Metodo de controle de doenças - Apostilas - Agronomia, Notas de estudo de . Universidade Federal de Goiás (UFG)
Ronaldo89
Ronaldo891 de Março de 2013

Metodo de controle de doenças - Apostilas - Agronomia, Notas de estudo de . Universidade Federal de Goiás (UFG)

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Apostilas sobre o metodo de controle de doenças de plantas, introdução, princípios, métodos comuns.
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MÉTODOS CULTURAIS DE CONTROLE DE DOENÇAS DE PLANTAS

1. INTRODUÇÃO

O controle cultural das doenças consiste basicamente na manipulação das condições de pré- plantio e durante o desenvolvimento do hospedeiro em detrimento ao patógeno, objetivando a prevenção ou a intercepção da epidemia por outros meios que não sejam a resistência genética e o uso de pesticidas, ou seja, visa a reduzir o contato entre um hospedeiro suscetível e um inóculo viável, de maneira a reduzir a taxa de infecção e a propagação da doença, suprimir o agente causal e a obtenção de plantas sadias.

2. PRINCÍPIOS

São princípios fundamentais do controle cultural:

a) supressão do aumento e/ou a destruição do inóculo existente;

b) escape das culturas ao ataque potencial do patógeno;

c) regulação do crescimento da planta direcionado a menor suscetibilidade.

A prática cultural mais empregada pelos agricultores é a rotação de culturas, cujo efeito principal relaciona-se à fase de sobrevivência do patógeno.

Além da rotação de culturas, que será discutida com detalhes, diversas outras práticas culturais podem ser empregadas com sucesso, em determinadas situações, para controlar doenças de plantas, destacando-se:

• uso de material propagativo sadio

• eliminação de plantas vivas doentes ("roguing")

• eliminação ou queima de restos de cultura

• inundação de campos e pomares

• incorporação de matéria orgânica no solo

• preparo do solo (aração)

• fertilização (nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio)

• irrigação

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• densidade de plantio

• épocas de plantio e colheita

• enxertia e poda

• barreiras físicas e meios óticos para controle de vírus.

O uso de uma ou de outra dessas técnicas, isoladamente, quase sempre é insuficiente para um controle adequado da doença. Aconselha-se o uso de combinações destas técnicas, aliado ao emprego de outras formas de controle de doenças, como o controle químico e o controle genético.

3. MÉTODOS MAIS COMUNS

3.1. Rotação de culturas – Consiste no plantio alternado, em anos sucessivos, de culturas que não sejam hospedeiras das mesmas pragas. O princípio de controle envolvido é a supressão ou eliminação do substrato apropriado para o patógeno. A ausência da planta cultivada anual (inclusive as plantas voluntárias e os restos culturais) leva à erradicação total ou parcial dos patógenos necrotróficos que dela são nutricionalmente dependentes. A eliminação dos resíduos culturais, durante a rotação de culturas, é devida à sua decomposição pelos microorganismos do solo. Durante o processo de decomposição, os fitopatógenos, associados aos resíduos são destruídos pela microflora. Conclui-se deste fato que, durante a rotação de culturas, os fitopatógenos são eliminados parcial ou completamente, enquanto que, sob monocultura, eles são estimulados e mantidos num potencial de inoculo suficiente para a continuidade de seu ciclo biológico, podendo causar, eventualmente, severas epidemias.

3.2. Aração do solo – Para destruição de larvas e pupas de insetos que normalmente se desenvolvem no solo. O objetivo desse processo é expor os insetos aos raios solares (ação física) ou aos implementos agrícolas (ação mecânica).

3.3. Época de plantio e colheita – Para algumas pragas, às vezes uma simples antecipação ou atraso do plantio ou colheita causa uma diminuição considerável no ataque.

3.4. Destruição de restos de cultura – O objetivo é destruir o substrato que pode atuar como hospedeiro intermediário de pragas.

3.5. Cultura no limpo – A presença de mato próximo à cultura pode favorecer a infestação de certas pragas, já que ele pode servir tanto de abrigo para os adultos como de substrato alimentar para as fases infestantes. Às vezes ocorre o contrário, como é o caso dos pulgões, pois o mato fornece abrigo e favorece a sobrevivência de inimigos naturais.

3.6. Poda – Empregada em plantas perenes como meio de controle de certas pragas, como brocas, cochonilhas etc. É bastante útil em fruticultura.

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3.7. Adubação e irrigação – Parte-se do princípio de que uma planta equilibrada nutricionalmente apresenta maior resistência ao ataque de pragas. A irrigação por aspersão pode contribuir para a redução da população de pequenos insetos, eliminados por lavagem.

3.8. Plantio direto e outros sistemas de cultivo – Sendo uma técnica que elimina os métodos convencionais de preparo de solo, deve alterar o hábitat das comunidades que viviam no ambiente “criado” pelo sistema convencional de plantio. Como conseqüência, haverá também alteração na entomofauna prejudicial ou benéfica nesse novo ambiente. As maiores influências serão exercidas sobre os insetos que vivem no solo, ou que, pelo menos, têm, nesse local, uma das fases de desenvolvimento. É de esperar que as pragas da parte aérea sejam menos afetadas pelas alterações inerentes desse novo sistema de cultivo. Vírus que atacam insetos têm tendência a se manter por níveis elevados de um ano para outro, devido a não movimentação de solo, menor temperatura e à proteção oferecida pelos restos de cultura no plantio direto.

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