Minerais Não-Metálicos - Apostilas - Geografia, Notas de estudo de . Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
Osvaldo_86
Osvaldo_864 de Março de 2013

Minerais Não-Metálicos - Apostilas - Geografia, Notas de estudo de . Universidade Federal da Paraíba (UFPB)

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Apostilas de geografia sobre o estudo dos minerais não metálicos, definição, recursos, classificação, produção.
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MINERAIS NÃO-METALICOS

Minerais Não-Metálicos

Mineral não-metálico são minerais cuja exploração não é motivada por seu conteúdo metálico, ainda que possuam metais em sua composição. Entre os minerais não metálicos estão argilas, pedras, diversos sais, substâncias de grande utilidade industrial, como gipsita, e mesmo alguns elementos, como enxofre e carbono sob a forma de grafite. As pedras preciosas e semi-preciosas também são classificadas como minerais não metálicos. O grupo dos minérios não-metálicos também é conhecido como MRI - minerais e rochas industriais. Essa classe é muito abrangente, incluindo materiais de construção (areia, casacalho, brita e rochas ornamentais), materiais para indústria química (enxofre, fluorita e pirita), fertilizantes (NPK - nitrato, fosfato e potássio), cimento (calcário), cerâmica (argilas, feldspatos e sílica), refratários (cromita e magnesita), abrasivos (córindon, diamante e alumina), isolantes (amianto e mica), fundistes (carbonato e fluorita), pigmentos (titânio e ocre), gemas (diamante, esmeralda, água-marinha, rubi, safira e turmalina) e águas minerais.

Os recursos minerais não-metálicos, embora muito importantes para o atendimento das necessidades da população e para o comércio exterior, são pouco contemplados pelas ações governamentais e ignorados pelo público. Geralmente não-incluída no planejamento territorial, a mineração de não-metálicos no Brasil causa extensos impactos ambientais mal controlados. Propõe-se uma ação coordenada de fomento e controle patrimonial e ambiental da mineração, que só será conseguida por ação política, a qual depende da formação abrangente dos profissionais da mineração e de sua maior comunicação com a totalidade da população.Os bens minerais não-metálicos são pouco lembrados quando se fala em produção mineral no Brasil. Nenhum destes bens domina a pauta de exportação ou importação, como o ferro e o petróleo, nem tem o charme do ouro ou das pedras preciosas. Tal esquecimento não se justifica nem pelo volume ou valor de produção dos bens minerais não-metálicos, quase igual ao dos metálicos ou energéticos, nem pela importância dos não-metálicos para a economia e para o atendimento das necessidades da população.

Os bens minerais não-metálicos podem ser classificados em materiais de construção, matérias primas de fertilizantes e minerais industriais. Os materiais de construção podem ser empregados diretamente, sem industrialização, apenas com beneficiamento na mina, como os agregados para concreto (areia, cascalho, brita), ou industrializados, como calcário e argila usados em cimento, argila para cerâmica vermelha, rochas ornamentais serradas e polidas e gesso.Para estudar a produção e a comercialização dos não-metálicos são necessários números. Os mais recentes, fornecidos pela página do DNPM (Departamento Nacional da Produção Mineral), na

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World Wide Web, referem-se aos anos de 1995 (Anuário Mineral de 1996, referenciado à frente como AM96) e 1996 (Sumário Mineral de 1997, a ser mencionado como SM97), cada um deles trazendo também alguns dados de dois anos anteriores ao de referência. Os dados do Anuário Mineral, números finais – e por isto um pouco diferentes dos preliminares apresentados pelos Sumários Minerais de 1996 e 1997 –, mais completos e abrangentes, serão geralmente utilizados para os totais. Os dados mais novos (e preliminares), usados para o estudo dos diversos setores e bens minerais abrangidos pelo Sumário Mineral, os quais não são todos os tratados no Anuário Mineral. Se isto parece confuso, o leitor não deve se desesperar: é realmente confuso, e ilustra a pequena importância dada ao setor mineral e a seus órgãos de controle pelo governo federal, o que se reflete na dificuldade de se conseguir dados. Em alguns casos foram necessários cálculos para a obtenção de índices e somas não disponíveis nas fontes. Pelos cálculos e pela seleção dos dados, a responsabilidade é do autor.

Esses números, da mesma forma que todos os oriundos do DNPM, são dados oficiais. Reúnem valores da comercialização legalizada, que pagou impostos e foi devidamente contabilizada. Conforme será explicado adiante, boa parte da produção dos bens minerais não-metálicos – e a maior parte para alguns deles, como a areia para construção civil – é produzida e consumida localmente, não pagando impostos. A produção total real é certamente muito maior que a oficialmente declarada, e deve ultrapassar o valor da produção dos outros segmentos do setor mineral, metálicos, energéticos e gemas.

De uma Produção Mineral Brasileira (PMB) de US$ 13.539.402.298,00 (AM96) os bens minerais não-metálicos representavam US$ 3.846.325.933,00, pouco menos que os US$ 4.402.247.506,00 dos energéticos e os US$ 4.054.935.696,00 dos metálicos, e muito superior aos US$ 98.586.163,00 das gemas e diamantes. Destes totais já se pode apreciar a importância dos bens minerais não-metálicos e a injustiça do pouco interesse em considerá-los. Este menor interesse não se refere apenas aos não-metálicos. Toda a produção mineral é considerada no Brasil como não importante, do que resulta a não existência de uma política mineral e, conseqüentemente, desorganização da produção, aumento de importações, dificultando o atendimento do conjunto da economia. Embora a PMB, que expressa o valor dos bens minerais produzidos, seja relativamente pequena (aproximadamente 2% do PIB), o valor das atividades econômicas que dependem dos minerais é de aproximadamente um terço do PIB. A alteração na produção mineral tem conseqüências diretas em grandes parcelas da economia.

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