Mercado e mecanismo do mercado - Trabalho - Economia, Notas de estudo de Economia. Universidade de São Paulo (USP)
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Oscar_S26 de Fevereiro de 2013

Mercado e mecanismo do mercado - Trabalho - Economia, Notas de estudo de Economia. Universidade de São Paulo (USP)

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Aspectos básicos do mercado: o que é um mercado? Como ele funciona? Quais são os seus mecanismos?
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Mercado e mecanismo do mercado

Para falar sobre este tema é necessário falar primeiramente dos aspectos básicos. Por isso, separadamente, analisem os seguintes pontos essenciais: o que é um mercado? Como ele funciona? Quais são os seus mecanismos?

Respondendo a estas questões entenderemos os aspectos mais simples deste tema.

Mercado:

Designa-se por mercado o local no qual agentes económicos procedem à troca de bens por uma unidade monetária ou por outros bens. Os mercados tendem a equilibrar-se pela lei da oferta e da procura.

Existem tanto mercados genéricos como especializados, onde apenas uma mercadoria é trocada. Os mercados funcionam ao agrupar muitos vendedores interessados e ao facilitar que os compradores potenciais os encontrem. Uma economia que depende primariamente das interacções entre compradores e vendedores para alocar recursos é conhecida como economia de mercado.

Origem

Originalmente o termo mercado, era utilizado para designar o sítio onde compradores e vendedores se encontravam para trocar os seus bens. Contudo, em marketing, os vendedores são vistos como constituindo uma indústria e os compradores como constituindo um mercado. Os vendedores enviam os seus produtos, serviços e comunicações para o mercado, e recebem dinheiro e informação em troca. Nas sociedades mais avançadas os mercados não necessitam de ser lugares físicos onde compradores e vendedores interagem (Internet).

A definição de mercado poderá ser entendida de duas formas distintas:

Em sentido amplo: Conjunto de pessoas individuais ou colectivas capazes de influenciar as vendas de um determinado produto.

Em sentido restrito: Conjunto de dados sobre a importância e evolução das vendas de um produto.

Quanto nos referimos ao mercado, em sentido amplo ou em sentido restrito, existem três classificações de mercado:

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Mercado real: Volume de vendas efectivo de um determinado produto ou número de consumidores que compram o produto (os consumidores do produto que a empresa fabrica).

Mercado potencial: Estimativa do volume a atingir pelas vendas de um determinado produto ou conjunto de compradores que estão em condições de adquirir esse produto (os consumidores que adquirem o tipo de produto fabricado pela empresa e pela concorrência).

Mercado total: Engloba o mercado potencial de um determinado produto e o mercado dos que não consomem esse produto (toda a população que tenha condições para vir a adquirir um bem ou serviço, mas sem a garantia de vir a adquiri-lo).

Um mercado é um sistema que evolui no tempo, sob o efeito de variáveis cuja influência se verifica a curto/médio e a longo prazo. É importante identificar esses factores, os quais ajudarão a perceber o que de mais importante se vai passando no mercado e assim adoptar as estratégias e políticas mais indicadas.

O funcionamento de um sistema de mercado se fundamenta em um conjunto de regras, onde se compram e vendem bens e serviços e também factores de produção. A quantidade demandada por um bem não depende unicamente do preço do bem em consideração, mas de diversos outros factores, como, por exemplo, preferências do consumidor, preço de outros bens que possam vir a ser substitutos, renda disponível, etc. A quantidade ofertada de um bem também depende de vários factores, tais como tecnologia disponível, preço dos factores de produção, subsídios, impostos, preço do próprio bem, etc.

Conceito de Mecanismo de Mercado

O mecanismo de mercado é, segundo as palavras de Adam Smith, uma espécie de "mão invisível" que regula as respostas dadas às três questões base estudadas pela economia: "o quê", "o como" e "para quem" é produzido. No caso da resposta à questão "do quê" produzir, quando as famílias procuram mais de um bem significa que estão dispostas a pagar mais pela mesma quantidade fazendo com que o preço aumente e criando incentivos aos produtores para que estes afectem mais recursos produtivos para a produção deste mesmo bem. Quanto à resposta à questão "do com" produzir, também são os preços dos bens e dos factores produtivos que regulam as combinações e quantidades de cada factor produtivo utilizado na produção. Relativamente à resposta à questão "para quem" produzir, também são os preços dos diferentes factores produtivos que, juntamente com as quantidades detidas, determinam a repartição do rendimento e, portanto, o consumo de cada família.

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Pelo referido antes, facilmente se conclui que o papel central do mecanismo de mercado cabe aos preços. De facto, é através dos preços que o mercado consegue compatibilizar os interesses antagónicos de produtores e consumidores. Desta forma, o mecanismo de mercado mais não é do que o processo pelo qual são formados os preços no mercado.

Vejamos desta forma:

Demanda é o cliente, oferta é o vendedor.

Quando a demanda de um produto está alta (quando tem muita gente procurando por um tal bem) a oferta é pequena (menos produtos os vendedores tem para vender pois acaba rápido). Os preços baixos ocasionam esse efeito. Quando a oferta é alta (quando tem muito desse produto no mercado), a demanda é baixa (tem poucas pessoas querem comprar tal bem). Os preços altos causam este efeito. Agora o equílibro da curva de oferta e demanda é a intersecção entre os dosi pontos no gráfico. Ou seja, a oferta e a demanda correspondem igualmente. É quando o consumidor e o vendedor saem ambos ganhando no mercado.

Exemplos de mercado:

Mercado do petróleo, açúcar, café, chá, trabalho, financeiro, tabaco ect.

Os preços fornecem informações aos participantes dos mercados, incentivam-nos a responder às novas condições e ordenam situações potencialmente caóticas – mesmo sem qualquer indivíduo ou burocracia governamental para impor controlos.

Aspectos positivos do Mercado

O mercado incentiva os produtores a oferecerem os bens que os consumidores desejam Exemplo quando os consumidores quiserem mais chá, o preço subirá e os produtores serão incentivados a produzir mais chá.

Em contraste, quando uma burocracia governamental fixar metas de produção, o lado da oferta poderão responder com extrema lentidão às mudanças nas preferências dos consumidores.

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O mercado incentiva as pessoas a se qualificarem – Os altos preços cobrados por neurocirurgiões incentivam estudantes a passarem pelo longo e caro processo educativo necessário para especializar-se nesta área, por exemplo.

Os bens especialmente escassos são vendidos a preços altos.

O alto preço estimula a conservação e aos cuidados – Quando uma geada destrói parcialmente a colheita de café, seu preço sobe e economiza-se mais o café. Os que são mais ou menos indiferentes entre o café e o chá tomarão mais chá. Mesmo as pessoas que não podem prescindir da preciosa rubiácea são motivadas a reduzir seu consumo. Com o alto preço do café, tomarão duas em vez de três xícaras.

O sistema de preços motiva os produtores a conservarem recursos escassos – No Estado de Goiás, a terra é abundante e relativamente barata; muita terra é destinada à pastagem para manter rebanhos bovinos. Ao contrário, no Japão, a terra é relativamente escassa e cara. Os japoneses utilizam a terra intensivamente na produção de arroz, em vez de usá-la como pastos.

O mercado permite um “alto grau de liberdade económica” – Ninguém obriga as pessoas a negociarem com certas empresas ou indivíduos. As pessoas não têm de escolher uma profissão de acordo com directrizes governamentais; têm a liberdade de escolher seu ramo de actividade. Além disso, se as pessoas poupam, têm direito de utilizar as poupanças para estabelecer sua própria empresa independente.

Mercados descentralizados dão informação sobre as condições locais – Se em uma quantidade extraordinária de terra boa para a produção de feijão for plantado milho, o preço do feijão começará a subir neste país. A majoração do feijão indicará aos agricultores do país que eles devem plantar feijão numa área maior de suas terras, em vez de dedicarem tantos hectares à produção de milho.

Nenhuma repartição governamental seria capaz de manter um conjunto de informações actualizadas e detalhadas sobre os milhões destes mercados locais. (Note a quantidade de informação que seria relevante para a decisão de plantar feijão ou milho: a qualidade da terra, o número de pessoas que comem feijão, o custo dos fertilizantes para o feijão e para o milho, o custo das sementes etc.).

Para avaliar o funcionamento do mercado, não devemos esquecer a mais importante de todas as perguntas: quais são as alternativas? Mesmo um mercado ruim poderia funcionar melhor que as alternativas, especialmente as alternativas criadas por teóricos sem antes passarem por testes práticos.

Assim, um dos mais fortes argumentos a favor do mercado lembra a frase que Winston Churchill costumava empregar para defender o sistema democrático: Pode não funcionar à perfeição, mas funciona melhor que as alternativas.

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Aspectos negativos do Mercado

Embora o mercado dê muita liberdade de acção aos agentes económicos, pode dar pouco mais do que o direito de morrer de fome aos fracos e desamparados -

Em um mercado, os produtores não respondem às necessidades e aos desejos de todos os consumidores, apenas ouvem as vozes dos que têm dinheiro para comprar.

Um sistema completamente livre (de empresas privadas) pode ser muito instável, com anos de crescimento rápido seguidos de anos de severa recessão – Há várias circunstâncias em que a economia se torna instável, quando bancos não são regulados ou são mal regulados, por exemplo:

Em um sistema laissez-faire, os preços nem sempre resultam da acção de forças impessoais do mercado – Apenas em um mercado de concorrência perfeita é que o preço resulta do cruzamento das curvas de oferta e demanda – Em muitos mercados, um ou mais participantes têm o poder de mudar o preço. O monopolista ou pode restringir o nível de produção para fazer o preço subir.

As acções de consumidores ou produtores podem criar efeitos colaterais ou externalidades

Externalidade – é um efeito colateral adverso (ou benefício), relacionado com o consumo ou a produção, em troca de que não se dá ou recebe qualquer pagamento.

Para certas actividades, o mercado simplesmente não é adequado - Caso haja uma ameaça militar, a sociedade não poderá defender-se utilizando os mecanismos do mercado – Um indivíduo não é incentivado a comprar um fuzil para o Exército, porque a sociedade em geral, e não ele especificamente, será beneficiado pela compra.

Portanto, a segurança nacional é um bom exemplo de um serviço que o governo deve prestar. Outros exemplos são o policiamento e a manutenção do sistema judiciário. Não importa se o mercado funciona bem ou mal, não se pode permitir a “compra” de juízes.

Sem defender o mérito de qualquer produto, os que defendem o mercado podem contra- argumentar, baseados parcialmente na pergunta: Quais são as alternativas?

Caso o mercado não seja o instrumento para decidir quais bens “merecem” ser produzidos, quem será o responsável? Um burocrata do governo? Não se deve permitir que as pessoas cometam seus próprios erros?

Uma grande parte da recente história económica da Europa Ocidental, da América do Norte e de muitos outros países do mundo tem sido escrita por tais reformadores. Os seguintes exemplos

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são uma amostra dos argumentos dos reformadores: o funcionamento de um sistema de mercado deve ser modificado mediante programas privados e públicos assistência para assegurar a sobrevivência dos fracos e desamparados.

Nas situações em que poucos controles sobre os bancos têm permitido instabilidade económica, o governo deve estabelecer uma moeda forte e estável com o objectivo de propiciar um ambiente favorável ao desenvolvimento do mercado.

Os monopólios com um excesso de poder devem ser desarticulados ou severamente controlados pelo governo. O governo pode produzir directamente os bens e serviços em áreas como a segurança nacional, a justiça e o policiamento, nas quais o sistema de mercado não funciona ou funciona mal.

Com poucas excepções, a sexta crítica não tem suscitado reformas. Em parte, isto se deve a dúvidas sobre a importância das distorções gerais da propaganda.

Outra explicação para a falta de reformas na área de propaganda tem a ver com a relação entre a propaganda e a imprensa.

A imprensa depende muito das taxas cobradas a anunciantes, para se sustentar. Severas restrições sobre o uso da propaganda poderiam debilitar a imprensa financeiramente e enfraquecer esta importante instituição democrática.

Para certos marxistas críticos do sistema de mercado, este último argumento serve para desacreditar ainda mais o sistema de mercado.

Argumentam que uma imprensa que depende dos anúncios de poderosas empresas para sobreviver não pode ser uma imprensa verdadeiramente objectiva e livre.

O funcionamento dos mercados perfeitamente competitivos

Em um mercado livre de restrições ou de mercado perfeitamente competitivo, a oferta e demanda de bens diferentes determinar um preço de equilíbrio para cada bem, e que o preço livremente as empresas decidem quanto produzir. Portanto, o mercado determina o preço de cada empresa e aceita este preço como um dado fixo sobre o qual não pode influenciar. Quando a demanda por um produto não afecta significativamente os produtos complementares ou suplementares, você pode definir a curva de demanda e determinar o equilíbrio parcial para um mercado de um bem único. A partir do preço de equilíbrio cada empresa irá produzir a quantidade permitida pela sua curva de oferta para que o preço específico. A curva de oferta de cada empresa é determinada pelo seu custo de produção. (O custo marginal mais precisamente).

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Ao preço determinado no equilíbrio de um mercado competitivo as empresas têm, geralmente, os mesmos benefícios. Este será porque, embora assumimos que todas as empresas saber a mesma tecnologia, a curto prazo, as instalações fixas de cada empresa será diferente, de modo que os custos e os benefícios serão diferentes.

Embora esta situação pode existir a curto prazo (até que seja possível alterar o tamanho da empresa) não irá ser mantido como retrofit organizações a atingir os seus processos de produção. Além disso, os benefícios que obtêm as empresas mais eficientes serão considerados pelas empresas em outros mercados ou sectores. Mais uma vez. no curto prazo, eles não podem deixar a área onde eles estão, mas assim que eles podem liquidar suas instalações, eles vão.

Assim, num mercado perfeitamente competitivo, há uma tendência para minimizar os custos e os benefícios igualar bem.

O termo "esvazia o mercado" vem do mesmo: ele cumpre o objectivo de concorrência perfeita, que é maximizar o excesso de oferta por parte dos empregadores, e excesso de demanda pelos consumidores. A " lacuna do mercado "é aquele em que foi vendido e comprado tudo o que ocorreu.

A concorrência perfeita é uma representação idealizada dos mercados de bens e serviços em que o jogo da oferta e da procura determina o preço. Um mercado perfeitamente competitivo é aquele em que há muitos compradores e muitos vendedores de modo que nenhum comprador ou vendedor indivíduo exerce influência decisiva sobre o preço. Para que isso ocorra, estes sete elementos devem ser atendidos:

1. Existência de um grande número de oferta e procura. O julgamento de cada um deles exerce pouca influência no mercado global.

2. Homogeneidade (semelhança) do produto. Não houve diferenças entre os produtos vendidos por fornecedores.

3. Transparência do mercado. Todos os participantes estão plenamente conscientes das condições gerais em que o mercado opera.

4. Livre entrada e saída das empresas. Todas as empresas, se desejado, podem entrar e sair do mercado.

5. Livre acesso à informações .

6. Livre acesso aos recursos.

7. Zero lucros no longo prazo.

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A organização da actividade económica numa economia de mercado.

Esta forma de organização económica caracteriza, desde os mercados do século XIX, a economias dos países da Europa Ocidental e dos Estados Unidos.

Numa economia de mercado, os agentes económicos que intervêm, de forma directa na actividade económica são as Empresas (pequenas, medias e grandes empresas privadas) que produzem os bens e serviços a serem comprados pelas famílias (os consumidores) com os rendimentos que estas auferiram sob a forma de salários, lucros, juros e rendas. Ao Estado compete, apenas, intervir em sectores que tradicionalmente lhe estão confiados, como por exemplo, a segurança, a justiça, etc.

Cada empresa planeia a sua produção, assim como cada família planeia a forma de empregar os rendimentos que dispõe, com vista a adquirir bens e serviços de que necessita, isto é, com vista a consumir.

Não existe, porem, qualquer instrumento que coordene, de forma global ou mesmo sectorial, a actividade económica. O plano, quando existe, reveste-se de um carácter indicativo, pois não obriga os agentes económicos ao seu cumprimento servindo apenas como referência para esses agentes económicos e como guia para o desenvolvimento da actividade económica.

Mas, se no seu conjunto as decisões relativa a produção e distribuição de bens e dos serviços não planeado, tal como o não são também as formas como se processa a repartição dos rendimentos e se foz a orientação dos consumos, como podem então ser coordenados as acções económicas a empreender, de modo a evitar uma anarquia generalizada na economia?

É o mecanismo do mercado que responde esta questão.

Todas as acções que os agentes económicos levam a cabo, no âmbito do mercado, assentam na motivações individuais que visam satisfazer os interesses, o que provoca a concorrência, por um lado, entre os produtores e os vendedores – ou seja, entre as empresas – que pretendem aumentar a produção e as vendas para obterem maiores lucros, e por outro lado, entre os consumidores – ou seja entre as Famílias – que têm por objectivo comprar produtos de melhor qualidade ao mais baixo preço.

Aquela evolução individual fará com que se realiza, através da concorrência, uma oferta de bens e serviços que a sociedade deseja, aos preços que esta pode pagar. Isto porque interesse pessoal guia os homens para todo o tipo de actividade que a sociedade se encontre disposta a remunerar. Por exemplos produzir as confecções, carne, sabões ou maquinas, são actividades que se realizam para satisfazer os interesses de quem produz esses bens para vender e não, propriamente, para satisfazer as necessidades dos consumidores.

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Se o interesse pessoal está na base do aparecimento, no mercado, dos bens e os serviços de o consumidor necessita, como fazer com que o preço daqueles bens e serviços não atinja cifras exorbitantes?

Aqui, de novo, se verifica a concorrência, evitando que os produtores e vendedores aumentem os preços exageradamente (por vezes verifica-se um imperfeito funcionamento do mercado, por deixar de existir, em alguns sectores, económicos, uma situação de concorrência. Assiste-se, então, a dominação económica (e até política) de poderosas empresas e a concorrência de praticas monopolista que em nada contribuem para a melhoria da qualidade dos produtos e para a redução do seu preço), pois que, se alguns deles tomassem essa iniciativa, veria, por certo, os consumidores orientarem-se imediatamente para outros produtores e vendedores que praticassem preços mais baixos e perderia, assim, a sua posição no mercado.

A concorrência determina, ainda, a forma pela qual se irão produzir os bens e os serviços necessário, visto que as empresas procurarão utilizar matérias-primas e a tecnologia que lhes proporcionam maiores produções e preços mais baixos.

Se através do mercado se encontram respostas para os problemas económicos relacionados com a natureza dos bens e serviços a produzir e com os seus preços, e ainda a forma de realizar a produção, vejamos, então, como é que, através daquele mecanismo, se determinam as quantidades de bens e serviços a produzir e se faz a repartição dos rendimentos.

Suponhamos, por exemplo, que os consumidores, ao alterarem os seus gostos e preferências, reduzem os seus consumos de cerveja e passam a consumir, em maiorias quantidades, sumos frutos.

Face a um aumento de procura dos sumos frutos, estes subirão de preço e, em consequência, aumentaram os lucros dos produtores e dos vendedores deste produto. Inversamente, reduzir- se-ão os preços da cerveja bem como os lucros dos seus produtores e vendedores.

EQUILÍBRIO DO MERCADO

Já na antiguidade, embora o homem vivesse em pequenas comunidades e fazendo uso da vegetação e da caça disponível na região para se alimentar e para o sustento da família, surgira a chamada economia primitiva. Com efeito, o crescimento ,a multiplicação e a expansão destas comunidades imposeram a necessidade de se facilitar as trocas de mercadorias entre as

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mesmas ,apelidadas de trocas directas. As trocas directas consistiam, excencialmente, na troca de um produto por outro,sem observancia de quaisquer valor intrinseco, por exemplo de um quantidade de banana por peixe. Nesta conjuntura, parecia, haver, sempre, um verdadeiro equilíbrio de mercado.

Para uma melhor reflexão sobre o subtema convém tentar conhecer , da melhor forma, o termo mercado, na forma ou versão actual .

Contrariamente a versão original, actualmente, podemos considerar o mercado como sendo um mecanismo através do qual os compradores e vendedores se encontram para trocarem coisas, fixando seus preços e quantidades. Os preços representam as condições e servem como sinais para os vendedores e consumidores trocarem as mercadorias.

Ao falar de vendedores e consumidores como sendo “peças fundamentais” ou a razão de ser dos mercados, devemos associa-los a dois outros conceitos, a eles, subjacentes: - A oferta e a Procura – que interrelacionam-se para determinarem o Preço. Na realidade os vendedores estão no mercado para oferecerem seus bens e/ ou produtos, enquanto isso os consumidores vão ao mercado à procura destes bens e/ou produtos.

Em termos gerais, na lei da procura, diz-se, por outras palavras, quanto mais alto for o preço de um produto, menos pessoas estarão dispostas ou poderão comprá-lo (tudo o resto inalterado). Quando o preço de um bem sobe, o poder de compra geral diminui (efeito renda) e os consumidores mudam para bens mais baratos (efeito substituição).

A oferta e procura parecem divergir sempre, pois o consumidor busca sempre o menor preço e o produtor ou vendedor deseja a maior remuneração ou lucro possível pelo seu produto.

Nesse âmbito, pergunta-se é possível um entendimento, uma harmonização entre esses dois lados do mercado, para que haja equilíbrio do mercado?

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O equilíbrio do mercado verifica-se sempre que existam uma convivência real entre esses três conceitos (oferta, procura e preço). Assim, entende-se que o equilíbrio de mercado é uma situação em que o preço e a quantidade do bem desejado pela procura e pela oferta se igualam. O preço que se verifica numa situação de equilíbrio de mercado é tal que a quantidade procurada do bem é, exactamente, igual à quantidade oferecida desse mesmo bem.

É bom frisar que nem sempre verifica-se equilíbrio de mercado, particularmente na economia de mercado, pois para que essa situação se verifique é necessária que não haja quaisquer incentivos para o aumento ou descida de preços quanto todas as determinantes, tanto da oferta como da procura se mantenham estáveis ou constantes. Por outras palavras, quaisquer alterações dos factores que determinam a oferta, como por exemplo factores de produção, ou a diminuição de poder de compra para a procura, provoca, imediatamente a alteração do equilíbrio do mercado.

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