniciação das mudanças na cor, aroma, textura, flavor e outros atributos bioquímicos e fisiológicos.

De acordo com Dominguez e Vendrell (1993), antes de iniciar o amadurecimento, a atividade da ACC oxidase é baixa, tanto na casca, como na polpa, mas com o incremento da produção de etileno, a atividade da ACC oxidase na polpa aumenta para o máximo, enquanto que na casca, a atividade da ACC oxidase permanece baixa, mas aumenta junto com o climatério respiratório. Sendo assim, os pesquisadores concluem que a ACC oxidase da polpa é o fator chave para iniciar a produção de etileno autocatalítico.

A aplicação de etileno na forma de Ethephon é utilizado para estimular a degradação da clorofila e ativar a síntese de carotenoides, provocando o desverdecimento do fruto, que é visível pela

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alteração na coloração da casca dos frutos, e o mesmo processo também pode ocorrer com o uso do fruto de maracujá maduro associado ao fruto de banana, sendo este um dos objetivos deste experimento.

5. MATERIAL E MÉTODOS:

O presente experimento foi realizado no Laboratório de Química Analítica do IFMT-NACV, em Campo Verde/MT, com início no dia 09/04/2012 por volta das 21:00 hrs e término no dia 13/04/2012 ás 21:00 hrs; utilizando-se frutos colhidos precocemente (Musa sp. AAA, cultivar Nanicão IAC 2001), com coloração ainda esverdeada, porém já fisiologicamente maduras, no IFMT – Campus São Vicente, localizado na BR 364, Km 329, em Santo Antônio do Leverger/MT, pelo Professor Mestre André Andrade.

5.1 Materiais Utilizados:

1) Pencas de banana (Musa sp. AAA, cultivar Nanicão IAC 2001),

2) Sacos plásticos incolores,

3) Balde plástico (15 Litros),

4) Copo plástico dosador,

5) Água (I.Inerte – 760 g/L),

6) Etrell (Ethephon – 240 g/L).

5.2 Métodos aplicados no experimento:

1) Pré-lavagem das pencas de banana.

2) Preparação da solução de Ethephon a 1000 mg/L, obtido através do cálculo com uso de regra de 3, onde temos 240.000 mg de Ethephon para 1.000 ml, portanto para 1.000 mg de Ethephon teremos 4,16 ml de Etrell e 995,84 ml de Água, como a solução a ser utilizada é de 08 litros, multiplicamos os valores encontrados por 08, obtendo as seguintes quantidades: Água = 7.966,72 ml. (08 X 995,84)

Etrell = 33,28 ml. (08 X 4,16)

3) Imersão das pencas de banana na solução por 01 minuto e retirada do excesso de produto.

4) Ensacolar as amostras do T3, T4 e T5

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5) Identificar os tratamentos e acondicionar em uma mesa para posteriores avaliações visuais e fotográficas.

Sendo que nos tratamentos foram realizados os seguintes procedimentos:

T1 (Testemunha) - Após a pré-lavagem foi identificado e acondicionado na mesa, estando exposto ao ar ambiente.

T2 – Após a pré-lavagem foi imerso na solução, identificado e acondicionado na mesa, estando exposto ao ar ambiente.

T3 – Após a pré-lavagem foi imerso na solução, na sequência foi ensacolado eliminando o contato com o ar ambiente, ficando restrito ao ar contido na sacola, depois foi identificado e acondicionado na mesa.

T4 - Após a pré-lavagem foi imerso na solução, na sequência foi ensacolado e retirado o ar contido na embalagem por sucção, ficando a amostra sem contato com o ar ambiente e com restrição de oxigênio.

T5 – Após a pré-lavagem foi imerso na solução, na sequência foi ensacolado juntamente com 01 fruto de maracujá maduro, eliminando o contato com o ar ambiente, ficando restrito ao ar contido na sacola, depois foi identificado e acondicionado na mesa.

A avaliação visual e fotográfica dos tratamentos foi realizada pela primeira vez, após 48 horas (quarta-feira), e na segunda vez após 96 horas (sexta-feira), pelo método de alteração na cor da casca da fruta em comparação entre todos os tratamentos e o T1 (testemunha).

6. Resultados e Discussão:

Na primeira avaliação visual realizada no dia 11/04/2012 às 20h15min. (horário de Brasilia), verificou-se que a coloração das cascas das pencas de banana de quase todos os tratamentos não haviam sofrido alterações, exceto o tratamento T2, que apresentou uma leve mudança, porém, quase imperceptível, o que indica uma baixa ação do etileno na degradação da clorofila e consequente amadurecimento do fruto em um prazo inferior a 48 horas, com os tratamentos aplicados, conforme documentado através das imagens fotográficas abaixo.

Musa sp AAA, Cultivar Nanicão IAC 2001 |

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Imagem do dia 11/04/2012 às 20h15min. |

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Na segunda avaliação visual realizada no dia 13/04/2012 às 21h00min (horário de Brasilia), verificou-se que a coloração das cascas das pencas de banana tiveram alterações visíveis e significativas, conforme informações a seguir:

T1 (Testemunha): A fruta sofreu uma leve alteração na coloração da casca, devido ao processo de amadurecimento natural, provocado pelo efeito do etileno produzido pela própria fruta e pelo processo respiratório.

T4: A fruta manteve o aspecto de coloração verde na casca; em comparação com os demais tratamentos foi a que ficou mais verde, sendo que a embalagem apresentou espaços característicos da presença de ar que indicam que o fruto ainda continua respirando, porém, devido a deficiência de oxigênio, o processo de produção de etileno em quantidades suficientes para provocar o amadurecimento do fruto não aconteceu, ou seja, ele foi retardado.

T3: A fruta estava com aspecto de coloração ainda verde com uma alteração muito sutil, praticamente imperceptível se comparado com a análise realizada no dia 11/04/2012, sendo ainda que a sacola plástica apresentava gotas de água em seu interior.

T5: A fruta estava com uma leve alteração na cor da casca, se comparado com a avaliação realizada no dia 11/04/2012 e também em comparação com os tratamentos T3, T4 e T1, inclusive seu aspecto é de que estava com o processo de amadurecimento superior ao T1 (testemunha), porém inferior ao tratamento T2, o que indica que com o etileno liberado pela fruta do maracujá e em ambiente isolado, mas contendo oxigênio, o processo de amadurecimento do fruto é acelerado em relação ao processo de amadurecimento natural.

T2: A fruta estava com coloração da casca amarela, sendo a cor bem uniforme em todas as bananas da penca, apresentando portanto, um aspecto de madura, o que indica que o tratamento com ethephon e exposição ao ar ambiente acelera o processo de amadurecimento da fruta, ou seja, ocorre a degradação da clorofila e a ativação de carotenoides que vão proporcionar a cor amarela a casca da banana.

Todas estas alterações citadas ocorreram após o prazo de aproximadamente 96 horas, conforme análise visual e documentação em imagens fotográficas a seguir:

Musa sp AAA, Cultivar Nanicão IAC 2001 |

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Imagem do dia 13/04/2012 às 21:00 |

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7. Conclusão:

Após a realização do experimento verificamos que de acordo com os resultados obtidos, o tratamento de frutos climatéricos (banana) com o uso de Ethephon e exposto ao ar atmosférico, promoveu um amadurecimento uniforme e mais breve de que todos os outros tratamentos.

Já quando se utiliza o Ethephon e limita o contato com o ar ambiente o processo é retardado, e se for eliminado o contato com o oxigênio o fruto praticamente paralisa o seu processo de amadurecimento, o que favorece o seu armazenamento e transporte.

No caso do uso de um fruto de maracujá como indutor de etileno verificamos que houve um amadurecimento maior do que nos tratamentos com Ethephon e isolamento ao ar ambiente e também foi maior do que no tratamento com Ethephon e restrição de oxigênio, inclusive tendo um processo de amadurecimento maior até que o tratamento T1 (testemunha), portanto, podemos dizer que um fruto maduro pode favorecer o amadurecimento de frutos climatéricos.

8. Referências Bibliográficas:

http://www.grupocultivar.com.br/site/content/artigos/artigos.php?id=679, acessado em 13/04/2012 às 22:45 horas,

http://www.biologico.sp.gov.br/rifib/XIII%20RIFIB/lima.pdf, acessado em 13/04/2012 às 23:30 horas,

http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAgC8AK/etileno-pdf-etileno, acessado em 14/04/2012 às 15:45 horas,

http://www.mundoeducacao.com.br/quimica/etileno-amadurecimento-frutas.htm, acessado em 14/04/2012 às 18:00 horas,

http://www.brasilescola.com/quimica/etileno-frutas-maduras-qual-relacao.htm, acessado em 15/04/2012 às 14:00 horas.

http://www.ufpel.tche.br/faem/agrociencia/v11n2/artigo02.pdf, acessado em 15/04/2012 às 17:32 horas.

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