Microeconomia nas Guerras - Resumo - Economia, Notas de estudo de Economia. Universidade de São Paulo (USP)
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Oscar_S26 de Fevereiro de 2013

Microeconomia nas Guerras - Resumo - Economia, Notas de estudo de Economia. Universidade de São Paulo (USP)

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Microeconomia nas guerras. Evolução do pensamento econômico nos entervalos das guerras.
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MACROECONOMIA

Nos intervalos das guerras, as nações ocidentais, abaladas pela Grande Depressão, se voltaram para o estudo dos elementos determinantes do equilíbrio econômico, interessadas no restabelecimento da normalidade e na rápida reabsorção das massas desempregadas.

Como observa James (1955), “a Grande Depressão suscitou uma crise de consciência entre todos os economistas”, da mesma forma que as perturbações da ação econômica, desafiaram os estudiosos da Economia a encontrar os caminhos da estabilização.

A Grande Depressão abalou todo o sistema econômico do Ocidente. Nos anos de 1929-33, o desemprego se alastrara de forma incontrolável. E, durante as Grandes Guerras, o esforço de mobilização tecnológica e industrial veio demonstrar a correlação definitiva entre o poder militar e o poder econômico. A depressão dos anos 30 reduziu drasticamente o Produto Nacional (PN) das economias atingidas, reduzindo-o pela metade.

De acordo com Rossetti (1995), no final do século XX, os habitantes do mundo subdesenvolvido empenharam-se numa mobilização sem precedentes, com vistas a um gigantesco alvo: a construção de uma nova sociedade e de uma nova economia, para possibilitar a universalização das condições do bem-estar, através da aceleração de seu progresso material.

Encontramos na evolução do pensamento econômico o consenso de que a Teoria Econômica, de forma sistematizada, iniciou-se quando foi publicada a obra de Adam Smith “ A riqueza das nações” em 1776.

A partir do século XVI observamos o nascimento da primeira escola econômica: o mercantilismo. Mesmo sem representar um conjunto técnico homogêneo, são explícitas as preocupações sobre a acumulação de riquezas de uma nação. São presentes alguns princípios de como fomentar o comércio exterior e entesourar riquezas, bem como, o acúmulo de metais adquire uma grande importância de acordo com os relatos sobre a moeda. O mercantilismo considerava que o governo de um país seria mais forte e poderoso quanto maior fosse seu estoque de metais preciosos.

No século XVIII, uma escola de pensamento francesa, a fisiocracia,

elaborou alguns trabalhos importantes que sustentavam que a terra era a única fonte de riqueza e que havia uma ordem natural que fazia com que o universo fosse regido por leis naturais, absolutas, imutáveis e universais, desejadas pela Providência Divina para a felicidade dos homens. O trabalho de maior destaque foi de Quesnay, autor da obra “Tableau Économique”, o

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primeiro a dividir a economia em setores, mostrando a inter-relação dos mesmos.Na realidade, a fisiocracia surgiu como reação ao mercantilismo, pois considerada desnecessária a regulamentação governamental, considerando a lei da natureza como suprema, e tudo o que fosse contra ela seria derrotado. A função do soberano era servir de intermediário para que as leis da natureza fossem cumpridas.

Adam Smith, em sua visão harmônica do mundo real,acreditava que se deixasse atuar a livre concorrência, uma “mão invisível” levaria a sociedade à perfeição. Colocou que todos os agentes, em sua busca de lucrar o máximo, acabam promovendo o bem-estar de toda a comunidade. A defesa do mercado como regulador das decisões econômicas de uma nação traria muitos benefícios para a coletividade, independente da ação do Estado. É o princípio do liberalismo.

Partindo das idéias de Smith, David Ricardo pode ser considerado como outro expoente do período clássico, desenvolveu alguns modelos econômicos com grande potencial analítico.

Aprimora a tese de que todos os custos se reduzem a custos o trabalho e mostra como a acumulação do capital,acompanhada de aumentos populacionais, provoca uma elevação da renda da terra,até que os rendimentos decrescentes diminuem de tal forma os lucros que a poupança se torna nula, atingindo-se uma economia estacionária, com salários de subsistência e sem nenhum crescimento. Sua análise de distribuição do rendimento da terra foi um trabalho seminal de muitas idéias do chamado período neoclássico.

. A resposta dada por Ricardo constitui um importante item da teoria do comércio internacional, chamada de “Teoria das Vantagens Comparativas”. O comércio entre países dependeria das dotações relativas de fatores de produção. A maioria dos estudiosos considera que os estudos de Ricardo deram origem a duas correntes antagônicas: a neoclássica, pela suas abstrações simplificadoras, e a marxista, pela ênfase dada à questão distributiva e aos aspectos sociais na repartição da renda da terra

O grande nome desse período foi Alfred Marshall (1842 - 1924). Seu livro, “Princípios de Economia” .Esse período marca a formalização da análise econômica com destaque a Microeconomia. O comportamento de consumidor é analisado em profundidade. O desejo do consumidor de maximizar sua utilidade (satisfação no consumo) e o do produtor de maximizar seu lucro são a base para a elaboração de um sofisticado aparato teórico. Por meio do estudo de funções ou curvas de utilidade (que pretendem medir o grau de satisfação do consumidor) e de produção, considerando restrições de fatores e restrições orçamentárias, é possível deduzir o

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equilíbrio de mercado. Como o resultado depende basicamente dos conceitos marginais (receita marginal, custo marginal etc.), é também chama de Teoria Marginalista.

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A era denominada keynesiana iniciou-se com a publicação da Teoria geral do emprego, dos juros e da moeda, de John Maynard Keynes (1936). Para entender o impacto da obra de Keynes é preciso considerar a economia mundial da década de 30, em crise, que ficou conhecida como a Grande Depressão conforme já descrito anteriormente. A realidade dos fatos relacionados à situação conjuntural da economia dos principais países capitalistas era crítica, relacionada com o número de desempregados.

A Teoria Econômica vigente acreditava que se tratava de um problema temporário. A Teoria Geral consegue mostrar que a combinação das políticas econômicas adotadas até então não funcionava adequadamente, e aponta paras oluções que poderiam tirar o mundo da recessão.Para Keynes, como não existem forças de auto-ajustamento na economia, torna-se necessária a intervenção do Estado através de uma política de gastos públicos, o que significa o fim do laissez-faire da época clássica. É o chamado Princípio da Demanda Efetiva

Seus argumentos influenciaram muito a política econômica dos países capitalistas. De modo geral, essas políticas revelaram-se eficientes e apresentaram resultados positivos no período que seguiu à Segunda Guerra Mundial. Nos anos seguintes houve um desenvolvimento expressivo da Teoria Econômica.

Tudo que é raro em relação às necessidades individuais ou coletivas deve ser economizado. Assim, tudo aquilo que é raro é um bem econômico

MEDINDO O PRODUTO DO PAÍS

O principal objeto da macroeconomia é estudar os elementos que determinam o nível de produção, do emprego e dos preços (inflação).

Determinar o nível de produção (e, consequentemente, de emprego do fatores de produção) é o mesmo que medir o crescimento (ou decréscimo) da economia. É esse um dos grandes objetivos

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da macroeconomia. Tendo em vista que na produção global de um país entram os mais variados tipos de produtos e serviços(cimento, pão, geladeira, carnes, sapatos, bananas, televisão, milho, soja, trigo, etc.)seria muito difícil agrega-los, pois não tem sentido somar sapatos com carnes, ou milho com soja.

Para resolver esse problema de “juntar” tudo, de obter um único indicador que incluísse todos os bens e serviços, os economistas criaram o conceito de “produto”.Com o intuito de avaliar o nível de produção de um país que se calcula o “produto”, o qual pode ser avaliado sob duas óticas: o produto interno bruto e o produto nacional bruto. Ambos são representados por um único número, que procura expressar o nível de atividade econômica em todos os setores, ou seja, a produção de todos os bens e serviço de um país num determinado ano.

CONCEITOS DE RENDA (RN) E PRODUTO NACIONAL

Renda Nacional

Todos os países procuram medir o resultado de suas atividades econômicas e essa medição pode ser feita através do cálculo da renda nacional. Renda nacional é a soma das rendas ou receitas recebidas por todas as pessoas em um ano, ou seja, é a soma total dos salários, juros, lucros, aluguéis e renda da terra obtida pelos cidadãos de um país, durante o período de um ano.A renda nacional depende da maior ou menor produtividade do trabalho e da maior ou menor rentabilidade de todos os fatores da produção.

Renda Per Capita

Dividindo a renda nacional pelo número de habitantes, temos a renda per capita de um país. Renda per capita é o que cada ganharia se dividíssemos igualmente o valor da produção, em um ano, entre todas as pessoas do país. A renda per capita é um dos critérios para se avaliar o desenvolvimento econômico de um país, mas não pode ser o único. Portanto, além da renda nacional, devemos levar em conta certos dados indicativos do padrão de vida da população em geral: média de vida dos habitantes, mortalidade infantil, leitos de hospital,percentual de alfabetização, consumo de energia per capita, meios de transporte,etc. A renda per capita do Brasil é muito baixa em relação aos povos economicamente mais desenvolvidos

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Lucro

Lucro é a remuneração do empresário, representado por um ganho aleatório igual à diferença entre o preço de venda e o preço de custo dos produtos e serviços. Se não houvesse a possibilidade de lucro, o empresário não correria o risco de aplicar seu capital em determinada atividade produtiva.

Karl Marx explicou a origem do lucro através da teoria denominada “mais-valia”. Segundo a teoria, no regime capitalista, o capital tende a aumentar indefinidamente pela exploração que o sistema lhe permite exercer sobre o trabalho. Assim, o capital é formado da “mais-valia”, que consiste no seguinte: O trabalhador, em qualquer processo de produção, transforma matéria- prima em produtos, empregando determinados meios de produção. O valor do produto é formado pelo valor dos meios de produção mais o novo valor que o operário, ao trabalhar, está criando. Do trabalho, portanto, sai o único valor que se cria em cada processo de produção.

Dessa forma, o capitalista obtém os seus lucros apoderando-se de todo o trabalho que o operário continua a realizar após ter criado um valor igual ao seu salário. Chamamos de “mais- valia” ao valor suplementar que o operário produz durante todo o tempo em que continua a trabalhar depois de produzir o valor de sua força de trabalho. Hoje, o que se discute não é a existência do lucro, mas a sua apropriação. Nas economias capitalistas ele vai para os detentores do capital das empresas. Nas economias socialistas o lucro vai necessariamente para o Estado, embora uma fração possa ser deixada à disposição das empresas. Um dos aspectos interessantes é o que diz respeito à distribuição do lucro entre os empregados.

Juro

Juro é a remuneração do capital. Quando alguém recebe um empréstimo em dinheiro, deve pagar ao credor, além do “principal”, uma soma determinada para compensar o lucro que o credor deixou de ter ao emprestar o dinheiro. Podemos justificar a cobrança dos juros da seguinte forma:

Produto Nacional

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Vimos que a renda nacional é a soma das rendas ou receitas recebidas por todas as pessoas em um ano. Para alcançar determinada receita ou renda é preciso produzir. Produto nacional é precisamente a soma de todos os bens e serviços finais vendidos no período de um ano.

Exemplo: imagine uma nação que só produzisse café. Durante um anoela produz 1 milhão de sacas de café, vendidas a R$ 500,00 a saca. O valor doproduto nacional dessa nação é: 1 milhão de sacas de café x R$ 500,00 =500.000.000,00. Isto significa que o valor do produto nacional é constituído pelasoma paga aos que contribuíram para cria-lo

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