Mediastinite - Apostilas - Medicina, Notas de estudo de Medicina. Centro Universitário do Pará (CESUPA)
Neymar
Neymar28 de Fevereiro de 2013

Mediastinite - Apostilas - Medicina, Notas de estudo de Medicina. Centro Universitário do Pará (CESUPA)

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Apostilas sobre o estudo da identificação dos tratamentos aplicados para fechamento da ferida esternal, de pacientes que desenvolveram mediastinite pós-esternotomia. Métodos e resultados.
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1. INTRODUÇÃO

Logo após a segunda Guerra Mundial, houve uma expansão industrial global, e com isso o deslocamento da população rural para os grandes centros urbanos. O resultado da expansão industrial e do aumento populacional urbano corroborou com a deterioração da qualidade de vida da população e no aparecimento das doenças crônico-degenerativas, como por exemplo, a hipertensão arterial sistêmica, doença arterial ateromatosa coronariana e o diabetes(1).

A deterioração na qualidade de vida e o aparecimento progressivo dessas doenças fizeram com que se desenvolvessem novas técnicas cirúrgicas e com isso a criação de abordagens revolucionárias para cirurgias intracavitárias, como a esternotomia(2).

A incisão do esterno (esternotomia) para poder ter acesso ao coração, foi introduzido por Milton(3) em 1897, e foi difundida por Julian(2) em 1957. Esta técnica foi amplamente utilizada no passado, porém nos dias de hoje tem sido evitado sempre que possível, devido ao seu grande potencial de complicações pós-operatórias.

Procedimentos cardiológicos menos invasivos com cateteres, balões ou abordagens cirúrgicas a partir de reduzidas incisões torácicas tem sido priorizados, com o intuito de reduzir a morbidade. Porém essas e outras técnicas menos invasivas possuem limitações em relação à visualização e ao acesso ás estruturas cardíacas(4).

Na cirurgia cardíaca quando é utilizada a esternotomia, podem ocorrer complicações infecciosas e profundas na ferida operatória, denominadas de mediastinite.

Esta complicação é geralmente grave e freqüentemente desastrosa e é temida pela maioria dos cirurgiões.

A mediastinite é definida como Infecção dos tecidos profundos da ferida operatória, associada à osteomielite do esterno, podendo comprometer o espaço retroesternal(5).

Sua incidência varia de 0,2% a 5% pós-cirurgia cardíaca com esternotomia, porém é uma complicação grave com alta taxa de mortalidade, que varia de 14% a 47% dos casos(6). A mediastinite prolonga o tempo de hospitalização e com isso aumenta os gastos hospitalares, podendo chegar a ser três vezes maior que o custo de pacientes com evolução pós-operatória sem complicações(5,6).

A patogênese da mediastinite é complexa e multifatorial. Na literatura, vários fatores de risco foram identificados como: extremos de idade, associação do Diabetes Melito e revascularização do miocárdio utilizando duas artérias torácicas internas, uso indiscriminado de eletro cautério, doença obstrutiva crônica (DPOC), obesidade, uso de drogas beta adrenérgicas, doença

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coronariana, duração da operação, tempo de circulação extracorpórea (CEC), reoperações por sangramento, ventilação mecânica por mais de 72 horas, tabagismo, entre outras(7).

A etiologia microbiana das infecções da ferida esternal varia e inclui bactérias Gram- negativas e gram-positivas, bem como fungos. No entanto, os agentes causais mais comuns envolvidos em infecções da ferida esternal são: Staphylococcus epidermidis e Staphylococcus aureus, ambos da flora normal da pele(8,9,10).

Os principais sintomas que caracterizam a infecção mediastinal são: febre, leucocitose, ferida operatória com presença de hiperemia, dor e drenagem de exsudato purulento. Para obtenção de maior precisão no diagnóstico, exames radiográficos devem ser feitos, destacando-se a tomografia com visualização de coleção líquida retroesternal. Entretanto, a coleta de material por punção retroesternal resulta em diagnostico definitivo(6,11).

A terapia para mediastinite varia desde o simples uso de antimicrobianos endovenosos, associados ou não á procedimentos cirúrgicos, até a reconstrução do esterno com cirurgias plásticas(5).

Até 1963 a mediastinite era tratada com desbridamento e ferida aberta, no entanto a cicatrização levava até seis meses e na maioria dos casos era necessário dois ou mais desbridamentos subseqüentes(12).

Uma grande desvantagem do tratamento com a ferida aberta é a instabilidade torácica, que exige a ventilação mecânica e imobilização prolongada, que pode aumentar o risco de complicações adicionais, tais como: pneumonia, trombose e enfraquecimento muscular. Outra complicação devastadora ao deixar o esterno aberto é a laceração do ventrículo direito, que está associado com altas taxas de mortalidade(13,14).

Em 1976 foi descrito pela primeira vez o tratamento da mediastinite com irrigação fechada do mediastino associando-se a técnica de transposição do grande omento e o desbridamento do osso e das cartilagens esternais(1).

Em 1984 a técnica de irrigação fechada do mediastino por cateter com soluções antibióticas, associado ao desbridamento e ressutura do esterno foi aplicada, com redução da mortalidade em até 20%(16).

Utilizada desde 1930 para feridas de difícil cicatrização, a oxigenioterapia hiperbárica é um tipo de tratamento que fornece oxigênio puro (100%) na respiração, em pressões maiores que a da atmosfera, com o paciente colocado em uma câmara especial. O excesso de oxigênio dissolvido nos tecidos cria um ambiente inapropriado para as bactérias, especialmente as anaeróbias. A oxigênioterapia hiperbária é especialmente recomendado em infecções de tecidos moles, de difícil cicatrização como por exemplo: deiscências de sutura e osteomielite crônica. Seu mecanismo básico de ação é a aceleração da formação de tecido de granulação, e também

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atua como um coadjuvante no controle de infecções por acelerar o processo de cicatrização.(17).

Em 2003 um estudo publicado sobre a utilização de antimicrobianos nasais, associado a oxigênio terapia hiperbárica para o tratamento de mediastinite pós-esternotomia em pacientes submetidos à cirurgia cardíaca, observou melhora significativa no tecido de granulação da ferida operatória após trinta sessões da oxigênioterapia hiperbárica. Descartando também, a necessidade de procedimentos cirúrgicos secundários para fechamento da ferida, havendo fechamento completo da mesma em seis meses(17). Embora este estudo apresente bons resultados, mais estudos e com amostras maiores, devem ser realizados para ratificar a eficácia e segurança terapêutica desta técnica.

Outra técnica alternativa para cicatrização da ferida esternal, foi mostrada com a utilização de cateteres Redon sem a utilização de irrigação continua. Resultados bem sucedidos foram demonstrados recentemente(18,19). No entanto estudos randomizados devem ser feitos para verificar a segurança e eficácia deste método.

A Terapia a vácuo (Vaccum-Assisted Clousure - VCA®) é uma das mais recentes inovações no cuidado da ferida mediastinal com um número crescente de aplicações. Esse sistema foi desenvolvido nos E.U.A. por Argenta e Morykwas em meados de 1990(20). Este sistema consiste em gerar uma pressão uniforme sobre a ferida, através de uma espuma de poliuretano, ligada a um dispositivo que produz pressão negativa pré-determinada dentro da ferida.

A autora afirma que a pressão negativa estabiliza o esterno, drena fluidos da ferida, reduzindo as colônias bacterianas, aumenta o fluxo sanguíneo local com posterior formação de tecido de granulação e reduz o diâmetro da ferida devido à retração(20) .

Mesmo com a modernização da medicina, a mediastinite pós-esternotomia é ainda uma complicação temida após a cirurgia cardíaca. Durante os últimos 50 anos diversos tratamentos convencionais têm sido desenvolvidos para o fechamento da ferida esternal pós mediastinite.

No entanto, é evidente a falta de consenso sobre uma linha de tratamento para pacientes que desenvolveram mediastinite pós-esternotomia para realização de cirurgia cardíaca. Considerando a alta taxa de mortalidade envolvendo esta patologia, é imperativo a identificação dos tratamentos disponíveis e a aplicação do tratamento de maior eficácia.

2. OBJETIVO

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Este estudo tem como objetivo identificar os tratamentos aplicados para fechamento da ferida esternal, de pacientes que desenvolveram medistinite pós-esternotomia.

3. MÉTODOS

Para a elaboração do presente estudo, foi realizada uma pesquisa bibliográfica, do tipo exploratória-descritiva, através da delimitação do tema, com conseqüente busca na literatura e análise criteriosa dos estudos, apresentando os dados relevantes ao tema. A questão norteadora que direcionou o levantamento bibliográfico foi: Quais terapias estão sendo utilizadas para tratamento da mediastinite pós esternotomia em pacientes submetidos a cirurgia cardíaca.

A busca das publicações foi realizada no período de Agosto de 2009 a outubro de 2009. A seleção dos artigos utilizados foi realizada a partir das seguintes bases de dados bibliográficos: Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Medical Literature Analysis and Retrieval Sistem on-line (MEDLINE) e Scientific Eletronic Library on Line (SciELO). Os artigos incluídos foram publicados no período de 1996 a 2009, nos idiomas inglês e português.

Foram incluídos neste estudo, os artigos que obedeceram aos seguintes critérios de inclusão:

- tipos de estudos - estudos que abordaram os tratamentos da mediastinite pós esternotomia, em pacientes submetidos a cirurgia cardíaca.

-tipos de tratamentos – estudos que descrevam tratamento tópico, mecânico e desbridamentos mecânico e/ou cirúrgico.

- tipos de cirurgia – cirurgias eletivas.

- tipos de participantes – envolvendo pacientes entre 18 e 80 anos de ambos os sexos.

Os descritores utilizados na localização dos artigos foram: “Vaccum-Assisted Clousure”; “mediastinite”; “cirurgia cardíaca”; cuidados”; “esterno”; “osteomielite”; “cuidados de enfermagem”; “empiema”; “ácidos graxos essenciais”; “cicatrização de feridas”; “classificação”; “prevenção e controle”; “diagnostico”; “retalhos cirúrgicos”; “infecção cirúrgica”; “infecção mediastinal” e “esternotomia”.

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4. RESULTADOS

Na base de dados Lilacs foram localizados 18 artigos, sendo que nenhum artigo preenchia os critérios de inclusão. Na base de dados Scielo foram localizados 13 artigos, sendo que nenhum artigo preenchia os critérios de inclusão. Quatro artigos localizados na base de dados Lilacs também estavam presentes na base de dados Scielo. Na base de dados Medline foram localizados 26 artigos, sendo que 14 artigos preenchiam os critérios de inclusão.

No total foram incluídos 14 estudos. Três (21,5%) artigos eram sobre os benefícios da VCA®, após o desbridamento e antes da reconstrução do esterno com retalhos de tecidos vascularizados, três (21,5%) eram sobre a VCA® como tratamento de primeira linha na mediastinite, cinco (35,7%) artigos compararam a terapia VCA® e a terapia convencional, um (7,1%) era sobre o custo da terapia de pacientes submetidos á revascularização do miocárdio sem complicações e de pacientes que após desenvolverem mediastinite pós-esternotomia foram tratados com o sistema VCA®, um (7,1%) era sobre a sobrevida a longo prazo, de pacientes submetidos á revascularização do miocárdio com diagnostico de mediastinite, tratados com sistema VCA® e de pacientes que evoluíram sem mediastinite e um (7,1%)era sobre eficácia da terapia com sistema VCA® associando clipes de nitinol para ressintese esternal, no tratamento de mediastinite pós-esternotomia em pacientes submetidos á cirurgia cardíaca. Quanto à autoria dos artigos, constatou-se que 14 (100%) foram escritos por médicos e não foi possível identificar a formação dos autores. No que se refere ao tipo de periódico, dois (14,3%) eram sobre cirurgia plástica, cinco (35,7%) eram sobre cirurgia cardíaca e sete(50%) sobre cirurgia torácica. Em relação ao delineamento do trabalho constatou-se que nove (64,3%) eram estudos coorte retrospectivos e cinco (35,7%) eram estudos clínicos observacionais prospectivos.

O quadro 1, mostra o resumo do artigo incluído no estudo, que avaliou o custo da terapia de pacientes submetidos á revascularização do miocárdio sem complicações e de pacientes que após desenvolveram mediastinite foram tratados com o sistema VCA®.

|Autor |Objetivo |Método |Principais Resultados |

|Moktari (24) | Comparar o custo total do |Foi comparado o custo do | - Não houve mortalidade, nos três meses de tratamento com o|

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| |tratamento de pacientes |tratamento de pacientes |sistema VCA®. |

| |submetidos á revascularização|submetidos a revascularização |- O custo médio do procedimento de revascularização do |

| |do miocárdio sem complicaçoes|do miocárdio sem complicações e|miocárdio com tratamento da mediastinite foi 2,5 vezes |

| |e de pacientes desenvolveram |de pacientes que desenvolveram |superior ao custo médio da revascularização do miocárdio sem|

| |mediastinite e que foram |mediastinite e foram tratados |complicações. |

| |tratados com o sistema VCA®. |com sistema VCA®. | |

O quadro 1. Custo da terapia de pacientes submetidos á revascularização do miocárdio sem complicações e de pacientes que foram tratados com o sistema VCA®, após desenvolveram mediastinite.

O quadro 2, mostra os resumos dos artigos incluídos no estudo, que avaliaram a eficácia da terapia com sistema VCA®, como tratamento adjuvante em pacientes que desenvolveram mediastinite pós-esternotomia para realização de cirurgia cardíaca.

|Autor |Objetivo |Método |Principais Resultados |

|Cowan(31) |Examinar os efeitos da VCA® |Estudo coorte, que coletou e | - A amostra foi de vinte e dois pacientes. |

| |na ferida esternal |analisou dados retrospectivos,|- Favoreceu o crescimento de tecido de granulação em 71%|

| |infectada. |referente ao desempenho da |da área total da ferida em sete dias. |

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| | |VCA®, em pacientes que |- Drenou 84ml/dia de liquido, do leito das feridas. |

| | |desenvolveram mediastinite |- diminuiu em 54% o tamanho das feridas em 14 dias. |

| | |pós-esternotomia para |- O tempo médio de internação foi de 19,5 dias e o tempo|

| | |realização de cirurgia |médio da terapia VAC foi de 36,7 dias, com redução em |

| | |cardíaca. |80% no tamanho da ferida neste período. |

| | | |- Também foi evitado em 64% dos casos á necessidade de |

| | | |fechamento cirúrgico com retalhos musculares e em 28% |

| | | |dos pacientes a não foi preciso a reconstrução cirúrgica|

| | | |do esterno. |

| | | |- Não houve complicações relacionadas ao uso da VCA®. |

| | | | |

|Scholl(36) |Uma revisão retrospectiva da|Pacientes com diagnostico de |- Amostra foi de treze pacientes. |

| |reconstrução do esterno, |mediastinite pós esternotomia |- Dos treze pacientes, o dispositivo VCA® foi utilizado |

| |utilizando a VCA® como um |para cirurgia cardíaca, |em seis antes do fechamento da ferida e em dois após o |

| |dispositivo adjuvante para o|tratados com terapia VCA® |fechamento da ferida. |

| |desbridamento e reconstrução| |- Desbridamento e reconstrução esternal com retalhos de |

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| |com músculo peitoral. | |músculo peitoral foi utilizado em doze pacientes e um |

| | | |paciente foi submetido apenas ao desbridamento e terapia|

| | | |com o sistema VCA®. |

| | | |- Todos os pacientes tiveram fechamento completo das |

| | | |feridas em uma media de 14 meses. |

|Domkowisk(30) |Avaliar a eficácia do |Pacientes com diagnostico de |- A amostra foi de cento e dois pacientes. |

| |sistema VCA®, tanto como um |mediastinite pós esternotomia |- Noventa e seis dos cento e dois pacientes receberam a |

| |tratamento adjuvante à |para realização de cirurgia |VCA®, enquanto os seis restantes foram submetidos ao |

| |terapia convencional ou como|cardíaca. |tratamento convencional com duas trocas diárias de |

| |terapia única (desbridamento| |curativos. |

| |mais colocação de VCA®) para| |- Cinqüenta e três dos noventa e seis pacientes |

| |pacientes com mediastinite | |necessitaram apenas de um desbridamento esternal, |

| |pós-cirurgia cardíaca. | |seguido por tratamento com VCA® e fechamento da ferida |

| | | |por segunda intenção, enquanto os quarenta e três |

| | | |restantes tiveram um procedimento adicional. Destes, 33 |

| | | |pacientes foram submetidos a transposição omental e 10 |

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| | | |pacientes tiveram um retalho de músculo peitoral. |

| | | |- O tempo de permanência para todos os pacientes foi de |

| | | |27 ± 12 dias. Isto foi relacionado em parte com |

| | | |antibióticos intravenosos. |

| | | |- A mortalidade no hospital para todos os pacientes foi |

| | | |de 3,7% (4 casos). Dois destes pacientes foram |

| | | |submetidos a retalho vascular e sucumbiu à falência de |

| | | |órgãos multissistêmica, enquanto os outros dois que |

| | | |receberam apenas a terapia com sistema VCA® seguida de |

| | | |desbridamento da ferida, sucumbiram para sepse |

| | | |esmagadora. |

O quadro 2. A eficácia da terapia com sistema VCA®, como tratamento adjuvante em pacientes que desenvolveram mediastinite.

O quadro 3, mostra os resumos dos artigos incluídos no estudo, que avaliaram a eficácia da terapia com sistema VCA®, como tratamento de primeira linha em pacientes que desenvolveram mediastinite pós-esternotomia para realização de cirurgia cardíaca.

|Autor |Objetivo |Métodos |Principais Resultados |

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|Agarwal(26) |Descrever o sistema VCA®|Foram coletados e analisados de|- A amostra foi de cento e três pacientes. |

| |como uma primeira linha |forma quantitativa, dados |- A terapia VCA® foi utilizada em 68% dos pacientes, por um|

| |de abordagem no |retrospectivos de pacientes de |período médio de 11 dias. |

| |tratamento da ferida |ambos os sexos, com idade entre|- Setenta pacientes tiveram métodos para fechamento |

| |esternal com diagnostico|18 e 80 anos, que desenvolveram|definitivo do tórax com fixação e redução interna ou |

| |de mediastinite. |mediastinite pós esternotomia |fechamento com retalhos musculares. |

| | |para realização de cirurgia |- O restante 32% não utilizaram nenhum método para |

| | |cardíaca. |fechamento definitivo. |

| | | |A taxa de mortalidade foi de 28%, porém nenhuma morte |

| | | |estava relacionada ao uso da terapia VCA®. |

|Gustafsson(28) |Avaliar morbidade e |È um estudo coorte e |- A amostra foi de quarenta pacientes. |

| |mortalidade na aplicação|retrospectivo, onde foram |- Não houve mortes durante os noventa dias de |

| |do sistema VCA® para |coletados e analisados de forma|acompanhamento. |

| |tratamento da |quantitativa, os dados de |- Três mortes tardias relacionadas à infecção e três por |

| |mediastinite |pacientes com diagnostico de |fistula subcutâneas ocorreram durante o estudo (3-41 |

| |pós-esternotomia. |mediastinite pós esternotomia |meses). |

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| | |para realização de cirurgia |- A duração média da terapia com VCA® foi de 10 dias |

| | |cardíaca, tratados com VCA®. |(variando de 3 a 34). |

| | | |- A série representa um total de 474 dias com o dispositivo|

| | | |da terapia VCA® sem eventos adversos sérios. |

|Gustafsson(27) |Descrever os resultados |Estudo coorte e observacional |- A amostra foi de quarenta pacientes. |

| |do tratamento para |onde pacientes com diagnostico |- Todos os pacientes estavam vivos e livres de infecção da |

| |mediastinite pós |de mediastinite pós |ferida esternal três meses após a operação. |

| |esternotomia, utilizando|esternotomia, para realização |- O tempo de tratamento com a terapia a VCA® até o |

| |a VCA®, como tratamento |de cirurgia cardíaca, foram |fechamento cirúrgico foi de 9 dias (intervalo 3-34 dias). |

| |de primeira linha com |tratados com o sistema VCA®, |- Os valores da proteína C-reactiva no fechamento cirurgico|

| |fechamento cirúrgico |seguido por fechamento |a foi de 45 mg / l (intervalo de 20-173 mg / l). |

| |secundário, de acordo |cirúrgico definitivo. |- A media de permanência hospitalar foi de 22 dias (12-120 |

| |com os valores da | |dias). |

| |proteína C-reativa. | | |

O quadro 3. A eficácia da terapia com sistema VCA®, como tratamento de primeira linha em pacientes que desenvolveram mediastinite.

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O quadro 4, mostra o resumo do artigo incluído no estudo, que comparou a sobrevida a longo prazo, de pacientes submetidos á revascularização do miocárdio com diagnostico de mediastinite, tratados com sistema VCA® e de pacientes que evoluíram sem mediastinite.

|Autor |Objetivo |Metodos |Principais resultados |

|Sjogren (37) |O objetivo do estudo foi |Pacientes com diagnostico de |- A amostra foi de Quarenta e seis pacientes com |

| |comparar a sobrevida a longo |mediastinite pós esternotomia |medistinite e quatro mil setecentos e oitenta e um |

| |prazo de pacientes submetidos|para cirurgia cardíaca, |pacientes sem medistinite. |

| |á revascularização do |tratados com o sistema VCA® e |- Não houve diferença de sobrevida no período de tempo de|

| |miocárdio com diagnostico de |pacientes submetidos á |cinco anos, entre o grupo com diagnostico de mediastinite|

| |mediastinite, tratados com |revascularização do miocárdio |tratado com terapia VCA® e do grupo controle. |

| |sistema VCA® e de pacientes |sem mediastinite. | |

| |que evoluíram sem | | |

| |mediastinite. | | |

O quadro 4. A sobrevida a longo prazo, de pacientes submetidos á revascularização do miocárdio com diagnostico de mediastinite, tratados com sistema VCA® e de pacientes que evoluíram sem mediastinite.

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O quadro 5, mostra o resumo do artigo incluído no estudo, que avalia a eficácia da terapia com sistema VCA® associando clipes de nitinol para ressintese esternal, no tratamento de mediastinite pós-esternotomia em pacientes submetidos á cirurgia cardíaca.

|Autor |Objetivo |Métodos |Principais Resultados |

|Tocco(29) |Relato de experiência |Estudo prospectivo de pacientes|- Amostra foi de vinte e um pacientes. |

| |com a VCA® para |acometidos por mediastinite |- As feridas esternais foram fechadas da seguinte forma: |

| |tratamento da |após esternotomia para cirurgia|- de nove pacientes com retalhos de músculo peitoral |

| |mediastinite pós |cardíaca. |- de nove pacientes em uso de clips de Nitinol. |

| |cirurgia cardíaca e |Todos os pacientes foram |- de um paciente com uma técnica combinada (uso de clipes de|

| |posterior fechamento |tratados com o sistema VCA®. |nitinol e retalho do músculo). |

| |esternal com o uso de | |- de um paciente o fechamento foi direto. |

| |clips Nitnol. | |- e um paciente teve sua ferida fechada com fios esternais. |

| | | |- Não houve mortalidade e a cicatrização foi alcançado com |

| | | |êxito em todos os pacientes. |

| | | |- Em mais de 50% dos pacientes, a terapia VCA® permitiu |

| | | |ressíntese esternal direta. - A duração média do tratamento|

| | | |a vácuo foi de 26 dias (intervalo de 14-37 dias). |

| | | |- Houve redução no número de retalhos musculares utilizados |

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| | | |e um aumento de ressíntese esternal direta |

| | | | |

O quadro 5. A eficácia da terapia com sistema VCA® associando clipes de nitinol para ressintese esternal, no tratamento de mediastinite.

O quadro 6, mostra os resumos dos artigos incluídos no estudo, que compara a terapia com sistema VCA® ao tratamento convencional, no tratamento de mediastinite pós-esternotomia em pacientes submetidos á cirurgia cardíaca.

|Autor |Objetivo |Métodos |Principais resultados |

|Sjogren(33) |Comparar a evolução |Sessenta e um pacientes com | - A amostra foi de cem pacientes, sessenta tratados com |

| |clínica e sobrevida em |diagnostico de mediastinite pós|VCA® e quarenta com a terapia convencional. |

| |pacientes submetidos a |esternotomia para realização de|- A mortalidade foi de 0% no grupo com terapia VCA® e de |

| |terapia com o sistema VCA®|cirurgia cardíaca tratados com |15% no grupo com terapia convencional. |

| |com o tratamento |terapia VCA® e 40 pacientes com|- No grupo que se optou a terapia VCA® como tratamento de |

| |convencional para |a terapia convencional. |primeira linha, o índice de falha foi de 0% , enquanto que |

| |mediastinite | |no grupo de tratamento convencional foi de 37,5%. |

| |pós-esternotomia em | |No grupo de terapia VCA® a sobrevida em 06 meses foi de 97%|

| |pacientes que realizaram | |e no grupo de tratamento convencional foi de 84%, em 01 ano|

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| |cirurgia cardíaca. | |de 93% contra 82% e em 05 anos foi de 83% contra 59% |

| | | |respectivamente. |

|Fuchs(34) |Comparar o tratamento |Estudo coorte retrospectivo, | - A amostra foi e sessenta e oito pacientes, trinta e |

| |convencional com a terapia|que comparou os resultados da |cinco pacientes tratados com terapia VCA® e trinta e três |

| |com o sistema VCA® em |terapia convencional com a |com terapia convencional. |

| |pacientes com diagnostico |terapia utilizando o sistema |- Culturas microbiológicas negativas no mediastino foram |

| |de mediastinite |VCA® , em pacientes que |alcançadas primeiro no grupo de terapia VCA®. |

| |pós-esternotomia para |desenvolveram mediastinite |- O período de tempo de hospitalização foi menor no grupo |

| |realização de cirurgia |pós-esternotomia para |de terapia VCA®. |

| |cardíaca. |realização de cirurgia |- Tempo de sobrevida no período de 05 anos foi maior no |

| | |cardíaca. |grupo de terapia VCA® em comparação ao grupo de tratamento |

| | | |convencional. |

|Doss(32) |Comparar o tratamento |Estudo coorte retrospectivo, | - A amostra foi de quarenta e quatro pacientes, vinte e |

| |convencional com a terapia|que analisou e comparou os |dois tratados com o sistema VCA® e vinte e dois com a |

| |utilizando o sistema VCA® |dados de prontuários de |terapia convencional. |

| |em pacientes com |pacientes que desenvolveram |- Os pacientes tratados com o sistema VCA® tiveram uma |

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| |diagnostico de |medistinite pós-esternotomia |quantidade de dias de tratamento menor, (média de 17,2 ± |

| |mediastinite |para realização de cirurgia |5,8 contra 22,9 ± 10,8 dias, P= 0,009) |

| |pós-esternotomia para |cardíaca, tratados de maneira |- A mortalidade perioperatória foi semelhante em ambos os |

| |realização de cirurgia |convencional e com o sistema |grupos. |

| |cardíaca. |VCA®. | |

|Song(35) |Comparar o numero de |Estudo coorte retrospectivo, | - A amostra foi de: dezoito pacientes tratados com o |

| |trocas de curativos, tempo|que analisou e comparou os |sistema VCA® e dezessete pacientes com o sistema |

| |médio entre desbridamento |dados de prontuários de |convencional. |

| |e fechamento da ferida, |pacientes que desenvolveram |- O grupo de terapia VCA® tiveram tendência a um menor |

| |quantidade e tipos de |medistinite pós-esternotomia |intervalo entre desbridamento e fechamento da ferida, com |

| |retalhos necessários para |para realização de cirurgia |uma média de 6,2 dias, enquanto o grupo de troca de |

| |reconstrução do esterno e |cardíaca, tratados de maneira |tratamento convencional teve uma média de 8,5 dias. |

| |complicações da terapia |convencional e com o sistema |- O grupo de terapia com sistema VCA® teve um número |

| |VCA® com a terapia |VCA®. |significativamente menor de trocas de curativos, com uma |

| |convencional em pacientes | |média de três, enquanto que o grupo do tratamento |

| |que desenvolveram | |convencional de sete (p

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