Mercúrio Metálico - Apostilas - Quimica, Notas de estudo de Química. Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
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Maraca1 de Março de 2013

Mercúrio Metálico - Apostilas - Quimica, Notas de estudo de Química. Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

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Apostilas sobre o mercúrio metálico, história, composição química, sinônimos, efeitos potenciais à saúde, medidas de primeiros socorros.
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MERCÚRIO

SUMÁRIO

Introdução

O trabalhador que lida com o mercúrio metálico é o mais exposto aos vapores invisíveis despreendidos pelo produto. Eles são aspirados sem que a pessoa perceba e entra no organismo através do sangue, instalando-se nos órgãos.

Geralmente quem foi intoxicado dessa maneira pode apresentar sintomas como dor de estomago, diarréia, tremores, depressão, ansiedade, gosto de metal na boca, dentes moles com inflamação e sangramento nas gengivas, insônia, falhas de memória e fraqueza muscular, nervosismo, mudanças de humor, agressividade, dificuldade de prestar atenção e até demência. Mas a contaminação por mercúrio pode também acontecer por ingestão.

No sistema nervoso, o produto tem efeitos desastrosos, podendo dar causa a lesões leves e até à vida vegetativa ou à morte, conforme a concentração. Neste nosso trabalho mostraremos como o mercúrio age no organismo, suas conseqüências na vida do contaminado, suas formas de tratamento e informações importantes. |

MERCÚRIO

História:

Descoberto ainda na Grécia antiga, foi um dos primeiros elementos estudados e tem sido de interesse para os estudantes de química desde os dias da alquimia até a atualidade.

O contato do homem com o mercúrio, remonta desde as civilizações orientais antigas, que já manipulavam o metal, tendo sido também encontrado no interior de tumbas egípcias. Anterior a era cristã, os chineses usavam o sulfeto de mercúrio, na produção de tintas e pinturas,

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dominando o processo da redução do sulfeto a metal. Com o advento da Revolução Industrial e a difusão do uso do mercúrio em várias atividades humanas, presenciou-se um grande aumento nos níveis de mercúrio no meio ambiente global.

Em grego, hydor significa "água" e argyros era o nome grego da "prata". Os romanos latinizaram o nome para hidrargirium. E como os símbolos químicos são dados pela inicial maiúscula (e uma segunda letra em minúsculo para diferenciação) do nome em latim, seu símbolo ficou sendo Hg (para não confundir com o símbolo do hidrogênio, H).

A jazida mais importante de mercúrio é o cinábrio cujas maiores reservas minerais são encontradas na Espanha, nas minas de Almadén.

O mercúrio pode estar associado com hidrocarbonetos gasosos e líquidos (petróleo, betumes) e também com jazidas de carvão mineral. É um elemento de origem profunda (manto terrestre) que possivelmente ascende na forma de metil ou dimetil mercúrio. Também possui relação com gás hélio. Nos depósitos vulcanogênicos, quando há disponibilidade de enxofre pode precipitar como sulfeto de mercúrio (HgS) que é o cinábrio.

Outra forma de obtenção de Mercúrio se dá por ustulação do sulfeto ou cinábrio. Nesta reação, o enxofre do mineral se oxida a SO2 e o metal livre se conduz a grandes condensadores metálicos refrigerados com água. Os depósitos de mercúrio são de origem relativamente recente, mas aparecem em rochas de todas as idades.

Composição Química

O mercúrio é um elemento químico de número atômico 80 (80 prótons e 80 elétrons) e massa atómica 200,5 u. É um dos seis elementos que se apresentam líquidos à temperatura ambiente ou a temperaturas próximas. Os outros elementos são os metais césio, gálio, frâncio e rubídio e o não metal bromo. Dentre os seis apenas o mercúrio e o bromo são líquidos nas Condições Padrão de Temperatura e Pressão.

Sendo o mercúrio o único metal líquido à temperatura ambiente. Pertence ao grupo (ou família) 12 (anteriormente chamada 2B) e faz parte da classe dos metais de transição. Tal grupo é ainda chamado família do zinco, na tabela periódica.

Sinônimos

* Mercúrio elementar

* Mercúrio metálico

* Metal mercúrio.

* Prata líquida

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Efeitos Potenciais à saúde

O trabalhador que lida com o mercúrio metálico é o mais exposto aos vapores invisíveis despreendidos pelo produto. Eles são aspirados sem que a pessoa perceba e entra no organismo através do sangue, instalando-se nos órgãos.

Geralmente quem foi intoxicado dessa maneira pode apresentar sintomas como dor de estomago, diarréia, tremores, depressão, ansiedade, gosto de metal na boca, dentes moles com inflamação e sangramento nas gengivas, insônia, falhas de memória e fraqueza muscular, nervosismo, mudanças de humor, agressividade, dificuldade de prestar atenção e até demência. Mas a contaminação por mercúrio

pode também acontecer por ingestão.

No sistema nervoso, o produto tem efeitos desastrosos, podendo dar causa a lesões leves e até à vida vegetativa ou à morte, conforme a concentração.

Medidas de primeiros socorros

Em caso de acidente, a depender da via de transmissão, deverão ser tomadas as seguintes medidas:

Inalação: transladar a vítima para o ar fresco. Buscar auxílio médico.

Contato com a pele: Rapidamente retirar as roupas contaminadas. Enxágüe com jatos de água e em seguida lave a área exposta com sabão. Para pele avermelhada ou borbulhada,consulte um médico especialista.

Contato com olhos: Não permitir que a vítima esfregue ou mantenha olhos firmemente fechados. Suavemente levante as pálpebras e lave imediatamente e continuamente com grandes quantidades de água até transportada ao atendimento médico. Consultar um médico imediatamente.

Contato com pele: Rapidamente retirar as roupas contaminadas. Enxágüe com jatos de água e em seguida lave a área exposta com sabão. Para pele avermelhada ou borbulhada,consulte um médico especialista.

Ingestão: Enxaguar a boca com água. Nunca dê algo pela boca a uma vítima inconsciente ou em convulsão. Procurar atendimento médico imediatamente. Em geral, mercúrio passará através do sistema digestivo rotineiramente.

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Depois dos primeiros-socorros, arranje apropriadamente um hospital, um paramédico ou coisa parecida logo.

Utilização

Seu uso mais antigo, desconsiderando a sua aplicação na mineração do ouro e da prata, foi na fabricação de espelhos, ainda usado atualmente. Também é utilizado em instrumentos de medidas (termômetros e barômetros), lâmpadas fluorescentes e como catalisador em reações químicas. É utilizado na indústria de explosivos e em odontologia como elemento principal para obturação de dentes. Atualmente foi substituído nos tratamentos dentários pelo bismuto que apresenta propriedades semelhantes, porém ligeiramente menos tóxico.

Também apresenta aplicações em medicina através do mercoquinol (oxiquinolinsulfonato de mercúrio) e do hidrargirol (parafeniltoniato ou parafenolsulfonato de mercúrio), este último como anti-séptico, assim como outros compostos de mercúrio: hidrargol, hidrargiroseptol, iodeto mercúrico, cloroiodeto mercúrico, mercuriol, entre outros.

O mais importante de todos os usos modernos para o mercúrio está na fabricação de instrumentos para laboratórios. Estes instrumentos fazem uso das suas mais diversas propriedades físicas, tais como peso específico, fluidez, condutividade elétrica, grande coeficiente de dilatação além da sua facilidade de purificação. Entre os intrumentos, destaca-se na fabricação de termômetros, eletrodos, barômetros, instrumentos para medir pressão do sangue e como catalizador (células de mercúrio para solda eletrolítica; em energia atômica).

Compostos

Os sais mais importantes são:

* Fulminato (Hg(CNO)2): usado como detonante. É muito corrosivo e altamente venenoso.

* Cloreto de mercúrio (I) ou calomelano (Hg2Cl2): composto branco, pouco solúvel em água. Tem-se usado como purgante, antihelmíntico e diurético, e o cloreto de mercúrio (II), ou sublimado corrosivo, empregado como desinfetante. Foi o primeiro remédio eficaz contra a sífilis.

* Sulfeto de mercúrio ou cinábrio (HgS): mineral de cor vermelho púrpura, translúcido, utilizado em instrumental científico, aparatos elétricos, ortodontia, etc.

* Timerosal (COO-Na+(C6H4)(S-Hg-C2H6)): usado como agente bacteriostático análogo ao merthiolate.

* Mercúrio vermelho. Provavelmente usado na fabricação de bombas sujas.

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Medidas de incêndio

MEDIDAS DE PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIO

 Ponto de ignição: Não inflamável.

 Temperatura de auto-ignição: Não inflamável.

 LEL: Não relatado.

 UEL: Não relatado.

 Meios de extinção: Use agentes adequados para combater fogo.

 Fogo incomum ou perigos de explosão: Não relatado.

 Produtos de combustão perigosa: Vapor tóxico de Hg e Óxido de Hg.

 Instruções de combate ao fogo: Não permita que os resíduos dos métodos de

controle de fogo escoam para os esgotos ou lençóis fluviais.

 Equipamentos de combate ao fogo: Devido ao fogo poder produzir produtos tóxicos de decomposição térmica, use o aparelho de respiro próprio (SCBA), com uma completa peça facial operado em pressão exigida ou com chave de pressão positiva.

Controle de derramamento e vazamento

As atividades industriais e a utilização de combustíveis fosseis em geral são acompanhadas por grandes derramamentos de mercúrio. Quando um curso de água é poluído pelo mercúrio, parte deste se volatiliza na atmosfera e depois torna a cair , em seu estado original com as chuvas. Uma outra parte absorvida direta ou indiretamente pelas plantas e animais aquáticos circula e se concentra em grandes quantidades ao longo das cadeias alimentares. Alem disso, a atividade microbiana transforma o mercúrio metálico em mercúrio orgânico, altamente tóxico.

 Procedimentos para derramamento e vazamento: Mantenha um kit de

derramamento de Hg prontamente disponível em áreas onde o mercúrio é usado. Notificar o pessoal da segurança. Isolar e ventilar a área, rejeite a entrada e fique pronto.

 Pequenos e grandes vazamentos: Siga as instruções no kit de vazamento. Hg, a maioria dos kits já vem com um sifão a vácuo de aspiração orientada com “limpador” de Hg(escova de cobre ou cobre-prateada). Lave a área derramada com uma solução diluída desulfeto de cálcio ou de ácido nítrico. Se o vazamento não puder ser limpo rapidamente, empanar a parte de cima do mesmo com flores de enxofre (S) ou preferencialmente, polissulfato de cálcio. Isso produzirá uma camada superficial de mercúrio que reduzirá a dispersão do vapor de Hg no ar (ambiente).

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 Exigências regulamentares: Siga regulamentos aplicáveis OSHA (29 CFR 1910,

120).

Manuseio e armazenamento

O mercúrio é transportado no estado líquido, código do A.D.R.: 8,66,c. Deve ser armazenado em locais frios, secos, bem ventilados, protegido da radiação solar e de fontes de calor e ignição. Deve estar fora do contato de ácido nítrico concentrado, acetileno, amoníaco e cloro. Deve ser guardado em recipientes resistentes a corrosão e fechados hermeticamente. Pode ser armazenado em recipientes de aço inoxidável, plásticos, vidro e porcelana. Deve ser evitado armazená-lo em recipientes de chumbo, alumínio, cobre, estanho e zinco.

O mercúrio armazenado deve estar etiquetado com as frases R: R 23 ("Tóxico por inalação") e R 33 ("Perigo de efeitos acumulativos"). Também deve conter as frases S: S 1/2 ("Conserve sob chave e manter fora do alcance de crianças"), S 7 ("Manter o recipiente bem lacrado") e S 45 ("Em caso de acidente ou mal-estar, chame imediatamente o médico (se possível mostre-lhe a etiqueta)").

Controle de exposição individual

Categoria III – substância com efeitos sistêmicos, começo do efeito acima de 2 hs., meia vida- duração da mudança (fortemente acumulativo).

Limite de pico de exposição – 0,1 ppm (1 mg/m3), 30 min. de vapor médio, 1/mudança. IDLH nível – 28 mg/m3.

 Ventilação: Providenciar sistemas de exaustão (ventilação) geral ou local para manter as

concentrações aéreas abaixo da OSHA PELs (S. 2). Ventilação local é preferida, pois previne a dispersão de contaminantes na área de trabalho, controlando o mesmo na fonte.

 Controles Administrativos: Considere os exames pré-estabelecidos e médicos periódicos de trabalhadores expostos com ênfase na pele, olhos, sistema nervoso central, fígado e rins.

 Proteção Respiratória: Solicitar aviso profissional prévio à seleção e ao uso de respirador. Para valores menor que 0,5mg/m3, use qualquer respirador de cartucho químico com cartuchos com toda proteção contra o mercúrio, e equipado com um ESLI (final do indicador de vida útil), ou qualquer SCBA ou SAR (respirador abastecido a ar). Para valores menores que 1,25 mg/m3, use qualquer SAR operado com chaveta de fluxo-contínuo, qualquer PAPR(carregado, respirador de purificação-de-ar) com um ESLI. Para valores menores ou até 2,5mg / m3, use qualquer SCBA ou SAR com uma completa proteção facial ou qualquer SAR com uma proteção facial bem-justo e operada com chaveta de fluxo-contínuo, ou qualquer respirador de cartucho químico com proteção total, que protegem contra o mercúrio, e equipado com um ESLI. Para valores menor

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ou igual a 2,8 mg/m3 use qualquer respirador SAR operado pressurizado ou outro com chaveta de pressão positiva. Para emergência ou operações não-rotineiras (limpando vazamentos, vasos reatores ou tanques de estoque...), utilize um SCBA com total peça facial e operado com demanda-de-pressão ou outro tipo.

Aviso respiradores com purificadores de ar não protegem trabalhadores em atmosferas

deficientes de O2 (oxigênio ou ar). Se os respiradores forem usados, OSHA exige um programa escrito sobre proteção respiratória que inclui pelo menos: certificação médica, treinamento, teste adequado, monitoração ambiental periódica, manutenção, inspeção,limpeza e áreas de estocagem convenientes.

 Equipamentos/Roupas de Proteção: Use luvas de proteção química, botas, aventais e manoplas feitos de borrachas butil, nitril, flúorcarbono, neoprene, cloreto polivinil, polietileno clorinado e/ou policarbonato para prevenir contato de pele prolongado ou repetido.

Use óculos de proteção ou de segurança química, pelos regulamentos OSHA de proteção facial e olhal (29 CFR 1910, 133). Lentes de contato não são aparelhos de proteção.

Proteção de olhos apropriados deve ser usada ao invés de ou em conjunto com essas lentes de contato. Os tipos de auxílios para proteção devem ser escolhidos especialmente segundo o posto de trabalho em função da concentração e quantidade de substância.

 Estações de Segurança: Fazer estações de lava-olhos de emergência, chuveiros de emergência, e/ou facilidades de lavagem disponíveis na área de trabalho.

 Equipamento Contaminado: Separar roupas-de-trabalho contaminadas das roupas comuns/passeios, lavar antes de reuso, remover esse material de seus sapatos e limpar os seus EPIs.

Toxicidade

As intoxicações por mercúrio apresentam uma graduação de efeitos proporcionais a sua ingestão e/ou acumulação.

As intoxicações mesmo leves por mercúrio caracterizam-se por causar anemia, anorexia, depressão, dermatite, fadiga, dores de cabeça, hipertensão, insônia, torpor, irritabilidade, tremores, fraqueza, problemas de audição e visão.

Intoxicações mais severas podem levar a inúmeros problemas neurológicos graves, inclusive paralisias cerebrais.

As enfermidades ou lesões associadas ao mercúrio recebem a denominação de: hidrargirismo ou mercurialismo e hidrargiria.

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Propriedades Físico-Químicas

 Estado Físico: Metal Líquido

 Aparência e Odor: Cor prateada branca e inodoro

 Pressão de Vapor: 0,0018 mmHg a 25 ºC

 Peso da atômico: 200,59

 Densidade: 13,534 g/ cm3 a 25 ºC

 Temperaturas específicas ou faixas de temperatura nas quais ocorrem mudanças de estado

físico:

Ponto de Ebulição: 356,72ºC

Ponto de Congelamento: –38,87 ºC

 Viscosidade: 15,5 mP a 25 ºC

 Resistividade Elétrica: 95,76 ohm a 20

 Solubilidade em H2O: 0,28 moI/L a 25 ºC

 Outras Solubilidades: Solúvel em H2SO4 fervente, ácido nítrico. Reação-levemente

em lipídios, e 2,7 mg/L em pentano. Insolúvel em álcool, éter, ácido sulfúrico frio, brometo de hidrogênio e iodeto de hidrogênio.

 Tensão Superficial: 484 dina/ cm a 25 ºC

 Temperatura Crítica: 1462 ºC

 Pressão Crítica: 1587 atm

Obs.: Densidade H2O = 1,0 g/cm3, temperatura 25 ºC (77 ºF).

Estabilidade e reatividade

Estabilidade: Mercúrio (Hg) não preteia em temperaturas ordinárias, mas, quando aquecido até perto de seu ponto de ebulição, lentamente se oxida ao óxido de Hg.

Polimerização: Polimerização perigosa não ocorre.

Incompatibilidade Química: Mercúrio forma ligas (amálgamas) com a maioria dos metais, exceto o ferro (Fe). Incompatível com oxidantes como bromina, 3-bromopropina, metil-silana + O2,

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cloro, dióxido de cloro, ácido nítrico, ou ácido peróxi-fórmico, níquel tetracarbonil +O2 e alcalinos + perclorato de prata (Ag), óxido-etileno, compostos acetilênicos (explosivo), amônia (explosivo), fosfo-dióxido de boro (B), nitrometano e carbeto de sódio assentado.

 Condições para Evitar: Exposições a altas temperaturas, superfícies metálicas e/ou incompatíveis.

 Produtos de Decomposição Perigosa: Decomposição oxidante térmica de mercúrio pode

produzir óxido de mercúrio.

Informações toxicológicas

Fontes de exposição e vias de absorção

O mercúrio metálico ou elementar, no estado de oxidação zero (Hg0), existe na forma líquida à temperatura ambiente, é volátil e liberta um gás monoatómico: o vapor de mercúrio. Este é quimicamente estável, podendo permanecer na atmosfera por um longo período de tempo, onde sofre oxidação e origina os compostos inorgânicos (compostos mercurosos e mercúricos).

O mercúrio metálico, na sua forma volátil, está presente na atmosfera e na água de beber e aqui os seus níveis são tão baixos que a exposição humana é negligenciável. Desta forma, as duas principais vias de exposição humana por inalação são a ocupacional (essencialmente a exposição crónica) e através de amálgamas dentárias.

Como fontes antropogénicas encontramos geradores de electricidade a carvão, ETARs, refinarias, fábricas de adubos, lâmpadas de vapor de mercúrio, pilhas e extracção do ouro.

Modos de distribuição e órgão de deposito

O alvo exacto para o mercúrio não é facilmente determinado, isto se realmente houver um alvo específico, porém, o órgão mais vulnerável é o sistema nervoso central (SNC), mas o sistema renal e o sistema pulmonar também são susceptíveis à toxicidade.

Eliminação/excreção

A excreção do Hg (mercúrio) do corpo humano faz-se por via da urina e fezes, diferindo com a forma do mercúrio, dosagem e tempo após exposição.

A exposição ao vapor de Hg é seguida pela exalação de uma pequena fração, mas a excreção fecal é a maior e a principal via de excreção após a exposição ao Hg inorgânico.

A excreção renal aumenta com o tempo. Cerca de 90% do metilmercúrio é excretado nas fezes após exposição crónica ou aguda e não se altera com o tempo. (2)

O mercúrio é libertado muito lentamente do organismo

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Fase Toxicodinamica

- Ação no organismo

Uma vez absorvido, o mercúrio é passando ao sangue, é oxidado e forma compostos solúveis, os quais se combinam com as proteínas sais e álcalis dos tecidos.

Os compostos solúveis são absorvidos pelas mucosas, os vapores por via inalatória e os insolúveis pela pele e pelas glândulas sebáceas. A medida que o mercúrio passa ao sangue, liga-se as proteínas do plasma e nos eritrócitos distribuindo-se pelos tecidos concentrando-se nos rins, fígado e sangue, medula óssea, parede intestinal, parte superior do aparelhos respiratório mucosa bucal, glândulas salivares, cérebro, ossos e pulmões. è um tóxico celular geral, provocando desintegração de tecidos com formação de proteínas mercurais solúveis. . A nível de via digestiva os mercurais exercem ação cáustica responsáveis pelos transtornos digestivos (forma aguda). No organismo todo, enfim o mercúrio age como veneno protoplasmático.

Fase Clinica

- Sinais e Sintomas das Intoxicações

As intoxicações por mercúrio variam seus sinais e sintomas de acordo com o nível de intoxicação, aguda, subaguda e crônica.

7.1 - Intoxicação aguda

1. aspecto cinza escuro na boca e faringe

2. dor intensa

3. vômitos (podem ser até sanguinolentos)

4. sangramento nas gengivas

5. sabor metálico na boca

6. ardência no aparelho digestivo

7. diarréia grave ou sanguinolenta

8. inflamação na boca (estomatite)

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9. queda dos dentes e ou dentes frouxos

10. glossite

11. tumefação da mucosa da gengiva

12. nefrose nos rins

13. problemas hepáticos graves

14. pode causar até morte rápida (1 ou 2 dias)

7.2 Intoxicação Crônica

1. transtornos digestivos

2. transtornos nervosos

3. caquexia

4. estomatite

5. salivação

6. mau hálito

7. inapetência

8. anemia

9. hipertensão

10. afrouxamento dos dentes

11. problemas no sistema nervoso central

12. transtornos renais leves

possibilidade de alteração cromossômica

Limites de exposição ( todos existentes)

Agência regulatória - Atividade regulada - Meio - Tipo de composto de mercúrio - Tipo de limite - Limite

OSHA - exposição ocupacional - ar - mercúrio elemento - Teto (não exceder a) - 0,1 mg/m³

OSHA - exposição ocupacional - ar - mercúrio orgânico - Teto (não exceder a) - 0,05 mg/m³

FDA - bebida - água - mercúrio inorgânico - Concentração máxima permitida - 2 ppb (0,002 mg/L)

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FDA - alimentação - alimentos do mar - metil mercúrio - Concentração máxima permitida - 1 ppm

EPA - bebida - água - mercúrio inorgânico - Nível máximo contaminante - 2 ppb (0,002 mg/L)

12.5 Indicadores de monitoração biológica

Valores Patológicos do Mercúrio

CONSIDERAÇÕES SOBRE TRATAMENTO E DISPOSIÇÃO

Tratamento Para Intoxicação Aguda

Deve-se remover o tóxico com lavagem gástrica, usando-se água albuminosa ou leite de magnésia. Dar laxante e eméticos. Pode-se usar água morna com vomitivos ( não para o caso de cloreto de mercúrio (HgCl2) por ser cáustico.

Como antídoto pode ser usado o dimercapol (também conhecido como BAL ). Deve-se ainda fazer tratamento sintomático. Em caso de não haver BAL disponível deve-se administrar 10 litros diários de solução isotônica de cloreto de sódio a fim de proteger os rins.

9.2 -Tratamento Para Intoxicação Crônica

Em caso de intoxicação crônica devem-se tomar as seguintes providências:

1. afastar o paciente do local ou fonte de intoxicação;

2. manter nutrição por via endovenosa ou oral;

3. tratar a oligúria (diminuição do volume de urina);

4. fazer terapia de sustentação e substâncias queladoras (BAL)

INFORMAÇÕES SOBRE TRANSPORTE

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 Regulamentações: Produto perigoso para o transporte, conforme Resolução N° 420

do Ministério dos Transportes.

Transporte rodoviário no Brasil:

- Número ONU: 2809

- Nome apropriado para embarque: MERCÚRIO

- Classe de risco/divisão: 8

- Número de risco: 80

- Grupo de Embalagem: III

 Condições Especiais

Autorizações de Embalagens/Empacotamento:

a) Exceções – 173.164;

b) Empacotamento Não – volumoso – 173.164; e

c) Empacotamento Volumoso – 173.240.

Limitações de Quantidade:

a) Passageiro, Aéreo ou Trem – 35 kg; e

b) Carga Aérea somente – 35 kg.

Exigências de Armazenagem:

a) Armazenagem – B; e

b) Outros – 40,97.

REGULAMENTAÇÕES

 Informações sobre riscos e segurança:

Regulamentos EPA: Lista de Desperdício Perigoso – RCRA (40 CFR 261.33) = U151.

Lista de Substância Perigosa – CERCLA (40 CFR 302.4) por RCRA, 3001; CWA, S.307 a, CAA, S.112.

Listas de Quantidade Relatada – CERCLA (454 g), SARA 311 ~ 312, Cód. 1,2.

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Lista de Químico Tóxico – SARA (40 CFR 372.65).

Lista de Substância Extremamente Perigosa – SARA ( 40 CFR 355 ).

Regulamentos OSHA: Lista de Contaminante de Ar (Ambiente ) – (29 CFR 1910, 1000; Tab. Z1, Z1A).

 FISPQ (Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico) em conformidade com o

Decreto 2657 de 03.07.98/07.01, contém informações diversas sobre um determinado produto químico, quanto à proteção, à segurança, à saúde e ao meio ambiente. Em alguns países, essa ficha é chamada de Material Safety Data Sheet - MSDS. A norma brasileira NBR 14725, válida desde 28.01.2002, apresenta informações para a elaboração e o preenchimento de uma FISPQ. Apesar de não definir um formato fixo, esta norma estabelece que as informações sobre o produto químico devem ser distribuídas, na FISPQ, por 16

seções determinadas, cuja terminologia, numeração e seqüência não devem ser alteradas.

 Transporte de Produtos Perigosos: Decreto No 96.044, de 18/maio/ 1988 (Aprova o

regulamento técnico para o transporte rodoviário de produtos perigosos e dá outras providencias). Resolução do Ministério dos Transportes No 420 de 12/Fev./2004, (aprova as instruções complementares ao regulamento do transporte terrestre de produtos perigosos).

OUTRAS INFORMAÇÕES

O mercúrio não possui cheiro característico

Não é IPVS.

Quanto à carcinogenicidade: IARC, NTP e OSHA não listam o mercúrio (Hg) como cancerígeno.

Rela

Referências bibliográficas

http://www.areaseg.com/toxicos/mercurio.html

http://www.quimidrol.com.br/dicas/quimico/dica56.php

http://www.quimidrol.com.br/produtos/imgs/prd_220_espec.pdf

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http://pt.wikipedia.org/wiki/Merc%C3%BArio_%28elemento_qu%C3%ADmico%29

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