Órgãos dos Sentidos - Apostila - Fisiologia_Parte2, Notas de estudo de . Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Pao_de_acucar
Pao_de_acucar5 de Março de 2013

Órgãos dos Sentidos - Apostila - Fisiologia_Parte2, Notas de estudo de . Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

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Apostilas de Fisiologia sobre o estudo dos orgãos de sentido, corpusculos gustativos, fotorreceptores.
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2) CORPÚSCULOS GUSTATIVOS:

Através do paladar, podemos selecionar a comida que ingerimos. Desse modo escolhemos o que nos serve e evitamos o que pode ser venenoso ou que esteja estragado. Isso tudo é possível graças às papilas gustativas da língua que percebem quatro sabores fundamentais: doce, salgado, azedo (ácido), amargo. Os demais sabores são combinações desses quatro, assim como ocorre no órgão olfativo.

É devido à presença de corpúsculos gustativos que se encontram distribuídos praticamente em toda mucosa bucal, sendo, porém, encontrados mais freqüentemente nas papilas fungiformes e valas da língua, que podemos receber os estímulos dos alimentos que ingerimos, quanto a sua forma, consistência e sabor (fig.7b).

Cada corpúsculo gustativo apresenta uma pequena abertura que permite a penetração de substâncias, o poro gustativo (fig.7a). Estes corpúsculos são constituídos por quatro tipos celulares: as células basais, as de sustentação (tipos I e II), e as sensoriais (tipo III).

Fig. 7 - a) Estrutura e inervação de um corpúsculo gustativo. b) Disposição dos corpúsculos gustativos na língua.

Tanto as células de sustentação como as sensoriais são colunares e apresentam microvilos em suas superfícies apicais. Os estímulos químicos são recebidos pelas células sensoriais e passam para as terminações nervosas através da liberação de substâncias neurotransmissoras. Pelo fato da língua possuir um grande número de papilas gustativas as mesmas foram divididas em dois grupos fundamentais: as papilas tácteis e as papilas gustativas.

As primeiras contêm filetes nervosos, são filamentosas e longas (papilas filiformes) e percebem sutilmente o tato. As papilas gustativas são inervadas por filetes do glossofaríngeo (9o par craniano) e podem ser de dois tipos: papilas caliciformes e papilas fungiformes.

- Papilas Caliciformes: (com forma de cálice); dispõem-se na parte posterior da língua, formando o V lingual. São grandes e percebem principalmente o sabor amargo.

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- Papilas Fungiformes: (em forma de cogumelo); distribuem-se por toda a superfície superior e lateral da língua.

FOTORRECEPTORES

O OLHO E A VISÃO:

O olho é o órgão capaz de captar a luz e formar imagens de objetos que estejam dentro de seu campo de percepção, por isso, a percepção das cores é parte importantíssima de nossa vida cotidiana. Ela não só nos possibilita diferenciar objetos como influi em nossos sentimentos.

Para compreendermos o mecanismo da visão, devemos antes conhecer o olho e seus componentes fundamentais, que estão ilustrados na figura 8.

Fig. 8 - Estruturas histológicas do olho humano.

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1) ESCLERÓTICA: membrana resistente de cor branca, formada por feixes de fibras colágenas com fibroblastos achatados e algumas fibras elásticas, que dá forma e protege o olho dentro da cavidade óssea. Na parte posterior do globo ocular, a porção mais externa da esclerótica se comunica com a bainha dural e geralmente também com a lâmina aracnóidea do nervo óptico. Suas lâminas mais internas se comunicam com a pia-máter. A parte anterior e transparente da esclerótica é a córnea.

Córnea: camada fina da frente do olho. É transparente para a passagem da luz e não possui vasos sanguíneos. É essencialmente constituída por um tipo especial de tecido conjuntivo denso e um material intercelular denominado substância própria. Esse epitélio possui diversas camadas de espessura e é muito rico em terminações nervosas, principalmente do tipo receptor para dor, por isso qualquer irritação provoca o fechamento das pálpebras e secreção de lágrimas automaticamente como meio de defesa do organismo.

2) CORÓIDE: rica em vasos sanguíneos, que trazem o alimento e oxigênio para as células do olho. Entre os vasos observa-se um tecido conjuntivo frouxo, rico em fibroblastos, fibras colágenas e elásticas. Possui células pigmentadas cheias de melanina as quais, quando estimuladas produzem a visão. A coróide é constituída por corpo ciliar e torna-se visível através da córnea formando a íris.

Corpo ciliar: apresenta-se como uma dilatação da coróide ao nível do cristalino. Tem aspecto de um anel espesso, contínuo, revestindo a superfície interna da esclera. O componente básico dessa região é tecido conjuntivo, rico em fibras elásticas, células pigmentares e capilares, no interior do qual encontramos o músculo ciliar. Esse músculo é constituído por três feixes de fibras musculares que se inserem de um lado na esclera e, de outro, em diferentes regiões do corpo ciliar.

Íris: é um prolongamento membranoso da coróide que contém os pigmentos que dão cor aos olhos e que limita uma abertura central, a pupila.

Pupila: é a "menina dos olhos". É a abertura da íris, por onde a luz entra. Contraindo ou dilatando-se, a íris muda o diâmetro da pupila, regulando a entrada de luz. Isso ocorre devido a íris possuir fibras musculares lisas ao redor da pupila que são inervadas pelo nervo do sistema simpático, os quais dilatam a pupila (midríase); e pelos nervos do sistema parassimpático, que provocam a contração da pupila (miose).

3) RETINA: é formada por dez camadas, porém as mais importantes são onde estão os neurônios fotorreceptores que estão distribuídos na macula lutea(mancha amarela) e classificam-se em cones e bastonetes. Ver desenho esquemático na figura 10.

Macula Lutea ou Mancha Amarela: No seu centro existe uma estrutura chamada Fóvea Centralis que é local da retina onde se forma a imagem do objeto que olhamos diretamente. Esta área é especializada de diversas maneiras para um maior grau de resolução visual. Nesta área estão localizadas estruturas chamadas cones que são responsáveis pela visão colorida, são também pouco sensíveis à luz. Na área mais periférica da macula lutea estão localizados os bastonetes que são muito sensíveis à luz (claro / escuro). Em situações de baixa intensidade luminosa somente os bastonetes são estimulados e só conseguimos distinguir branco e preto. Somente a imagem formada na macula lutea é interpretada clara e distintamente pelo cérebro.

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Nos cones e bastonetes da retina existe um pigmento fotossensível, a rodopsina, formado de uma proteína (opsina) associada a um pigmento carotenóide chamado retinal(vitaminaA). No escuro esse pigmento carotenóide está na forma 11-cis-retinal. A ação da luz muda a forma do 11-cis-retinal para todo-trans-retinal. Essa ativação da rodopsina ativa a transducina, proteína G encontrada na retina. A transducina liga-se ao GTP, e isto por sua vez ativa a fosfodiesterase que catalisa a conversão do GMPcíclico (GMPc) para 5-GMP. O GMPc no citoplasma dos bastonetes mantém os canais de Na+ na posição aberta, e sua redução leva ao fechamento dos canais e à hiperpolarização. Esta reação em cascata amplifica o sinal da luz e ajuda a explicar a grande sensibilidade dos bastonetes tornando-os capazes de produzir uma resposta detectável até para um único fóton de luz. A avitaminose "A" provoca a hemeralopia ou cegueira noturna, pois está intimamente ligada à produção de rodopsina.

Existem também tipos diferentes de cones, cada qual com uma variedade de pigmento visual diferente da rodopsina, porém muito afim com ela. Supõe-se que cada um deles tenha receptividade específica para o comprimento de onda de uma das três cores primárias (vermelho, azul e verde). Os diferentes tons de cor são percebidos pela combinação ponderada dos estímulos a esses tipos de cones.

No daltonismo, pode não ocorrer a formação normal de um ou mais de um desses tipos de cones, com a conseqüente deficiência dos respectivos pigmentos.

É na retina que se encontra também a estrutura responsável pelo sistema condutor dos estímulos sofridos pelos cones e bastonetes. Essa estrutura é denominada Nervo óptico que por sua vez é formado por centenas de fibras nervosas que conduzem os impulsos ao cérebro. No local onde o nervo óptico passa pelo fundo do olho não se forma imagem; esse ponto então é chamado de ponto cego.

4) CRISTALINO: tem forma de lente biconvexa e apresenta grande elasticidade, que diminui progressivamente com a idade. É formado por três partes: fibras do cristalino, cápsula do cristalino e epitélio subcapsular. Ele é a lente que faz os raios luminosos, provenientes do objeto observado, caírem sobre a fóvea centralis.

5) MÚSCULOS CILIARES: contraindo-se ou distendendo-se, variam a curvatura do cristalino, adaptando-o para melhor focalização do objeto.

6) HUMOR VÍTREO: ocupa a cavidade do olho que se situa atrás do cristalino; tem aspecto de um gel claro, transparente e apresenta no seu interior fibrilas de colágeno. Seu componente principal é a água (cerca de 99%) e glicosaminoglicanas altamente hidrófilas, em especial o ácido hialurônico.

7) GLÂNDULAS LACRIMAIS: glândulas exócrinas que produzem lágrima que é espalhada sobre a córnea, pelo "pisca-pisca" das pálpebras, lubrificando-a e impedindo que fique seca e irregular (fig. 10).

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Fig.9: Principais células e conexões neurais da retina.

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Fig. 10 - O aparelho lacrimal consiste de uma glândula secretora da lágrima e uma série de ductos.

DEFORMAÇÕES DO GLOBO OCULAR:

Um globo ocular com curvatura muito acentuada, pouco acentuada ou irregular faz com que a imagem não caia corretamente sobre a retina; por isso a necessidade de lentes adequadas (fig. 11) para corrigirem essa anormalidade que pode se agravar progressivamente se não for tratada.

Fig. 11 - a) Uma lente com uma superfície convexa causa a convergência dos raios de luz; b) uma lente com superfície côncava causa a divergência deles.

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MIOPIA: se o globo ocular é alongado e a córnea é muito curva, a imagem se forma antes da retina. Olhando o objeto bem de perto, o míope enxerga, porque, neste caso, a imagem se forma quase sobre a retina. Esquema ilustrado abaixo.

Usando uma lente divergente que afasta os raios luminosos que vêm do objeto, o míope enxerga normalmente, porque a imagem passa a se formar sobre a retina. Esquema ilustrado abaixo.

HIPERMETROPIA: se o globo ocular é pouco alongado e a córnea é pouco curva, a imagem se forma depois da retina se vista de perto. A tendência do indivíduo é afastar os objetos dos olhos para que possa observá-los melhor. Esquema ilustrado abaixo.

Usando uma lente convergente que aproxima os raios luminosos que vêm do objeto, o hipermetrope enxerga normalmente, porque a imagem passa a se formar sobre a retina. Esquema ilustrado abaixo.

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ASTIGMATISMO: no astigmatismo, a curvatura do cristalino se apresenta irregular. A imagem se apresenta duplicada e sobreposta. Uma lente especial mais curva num trecho e menos curva em outro faz a compensação e a imagem, que antes era borrada, fica nítida. Esquema ilustrado abaixo.

PRESBIOPIA: com a idade, o cristalino fica menos flexível, os músculos ciliares já não funcionam bem e a acomodação da vista se torna problemática. Óculos com lentes convergentes facilitam a leitura e a visão de objetos próximos.

Você sabia que a máquina fotográfica é similar ao olho humano? Compare olhando a fig 12 e a tabela abaixo:

Fig. 12a - Similaridades do globo ocular

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Fig 12b - Similaridades de uma máquina fotográfica.

MÁQUINA FOTOGRÁFICAGLOBO OCULAR

DIAFRAGMA ÍRIS COM PUPILA

LENTES CRISTALINO

CÂMARA ESCURA INTERIOR DO OLHO

FILME COM SAIS DE PRATA RETINA COM PIGMENTOS VISUAIS

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