Modelo Psicanalitico - Apostilas - Medicina, Notas de estudo de Medicina. Centro Universitário do Pará (CESUPA)
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Neymar28 de Fevereiro de 2013

Modelo Psicanalitico - Apostilas - Medicina, Notas de estudo de Medicina. Centro Universitário do Pará (CESUPA)

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Apostilas sobre os tipos de modelos psicoanalíticos, modelo interpessoal, social, existencial, da terapia de apoio, médico,
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MODELO PSICANALÍTICO

A psicanálise refere-se à forma de psicoterapia baseada nas teorias oriundas do trabalho de Sigmund Freud, psicanálise é, assim, um termo mais específico, sendo uma entre muitas outras formas de psicoterapia.

O modelo psicanalítico da mente considera que a atividade mental é baseada no papel central do inconsciente dinâmico. O contato com a realidade teórica da psicanálise põe em evidência uma multiplicidade de abordagens, com diferentes níveis de abstração, conceituações conflitantes e linguagens distintas. Mas isso deve ser entendido em um contexto histórico cultural e em relação as próprias características do modelo psicanalítico da mente.

MODELO INTERPESSOAL

A Teoria do Relacionamento Interpessoal em Enfermagem (Peplau, 1993) descreve relações entre a enfermagem e o paciente. Neste estudo objetivou-se analisar a adequação desta teoria para aplicação em grupos conduzidos por enfermeira. Estudo analítico apoiado em modelo de análise de teorias de enfermagem. A psicoterapia interpessoal é um tratamento por tempo limitado, desenvolvido para tratar a depressão e que ainda não foi estudado no tratamento de episódios depressivos em pacientes com esquizofrenia. Estes pacientes estão freqüentemente submetidos a disputas interpessoais, perdas, transições de papéis e déficits nas relações interpessoais, o que está associado ao surgimento de episódios depressivos. Os autores propõem o uso da psicoterapia interpessoal, com adaptações, como adjuvante no tratamento da depressão em pacientes com diagnóstico de esquizofrenia, a partir do estudo de três casos clínicos.

MODELO SOCIAL

O modelo social da deficiência estruturou-se em oposição ao modelo médico da deficiência, que reconhece na lesão, na doença ou na limitação física a causa primeira da desigualdade social e das desvantagens vivenciadas pelos deficientes, ignorando o papel das estruturas sociais para a sua opressão e marginalização. Entre o modelo social e o modelo médico há diferença na lógica de causalidade da deficiência. Para o modelo social, a sua causa está na estrutura social. Para o modelo médico, no indivíduo. Em síntese, a ideia básica do modelo social é que a deficiência não deve ser entendida como um problema individual, mas uma questão da vida em sociedade, o que transfere a responsabilidade pelas desvantagens das limitações corporais do indivíduo para a incapacidade da sociedade em prever e se ajustar à diversidade.

A compreensão mais aprofundada sobre o tema poderá auxiliar para a inserção familiar, laboral e social do deficiente e melhorar sua qualidade de vida, o que justifica a realização de estudos nessa área.

MODELO EXISTENCIAL

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Partindo da analítica existencial do filósofo Martin Heidegger, propõe que o conhecimento é um correlato ontológico do modo de ser humano e que a tradição científica comete um erro ontológico quando, por meio de uma suposta assepsia metodológica, separa o conhecedor do conhecido. Sendo assim, argumenta-se que qualquer empreendimento científico está vinculado às características do ser humano, que qualquer que seja o foco de uma investigação científica, este já estará sempre submetido às possibilidades perspectivas humanas. Portanto, a objetividade que a tradição científica preconiza, de modo algum se realiza. Propõe-se também que a psicologia não necessita adotar o modelo naturalista tradicional, a fim de adquirir credibilidade científica.

A abordagem fenomenológico-existencial mostra que qualquer procedimento científico está vinculado ao modo de ser do homem e as ciências naturais não realizam a desejada assepsia metodológica.

MODELO DA TERAPIA DE APOIO

A psicoterapia de apoio é das mais frequentes e também das menos elaboradas das psicoterapias existentes. Pode ser utilizada isoladamente, constituindo o tratamento essencial ou o único praticável; e pode também ser o ponto de partida para uma psicoterapia de maior profundidade.

Esta orienta-se para mudanças de comportamento e alívio de sintomas, mas não para mudanças de personalidade nem para conflitos inconscientes.

Tenta-se fazer uma elucidação do mundo, de si e das suas vivências à luz da incapacidade que traz a pessoa até ao terapeuta.

"Trabalha" fundamentalmente o reforço dos mecanismos de defesa, sendo útil que as pessoas mantenham o recalcamento e estabelece-se num registo do consciente e do que está perto do consciente. "Trabalhar" o inconsciente só vai trazer mais ansiedade e angústia ao sujeito.

MODELO MÉDICO

O Modelo Médico (ou Individual) vê as pessoas com deficiência pessoas que têm problemas físicos que precisam ser curados. Isto impele as pessoas com deficiência para o papel passivo de pacientes. O objetivo dessa abordagem é “normalizar” as pessoas com deficiência, o que naturalmente implica que sejam, de um modo ou de outro, anormais. A questão da deficiência fica limitada à problemática individual: é a pessoa com deficiência que precisa ser mudada, não a sociedade ou o ambiente à sua volta.

De acordo com o modelo médico, as pessoas com deficiência precisam de serviços especiais, tais como sistemas de transporte especial e assistência social. É para isso que existem instituições especiais, por exemplo, hospitais, escolas especiais ou empregos protegidos onde profissionais

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como assistentes sociais, profissionais da saúde, terapeutas, professores de educação especial decidem e oferecem tratamento especial, educação especial e ocupações especiais.

O PAPEL DA ENFERMAGEM NA SAÚDE MENTAL

A Reforma Psiquiátrica pressupõe um novo desenho de objeto e instrumentos de trabalho, que são ainda pouco visíveis na prática dos enfermeiros, e a possibilidade de se alcançar a condição de sujeito-cidadão para o portador de sofrimento mental – modo de ser e finalidade do trabalho – que está diretamente relacionada à consciência de sujeito-cidadão do trabalhador de enfermagem.

A enfermagem é, prática historicamente estruturada, ou seja, existe ao longo da história da humanidade, porém constituída por diferentes maneiras de cuidar que, por sua vez, são determinadas pelas relações sociais de cada momento histórico. Atualmente, o trabalho de enfermagem é integrante do trabalho coletivo em saúde, é especializado, dividido e hierarquizado entre auxiliares, técnicos e enfermeiros de acordo com a complexidade de concepção e execução. A enfermagem, embora detenha autonomia relativa em relação aos demais profissionais, subordina-se ao gerenciamento do ato assistencial em saúde executado pelos médicos.

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