O espiritismo (1), Notas de aula de Cultura. Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio)
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anablue130 de Abril de 2016

O espiritismo (1), Notas de aula de Cultura. Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio)

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O espiritismo
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Ana Caroline Valadares de Azevedo Luiza Soares

Resumo da Pesquisa e Seminário sobre O Espiritismo - Segundo Allan Kardec

O Humano e o Fenômeno Religioso

Rio de Janeiro 2015

Alunas: Ana Caroline Valadares de Azevedo Luiza Soares

Resumo do trabalho O Espiritismo - Segundo Allan Kardec

A História do Espiritismo

No século 19, um fenômeno agitou a Europa: as mesas girantes. Nos salões elegantes, após os saraus, as mesas eram alvo de curiosidade e de extensas reportagens, pois moviam-se, erguiam-se no ar e respondiam a questões mediante batidas no chão (tiptologia). O fenômeno chamou a atenção de um pesquisador sério, discípulo do célebre Johann Pestalozzi: Hippolyte Leon Denizard Rivail (Lyon, 3 de outubro de 1804 — Paris, 31 de março de 1869).

Rivail, pedagogo francês, tradutor francês, autor de livros didáticos e adepto de rigoroso método de investigação científica não aceitou de imediato os fenômenos das mesas girantes, mas estudou-os atentamente, observou que uma força inteligente as movia e investigou a natureza dessa força, que se identificou como os “Espíritos dos homens” que haviam morrido. Rivail fez centenas de perguntas aos Espíritos, analisou as respostas, comparou-as e codificou-as, tudo submetendo ao crivo da razão, não aceitando e não divulgando nada que não passasse por esse crivo. Assim nasceu O Livro dos Espíritos. O professor Rivail imortalizou-se adotando o pseudônimo de Allan Kardec*. Notabilizou-se como o codificador do Espiritismo (neologismo por ele criado), também denominado de Doutrina Espírita. Foi um dos pioneiros na pesquisa científica sobre fenômenos paranormais (mais notoriamente a mediunidade), assuntos que antes costumavam ser considerados inadequados para uma investigação do tipo.

*Adotou o seu pseudônimo para uma diferenciação da Codificação Espírita em relação aos seus anteriores trabalhos pedagógicos.

O que é o Espiritismo?

É o conjunto de princípios e leis, revelados pelos Espíritos Superiores, contidos nas obras de Allan Kardec, que constituem a Codificação Espírita: O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese.

"O Espiritismo é a nova ciência que vem revelaraos homens, por provas irrecusáveis, a existência e a natureza do mundo espiritual, e suas relações com o mundo corporal; ele no-lo mostra, não mais como uma coisa sobrenatural, mas, ao contrário, como uma das forças vivas e incessantemente ativas da Natureza (...)". (Allan Kardec, O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap.I)

"O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal". Allan Kardec (O que é o Espiritismo – Preâmbulo)

As verdades da Doutrina Espírita se fundamentam em bases filosóficas, são demonstradas de forma científica e se desdobram em conseqüências religiosas.

O Espiritismo é o Consolador prometido por Jesus, que veio, no devido tempo, recordar e complementar o que Ele ensinou, "restabelecendo todas as coisas no seu verdadeiro sentido", trazendo, assim, à Humanidade, as bases reais para sua espiritualização. É de grande relevância recordar que Jesus, em sua primeira e única encarnação na Terra, despediu-se dos discípulos com um discurso. Assim, o Mestre – o espírito mais perfeito que já passou pela Terra, o Governador Espiritual, o único Guia e Modelo – afirmou: "Se vós me amais, guardai meus mandamentos; e eu pedirei a meu Pai e ele vos enviará outro Consolador, a fim de que fique eternamente convosco: - O Espírito de Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê e não o conhece. Mas, quanto a vós, conhecê-lo-eis porque permanecerá convosco e estará em vós. -Porém, o Consolador, que é o Santo Espírito, que meu Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará recordar tudo o que vos tenho dito." (João, cap. XIV, v. 15 a 17 e 26).

"O Espiritismo realiza o que Jesus disse do Consolador prometido: conhecimento das coisas, fazendo que o homem saiba de onde vem, para onde vai e por que está na Terra; chama para os verdadeiros princípios da Lei de Deus e consola pela fé e pela esperança". Allan Kardec (O Evangelho segundo o Espiritismo – cap. VI)

O que revela?

Revela novos conceitos e aprofunda os já existentes a respeito de Deus, do Universo, dos homens, dos Espíritos e das Leis que regem a vida. Revela, ainda, o que somos, de onde viemos, para onde vamos, qual o objetivo da existência terrena e qual a razão da dor e do sofrimento.

Qual a sua abrangência?

Trazendo conceitos novos sobre o homem e tudo o que o cerca, o Espiritismo toca em todas as áreas do conhecimento das atividades, e do comportamento humano. Pode e deve ser estudado, analisado e praticado em todos os aspectos fundamentais da vida, tais como: científico, filosófico, religioso, ético, moral, educacional e social.

Princípios da Doutrina Espírita (pontos fundamentais):

DEUS: O Pai Criador, a Inteligência Suprema, a Causa Primeira de Todas as Coisas.

JESUS: O Guia e Modelo, O Amado Mestre, O Espírito Mais Perfeito que já passou pela Terra, o Governador Espiritual do Planto Terrestre.

KARDEC: A Base Fundamental.

Deusé a inteligência suprema e causa primária de todas as coisas. É eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom.

O Universo é criação de Deus. Abrange todos os seres racionais e irracionais, animados e inanimados, materiais e imateriais.

Além do mundo corporal, habitação dos Espíritos encarnados (Homens), existe o mundo espiritual, habitação dos Espíritos desencarnados.

No Universo há outros mundos habitados, com seres de diferentes graus de evolução: iguais, mais evoluídos e menos evoluídos que os homens.

Todas as leis da Natureza são leis divinas, pois que Deus é o seu autor. Abrangem tanto as leis físicas como as leis morais.

O homem é um Espírito encarnado em um corpo material. O perispírito é o corpo semi-material que une o Espírito ao corpo material.

Os Espíritos são os seres inteligentes da criação. Constituem o mundo dos Espíritos, que preexiste e sobrevive a tudo.

Os Espíritos são criados simples e ignorantes, evoluem intelectual e moralmente, passando de uma ordem inferior para outra mais elevada, até a perfeição, onde gozam de inalterável felicidade.

Os Espíritos preservam sua individualidade, antes, durante e depois de cada encarnação.

Os Espíritos reencarnam tantas vezes quantas forem necessárias ao seu próprio aprimoramento.

Os Espíritos evoluem sempre. Em suas múltiplas existências corpóreas podem estacionar, mas nunca regridem. A rapidez do seu progresso, intelectual e moral, depende dos esforços que faça para chegar à perfeição

Os Espíritos pertencem a diferentes ordens, conforme o grau de perfeição a que tenham alcançado: Espíritos Puros, que atingiram a perfeição máxima; Bons Espíritos, nos quais o desejo do bem é o que predomina; Espíritos imperfeitos, caracterizados pela ignorância, pelo desejo do mal e pelas paixões inferiores.

As relações dos Espíritos com os homens são constantes, e sempre existiram. Os bons Espíritos nos atraem para o bem, nos sustentam nas provas da vida e nos ajudam a suportá-las com coragem e resignação. Os imperfeitos nos induzem ao erro.

Jesus é o guia e modelo para toda a Humanidade, e a Doutrina que ensinou e exemplificou é a expressão mais pura da Lei de Deus.

A moral do Cristo, contida no Evangelho, é o roteiro para a evolução segura de todos os homens, e a sua prática é a solução para todos os problemas humanos e o objetivo a ser atingido pela Humanidade.

O homem tem o livre-arbítrio para agir, mas responde pelas conseqüências de suas ações.

A vida futura reserva aos homens penas e gozos compatíveis com o procedimento de respeito ou não à Lei de Deus.

A prece é um ato de adoração a Deus. Está na lei natural, e é o resultado de um sentimento inato do homem, assim como é inata a idéia da existência do Criador.

A prece torna melhor o homem. Aquele que ora com fervor e confiança se faz mais forte contra as tentações do mal e Deus lhe envia bons Espíritos para assisti-lo. É este um socorro que jamais se lhe recusa, quando pedido com sinceridade.

Prática Espírita

1. Toda a prática espírita é gratuita, dentro do princípio do Evangelho: "Dai de graça o que de graça recebestes". Assim, todos os trabalhadores espíritas (oradores, passistas, dirigentes, médiuns de toda ordem, músicos, etc.) trabalham sem recebimento financeiro algum.

2. A prática espírita é realizada sem nenhum culto exterior, dentro do princípio cristão de que Deus deve ser adorado em espírito e verdade.

3. O Espiritismo não tem sacerdotes e não adota e nem usa em suas reuniões e em suas práticas: altares, imagens, andores, velas, procissões, sacramentos, concessões de indulgência, paramentos, bebidas alcoólicas ou alucinógenas, incenso, fumo, talismãs, amuletos, horóscopos, cartomancia, pirâmides, cristais, búzios ou quaisquer outros objetos, rituais ou formas de culto exterior.

4. O Espiritismo não impõe os seus princípios. Convida os interessados em conhecê-lo a submeter os seus ensinos ao crivo da razão antes de aceitá-los.

5. A mediunidade, que permite a comunicação dos Espíritos com os homens, é uma faculdade que muitas pessoas trazem consigo ao nascer, independentemente da religião ou da diretriz doutrinária de vida que adote.

6. Prática mediúnica espírita só é aquela que é exercida com base nos princípios da Doutrina Espírita e dentro da moral cristã.

7. O Espiritismo respeita todas as religiões e doutrinas, valoriza todos os esforços para a prática do bem e trabalha pela confraternização e pela paz entre todos os povos e entre todos os homens, independentemente de sua raça, cor, nacionalidade, crença, nível cultural ou social. Reconhece, ainda, que "o verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza".

O estudo das obras de Allan Kardec é fundamental para o correto conhecimento da Doutrina Espírita.

O Centro Espírita

É a escola de formação espiritual e moral, baseada no Espiritismo, ou seja, nos ensinamentos de Jesus. É também posto de atendimento fraternal a todos os que o procuram com o propósito de obter orientação, esclarecimento, ajuda ou consolação e é núcleo de estudo, de fraternidade, de oração e de trabalho, com base no Evangelho de Jesus, à luz da Doutrina Espírita.

É uma casa onde as crianças, jovens, adultos e idosos tenham oportunidade de conviver, estudar e trabalhar, dentro dos princípios espíritas. Além de ser uma oficina de trabalho que proporciona aos seus freqüentadores oportunidade de exercitar o aprimoramento íntimo, pela vivência do Evangelho em suas atividades.

Caracteriza-se pela simplicidade própria das primeiras Casas do Cristianismo nascente na prática da caridade, na total ausência de imagens, paramentos, símbolos, rituais, sacramentos ou outras quaisquer manifestações exteriores. É a unidade fundamental do Movimento Espírita.

Seus Objetivos

Promover o Estudo, a Difusão e a Prática da Doutrina Espírita atendendo e ajudando às pessoas: - que buscam orientação e amparo para seus problemas espirituais e materiais; - que querem conhecer e estudar a Doutrina Espírita; - que querem exercitar e praticar a Doutrina Espírita, em todas as suas áreas de ação.

Suas Atividades Básicas

1. Divulgação da Doutrina Espírita (por todas as formas e meios compatíveis com os princípios doutrinários): palestras, aulas, grupos de estudos, livros, etc.

2. Assistência espiritual (orientação e ajuda às pessoas com necessidades espirituais): atendimento fraterno, exposição de temas espíritas, estudo do evangelho à luz da Doutrina Espírita, passes e atividade mediúnica.

3. Assistência e promoção social (orientação e ajuda às pessoas com necessidades materiais): assistência através da distribuição de alimento, roupa e remédio, e promoção através de cursos de orientação, ensino e formação profissional.

O livro dos Espíritos

Sendo umas das obras básicas do Espiritismo, O Livro dos Espíritos é o primeiro livro sobre a Doutrina Espírita, publicado pelo educador francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, sob o pseudônimo Allan Kardec. Escrito na forma dialogada da Filosofia Clássica, em linguagem clara e simples, para divulgação popular, este livro é um verdadeiro tratado filosófico que começa pela Metafísica, desenvolvendo cm novas perspectivas a Ontologia, a Sociologia, a Psicologia, a Ética, e estabelecendo as ligações históricas de todas as fases da evolução humana em seus aspectos biológico, psíquico, social e espiritual.

Com este livro surgiu no mundo o Espiritismo.

Mundo Espiritual

O individuo perde a consciência de sua dimensão espiritual quando retorna a matéria. Ele concentra seu interesse e seus objetivos à vida que ele percebe através dos sentidos, começando no berço e terminando no tumulo, à qual, por isso ele atribui importância máxima.

A idéia de vida após a morte lhe parece vaga e inconsciente por não existirem dados confiáveis que comprovem essa existência, apenas especulações.

A concepção cristã, por exemplo, apresenta o mundo espiritual como conseqüência do mundo físico, pois as almas seriam criadas de acordo com o papel que o individuo desempenhou na terra, e povoariam a espiritualidade pelas situações de felicidade ou desgraça conforme esse papel desempenhado.

A doutrina Espírita sugere uma idéia oposta, como se observa nas respostas de Allan Kardec:

Pergunta - Qual dos dois, o mundo espírita ou o mundo corpóreo é o principal, na ordem das coisas? Resposta - O mundo Espírita, que preexiste e sobrevive a tudo.

Pergunta - O mundo corporal poderia deixar de existir, ou nunca ter existido, sem que isso alterasse a essência do mundo espírita? Resposta - Decerto. Eles são independente, contudo, é incessante a correlação entre ambos, porquanto um sobre o outro incessantemente reagem.

A importância da vida espiritual não implica no desapreço pela experiência na carne, onde esta é a valiosa para por ser indispensável ao nosso progresso. Porém, o Espiritismo oferece uma base solida à moral, permitindo constatar que as conseqüências da felicidade são sempre felizes ao passo que a desilusão e o sofrimento são decorrentes invarialmente do nosso afastamento para com as leis divinas.

Necessidade de Encarnação

Há milênios, a religião afirma a existência em nós de uma parte não-material, o espírito. Este, por sua vez, define nossa individualidade - inteligência, vontade, afetividade, etc. -e prossegue vivendo após a morte. Se somos espíritos, por que não vivemos exclusivamente no plano espiritual? Porque precisamos dessa união que parece dificultar o nosso processo ao invés de facilitá-lo?

A doutrina Espírita esclarece informando que o espírito, criado simples e sem conhecimento, deve progredir com a união a matéria, realizando aquisições sempre mais significativas em termos de inteligência e moralidade até chegar a perfeição. Percorrendo uma trajetória conduzida pelo seu livre-arbítrio. Nesse percurso, toma e abandona diferentes e

sucessivos corpos, vivenciando situações como provas ou expiações nas quais tende a aprimorar o raciocínio e os sentimentos.

O contato com a matéria é indispensável nessas primeiras fases pelo tipo de experiência que o ser precisa e que são proporcionadas pela vida física: forma, espaço, substância e tempo, como entendemos enquanto encarnados e que favorecem o florescer da inteligência, habilitando-a a questões futuras que exigem maior complexibilidade.

Vale ressaltar, que não temos condições de relembrar toda a bagagem de nossos passados reencarnatórios, pois com a conquista da razão surge o senso moral e este se beneficia com a interrupção do fluxo de lembranças pessoas, onde há a limitação à existência que esta sendo vivida na terra.

"A encarnação constitui evidencia da bondade e da sabedoria do Criador e de sua solicitude para conosco, seus filhos." (Enfoques doutrinários - part. O livro dos espíritos; pág. 22)

A Primeira Semana

Na antiguidade, as explicações sobre a criação apresentadas pelas religiões eram muito simples. Afirmava-se que tudo surgiu no espaço de uma semana (Os seres, o sol e etc.).

Dezenas de séculos se passam e a ciência, desenvolvendo-se, mostra uma realidade totalmente diversa. Não se conhece a origem do universo e nem da vida, onde esta segunda é resultado de uma evolução longa, tendo começado como formas simples, unicelulares, tornando-se progressivamente mais complexa.

Espécies animais surgiram e desapareceram ao longo de incontáveis milênios, chegando assim ao aparecimento da raça humana.

A inconsistência das explicações religiosas levaram a ciência a dizer que as idéias de Criação e Criador são ficções destinadas a satisfazer a humanidade em seu período infantil. Onde, atingida a idade da razão, essas fantasias se tornavam desnecessárias.

Afirmou-se por muitos anos que o pensamento era produzido pelo cérebro de vez em que uma lesão deste alterava as faculdades mentais. Argumento este, hoje, considerado falso, pois um defeito em nosso aparelho de televisão também afeta o seu funcionamento que se normaliza após o seu reparo e isso, nunca foi considerado uma prova de que a programação esteja sendo gerado nele que, na verdade, apenas apresenta som e imagem de outro lugar.

A doutrina Espírita, emprega os mesmo procedimentos da Ciência - observação, exame racional, controle - oferecendo demonstrações da existência de que o espírito como ser autônomo, preexiste e sobrevive ao corpo.

Momento de Transição

Embora, a humanidade desde de seus primórdios, conviva com a morte, foi somente há relativamente pouco tempo que ela se tornou melhor conhecida em seus aspectos fisiológicos e psicológicos. O que acontece, realmente, naquela hora? Sofre-se? E o que virá depois?

O Espiritismo afirma a continuidade da vida, mostrando que a morte não é o fim. Ela apenas encerra um ciclo de experiências e aprendizagens no mundo físico para então existir sob outras condições vibratórias.

O livro dos Espíritos, esclarece que o momento da momento da morte nada tem de doloso para quem levou vida moral sadia. Quanto ao que ocorre à alma quando se da conta de estar no mundo dos espíritos, os benfeitores se expressaram:

"Se praticaste o mal, impelido pelo desejo de o praticar, no primeiro momento te sentirás envergonhado de o haveres praticado. Com a alma do justo as coisas se passam de modo bem diferente. Ela se sente como aliviada de grande peso, pois que não teme nenhum olhar perscrutador."

Outro fator que contribui para a visão negativa da morte se diz quanto á possibilidade de paz e companhia dos amigos naquele momento ou, angustia e presenças hostis e considerando-se a situação moral deficitária de uma expressiva parcela da humanidade , é compreensível que muitos tragam arquivados no subconsciente os registros das mortes dolosas, o que, sem duvida, ajuda a criar e manter o imaginário sombrio e a rejeição que a envolvem.

" Morrer é prosseguir vivendo, apesar da diferença vibratória na qual se expressará a realidade. ("temas da vida e da morte", de Manoel Philomeno de Miranda, psicografada de Divaldo Pereira Franco, página 84) ■ Proteção

Nos ambientes cristãos, durantes muitos séculos, acredita-se que há a existência de uma barreira entre os dois planos da vida, atravessada apenas por entidades angélicas ou demoníacas, em suas excursões pela terra, ou por individualidades santificadas. Onde, pessoas comuns ao morrer, estariam impossibilidades de se aproximarem de seus entes queridos e estes poderiam orar por elas que não teriam nenhuma condição de enviar qualquer resposta.

A verdade, demonstrada pelo Espiritismo, é que ocorre totalmente o oposto, pois o contato e a influenciação é permanente entre encarnados e desencarnados, embora os primeiros só raramente tenham consciência disso.

O Espiritismo nos diz que há a existência de um sistema de proteção, dirigido na terra por Jesus, mas integrado por entidade de vários níveis, algumas delas, inclusive, próximas a nós em termos de maturidade espiritual.

Esse dispositivo funciona em caráter tão natural que não o percebemos , pois atua proporcionando-nos forças e sugestões e as vezes ate criando circunstancias para que nós mesmos resolvamos nossos problemas.

A mensagem espírita nos convida a superar e enfrentar, com equilíbrio, obstáculos ao invés de pedir a remoção pura e simples. Essa superação se dá com paciência, tempo e ação, sempre perseverante no bem e com a certeza de que estamos sendo valiosamente ajudados.

Atividade Espiritual

A individualidade espiritual sobrevive à morte. Com essa afirmação, a religião tem uma grande dificuldade em conseguir abordar essa vida invisível que sucede à existência material. Perguntas como "Como seria sem ela?" "O que acontece depois que perdemos o corpo?" são freqüentes.

Na cultura cristã, foram adotadas idéias pagãs, de caráter mitológico , que passaram a ser utilizadas por teólogos e validadas em documentos emanados das autoridades religiosas. São usados conceitos de céu e inferno; anjos (com sua origem diferentes dos seres humanos) e demônios (possuem um esforço permanente de levar os indivíduos ao mal e à perdição). Tais noções da Criação, mostram Deus - a perfeição absoluta - gerando seres dotados de inteligência, vontade e capacidade criadora, onde estes poderiam fazer uso de um certo período de algumas décadas de vida corpórea, para assim anulá-los na ociosidade do céu ou nos tormentos do inferno, por toda a eternidade.

Com o Espiritismo, opera-se de maneira oposta a esse quadro, fazendo com que a humanidade obtenha informações confiáveis a respeito desse plano invisível. A vida do espírito é una, onde esta transcorre na fase inicial mediante etapas que se alternam, onde experiências se desenvolvem ora em ligação com um corpo material, ora sem ele, em incessante progresso. Os mundos físicos, e extra físicos interagem-se continuamente, nos informando as obras doutrinárias onde a vida nos círculos espirituais vizinhos á Terra é semelhante a nossa, incluindo afetividade, trabalho, aprendizagem, religiosidade e etc.

É a vida material que reproduz a existência na espiritualidade, onde tais características conhecemos antes do retorno a carne e procuramos reproduzir durante os anos de permanência no corpo. No entanto, a literatura espírita não oferece descrições das atividades e formas de convivência nos planos elevados por sua total falta de analogia com o que observamos na Terra.

Unidade na Criação

É comum a varias escolas religiosas a crença em anjos, onde estes seriam seres espirituais que vivem em estados de perfeição, ou seja, agindo sempre em consonância com as leis divinas.

A doutrina espírita esclarece que não há criações distintas, e sim distancia evolutiva, representando humanidade e angelitude em situações sucessivas da mesma trajetória comum a todas as criaturas.

O Espiritismo aborda também outro ponto indefinido no pensamento cristão: seres dotados, em grau rudimentar de inteligência, sentimentos e vontades, que são irracionais. Qual o significado dessa existência? Estariam eles destinados à inferioridade?

A resposta é não, pois tendo os orientadores espirituais informado que o principio inteligente percorre todos os reinos inferiores da natureza, onde, animando corpos materiais, se elabora até atingir o patamar da razão, podendo distinguir o bem do mal quando ingressa na faixa da humanidade na qual estagiará por um longo período, a caminho da condição angelical , num processo que embora abordado com maior profundidade em obras doutrinárias posteriores à Codificação, escapa ainda ao nosso entendimento.

Vale ressaltar e exemplificar que essa é uma posição adotada pela religiosidade oriental, onde diferente da conceituação espírita, admite a metempsicose (possibilidade de encarnar em seres humanos em corpos de animais) o que contraria a Lei de Progresso e é negado categoricamente pelos instrutores espirituais na literatura doutrinária.

Allan Kardec observou que essa passagem pelos reinos inferiores da natureza não diminui o homem, onde sua dignidade nada sofre pelo fato de ele ter passado pelos estágios de feto, infância e juventude antes de tornar-se plenamente adulto.

Igualdade

Nas civilizações antigas era de subalternidade a posição da mulher, o que naturalmente refletia na prática religiosa, definida e dirigida por homens.

O Cristianismo, que surgiu no seio da sociedade judaica patriarcal, assimilou essa característica e a conservou por muitos séculos, sendo o elemento feminino admitido ao sacerdócio ou ao pastoreio apenas em época recente. Seu papel era passivo como freqüentadoras dos templos ou até mesmo religiosas pertencentes a alguma ordem monástica, sem qualquer influencia nas questões doutrinárias e administrativas, não podendo igualmente celebrar cultos ou ministrar sacramentos.

Chamou-se feminismo o movimento surgido na Europa com o objetivo de conquistar a equiparação dos direitos políticos e sociais de ambos os sexos. As primeiras manifestações desse sentido surgiram no final do século XVIII e se intensificou ao longo do século XIX, quando se concentraram na questão do voto feminino, conseguido somente na primeira metade do século XX.

A posição inferior da mulher persiste em algumas regiões por efeito da ignorância e de tradições retrógadas, sendo pouco a pouco modificada pelo progresso.

Os orientadores espirituais se expressaram acerca desse tema em obra básica: "A lei humana, para ser equitativa, deve consagrar a igualdade dos direitos do homem e da mulher. Todo privilégio a um ou a outro concedido é contrário a justiça. A emancipação da mulher acompanha o progresso da civilização. Sua escravidão marcha de par com a barbaria. Os sexos, além disso, só existem na organização física. Visto que os Espíritos podem encarnar num e outro, sob esse aspecto nenhuma diferença há entre eles. Devem, por conseguinte, gozar dos mesmos direitos"

O movimento Espírita sempre contou com a participação de mulheres em todos os campos de atividade, inclusive nos postos de direção.

Penas Eternas

O Espírito, como já vimos, é criado simples e sem conhecimento sucinto a realizarem aquisições sucessivas de inteligência e sentimento até sua plena integração com as leis divinas. Nessa trajetória ele passa pela experiência de reencarnação, vivenciando por diversas vezes experiências sempre mais complexas e enriquecedoras para seu progresso.

O desconhecimento por parte de uma grande parcela de religiosos sobre essa visão, os levou a acreditar que após a existência material (seria a única) haveria apenas duas situações definitivas para o individuo: a suprema felicidade no céu ou a desgraça absoluta no inferno. Onde estas se dão pela maioria das criaturas caminharem para o sofrimento eterno após comer alguns erros durante sua vida na Terra. Não havendo assim, uma reabilitação.

Numa concepção primária da Justiça Suprema, de vez que, entre os homens, as leis, embora deficientes, há muitos se mostram benignas pois, além de levarem em conta circunstancias e diferenças individuais no julgamento de qualquer

delito, buscam sempre a ressocialização do infrator. A falha desse plano da Criação citado acima é tão absurda , que deixa sem solução os casos que morrem ainda na infância, dos selvagens e doentes mentais.

É bem verdade que as conseqüências do mal são invariavelmente más para aqueles que o praticam, porém o criminoso estará sujeito à Lei do Progresso e cedo ou tarde se modificará, superando prejuízos e ilusões e tornando-se servidor do bem. Nossos erros são corrigidos através de processos que não apresentam prazos estabelecidos, onde terá peso decisivo o desejo de melhoria. Santo Agostinho disse a respeito dessa questão no "Livro dos Espíritos":

“Interrogai o vosso bom senso, a vossa razão e perguntai-lhe se uma condenação perpétua, motivada por alguns momentos de erro, não seria a negação da bondade de Deus. Que é, com efeito, a duração da vida, ainda quando de cem anos, em face da eternidade? Eternidade! Compreendeis bem esta palavra? Sofrimentos, torturas sem-fim, sem esperança, por causa de algumas faltas! O vosso juízo não repele semelhante idéia? Que os antigos tenham considerado o Senhor do Universo um Deus terrível, cioso e vingativo, concebe-se. Na ignorância em que se achavam, atribuíam à divindade as paixões dos homens. Esse, todavia, não é o Deus dos cristãos, que classifica como virtudes primordiais o amor, a caridade, a misericórdia, o esquecimento das ofensas. Poderia Ele carecer das qualidades, cuja posse prescreve, como um dever, às Suas criaturas? Não haverá contradição em se Lhe atribuir a bondade infinita e a vingança também infinita? Dizeis que, acima de tudo, Ele é justo e que o homem não Lhe compreende a justiça. Mas, a justiça não exclui a bondade e Ele não seria bom, se condenasse a eternas e horríveis penas a maioria das suas criaturas. Teria o direito de fazer da justiça uma obrigação para Seus filhos, se lhes não desse meio de compreendê-la? Aliás, no fazer que a duração das penas dependa dos esforços do culpado não está toda a sublimidade da justiça unida à bondade? Aí é que se encontra a verdade desta sentença: “A cada um segundo as suas obras.” Oportuno lembrar que o conhecimento espírita ganha beleza e significado mais profundo as palavras do Evangelho: " O amor cobre a multidão de pecados (I Pedro, 4:8)".

✓ "O Livro dos Espíritos" é um livro de autoria dos Espíritos, onde as respostas e dissertações representam os princípios da Doutrina Espírita. Este, por sua vez, recebeu uma expressiva contribuição de Allan Kardec, a quem coube a seleção e organização do material que o compõe. Parte deste livro, resulta de perguntas que ele próprio dirigiu aos desencarnados.

O Evangelho Segundo o Espiritismo

Este livro foi publicado, inicialmente, com o título de Imitação do Evangelho. Kardec explica o seguinte: "Mais tarde, por força das observações reiteradas do Sr. Didier e de outras pessoas, mudei-o para Evangelho Segundo o Espiritismo”. Trata-se do desenvolvimento dos tópicos religiosos de O Livro dos Espíritos, e representa um manual de aplicação moral do Espiritismo. A Introdução e o Capítulo I constituem verdadeiro estudo sobre a natureza, o sentido e a finalidade do Espiritismo. Este livro é uma peça de grande valor para a verdadeira compreensão da Doutrina.

Allan Kardec sintetiza: “O Espiritismo realiza o que Jesus disse do Consolador prometido: conhecimento das coisas, fazendo que o homem saiba donde vem, para onde vai e por que está na Terra; atrai para os verdadeiros princípios da lei de Deus e consola pela fé e pela esperança.” (cap. VI – 4).

Dentre os citados livros espíritas, O Evangelho Segundo o Espiritismo contém “a explicação das máximas morais do Cristo em concordância com o Espiritismo e suas aplicações às diversas circunstâncias da vida”. Já na introdução, o livro apresenta o objetivo da obra e esclarece que as matérias contidas nos evangelhos podem ser divididas em cinco partes: Os atos comuns da vida do Cristo; Os milagres; As predições; As palavras que foram tomadas pelas Igrejas para fundamento de seus dogmas; e o Ensino Moral. Há controvérsias sobre as temáticas, com exceção à última, sobre o Ensino Moral do Cristo, nenhuma das religiões cristãs a contestam e é uma bandeira sob a qual todas as religiões se igualam. O Ensino Moral deixado pelo Cristo exige de cada cristão a sua reforma íntima que vai nortear toda a sua vida pública e particular, sua relação com o mundo e consigo mesmo, dentro da mais rigorosa justiça, “roteiro infalível para a felicidade vindoura, o levantamento de uma ponta do véu que nos oculta a vida futura. Essa parte é a que será objeto exclusivo desta obra”, como consta na Introdução do livro dos Espíritos.

Todo cristão conhece o Evangelho e sabe da sua sublimidade, porém mais pela tradição de suas religiões do que pelas suas próprias conclusões porque o estudo do Evangelho em suas escrituras é leitura de difícil entendimento. “A forma alegórica e o intencional misticismo da linguagem fazem que a maioria o leia por desencargo de consciência e por dever”. O Evangelho segundo o Espiritismo vem auxiliar os leitores no entendimento da complexidade da narrativa dos fatos de Jesus, para muitos ininteligíveis porque essas questões são esclarecidas pelos espíritos tornando-as inteligíveis. Essa interpretação não parte de uma única Inteligência, o que seria leviano aceitar porque estaria sujeita a

uma interpretação pessoal, passível de erros, o que não aconteceu no Evangelho segundo o Espiritismo porque Kardec, “o codificador da Doutrina” pesquisou de inúmeras fontes, que eram os médiuns, de inúmeras reuniões mediúnicas, em todo o mundo, onde esses médiuns, não tinham conhecimento do material que outros médiuns também recebiam da Espiritualidade Superior. Kardec comparava as mensagens mediúnicas e via a autenticidade das informações pela semelhança de interpretação recebida pelos diversos médiuns ao redor do mundo, então não foi a interpretação de Kardec e sim as explicações dos Espíritos que se comunicavam em diversas partes do mundo. “Uma só garantia séria existe para o ensino dos Espíritos: a concordância que haja entre as revelações que eles façam espontaneamente servindo-se de grande número de médiuns estranhos uns aos outros e em vários lugares”.

Informa o Espiritismo que há leis que regem as relações entre o mundo visível e o mundo invisível. No Evangelho sendo o Espiritismo há universalidade do ensino dos Espíritos. Os ensinamentos vão sendo ministrados paulatinamente, sem atropelos e de acordo com a elevação da capacidade dos estudiosos da Doutrina. Não será um homem nem somente um espírito que venham impor ideias, “será a universalidade dos Espíritos que se comunicam em toda a terra, por ordem de Deus. Esse é o caráter essencial da Doutrina Espírita, essa é a sua força, a sua autoridade, quis Deus que a sua Lei assentassem em base inamovível e por isso não lhe deu por fundamento a cabeça frágil de um só”.

No Evangelho segundo o Espiritismo também traz notícias históricas sobre a Sociedade Judaica do tempo de Jesus, explicando sobre a atuação dos Escribas, dos Essênios ou Esseus, dos Fariseus, Nazarenos, Postageiros, Publicanos, Saduceus, Samaritanos, Terapeutas. Os Terapeutas e os Essênios representam o traço de união entre o Judaísmo e o Cristianismo porque suas ideias eram muito similares ao Cristianismo. Há também um capítulo inteiro dedicado a Sócrates e Platão, precursores da ideia cristã e do Espiritismo. O Evangelho segundo o Espiritismo é composto de 27 capítulos e um resumo sobre preces gerais, específicas para cada caso, e a explanação do Pai Nosso.

Aliança da Ciência com a Religião (Capítulo I, item 8)

A ciência moderna se desenvolveu na civilização ocidental e teve seus primórdios na Idade Média. Surgiu dentro da religião, pois, na época eram religiosos ou teólogos os principais estudiosos. Não havia uma “busca da verdade”, apenas uma justificação para as afirmativas feitas nos textos sagrados.

Gradualmente, a religião isolou-se da razão, estabelecendo uma separação completa entre as duas ordens de ideias. Caminhando a ciência para uma visão materialista em “Um mundo onde Deus foi expulso” e, a religião, persistindo de forma cada vez menos bem-sucedida de impor suas teses dogmáticas.

Foi nesse cenário desfavorável à crença, que surgiu em meados do século XIX, a Doutrina Espírita.

Muitas Vidas (Capítulo 4, itens 5 a 11)

Chama-se encarnação a união temporária do espírito imortal a um corpo perecível para mais uma experiência e aprendizagem no mundo material. Esse estágio educativo se encerra com a morte e, por se repetir inúmeras vezes também são chamadas reencarnação.

A dificuldade ou a facilidade se apresentam independentemente do que tenhamos feito em nossa existência. Elas têm origem em nosso passado reencarnatório, sendo sempre uma oportunidade valiosa para conquista de valores espirituais.

Pobres de Espírito (Capítulo 7, itens 1 e 2)

Pobre de Espírito na concepção do Evangelho significa a consciência das próprias deficiências, associadas ao sincero empenho de saná-las e, predispõe também à verdadeira humildade, que não se confunde com fraqueza. A exagerada importância atribuída à personalidade é que obscurece o nosso entendimento, dificultando a compreensão de noções e evidências, por vezes, bem simples.

A Doutrina Espírita modifica a exaltação do próprio eu, mostrando a singeleza de nossa posição no imenso panorama da vida e direcionando nossos esforços para servir mais e propagar o bem.

Paciência (Capítulo 9, item 7)

A paciência é definida como a virtude de quem suporta males e contratempos sem queixas nem revoltas, sendo, também, a qualidade de quem espera com calma o que tarda. Diante de dificuldades, a paciência se expressa numa postura de equilíbrio, favorecendo que ajudas sejam prestadas também pelo ramo Espiritual e, facilita à aproximação de parentes próximos ou amigos. Na verdade, a impaciência não se justifica nunca, devemos então entender doença ou decepção como experiências.

A Doutrina Espírita nos auxilia para que conservemos nossa harmonia interior nas horas de incerteza e dificuldade. Um bom exemplo disso é Jesus.

Divulgação (capítulo 20, item 4)

A Doutrina Espírita nasceu em 1857, no entanto, ela dá seus primeiros passos para torna-se uma força socialmente atuante, decisiva na implantação de três ideias que constituem a essência da religião:

• Deus • Nossa dimensão espiritual • Código de conduta baseado no amor •

Com isso, algumas expressões ficaram conhecidas entre os espíritas como, por exemplo: “Conhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral...”.

Conhecimento Religioso (capítulo 24, itens 1 a 7).

Na antiguidade as religiões possuíam dois tipos de ensino:

• Comum, destinado ao povo em geral.

• Especial (secreto) circulava exclusivamente entre os pequenos grupos de iniciados.

O comum era bem simples, contendo apenas a ideia de um poder superior, exercidos por divindades diversas. O segundo era mais complexo, com a noção do Deus único e o conhecimento da vida espiritual.

A principal finalidade da prática religiosa era a solução de problemas cotidianos como, por exemplo, a cura de doenças e boas colheitas. Entretanto, Jesus muda radicalmente essa imagem, destacando a importância da religião, do bem em nossas atitudes. Ele nos ensinou sobre o amor e a sabedoria de Deus. Seu conhecimento foi ministrado em praças ou praias, sendo seu principal discurso apresentado num monte.

As reuniões espíritas são públicas, nas quais algumas pessoas estão tendo o primeiro contato com o Espiritismo, por isso, são normalmente estudados “O Livro dos Espíritos” e o “Evangelho segundo o Espiritismo”, reservando o estudo de outras obras para quem já tem frequência a tais reuniões. Essa atitude está assimilada pelo ensino de Jesus, de adaptar-se, ao mesmo tempo, às necessidades e possibilidades de cada um.

✓ O livro Evangelho segundo o Espiritismo é uma obra esclarecedora, consoladora e orientadora e define: “o verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza”, capítulo XVII.

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