Microeconomia e Macroeconomia - Apostilas - Contabilidade, Notas de estudo de Contabilidade. Universidade São Marco (UNIMARCO)
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Maracana856 de Março de 2013

Microeconomia e Macroeconomia - Apostilas - Contabilidade, Notas de estudo de Contabilidade. Universidade São Marco (UNIMARCO)

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Apostilas de Contabilidade sobre o estudo da microeconomia e macroeconomia, fundamentos econômicos, microeconomia formação de preços, produção e mercado.
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CURSO – CIÊNCIAS CONTÁBEIS

Economia

Setembro / 2011

Índice

Introdução............................................................................................................02

Fundamentos Econômicos ..................................................................................03

Microeconomia: Formação de Preços..................................................................05

Produção e Mercado............................................................................................07

Comportamento da oferta e da demanda.............................................................11

Noções da Macroeconomia..................................................................................13

Conclusão.............................................................................................................16

Referências bibliográficas.....................................................................................17

Introdução

O presente trabalho tem como objetivo relatar as teorias abordadas em aula e a importância de sua aplicabilidade na gestão de um negócio.

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Esta gestão é aplicada nos mais variados tipos de organizações humanas (entidades públicas, empresas privadas, cooperativas etc.) e domínios (internacional, finanças, desenvolvimento dos países, ambiente, mercado de trabalho, cultura, agricultura, etc.).

A economia, enquanto ciência social aplicada se preocupa com o problema da escassez, oferecendo ou tentando oferecer alternativas apropriadas para a solução desse mal, tendo alguns aporte teórico e conceitos como facilitador.

Fundamentos Econômicos

Economia é o estudo de como os homens e a sociedade decidem, com ou sem a utilização do dinheiro, empregar recursos produtivos escassos, que poderiam ter alocações alternativas, para conduzir diversas mercadorias ao longo do tempo e distribuí-las para o consumo, agora e no futuro, entre diversas pessoas e grupos da sociedade. Ela analisa os custos e benefícios da melhoria das configurações de alocação de recursos. (A.P. SAMUELSON 23(1975)).

A economia, ou atividade econômica, consiste na produção, distribuição e consumo de bens e serviços.

Custo de oportunidade – é o custo de algo em termos de uma oportunidade renunciada, ou seja, o custo, até mesmo social, causado pela renuncia do ente econômico, bem como os benefícios que poderiam ser obtidos a partir desta oportunidade renunciada ou, ainda, a mais alta renda gerada em alguma aplicação alternativa. Foi definido como uma expressão “da relação básica entre escassez e escolha.

Imagine uma fabrica de cadeiras que produzia 10 cadeiras por mês num mercado que absorvia totalmente esta produção.

Diante de uma oportunidade de negócios, esta fabrica resolveu iniciar uma produção de um novo produto: mesa. Porem vão colocar recursos para tal descobriu que terá de deixar de produzir 2 cadeiras para alimentar a demanda de 2 meses.

O custo de Oportunidade esta no valor perdido de venda das 2 cadeiras que deixaram de ser fabricadas .

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Se uma cidade decide construir um hospital num terreno vazio de propriedade estatal ou pública, o custo de oportunidade é representado pela renuncia a erguer outras construções naquele terreno e com capital investido. Rejeita-se, por exemplo, a possibilidade de construir um centro desportivo, ou um estacionamento, ou ainda a venda do terreno para amortiza parte das dividas da cidade, e assinar por diante.

Curva de possibilidade de produção

Criar um limite para a capacidade produtiva de uma empresa, país ou sociedade, e representa todas as possibilidades de produção que podem ser atingidas com os recursos e tecnologias existentes.

Devido a Limitação de recursos, a produção total de um país, por exemplo, tem um limite Maximo, uma produção potencial que é representada por um ponto

Alguns tipos de custo de oportunidade

* Custo de oportunidade escondido é o verdadeiro e camuflado custo da operação. A consciência do conceito de custo de oportunidade leva à percepção do custo camuflado em cada decisão econômica.

Devido a esse fato, hoje em dia, as grandes obras públicas já têm embutido esse tipo de custo, pois, caso contrário, haveria abertura de brecha para incluir outros benefícios inerentes à obra.

* Custo de oportunidade aberto, tal como o escondido, não leva em consideração o conceito de camuflagem ou o embutimento de custos sob as diversas máscaras contábeis.

* Custo de oportunidade contábil é o planejamento do custo aberto ou camuflado na forma contábil (âmbito da Contabilidade Gerencial, segmento da Contabilidade de Custos).

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* Custo de oportunidade ambiental, é o máximo valor que poderia ter sido obtido pelo usufruto de um recurso natural. Como por exemplo, o custo de oportunidade de não desmatar uma reserva de preservação ambiental para a agricultura seria o que se deixa de ganhar com a atividade renunciada.

Usando também como exemplo Tom Hanks no filme Náufrago, como modelo de uma economia com apenas dois produtos, para sua sobrevivência ele precisou pescar, colher cocos, estes dois produtos era sua única forma de sobrevivência, sendo assim podemos dizer que: quando ele pescava muito, significava que ele não teria colhido muitos cocos, e isso reflete da seguinte maneira, quando se pesca muito, colhe se pouco. Executar as duas tarefas ao mesmo tempo e impossível, pois uma impossibilita o alcance da outra. Pois sua capacidade de trabalho é limitada que, entre a quantidade de peixes pescados e de cocos colhidos gera uma curva que define a fronteira da possibilidade de produção. Dentro de uma determinada fronteira de produção o aumento de um bem causará a redução da produção de outro.

Normalmente a curva da fronteira de possibilidades não é reta, mas, consiste já que normalmente o custo de oportunidade é crescente com o aumento da produção de um bem, ou seja, para cada aumento da produção de uma unidade de um bem X será necessário deixar de produzir quantidades crescentes do bem Y.

O modelo de fronteira de possibilidade de produção permite precisar o que é crescimento econômico: é a expansão da fronteira de possibilidades de produção (ou seja, a possibilidade de produção de todos os bens aumenta).

Produto elástico – carro, celular, carnes especificas (quando o preço do peixe esta alto, por exemplo, o consumidor consome mais frango ou outras carnes. Quanto maior a renda da sociedade (crescimento do PIB) tem elasticidade positiva.

Produto inelástico – Sal, sabonete, arroz (o consumo é constante e não vária de acordo com o preço)

Microeconomia: Formação de Preços

Maximização dos lucros nas empresas

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Maximização do lucro parte da equação contábil tradicional de que o lucro é resultante das receitas menos as despesas de um período sendo aderente a gestão de curto prazo, e pode ocasionar dissociações de interesses dos administradores da empresa e seus acionistas a visão de curto prazo, mas não permite uma gestão baseada no longo prazo, razão porque gestões de aumento de lucro no curto prazo podem estar em desacordo com as intenções gerais dos proprietários da empresa.

O objetivo último da empresa é a maximização do lucro, a diferença entre as receitas provenientes da venda dos seus produtos e os custos derivados da remuneração dos fatores produtivos e bens intermédios utilizados na produção.

Para maximizar o lucro, a empresa deve ter em conta tanto as receitas como os custos.

O volume de produção que maximiza o lucro é, graficamente, aquele que maximiza a distancia entre as curvas da receita e do custo total. O declive destas curvas é igual, para essa quantidade.

A maximização dos lucros implica que a empresa escolha um volume de produção tal que o custo marginal e o rendimento marginal sejam igual condição de 1º ordem.

Exemplos de maximização:

Uma refinaria processa vários tipos de petróleo. Cada tipo possui uma planilha de custos diferentes, expressando condições de transportes e preços de origem. Por outro lado, cada tipo de petróleo representa uma configuração diferente de subproduto para a gasolina.

Na medida em que certo tipo de petróleo é utilizando na produção da gasolina, é possível a programação das condições de octagem e outros requisitos. Estes requisitos implicam na classificação do tipo da gasolina obtida.

Supondo que a refinaria trabalhe com uma linha de quatro tipos diferentes de petróleo e deseje produzir a gasolina amarela, cujas especificações técnicas definem como aquela que possui no mínimo 10% de petróleo do tipo 4, mais 15% de petróleo do tipo 3 e mais 40% de petróleo do tipo 1 e2 somados. Programar a mistura de petróleo atendendo as condições que se seguem nas tabelas abaixo.

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|Tipo de petróleo |Quant. Max. disponível |Custo de barril/dia |

| |(barris/dia) | |

|1 |3500 |19 |

|2 |2200 |20 |

|3 |4200 |24 |

|4 |1800 |27 |

Numa típica feira de bairro um comerciante é o único a oferecer um tipo específico de fruta. Seu custo para produzir tal produto é de R$4,00. No inicio do dia ele estipula o valor de fruta a R$12,00 o quilo e obtém vários compradores. Já na parte de tarde, ao perceber que ainda não vendeu todas as frutas, ele resolve reduzir o preço para R$8,00 para tentar desovar seu estoque e não ter que prejuízo tendo que se desfazer de parte não vendida dos frutos. Por volta de 17:00 horas, ele percebe que ainda há poucas mercadorias e promove um novo corte no preço, vendendo-as a R$5,00 o quilo onde finalmente vende todo o seu produto. Este monopolista discriminador, a grosso modo e de forma bem simplória, maximizará seus lucros vendendo para cada demandante aquilo que estão dispostos a pagar. Assim ele garante a venda de toda sua mercadoria a diferentes níveis de preços e diferentes demandantes. Se ele não tivesse flexibilizado seus preços, não teria conseguido vender toda sua mercadoria e por ter que jogar parte das frutas no lixo, não teria maximizado seus lucros. Tal exemplo parece utopia, mas basta comparar o preço do peixe no começo e no fim de uma feira de bairro.

Produção e Mercado

Teoria do Monopólio

Monopólio é quando há somente um vendedor no mercado para um bem precioso, como exemplo a semente, mas no caso de Brasil e Portugal foi os carroceiros substituto e há barreiras na entrada de empresa que mencionem vender o mesmo bem ou um bem substituto, protegendo o monopolista da concorrência. Tal como no caso de concorrência perfeita os exemplos de monopólio na sua forma pura são raros, mas a teoria do monopólio elucida o comportamento de empresas que se aproximam de condições de monopólio puro. Ter o poder de monopólio significa simplesmente o vendedor ter algum controle sobre o preço do produto, sem uma curva de oferta.

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A fonte básica de monopólio é a presença de barreiras de entrada, de onde se destacam:

*Economias de escala: Empresas novas tendem a entrar em mercados a níveis de produção menores do que empresas estabelecidas. Se a indústria é caracterizada por economias de escala (custos médios decrescem com o aumento no volume de produção), os custos médios das empresas novas serão mais altos do que os custos médios de uma empresa estabelecida.

* Proteção Legal: Proteções legais, como direito autoral e patente, garantem ao seu detentor exclusividade no mercado. As leis das patentes no EUA permitem a um inventor o direito de propriedade direito de usar a invenção por um período de 17 anos, período no qual o dono da patente está protegido da concorrência gestão concorrência.

*Propriedade exclusiva de matéria-prima: Empresas estabelecidas podem estar protegidas da entrada de novas empresas , pelo seu controle das matérias-primas, ou outros recursos-chaves para produção.

* ''Lobby'' político: Por influência [[política]] surgem às condições de um '''monopólio'''.

Concorrência Monopolística

É uma forma de concorrência imperfeita e corresponde a uma situação em que existem numerosas empresas no mercado, mas que oferecem produtos ou serviços não totalmente homogêneos e, por isso, não totalmente substituíveis. Numa situação deste tipo, cada uma das empresas possui algum poder de mercado para influenciar o preço dos seus próprios produtos ou serviços. De fato, no seu produto particular, diferenciado dos produtos dos restantes concorrentes, cada empresa funciona como um pequeno monopólio - a maior ou menor proximidade de uma situação de monopólio depende do grau de diferenciação (e portanto do grau de substituição) existente entre os diferentes produtos oferecidos: se esse grau de substituição é reduzido, a concorrência será maior e está-se mais próximo da concorrência perfeita; se o grau de substituição é elevado, a concorrência será mais reduzida e está-se mais próximo de uma situação de monopólio. A inclusão de uma característica específica, muitas vezes só é possível com uma matéria-prima conhecida pelo produtor, num produto comum.

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Um bom exemplo são as batatas-fritas. No mercado, existem as batatas com sabor de queijo, as lisas, as onduladas, as com brindes, entre outras. Outros fatores que as distinguem são os pacotes, a marca, o peso e o tamanho da embalagem.

Apesar de estes fatores poderem inflacionar um pouco o preço do produto, o fabricante não tem grande manobra de definição do preço, pois existem sempre concorrência; daí o seu nome.

Governos e Monopólios

Os governos possuem dois papéis distintos quando se refere aos monopólios.

O primeiro, de combate, através de políticas antitruste e regulação desses mercados para evitar abusos, como os cartéis.

O segundo, que caracteriza os monopólios coercivos, é quando o governo garante os direitos de propriedade, direitos autorais e patentes, criando monopólios legais.

No Brasil, um exemplo de monopólio coercivo ocorre na exploração de petróleo que era exclusivamente feita pela Petrobrás até 1997. A partir da Emenda Constitucional nº 9, de 1995, o parágrafo primeiro do artigo 177 da Constituição Federal, flexibilizou esse monopólio, admitindo que a União pode contratar com empresas estatais ou privadas a realização das atividades econômicas objeto de monopópio (Pesquisa, lavra, refino, importação exportação e transporte), observadas as condições estabelecidas em lei (Lei do Petróleo nº 9.478/97).

Tipos de monopólio

Monopólio Natural

O monopólio natural é uma situação de mercado em que os investimentos necessários são muitos elevados e os custos marginais são muito baixos. Caracterizados também por serem bens exclusibilidade Economia exclusivos e com muito pouca ou nenhuma rivalidade Economia rivalidade.

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Esses mercados são geralmente regulamentação, regulamentados pelos governos e possuem prazos de retorno muito grandes, por isso funcionam melhor quando bem protegidos.

TV a cabo, distribuição de energia elétrica ou sistema de Fornecimento de Água são exemplos caracteristicos de monopólios naturais, ainda que na atualidade haja concorrência nesses setores.

Oligopólio

O oligopólio é uma situação de mercados concentrados, na qual a produção se concentra num pequeno número de firmas. No oligopólio também existem barreiras à entrada de potenciais concorrentes, mas as ações entre as empresas não são necessariamente coordenadas. Quando há algum tipo de acerto referente ao preço que será praticado, o oligopólio caracteriza-se como um cartel; quando há uma união das empresas com o objetivo de dividir o mercado, ele caracteriza-se com um truste.

Oligopsônio

Em economia, oligopsônio ou oligopsónio é uma forma de mercado com poucos compradores, chamados de oligopsonistas, e inúmeros vendedores. É um tipo de competição imperfeita, inverso ao caso do oligopólio, onde existem apenas alguns vendedores e vários compradores.

Os oligopsonistas tem poder de mercado, devido ao fato de poderem influenciar os preços de determinado bem, variando apenas a quantidade comprada. Os seus ganhos dependem da elasticidade da oferta. Seria uma situação intermediária entre a de monopsônio e a de mercado plenamente competitivo.

Em microeconomia, monopsonistas e oligopsonistas são assumidos como empresas maximizadoras de lucros e levam a falhas de mercado, devido a restrição de quantidade adquirida, que é uma situação pior do que o ótimo de Pareto que existiria em competição perfeita.

Tradicionalmente, a microeconomia assumia que tal problema era pouco relevante, ignorando-o então em seus modelos. Porém, foram verificados casos importantes ao longo do tempo. Um exemplo de oligopsônio é o mercado de cacau, onde três firmas (Cargill, Archer Daniels Midland e Callebaut) compram a maior parte dos grãos de cacau, geralmente produzidos por pequenos agricultores de países menos desenvolvidos.

Oligopólio

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Na economia, Oligopólio (do grego oligos, poucos +- polens, vender) é uma forma evoluída de monopólio, no qual um grupo de empresas promove o domínio de determinada oferta de produtos e/ou serviços, como empresas de mineração, alumínio, aço, construtores automóveis, cimentos, laboratórios farmacêuticos, aviação, comunicação e bancos.

Definição

Corresponde a uma estrutura de mercado de concorrência imperfeita, no qual o mercado é controlado por um número reduzido de empresas, de tal forma que cada uma tem que considerar os comportamentos e as reações das outras quando toma decisões de mercado.

No oligopólio, os bens produzidos podem ser homogéneos ou apresentar alguma diferenciação sendo que, geralmente, a concorrência se efectua mais ao nível de factores como a qualidade, o serviço pós-venda, a fidelização ou a imagem, e não tanto ao nível do preço.

As causas típicas do aparecimento de mercados oligopolistas são a escala mínima de eficiência e características da procura. Em tais mercados existe ainda alguma concorrência, mas as quantidades produzidas são menores e os preços maiores do que nos mercados concorrenciais, ainda que relativamente ao monopólio as quantidades sejam superiores e os preços menores.

Efeitos no mercado

Nos mercados oligopolistas onde não exista cooperação entre as empresas a curva da procura do produto da empresa depende da reacção das outras empresas. A concorrência neste tipo de mercado para evitar guerras de preços poderá ser feita a outros níveis como nas características dos produtos distintas do preço (p. ex., qualidade, imagem, fidelização, etc.

O oligopólio pode permitir que as empresas obtenham lucros elevados a custo dos consumidores e do progresso económico, caso a sua actuação no mercado seja baseada em cartéis, pois assim terão os mesmos lucros como um monopólio

Lucros

O lucro económico, que se atinge neste tipo de mercados varia do curto para o longo prazo. Enquanto no curto prazo o lucro poderá ser positivo, superior à melhor aplicação alternativa, no longo prazo esta situação apenas se manterá se estivermos num mercado oligopolista dominado por cartel, caso contrário o lucro sera 0, uma vez que o lucro positivo levaria a possibilidade de entrada de novos concorrentes.

Comportamento da oferta e da demanda

A “lei da oferta e demanda” é um conceito econômico que resume o impacto entre compradores e vendedores, defende que a precificação de bens e mercadoria é conseqüência de ambas as forças, causando equilíbrio ou desequilíbrio para um dos lados.

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Oferta é a quantidade do produto disponível em mercado, depende do preço, da quantidade e da tecnologia utilizada na fabricação dentre outros que estão relacionados aos produtos e serviços.

A procura é influênciada pela preferência do consumidor final, a compatibilidade entre preço e qualidade e a facilidade de compra do produto. Mas nem sempre o fator determinante para a procura de um determinado bem ou serviço será o preço, pois o mesmo tende a sofrer alterações devido a qualquer desequilíbrio que possa existir entre a oferta e a procura, pode- se dizer então que o preço de algo é determinado pelo próprio consumidor, pois quando esses passam a buscar mais um produto qualquer, o produtor eleva o seu preço, fazendo com que o consumidor pague mais se deseja adquirir o mesmo. Em contrapartida, quando um produto não é mais procurado o produtor é estimulado a deixar de produzi-lo ou diminuir seu preço para que não tenha despesas em relação à oferta sem demanda.

O preço de um bem ou serviço é fixado levando em consideração a relação entre a procura e a necessidade do consumidor final, os custos gerados na fabricação e o tempo gasto em sua produção, podendo ou não sofrer alterações devido a tal procura e necessidade.

Sendo assim quando a oferta é maior do que a demanda significa que existem mais pessoas vendendo do que comprando e o resultado disso são um excedente de produtos no mercado, sem compradores e a deflação. Os preços caem, pois todos querem vender e estão competindo entre si pelo cliente.

E quando a demanda é maior do que a oferta significa que existem mais pessoas comprando do que vendedores e o resultado disso são a falta de produtos no mercado e a inflação. Os preços sobem, pois os consumidores estão disputando entre si a aquisição de bens e produtos que estão ‘em falta’ no mercado.

Exemplos:

Se a carne bovina estiver com preço médio de R$10,00 o quilo, muitos consumidores não poderão consumi-la, e passarão desta forma, a consumir outro tipo de alimento, tais como carne de frango, peixes, ovos, etc., com isso, haverá uma queda na demanda por carne bovina devido ao preço elevado. Mas, se o preço médio da carne bovina cair para R$ 4,00 o quilo, vários consumidores voltarão a comprar carne bovina, consequentemente haverá um aumento na demanda por carne bovina.

A diferença entre a quantidade de açúcar produzida e a consumida no mundo, afetou, consideravelmente, o mercado deste produto, o que propiciou sérias instabilidades de preços e variações de estoques. Os preços em um mercado livre são formados a partir de condições de oferta e demanda em cada momento. Contudo, os preços do açúcar no mercado internacional são definidos por acordos especiais ou mercados preferenciais, a partir de considerações de política econômica e de outros fatores distintos da situação mundial de oferta e demanda.

Produtos agrícolas: na safra o preço cai pelo excesso de oferta. Na entressafra sobe pela demanda do mercado.

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Isenção de impostos: aumentaram a demanda por carros, geladeiras, lavadoras de roupas.

Lançamento do Ipad: devido a pouca oferta e grande demanda o preço estava nas alturas e havia fila de espera. Hoje o cenário já é outro.

Noções de Macroeconomia

Política Fiscal

Consiste na elaboração e organização do orçamento do governo, o qual demonstra as fontes de arrecadação e os gastos públicos a serem efetuados em um determinado período.

Praticado pelo lado dos Ministérios do Planejamento e da Fazenda, uma Política Fiscal ainda mais ortodoxa, adotando cortes drásticos nos gastos públicos e produzindo um superávit fiscal da ordem de 5% do PIB, superior, portanto, ao exigido no Acordo com o FMI.

A justificativa que o governo Lula tem dado para semelhante dose de ortodoxia econômica e pragmatismo político é que não havia alternativa. Ou seja, o país estava tão perigosamente à beira do abismo na transição do governo (a denominada “herança maldita” deixada pelo governo anterior) que se houvesse a menor hesitação por parte do novo governo em tomar as medidas consideradas necessárias (pelo “mercado”) para colocar o país de volta aos trilhos ele descarrilaria definitivamente.

Assim, a política fiscal implacável adotada no início do governo, teria sido indispensável para, entre outras coisas, fazer cair o risco país, estabilizar a taxa de câmbio e colocar a inflação de volta sob controle.

Se a política deve ser alterada para estimular o setor produtivo, retomar o crescimento, gerar empregos e reduzir desigualdades, haverá um perdedor e este será esse “mercado”, quando mais não seja porque essa mudança passa por uma redução da taxa de juros, cujo grande beneficiário é o mercado.

Política Monetária

Tem como objetivo controlar a oferta de moeda (liquidez) para determinar a taxa de juros de referência do mercado.

A taxa básica de juros utilizada no Brasil pelo Banco Central é o cálculo da taxa média ponderada e ajustada das operações de financiamento por um dia no Sistema Especial de Operação e Custódia (SELIC), lastreadas em títulos públicos federais na forma de operações compromissadas, isto é, operações de venda de títulos com compromisso de recompra pelo vendedor. Ela é base de referência para política monetária e o Comitê de Política Monetária (COPOM) a exemplo das metas de inflação, determina a meta de juros básicos para os títulos públicos, revendo-a oito vezes ao ano. O fator mais importante de controle da inflação é a

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administração da taxa de juros. Entretanto, existe uma relação econômica denominada impulso-resposta, que nos remete a outras conseqüências na alteração de taxas de juros. Moraes e Andrade nos explicam que “elevação na taxa Selic também afeta positivamente o estoque da dívida pública e a percepção de risco dos agentes é função do grau de solvência do governo”. Isso irá afetar também a atração de recursos externos para investimentos. Segundo eles, “para tornar viável a redução da taxa de juros na economia brasileira deve-se resolver o problema da dívida pública.”

Política Cambial

É formado pelos diversos agentes econômicos que compram e vendem moeda estrangeira, conforme suas necessidades.

Com a implantação do Plano Real, a partir de 1994 até janeiro do ano corrente, as séries apresentam uma apreciação do câmbio, adotada, segundo os formuladores de política, para garantir a âncora cambial necessária para a manutenção da estabilidade econômica. Um dos itens necessários à contenção da inflação seria a livre entrada de importados para fazer frente aos abusos de preços. Por fim, após a maxidesvalorização do Real, implementado pelo governo no início de 1999, com intuito de conter a fuga de capitais e estancar a queda das reservas internacionais, nota-se uma forte depreciação cambial. Deste modo confirma-se a idéia de que o governo vem utilizando a taxa de câmbio como variável de condução do saldo necessário na balança de bens e serviços, depreciando o câmbio em relação ao “câmbio de equilíbrio”, quando o intuito é obter um saldo positivo; e apreciando o câmbio, quando o intuito é obter saldo negativo. Deste modo, determinado a meta quantitativa do saldo da balança de bens e serviços, pode-se determinar a taxa de câmbio necessária para gerá-la.

Política de Rendas

É a que o governo exerce, estabelecendo o controle direto sobre a remuneração dos fatores diretos de produção na economia.

A efetivação de uma política de salário mínimo, em quaisquer de suas formas por setor, região ou unificado nacionalmente visa atingir pelo menos uma de quatro finalidades, que não são mutuamente exclusivas, a saber: estabelecer um piso para a determinação de salários de menor remuneração; proteger categorias de trabalhadores mais vulneráveis; estabelecer normas para que trabalhos iguais tenham a mesma remuneração; tornar-se instrumento de política macroeconômica. A 1° função provê um piso salarial, que condicionará a estrutura salarial. Objetiva atingir a mão-de-obra não qualificada e não sindicalizada. E, na medida em que um piso salarial é fixado institucionalmente, se condiciona a definição da maioria dos demais salários da estrutura salarial, limitando a dispersão dos salários. A 2° função complementa a primeira. O seu propósito é definir por meio de intervenção governamental ou de gestões tripartites o piso salarial para as categorias de trabalhadores de setores econômicos menos organizados. Tende, dessa maneira, a diminuir os diferenciais de salários entre os trabalhadores de categorias de menor e maior poder de barganha nas negociações

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coletivas. A 3° finalidade, em geral é estabelecida por meio dos acordos coletivos devido às dificuldades para reconhecer situações de igualdade ou desigualdade, no que concerne às funções que são desempenhadas no mercado de trabalho, especialmente, entre setores econômicos. Por fim, a quarta atribuição é simultaneamente estruturar os salário e determinar o nível da demanda agregada. Se as empresas tiverem espaço para contratar trabalhadores com salários abaixo do mínimo, a análise comporta dois mercados denominados muitas vezes de regulamentado e não regulamentado, protegido e não protegido, ou formal e informal. Neste caso, a determinação do salário, gera o desemprego formal, impulsionando a migração desses para o trabalho informal, não regulamentado, na busca de um emprego.

Conclusão

Além dos resultados da atuação desta ciência em questões diretamente a ela ligadas, como dinheiro ou produção ou mercado financeiro, a economia influencia diretamente e indiretamente outras áreas da sociedade, seja a política, que está a ela intimamente ligado, ou seja, a qualidade de vida das pessoas.

O estudo da economia, envolvendo todos os seus aspectos e mecanismos, tem como meta a melhor adaptação de todos no real contexto econômico, visando sempre proporcionar uma melhor compreensão, para que seja possível solucionar os problemas, atender à demanda, aumentar o lucro e reduzir custos.

Referências Bibliográficas

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• WWW.fep.up.pt

• Wikipédia, a enciclopédia livre.

• WWW.fee.tche.br

• http://www.knoow.net/cienceconempr/economia/oligopolio.htm

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• http://www.artigos.com/artigos/sociais/economia/oligopolios-sao-sempre-prejudiciais-ao- consumidor?-6280/artigo/

• RODRIGUES NETO, João. A expectativa do Petróleo. Campinas (SP): Intituto de Economia, Universidade Estadual de Campinas, 2007, P. 33

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• Carone, Edgar – A república liberal (1945-1965) , São Paulo, Difusão Européia do Livro

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• Rio, J.Pires do – O Combustível na Economia Universal, Rio de Janeiro, José Olympio Editora

• Sá, Eliane Garcindo de – Petróleo e nacionalismo na América Latina: Tese Horta Barbosa

• Silva, Hélio 1945: porque depuseram Vargas, Rio de Janeiro, Editora Civilização Brasileira

• Sodré, Nelson Werneck – História Militar do Brasil, Rio de Janeiro, Editora Civilização brasileira

• Furtado, Celso. Formação Econômica do Brasil, nacional.

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