Metalinguagem como Recurso Literário - Apostilas - Pedagogia, Notas de estudo de . Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC)
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Gaucho_827 de Março de 2013

Metalinguagem como Recurso Literário - Apostilas - Pedagogia, Notas de estudo de . Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC)

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Apostilas de Pedagogia sobre o estudo da Metalinguagem como Recurso Literário em Dom Casmurro.
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A metalinguagem como recurso literário em Dom Casmurro

Não há abismos entre o leitor e Machado de Assis. O mestre brasileiro, o bruxo do Cosme Velho, contradiz os conselhos de Mario Vargas Llosa aos aspirantes a escritores que diz ser fracasso ou abismo do estilo aquele momento em que o leitor se mantém lúcido lendo uma história, ou seja, consciente de estar lendo uma história.

Pois se, em todo Machado, o leitor é personagem, convocado mesmo a participar da trama e às vezes até guiando a mão do autor para que este lhe crie um enredo sob medida, o abismo aqui não é abismo, mas o ápice de um estilo que marcaria a carreira do mestre brasileiro.

Em Os leitores de Machado de Assis, Hélio de Seixas Guimarães lê, em Machado, seus leitores, ou seja, percebe, numa terceira margem do rio, os leitores possíveis, imaginados, criados e incluídos na literatura machadiana.

Suas observações vão além dos termos dos estudos de recepção, pois não se detêm ao caráter interpretativo-subjetivo do leitor, mas teoriza sobre a própria criação, formatação do leitor como personagem de ficção, figura que surge na quase maioria dos romances e contos.

Na análise acurada de Guimarães, em que cada obra machadiana é dissecada no aspecto da concepção do escritor oitocentista, a cerca de quem seria o leitor e quem o autor gostaria que este fosse.

Superando o desejo de formação de público numa mimetização do leitor em personagem, Machado de Assis é um escritor de vários leitores. Aqui, não em uma concepção de número de leitores, mas em um sentido da consciência da existência de vários tipos de leitores.

Em Machado, o leitor assume, pois, um duplo papel: o de leitor-ledor, isto é, aquele que decodifica e interpreta o texto, e o leitor-presonagem, a quem o autor se dirige e nomeia. Guimarães coloca em observação a presença (ou figuração, como chama) do leitor machadiano em cada um de seus romances. Estão, sob sua observação, Ressurreição e A Mão e a Luva, Helena e Iaiá Garcia, Memórias Póstumas de Brás Cubas, Dom Casmurro, Esaú e Jacó e Memorial de Aires.

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Se, na tese de Guimarães, o leitor de Dom Casmurro, objeto de estudo do presente artigo, aparece como um leitor de lacunas, Llosa talvez, em um possível contato com a obra, o enxergue como um leitor que, consciente e, mais ainda, chamado à consciência de estar lendo, se torna mais hábil na superação do abismo.

Na verdade, tal abismo é, propositadamente, um recurso de estilo, em que se faz presente, na habilidade de Machado, o uso da metalinguagem. Em outras palavras, a metalinguagem é, exatamente, a ponte entre o leitor e a história.

O escritor peruano acredita haver uma bifurcação entre a linguagem de uma história e a própria história e que tal bifurcação destrói o poder de persuasão. Como Machado de Assis consegue contruir um só caminho entra a linguagem que fala da história (metalinguagem) e a linguagem que fala a história, é o que veremos a seguir.

Ao que parece, o fato de, em Dom Casmurro, termos um narrador-protagonista a escrever uma autobiografia é fundamental para o sucesso da comunicacação leitor-obra. “O comportamento do narrador é fundamental para a coerência interna de uma história, o que, por sua vez, é um fator essencial para a existência do seu poder de persuasão”, defende Vargas Llosa. Por outra, Machado de Assis faz do abismo o caminho perfeito à persuasão.

Bento Santiago, o Dom Casmurro, é o narrador-protagonista do romance e, como tal, assume três funções: contar a história, escrever a história e dialogar com o leitor. E, como personagem protagonista, não podemos deixar de dar a Bentinho a característica que torna sua narração verossímil: a unilateralidade.

Por ser um narrador não-onisciente, o ponto de vista parcial de Bentinho é o que dará continuidade e autenticidade a uma história sobre ciúme, em que o inflamado narrador vai inspirar o leitor a crer em uma traição efetivada, posta em prática por sua esposa Capitu e seu melhor amigo, Escobar.

Apesar de protagonista, o narrador é, antes, narrador-personagem e narrador-não- onisciente, que, por definição, se difere do narrador-onisciente por só ter acesso a informações que presencia ou às que tem acesso por meio de terceiros.

A recepção do público ledor oitocentista foi de condenação à adúltera Capitu. Numa postura quase ingênua, os famosos olhos de ressaca criaram o abismo (amoroso) de Bentinho, às vistas dos críticos da época.

Machado, por seu lado, não defendeu nem Capitu nem Bentinho, deixando para a posteridade novas leituras, que surgiram nos anos 1960, quando uma crítica norte-americana colocou Bentinho no banco dos réus, acusando que Dom Casmurro tratava-se de uma história de ciúmes, e não de traição, como se julgava.

Helen Caldwell considerava Dom Casmurro o Otelo brasileiro. Após a perspicaz e nova leitura de Caldwell, o romance é levado em reconsideração pela intelectualidade contemporânea e inúmeras leituras e releituras vão aquecer os debates desde então, sem nunca ter sido provado e comprovado (lembremos que se trata de uma ficção) o estado de marido traído para Bentinho.

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Iluminado por esta concepção oriunda dos estudos de Caldwell, Roberto Schwarz, especialista na obra de Machado de Assis, estabelece, em A poesia envenenada de Dom Casmurro:

O livro solicita três leituras: uma romanesca, onde acompanhamos a formação e decomposição de um amor, outra, de ânimo patriarcal e policial, à cata de prenúncios e evidências de adultério, dado como indubitável; e a terceira, efetuada a contracorrente, cujo suspeito e logo réu é o próprio Bento Santiago, na sua ânsia de convencer a si e ao leitor da culpa da mulher. (SCHWARZ, 1991: 85)

No entanto, em qualquer uma das três leituras possíveis, Bento Santiago é o detentor inequívoco da palavra, única versão da história a que o leitor terá acesso. Em última instância, Dom Casmurro é um livro de escolha: que leitor quero ser?. Ou, ainda melhor, é um livro escrito não para ser lido, mas para ser re-lido. A experiência do leitor se reconhecer a si próprio como um leitor diferente a cada chance dada ao livro é um dos fatores que o coloca no rol de obras consideradas clássicas, aquelas em que a qualidade maior está não no número de leituras, mas no de releituras.

Ao mesmo tempo em que afirma a autonomia do leitor na produção de sentidos, Bento Santiago procura minar suas referências, reinvidicando controle exclusivo sobre a figura que tem existência externa ao texto – o leitor -, como se procurase atraí-lo, cooptá-lo e circuncrevê-lo dentro dos limites ficcionais. O apelo é para que o leitor se desvencilhe de referências externas e não apenas se entregue ao ato da leitura, mas integre o núcleo narrativo, ao qual o narrador esforça-se por imprimir uma força centrípeta, capaz de arrebatar esse leitor, transformando-o em matéria narrativa. (GUIMARÃES: 2001, 169)

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E por que Machado de Assis, ou melhor, Bento Santiago tem tal ânsia de trazer o leitor para dentro do campo gravitacional de sua narrativa? Voltemos, então, à análise do enredo.

Bento ganha o apelido de Casmurro por demonstrar indiferença – indiferença quase ríspida - a um jovem poeta. Ao explicar o apelido e o título do livro, dá a primeira mostra do que seria marca estilística da narrativa, junto com a figuração do leitor: a ironia cáustica aos meios de produção literário.

Não consultes dicionários. Casmurro não está aqui no sentido que lhes dão, mas no que lhe pôs o vulgo de homem calado e metido consigo. Dom veio por ironia, para atribuir-me ares de fidalgo. Tudo por estar cochilando! Também não achei melhor título para a minha narração; se não tiver outro daqui até ao fim do livro, vai este mesmo. O meu poeta do trem ficará sabendo que não lhe guardo rancor. E com pequeno esforço, sendo o título seu, poderá cuidar que a obra é sua. Há livros que apenas isso terão dos seus autores; alguns nem tanto.

(MACHADO DE ASSIS, 1998:20)

Em sua adolescência, teve apenas dois amigos, Capitu e Escobar, sendo supostamente traído por ambos. No relato, ele não faz menção a qualquer outra relação de amizade com pessoa de sua idade, à época.

Já velho e isolado, torna-se capaz de cultivar alguns amigos, que, zombeteiramente, aprovam a alcunha de Casmurro. Ou seja, era ranzinza e individualista e, a julgar pelo caráter confessional de seu texto, não era dado a grandes intimidades.

Nessa necessidade veemente de estabelecer no leitor seu confidente, podemos imaginar um estado de carência, oriundo da perda de seus únicos amigos, envolvidos em uma intriga, criada por sua imaginação?, de ciúme e traição. O leitor é, então, sua saída virtual, na tentativa de fazer valer seu ponto de vista extremamente unilateral e opressor.

Guimarães nos aponta em sua tese uma teoria machadiana do leitor. Afirmando

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que o leitor é figura onipresente na obra de Machado de Assis, ele vai além: “Ocorre a insistência cada vez maior em abordar, nas próprias narrativas, a mecânica do processo literário e com a afirmação cada vez mais veemente da importância do receptor na consumação da obra”. Tal mecânica do processo literário pode ser considerada como o aspecto metalinguístico da obra machadiana.

Como conceito, metalinguagem (do prefixo metá: mudança, posterioridade, além, transcendência, reflexão, crítica sobre) é o ato de comunicação em que se usa a linguagem para falar sobre a própria linguagem, ou seja, é o código autorreferente. Affonso Romano de Sant’Anna define metalinguagem como “um exercício de linguagem onde a linguagem se dobra sobre si mesma num jogo de espelhos”.

Samira Chalhub, em A Metalinguagem, difere a obra que faz uso do recurso metalinguístico na Literatura da obra contemplativa. Para ela, enquanto esta se situa no campo do sentimento e expressão, aquela é a consciência de construção, no que se refere tanto ao autor e ao leitor.

Nesse sentido, o público contemplava a obra de arte, sem dela participar ativamente, pois essa obra “aurática” mantinha-se no seu distanciamento, na sua estranheza, no seu “algo inatingível. Era uma contemplação do espírito e colocava o público em estado de recolhimento, à espera do espetáculo. Tudo o que ocorria nos bastidores da cena não “aparecia”; ao contrário, ocultava-se, e o espetáculo, quando as cortinas se abriam, estava pronto. A obra, então, ofertava-se ao público assistente e passivo. (CHALHUB, 2005: 43)

Para Sartre, “todas as obras do espírito contêm em si a imagem do leitor a que se destinam”. O autor de O demônio da teoria, Antoine Compagnon, categoriza que devemos “entender a recepção não como um processo, nem como algo externo ao texto e independente de sua produção, mas como algo do mundo objetivo que participa do processo de realização da obra”.

A metalinguagem em Machado de Assis nos mostra que o escritor estabelece concordância anacrônica aos dois franceses. O leitor ficcionalizado e sua admitida presença é tão essencial ao romance quanto o enredo de ciúme/traição ou a infância feliz de Bentinho e Capitu.

A interpelação do leitor pelo texto, apesar de considerada subversiva na época, por seu caráter de quebra narrativa, não era um recurso criado pelo autor brasileiro. Antes dele, escritores como Tackeray, Sterne e Xavier de Maistre fizeram uso da técnica, que aparece ainda no famoso Dom Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes. “É um recurso retórico importado dos romances românticos europeus, a interpelação direta do leitor torna-se um

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recurso de composição”, pontua Guimarães. Para o acadêmico, o leitor, em Dom Casmurro, é “o interlocutor privilegiado do narrador”.

Machado de Assis, na verdade, concebe para seu plano literário um traçado metalinguístico. O leitor que tenha por hábito começar a leitura pelo índice, perceberá, de imediato, o convite ao diálogo que o autor lhe faz. Vejamos, abaixo, títulos de alguns capítulos de Dom Casmurro:

1º - Do Título

2º - Do Livro;

43º - Você tem medo?;

45º - Abane a cabeça, leitor;

76º - Explicação;

79º - Vamos ao Capítulo;

80º - Venhamos ao Capítulo;

81º - Uma palavra;

114º - Em que se explica o explicado;

124º - O discurso;

131º - Anterior ao anterior.

Logo na estreia das primeiras páginas da autobiografia fictícia, Bento Santiago, o agora Dom Casmurro, trata de explicar o título do livro e os motivos que o impulsionaram a escrevê- lo. São lançados os dados da metalinguagem, que ditará as regras do jogo até o final. Abaixo, algumas demonstrações que constam dos primeiros capítulos do livro:

O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice, a adolescência. Pois, senhor, não consegui recompor o que foi nem o que fui. Em tudo, se o rosto é igual, a

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fisionomia é diferente. Se só me faltassem os outros, vá; um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde; mas falto eu mesmo, e esta lacuna é tudo. (MACHADO DE ASSIS, 1998:22)

Às vezes, fica claro que além dos diálogos explícitos com o leitor, Bento verbaliza pensamentos, de si para si, em monólogo, a cerca de seus procedimentos estilíticos:

“A vida é uma ópera”, dizia um velho tenor italiano que aqui viveu e morreu... E explicou- me um dia a definição, em tal maneira que me fez crer nela. Talvez valha a pena dá-la; é só um capítulo.

(MACHADO DE ASSIS, 1998:34)

Durante toda a narrativa de Dom Casmurro, a metalinguagem tem um papel fundamental, dando um tom por vezes cômico e até mesmo irônico, mas que não deixa de estabelecer laços de cumplicidade com o leitor que, ao invés de apenas ler passivamente, participa do próprio ato de narrar, ao servir de confidente ao escritor, parceria que vem a transcender o próprio texto.

Vejamos, por exemplo, quando narra tentações vividas na juventude, dirigindo-se a uma possível leitora: “Tudo isso é obscuro, dona leitora, mas a culpa é do vosso sexo, que perturba assim a adolescência de um pobre seminarista.”

Um dos aspectos interessantes da obra é que o autor- personagem Bento Santiago é consciente do seu fazer literário e nos faz parecer que, no momento em que lemos o livro, ele mal acabara de escrevê-lo.

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Com efeito, gostei de ouvi-lo falar assim. Sabes a opinião que eu tinha da minha mãe. Ainda agora, depois de interromper esta linha para mirar-lhe o retrato que pende da parede, acho que trazia no rosto impressa aquela qualidade.

(MACHADO DE ASSIS, 1998:168)

A relação obra, narrador e personagem e a inclusão do leitor de Machado de Assis em seus contos e romances, ressignifica, amplamente, o comportamento metalinguístico.

Em outra famosa obra, Memórias póstumas de Brás Cubas, ele descreve dois tipos de leitores, numa referência à diacronia machadiana – “gente grave” que recupera a ideologia do romance realista, escola literária recente, e “gente frívola” que seria o leitor dos romances românticos.

Em Dom Casmurro, Machado recupera essas diferenças, principalmente, na passagem que segue: “Pois sejamos felizes de uma vez, antes que o leitor pegue em si, morto de esperar, e vá espairecer a outra parte; casemo-nos.” (MACHADO DE ASSIS, 1998: 204)

A passagem denuncia as contantes digressões de Bentinho, o fictício autor que escreve pelas mãos de Machado, lembrando-se que, em fins de século XIX, o leitor brasileiro, ainda moldado pelo espírito romântico, em que o casamento e o “e foram felizes para sempre” são o leit motiv por excelência da nossa literatura.

Sem mais delonga, entra a narrar a vida de casados de Bento e Capitolina, pretensamente preocupado em manter o interesse do leitor “frívolo”. E, partir de então, a narração perde qualquer viés romântico que lhe restava e, zombando do leitor “frívolo”, transforma o fim do livro em um fim trágico, mas aos moldes do Realismo. Mas esse leitor interessado, seja “grave” ou “frívolo”, é, para o Casmurro, um seu intérprete, seu cúmplice, um co-autor da narração.

(...) Em Dom Casmurro a nostalgia melancólica convida à empatia. O narrador Bento Santiago procura convencer da sua versão do ocorrido, ao mesmo tempo em que vai deixando pelo caminho falsas pistas que possibilitam explicações divergentes das suas, constituindo-se em iscas para enredar o leitor no campo ficcional. (GUIMARÃES, 2001: 167)

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Ainda para o estudioso, ocorre “a aproximação entre as instâncias da narração e da interlocução, fazendo com que a figura do leitor ganhe mais densidade”.

Guimarães define Bento Santiago/Dom Casmurro, como um sujeito isolado, que faz uso do diálogo com o leitor para dar credibilidade à sua versão dos fatos. Seria um jogo sujo, não fosse lançado ao leitor o poder de fechar o livro e recusar-se à leitura, seu direito supremo. O que queremos dizer é que, na ficção, é a escolha do leitor em emendar a leitura é o que põe a história em andamento. Não fosse a leitura, o livro não passaria de um amontoado de folhas mortas. Como no axioma “o caminho se faz ao caminhar”, o livro só é livro enquanto é lido, pois, na estante, não passa de mero projeto de leitura.

Em suma, na obra machadiana Dom Casmurro, o narrador mantém diálogo aberto com o leitor do início ao fim. É como se quisesse estabelecer com o leitor um relacionamento às claras, com a intenção de angariar um cúmplice que lhe tome partido em assunto tão nebuloso quanto uma suspeita de traição.

O único personagem objetivo, em seu papel caracterizado, que não dá margem a dúvidas (seja de essa ou aquela categoria), é o próprio leitor. Por mais que seja virtual, está lá presente e não está em julgamento, diferentemente de Capitu e Escobar, ou não é posto em cheque, como Bentinho. É virtual, mas é fiel ao narrador, o que não acontece, na imaginação de Bentinho, com Capitu e Escobar. É fiel porque foi cativado e provalemente voltará a esse romance com outros olhos. Neste livro, quem traga o leitor como uma ressaca não é tão somente os olhos de Capitu, mas, principalmente, a amarração de uma narrativa para a qual sempre voltaremos e a quanto nunca teremos respostas.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

CHALHUB, Samira. A metalinguagem. São Paulo: Ática, 2005.

COMPAGNON, Antoine. O demônio da teoria. Belo Horizonte; Ed. UFMG, 1999.

GUIMARÃES, Hélio de Seixas. Os leitores de Machado de Assis. Disponível em: http://libdigi.unicamp.br/document/?code=vtls000235806. Data de acesso: 15 jun 2010.

KOSTMAN, Ariel. As obsessões de Machado de Assis. In: Revista Bravo. n.133, p. 32-39, set.2008.

MACHADO, de Assis. Dom Casmurro. São Paulo: Moderna, 1983.

__________________. Memórias póstumas de Brás Cubas. São Paulo: O Estado de S. Paulo/Klick Editora, 1999.

LOJOLO, Marisa. Do Mundo da Leitura para a Leitura do Mundo. São Paulo: Ática, 1993.

LOMBARDI, Ricardo (editor). Memórias Póstumas de Brás Cubas & Dom Casmurro. In: Revista Bravo: 100 livros essenciais. Edição especial. p. 8-13, 2006.

MOÇO, Aderson. Machado, um clássico para todos. Revista Nova Escola. n. 215, p. 46-53, set. 2008.

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NOGUEIRA, Érico. Além do apenas moderno. Revista Língua. n. 49, p. 44-45, nov. 2009.

PEREIRA JR., Luiz Costa. Machado é uma vitória do estilo. Revista Língua. n. 49, p. 40-43, nov. 2009.

PIZA, Daniel. Machado de Assis: Um gênio brasileiro. São Paulo: Imprensa Oficial, 2006.

SCHWARZ, Roberto. A poesia envenenada de Dom Casmurro. Disponível em:

http://www.scribd.com/doc/25075516/A-Poesia-Envenenada-de-Dom-Casmurro. Data de acesso: 15 jun 2010.

VARGAS LLOSA, Mario. Cartas a um jovem escritor. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006.

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