Mudança na Taxa De Cambio - Resumo - Economia, Notas de estudo de Economia. Universidade de São Paulo (USP)
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Oscar_S26 de Fevereiro de 2013

Mudança na Taxa De Cambio - Resumo - Economia, Notas de estudo de Economia. Universidade de São Paulo (USP)

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Mudança na taxa de cambio. Opções de investimento para o investidor que disponha de capital. Dois tipos de aplicações: poupança e CDB.
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Financiar ou Comprar a Vista

Introdução

Tendo em vista que todo o capital parado e não investido gera um custo de oportunidade perdido, elaboramos o presente trabalho. O objetivo do mesmo é mostrar algumas das opções de investimento disponíveis no mercado para o investidor que disponha de capital. Abordaremos ainda a relação entre as aplicações financeiras e financiamento na compra de automóveis e alguns tipos de financiamento existentes.

Com base neste objetivo, formulamos o conteúdo a seguir.

Justificativa

As razões que nos levaram a abordar tal assunto surgiram da necessidade de conhecimento para aplicação do capital, visando maior rentabilidade. Dentre as tantas opções de aplicações financeiras oferecidas no mercado, optamos por desenvolver o conteúdo do trabalho em cima de Poupança e CDC (Pré e Pós-fixado). Procuramos analisar dentre elas, qual a mais rentável e a partir do capital investido, qual a opção mais vantajosa na compra de um veiculo. Tomando como base os juros de financiamento de veículos e os juros recebidos em aplicações financeiras, constatamos o que segue a seguir.

Desenvolvimento

Sabemos que existem diversos tipos de investimentos disponíveis. Ao utilizarmos uma aplicação financeira, seja ela, poupança, renda fixa, títulos do governo entre outras, para aplicarmos qualquer capital em qualquer investimento recebemos uma remuneração que pode ser maior ou menor, dependendo do tipo de investimento feito. Assim sendo, toda e qualquer pessoa/empresa que possua algum capital, jamais poderá ou deverá permitir que o mesmo fique parado, pois tal ação geraria um custo de oportunidade perdido. O capital parado e não aplicado, perde o que poderia estar ganhando sob a remuneração dos juros. Dentre os diversos tipos de aplicações financeiras disponíveis no mercado podemos citar: Poupança, CDB (Certificado de Deposito Bancário), LCI (Letras de Credito Imobiliário), Fundos de Investimento e Tesouro Direto.

Neste trabalho, iremos explorar somente dois tipos de aplicações as quais possuem baixo nível de risco: a poupança e o CDB.

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Sabemos que a poupança é o tipo de aplicação mais comum e utilizada. É mais facilmente compreendida por todas as classes sociais além de ser garantida pelo governo como Fundo Garantidor de Crédito no limite de até R$ 60 mil, ou seja, se o banco quebrar, você tem garantidos R$ 60 mil, esse dinheiro não entra na conta da falência do banco; é regulada pelo Banco Central, não há tributação, não existem diferenças nas rentabilidades de banco para banco e possui um longo histórico de existência. A poupança apresenta uma rentabilidade padrão para todos os bancos, a qual hoje é TR + 0,6% de juros ao mês, sem dedução de IR, ou seja, como não há incidência de impostos a rentabilidade é liquida.

Segundo MASSERA, Bruno “a poupança e a melhor opção para que possui menos de R$ 500,00. A partir deste valor, o aplicador já pode começar a migrar para fundos de renda fixa ou CDBs. Aplicar em fundos de renda fixa com menos de R$ 1.000,00 geralmente acarretam em perda para o cliente em virtude das altas taxas de administração cobradas pelas instituições financeiras alem da tributação de pelo menos 15% ”.

Na poupança, o investidor pode fazer o resgate a qualquer momento, porem é ideal que se espere passar a data de aniversário para que não se perca a rentabilidade do mês. Para investir na poupança, ao contrario do CDB, não é exigida nenhuma aplicação mínima, ou seja, pode-se iniciar o investimento com o valor que o investidor possuir no momento.

As poupanças são ideais para a construção de reservas de emergência, além disso, alguns bancos permitem o investimento automático do salário na conta poupança, ou seja, assim que o salário entra na conta, o banco transfere automaticamente para a poupança. Nota-se então que a poupança é uma boa opção para não deixar o dinheiro totalmente parado na conta-corrente e assim render alguns reais como reservas para investimentos de curto prazo, ademais pode ser uma opção de transição para investimentos maiores, ou seja, o investidor deixa acumular uma certa quantia na poupança e após algum tempo pode investir numa aplicação mais rentável, que exija uma aplicação inicial mínima, como no caso dos CDBs.

E afinal, o que é CDB? O significado da sigla é Certificado de Deposito Bancário. Nos CDBs, o investidor empresta o dinheiro ao banco que o remunerará de forma pré-fixada, aonde a taxa é combinada no inicio da operação, ou de forma pós-fixada, que é geralmente atrelada ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário).

O CDI é um indicador que sinaliza o custo real do dinheiro no mercado interbancário. Normalmente é bem próximo a SELIC, que é a taxa de juros definida pelo Governo, para negociações entre governos e bancos.

Assim sendo, no CDB pós-fixado, o banco devolve ao investidor ao final do período acordado o dinheiro investido mais os juros, os quais renderam de acordo com o CDI.

Assim como na poupança, o CDB também é garantido pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), por isso dizemos que estes investimentos são de nível mais baixo de risco, pois se o banco quebrar/falir ou algo do gênero e você tiver menos que R$ 60 mil aplicados o FGC cobre suas

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perdas. Desta maneira, se o investidor desejar investir mais de R$ 60 mil em CDBs ele tem a vantagem de poder investir dividindo entre varias instituições bancarias, podendo usufruir do FGC no total do seu investimento. Para que o investidor decida se deve ou não investir em CDB, algumas coisas devem ser levadas em consideração:

• A taxa SELIC : como acima mencionando, o CDI esta normalmente próximo a taxa SELIC, ou seja, quando a mesma está baixa, os rendimentos do CDB passam a ser baixos, podendo as vezes ser menor do que os rendimentos da poupança;

• Tempo de permanência da aplicação: quanto mais tempo você deixar o seu dinheiro aplicado, mais baixa será a alíquota de imposto. Se o investidor aplicar o dinheiro e precisar resgatar o mesmo antes de completar os primeiros seis meses, a alíquota cobrada será a mais alta possível, o que tornará o CDB menos rentável que a poupança;

• O montante a ser aplicado: quanto maior o montante, maior será a rentabilização conseguida no CDB DI. Conforme dito anteriormente, a aplicação do CDB pós-fixado será rentabilizada de acordo com o CDI. Neste caso o montante investido influencia o indexador (70%, 80%, 90%, etc) com relação ao CDI. Quanto maior a relação, melhor.

• A rentabilização do CDB pós-fixado é diária e não mensal como a poupança.

Sabendo que quanto maior o tempo de aplicação menor a alíquota de imposto, vejamos abaixo a tabela de dedução do imposto de renda:

• Tempo de permanência de até 180 dias – alíquota de 22,5%;

• Tempo de permanência de 181 dias até 360 – alíquota de 20,0%;

• Tempo de permanência de 361 dias até 720 – alíquota de 17,5%;

• Tempo de permanência de mais de 720 dias – alíquota de 15,0%.

De acordo com a tabela acima, observa-se que o investidor deve deixar o seu montante aplicado por mais de 720 dias, no mínimo 2 anos, obtendo assim a menor alíquota possível de IR.

Já nos casos de CDI com renda pré-fixados, é ideal que o valor seja resgatado somente na data do vencimento, pois caso o resgate ocorra antes da data, os juros serão corrigidos levando em conta a inflação no momento, o que acarretará na perda de uma parte do investimento.

Vejamos a seguir um exemplo do que os bancos estão oferecendo aos investidores que desejam aplicar o seu montante em poupança e CDB. Neste caso, citaremos o Banco do Brasil como exemplo.

Banco do Brasil (Poupança)

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Rendimentos com base na TR acrescidos de juros mensais e facilidade para movimentar o investimento pelos diversos canais de atendimento do banco. Vejamos abaixo a tabela de rentabilidade da poupança do Banco do Brasil no mês de Maio deste ano.

Dia Índice %

1 0,5371

2 0,5158

3 0,5483

4 0,5934

5 0,5626

6 0,5887

7 0,5828

8 0,5612

9 0,5365

10 0,5603

11 0,6036

12 0,5631

13 0,5771

14 0,5851

15 0,5681

16 0,5395

17 0,5635

18 0,5927

19 0,5693

20 0,5765

21 0,5890

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22 0,5890

23 0,5890

24 0,6122

25 0,6491

26 0,6307

27 0,6448

28 0,6354

* Índice composto de TR + 0,5% de juros

Poupança Ouro: o investidor define o dia do mês, o valor e por quanto tempo quer investir, e o Banco do Brasil faz a transferência automática dos valores da sua conta corrente para a poupança. O investimento gera pontos no programa especifico do banco alem da facilidade de movimentação pelos diversos canais de atendimento do mesmo. Para cobrir eventual saldo devedor em conta corrente, o investidor pode autorizar o Resgate Automático da aplicação. Isenção de IR. Aplicação e resgate de qualquer valor.

Banco do Brasil CDB (DI)

Investimento que oferece maior rentabilidade conforme o tempo em que seu montante permanecer aplicado, ou seja, de acordo com o tempo investido, o investidor receberá um percentual fixo do CDI. Quanto mais tempo deixar o dinheiro aplicado, maior será a sua taxa de remuneração. O risco do investimento é muito baixo. Além disso, quanto maior a quantia aplicada, melhor será a sua rentabilidade, pois o Banco do Brasil considera o volume e o tempo que os recursos permanecerem aplicados nesta modalidade para concessão de taxas diferenciadas. O credito é feito no momento da solicitação de resgate, que é quando será efetuado o pagamento do IR, ou no vencimento (5 anos). Este tipo de investimento também gera pontos no programa específico do banco. A aplicação mínima é de R$ 500,00 e o resgate é efetuado em parcela de R$ 500,00, com os respectivos rendimentos. No caso do IR, o mesmo é cobrado de acordo com a tabela de dedução do imposto de renda já mencionada anteriormente. Lembrando que quanto mais tempo os valores permanecerem aplicados, menor será a alíquota de imposto cobrado. Os valores resgatados não estão sujeitos à incidência de IOF.

Abaixo podemos observar a tabela detalhada do CDB DI do Banco do Brasil:

% do CDI Fev. 2011 Mar. 2011 Acumul. 2011 Acumul. 12 meses

82,0% 0,69 0,75 2,17 8,48

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83,0% 0,70 0,76 2,19 8,58

88,0% 0,74 0,81 2,33 9,12

92,0% 0,78 0,85 2,43 9,55

95,0% 0,80 0,87 2,51 9,88

97,5% 0,82 0,90 2,58 10,15

Permite adesão ao resgate automático

Banco do Brasil CDB (Pré)

Neste caso a remuneração é fixada no momento da aplicação. Além disso, o investidor tem a vantagem de negociar em sua agência a taxa e o prazo, que pode ser de 30 a 360 dias. Essa modalidade é indicada para quem deseja manter o valor investido até o vencimento. O risco do investimento é muito baixo. O Imposto de Renda é pago apenas no vencimento, sendo este também cobrado de acordo com a tabela de dedução do IR. A aplicação mínima é de R$ 500,00 e o resgate poderá ser efetuado somente no vencimento. Da mesma maneira do CDB (DI) os valores resgatados não estão sujeitos à incidência de IOF.

Observe abaixo a tabela de Rentabilidade de CDB Pré do Banco do Brasil:

Fev.

2011 Mar.

2011 Acumul.

2011 Acumul.

12 meses

0,68 0,68 2,09 7,96

Como podemos observar o ideal para o investidor que opta por estes dois tipos de aplicação (Poupança e CDB) é aplicar certa quantia em CDB e outra na poupança. A quantia aplicada no CDB é aquela que ele poderá deixar aplicada por um prazo maior para aproveitar a alíquota

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regressiva do IR. Já na poupança, o investidor pode aplicar outra quantia para garantir liquidez em caso de emergência.

Agora, vejamos o caso da compra de um veículo. Quais as opções de financiamento oferecidas pelos bancos?

Através de consultas feitas em revendedoras e montadoras de veículos observamos que o financiamento para compra de carros podem ser realizados em três modalidades: Consórcio, Crédito Direto ao Consumidor (CDC) e Leasing.

No consórcio o consumidor faz parte de um grupo formado por outros compradores, organizado por uma empresa de consórcio. O cliente paga as prestações, mas só recebe o veículo quando é sorteado (uma vez por mês é contemplada uma pessoa).

Nessa situação, diferentemente do CDC e do leasing, as prestações sofrem alterações, ao longo do pagamento, de acordo com a valorização do automóvel que será adquirido.

Os contratos de consórcio podem ser de dois, três ou cinco anos. É cobrada uma taxa de administração, referente aos serviços prestados pela empresa. Essa taxa, que é cobrada mensalmente, varia de acordo com a empresa.

Na modalidade CDC o consumidor realiza um empréstimo em um banco para comprar o carro. O veículo fica de posse do comprador, mas não pode ser negociado (está alienado ao banco) até que sejam pagas todas as prestações.

A pessoa pode fazer o contato diretamente com o banco, sem intermediação da loja vendedora do automóvel (concessionária).

Dessa forma, pode negociar as taxas de juros que serão pagas. Elas são fixadas no início do contrato e não sofrem alterações durante o pagamento das prestações.

Já no Leasing, quem compra o carro é a chamada empresa de leasing (um banco que trabalha com este tipo de serviço), que aluga o veículo ao consumidor.

Assim, o cliente paga pelo aluguel do carro, que fica no nome da empresa de leasing até o término das prestações, quando sem ter de pagar mais nenhuma prestação, o consumidor passa a ser o dono do carro. Da mesma forma que o CDC, no leasing o contato com o banco também pode ser feito sem intermediação da concessionária, possibilitando assim a negociação das taxas de juros que são fixadas no inicio do contrato e não alteram ao longo do período de pagamento.

Observe que tanto no CDC quanto no Leasing às taxas de juros são fixadas no inicio, na realização do contrato não sofrendo alterações durante o período de pagamento. É importante observar que quando o consumidor opta por CDC é cobrada uma taxa de imposto por operação financeira (IOF), já o leasing é isento de IOF.

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Abaixo é possível observar as principais diferenças entre Leasing e CDC:

Leasing

O carro fica em nome do banco, sendo o futuro proprietário um arrendatário;

Não há contratos com prazos inferiores a 24 meses;

O contrato só pode ser quitado antecipadamente (se for o caso) depois de três meses ou de quitados 30% do valor do carro;

Para quitação entre três e 24 meses é preciso indicar um terceiro para transferência (o carro não pode ficar em nome do arrendatário);

Somente a partir de 24 meses o contrato pode ser quitado antecipadamente e o carro transferido para o arrendatário;

Em todos os casos de quitação antecipada há multa de rescisão de contrato, que varia de 3% a 5%;

Como o ganho dos agentes financeiros costuma ser maior no leasing, é comum a indução a esse tipo de linha de crédito.

CDC

O carro fica em nome do proprietário, alienado à instituição financeira;

Há contratos para todos os prazos e o veículo pode ser quitado em qualquer época;

Recentemente, alguns bancos começam a cobrar multa por rescisão de contrato, em torno de 5% do saldo devedor ou R$ 400 (valor mínimo);

Ao valor da taxa de juros, incide imposto (IOF).

Para melhor ilustrar a diferença entre as duas opções de financiamento, citamos abaixo um comparativo retirado do site VRUM :

Veículo Preço* (R$) Modalidade Prazo Juros Entrada (R$) Parcelas Preço Final (R$)

Fiat Uno 20.990 Leasing 60 m 1,76% 0% 575 34.500

Fiat Uno 20.990 CDC 60 m 1,83% 0% 593 35.580

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Ford Ka 19.990 Leasing 60 m 1,65% 0% 527,93 31.675,80

Ford Ka 19.990 CDC 60 m 2,08% 0% 587,50 35.250

(*) Valor médio cobrado pelas revendas de Belo Horizonte para o carro básico

O cálculo do Uno foi para financiamento pelo Banco HSBC e o do Ka, pelo Real. As taxas são mais altas para o CDC porque é preciso acrescentar o IOF. Mas há casos em que a diferença entre as prestações nas duas linhas de crédito é bem menor do que nos exemplos cedidos por agentes financeiros.

Para simplificarmos, apesar de as parcelas serem um pouco mais altas optando por CDC, podemos dizer que o consumidor que compra o carro com a intenção de quitá-lo antes do prazo de financiamento tem essa como melhor opção, pois o mesmo permite que o consumidor obtenha desconto nas parcelas e o veiculo sai no seu nome vinculado ao banco, ou seja, a transferência para o seu nome é imediata e sem custos. No caso do leasing, o consumidor não tem desconto nenhum se antecipar o pagamento além de ter que pagar uma taxa de transferência para passar o carro para o seu nome, já que o carro sai em nome do banco.

Dito isto, quais os pontos a serem avaliados na tomada de decisão entre compra e financiamento de um veiculo? O que é melhor, comprar a vista ou financiar?

Em primeiro lugar, precisamos observar a taxa de juros cobrada no financiamento do veículo e a taxa de juros que o investidor está recebendo pelo montante investido em uma aplicação, se houver.

Pela lógica de raciocínio, sabemos que se os juros do financiamento estiverem mais altos do que os juros recebidos nas aplicações, o ideal seria que o investidor efetuasse o pagamento do veículo a vista o que o isentaria dos juros do financiamento.

Como observamos ao longo deste trabalho, para a retirada deste montante, o ideal seria que o mesmo estivesse aplicado na poupança, pois não haveria a taxa de IR e ele poderia efetuar o resgate a qualquer momento, de acordo com a sua necessidade.

Caso este montante estivesse aplicado no CDC, o ideal é que já estivesse lá a mais de 720 dias, pois dessa forma pagaria a menor alíquota possível, de 15%.

A seguir, veremos um exemplo de compra de veiculo financiado, o qual a meu ver foi um bom negócio, veja a explicação a seguir:

No ano passado, meu marido necessitou trocar de carro. O carro que ele tinha valia R$ 21.500,00 e o valor do veiculo 0KM que ele queria adquirir era de R$ 36.500,00. Na época (2010)

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as concessionárias estavam precisando desovar os carros da linha 2010 pois já começavam a receber a linha 2011. Além disso, o governo estava incentivando o financiamento de veículos com IPI reduzido. Então, a condição oferecida pela montadora Peugeot foi as seguinte:

• Mínimo de 50% de entrada

• Saldo em ate 24x fixas em Março de 2010

• Juros de 0,49%

• Tarifa de cadastramento: R$ 890,00

Diante desta proposta, ele observou que os juros do financiamento estavam menores do que o juros que ele estava recebendo de rendimento em seu CDB pós fixado com 100% do CDI. Porem, não queria assumir parcelas fixas muito altas, pois pesaria no seu orçamento mensal. Assim sendo, deu o veiculo dele que custava R$ 21.500,00 + R$ 7.500,00 os quais estavam aplicados na poupança. No momento da compra foram oferecidas duas opções: Leasing (LSG) e CDC, sendo que no LSG não havia incidência de IOF enquanto que na operação em CDC a taxa era de 1,5% mais 0,38%. Desta maneira, a melhor opção era o leasing, onde ele ficaria isento do IOF. Portanto, o valor da entrada que ele deu foi de R$ 29.000,00 (a entrada foi maior do que os 50% pois desta maneira as parcelas mensais fixas seriam menores). O restante faltante foi financiado em 24x de R$ 392,00. A meu ver foi um excelente negócio, pois o valor total pago pelo carro financiado foi de R$ 38.408,00 sendo que a vista o valor era de R$ 36.500,00 ou seja, pagou uma diferença de R$ 1.908,00 sendo que R$ 890,00 era a taxa de cadastramento, então de juros foram pagos somente R$ 1.018,00. Acredito que tenha valido a pena, pois ele pôde continuar com o montante que tinha aplicado no CDC, sem perder o rendimento dos juros os quais estavam mais elevados. Além disso, se ele fosse resgatar perderia no pagamento da alíquota.

Considerando que as taxas de juros e condições oferecidas no financiamento acima não são tão comuns e praticadas (acontecem geralmente quando o mercado esta aquecido ou as revendedoras necessitam desovar veículos), citamos abaixo um exemplo de financiamento em maio de 2011 de acordo com pesquisas feitas em algumas revendedoras de veículos na cidade de Salvador/BA. As consultas foram baseadas no novo Fiat Uno, e a melhor condição oferecida foi a seguinte:

• Valor do carro a vista: R$ 25.990,00

• Parcelado em 60 meses: prestações fixas de R$ 699,00 (juros de 1,69%)

OU

• 50% de entrada com juros de 1,30% em 60 meses

• Opções de financiamento: Leasing ou CDC

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Nota-se que neste caso, o financiamento do veículo já não vale a pena, pois o valor total do mesmo no final do pagamento seria de R$ 41.940,00, ou seja, estariam sendo pagos R$ 15.950,00 a mais no veículo pelos juros aplicados.

Logo, visto que as taxas de juros para financiamento de veículos são normalmente muito elevadas, o consumidor que dispor de um montante aplicado deve optar por resgatá-lo e efetuar o pagamento do veiculo a vista, já que os juros que ele estaria recebendo na aplicação seriam menores do que os cobrados no financiamento do veiculo.

Conclusão

Levando em consideração o que foi abordado conclui-se que, todo e qualquer capital deve ser aplicado, para que não perca a remuneração dos juros. Quanto maior o capital investido e mais longo o prazo de aplicação maior o lucro obtido. É importante lembrar que antes de aplicar um capital, devemos avaliar por quanto tempo o deixaremos aplicados, pois caso haja a necessidade de resgate alguns tipos de aplicações tornam-se inviáveis, devido à cobrança de altas alíquotas, resultando na perda do lucro obtido. Por outro lado, na aquisição de um automóvel, se o consumidor dispuser do montante necessário para efetuar o pagamento do veiculo a vista, é melhor fazer o resgate do mesmo, pois como observamos, as taxas de juros no financiamento de veículos são normalmente mais elevadas do que as taxas de juros recebidas nas aplicações. Assim sendo, devemos estar atentos sempre aos juros, tanto para os nossos rendimentos quanto para os pagamentos realizados, quanto menor os juros pagos e maiores os juros recebidos, maior o lucro.

Referências bibliográficas

MASSERA, Bruno. Disponível em: Acesso em: 20 de maio 2011.

< http://www.artigonal.com/financas-artigos/hora-de-investir-poupanca-ou-cdb-2902955.html> Acesso em: 17 maio 2011.

Acesso em: 22 maio 2011.

ZENTGRAF, Roberto. Matemática financeira objetiva. Rio de Janeiro: Zentgraf Consultoria e Treinamento, 1997.

Apostila Matemática Financeira Pós-Graduação em ADM – FGV.

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